TRANSCRIÇÃO · CC BY 3.0

Bate-papo com Naval Ravikant - Novas Fronteiras 2019

Tradução automática para o português do Brasil. Gerada e salva em 2026-10-23. Pode conter erros; confira os termos e as citações na versão em inglês e no vídeo original. Os horários são os mesmos da fonte. A transcrição original em inglês está disponível abaixo.

Entrevista de Naval Ravikant no 2019 New Frontiers sobre letramento digital, atração de empreendedores, coordenação por blockchain e as pressões da vida de startup.

Guia de leitura por Vidleaf. O cenário da Nova Zelândia dá a esta entrevista do New Frontiers 2019 seu foco particular: a pergunta inicial indaga como um ecossistema nacional de tecnologia poderia se desenvolver. Ravikant conecta letramento digital e imigração a essa questão antes de discutir a idolatria a empreendedores, a coordenação por blockchain e sua própria experiência de estresse com startups. Leia as reflexões posteriores sobre felicidade junto com essa discussão de políticas locais e o 2019 contexto da entrevista.

Edmund Hillary Fellowship · Publicado em · 23 min · Inglês · Licença: CC BY 3.0 · Fonte: assistir no YouTube

Fonte da transcrição: legendas enviadas pelo criador no YouTube. Pontuação por IA adicionada pelo Vidleaf; redação original e âncoras de carimbo de tempo preservadas. A transcrição original está disponível abaixo.

Resumo gerado por IA

Nesta 2019 entrevista do New Frontiers, Naval Ravikant conecta sua experiência como empreendedor e investidor com questões sobre o ecossistema de tecnologia da Nova Zelândia. Ele defende o letramento digital e a atração de talentos empreendedores, depois discute ciclos de tecnologia e os limites de tratar fundadores como autoridades. Seu relato sobre blockchains foca em coordenação e confiança, ao lado da natureza especulativa dos mercados de criptomoedas na época. A parte final volta-se para a fama, a pressão sobre fundadores e sua própria abordagem da felicidade. A conversa é apresentada em seu contexto histórico, com links de origem para acompanhar cada argumento e suas ressalvas.

Pontos-chave

  • [2:17] Ravikant propõe o letramento digital e a atração de empreendedores como oportunidades para a Nova Zelândia.
  • [14:54] Sua discussão sobre blockchain diz respeito à coordenação e à confiança em redes digitais descentralizadas.
  • [21:20] Ele descreve os custos pessoais da fama e da pressão de startup ao lado de sua busca pela felicidade.

Gerado a partir da transcrição. Verifique as passagens vinculadas em relação ao vídeo original. Resumo e pontos-chave revisados pelo Vidleaf em 2026-10-21.

Visão geral completa

Naval Ravikant discute suas aproximadamente duas décadas como empreendedor e investidor do Vale do Silício, cobrindo empresas que fundou ou apoiou, incluindo AngelList, Epinions, Twitter, Uber e Product Hunt, e seu trabalho na lei JOBS. Ele propõe o letramento digital e a imigração como duas ideias provocativas para a Nova Zelândia, argumentando que os computadores são o letramento moderno e que o Vale do Silício atrai, em vez de criar, empreendedores, e que a Nova Zelândia já tem muitos elementos para usar a política de imigração como multiplicador de forças. Ele diz que a tecnologia está voltando a uma fase de ruptura de paradigmas após as fases de exploração, e que o poder destrutivo da tecnologia tende a surgir antes de seu poder criativo, e descreve um culto ao empreendedorismo e à adoração de heróis no Vale do Silício, dizendo que empreendedores são ótimos como fonte de inspiração, mas bobos como fonte de verdade. Ele explica seu interesse em blockchains desde 2013 como uma solução tecnológica para o Problema dos Generais Bizantinos, e como as blockchains trazem mercados para qualquer domínio digital e criam redes digitais sem líder, observando que a emissão de dinheiro historicamente exigiu um rei ou Estado e que o Bitcoin essencialmente separa o dinheiro de qualquer indivíduo que o controle. A sessão também cobre blockchains como tecnologia de confiança, a queda do mercado de cripto e seu desenvolvimento, bitcoin versus ouro, e os custos pessoais da fama e do empreendedorismo: a cripto é descrita como um mercado altamente especulativo que combina dinheiro, código e governança, comparável ao ciclo pontocom de 1999-2000 e mais parecida com os computadores nos anos 1980 do que com a internet nos anos 1990, embora avançando mais rápido, com muito trabalho fundamental de desenvolvimento ainda por fazer; o bitcoin, avaliado em cerca de 80 bilhões de dólares contra uma oferta global de ouro de cerca de sete a dez trilhões de dólares, faz muitas coisas que o ouro faz, algumas melhor e outras pior, e o mercado o precifica como algo entre uma chance em quinhentos e uma chance em cem de ser ouro digital, tornando-o um instrumento muito especulativo hoje. O palestrante também chama a fama de maldição, descreve o estresse dos fundadores que nunca podem mostrar fraqueza mesmo que 99 em cada 100 startups efetivamente fracassem, e explica que cinco ou seis anos atrás decidiu parar de ser infeliz e tratar a felicidade como uma disciplina pessoal, o que lhe custou alguns contatos de negócios e negócios. A sessão encerra anunciando uma segunda parte mais aprofundada no palco principal em 2:30 com perguntas & respostas, e o público é convidado a se juntar nos agradecimentos a Naval Ravikant.

Resumos de capítulos com carimbos de tempo

A carreira de Naval Ravikant no Vale do Silício

  • [0:05] Naval é empreendedor e investidor no Vale do Silício há cerca de duas décadas.
  • [0:13] Ele fundou empresas por amor à ciência e à tecnologia, incluindo uma que fabricava amplificadores ópticos e uma que se tornou o Google Earth.
  • [0:28] Ele fundou a Epinions, que abriu capital como parte da Shopping.com, além de dezenas de esforços fracassados.
  • [0:38] Ele fundou a AngelList, a maior plataforma online de captação de recursos para startups, que levantou mais de um bilhão de dólares, quase tudo para startups em estágio inicial.
  • [0:48] A AngelList também opera o maior marketplace gratuito de recrutamento de talentos para startups, onde cerca de metade das startups do mundo anglófono encontram talentos.
  • [0:56] Eles são donos do Product Hunt e desmembraram a CoinList, um marketplace regulamentado para cripto e ICOs.
  • [1:06] Ele foi investidor-anjo em empresas como Twitter, Uber, Wish e Postmates.
  • [1:15] Ele foi coautor do blog Venture Hacks e trabalhou na lei JOBS, a lei dos EUA que viabilizou o financiamento coletivo, a solicitação geral e os IPOs regulares plus.

Letramento digital e imigração para a tecnologia da NZ

  • [1:50] Naval chama o design de sistemas de problema difícil e diz que posicionar a Nova Zelândia como incubadora de design de sistemas é sedutor, mas muito difícil e arriscado.
  • [2:17] Ele levanta duas ideias provocativas: letramento digital e imigração.
  • [2:20] Naval argumenta que os computadores são a ferramenta mais poderosa já criada, oferecendo alavancagem infinita sem permissão, e que saber lidar bem com computadores é o letramento moderno.
  • [2:54] Ele propõe um experimento para criar uma nação inteiramente letrada digitalmente, onde todos sejam fluentes com computadores, proporcionando amplas vantagens mesmo fora das profissões ligadas a computadores.
  • [3:37] Ele diz que isso poderia elevar os salários em outras profissões também, citando a doença dos custos de Baumol e o custo de oportunidade do que as pessoas poderiam estar fazendo de outra forma.
  • [4:01] Naval distingue computadores de carros: um carro é um utilitário usado da mesma forma repetidamente, enquanto o computador é uma ferramenta criativa de autoexpressão que não será automatizada.
  • [4:28] Ele diz que a Nova Zelândia está bem posicionada para ser uma nação letrada digitalmente porque é anglófona, de primeiro mundo com Estado de direito, tem um bom sistema educacional e é pequena o suficiente para fazer esse esforço.
  • [4:46] Sobre imigração, Naval diz que o Vale do Silício não é um lugar que cria empreendedores, riqueza ou tecnologia, mas um que os atrai, funcionando como um atrator, como Hollywood.
  • [5:25] Ele chama uma política de imigração inteligente de maior criadora de riqueza do mundo, embora ela não seja feita de forma tão inteligente na maioria dos lugares.

A alavancagem imigratória da Nova Zelândia

  • [5:52] O palestrante quer atrair professores.
  • [5:56] No setor de tecnologia, as pessoas têm a maior alavancagem do mundo graças aos computadores.
  • [6:01] Os trabalhadores de tecnologia têm alto poder de ganho e escolhem viver nos lugares mais agradáveis.
  • [6:04] Eles querem bom clima, água e ar limpos, e alta qualidade de vida e cultura.
  • [6:11] A Nova Zelândia se sai muito bem em todas essas coisas, com um ótimo fuso horário e acesso à Bacia do Pacífico.
  • [6:16] A Nova Zelândia já tem muitos elementos para usar a política de imigração como multiplicador de forças.
  • [6:24] Tudo se resume a atrair e selecionar as pessoas certas para os recursos limitados disponíveis.
  • [6:33] Quatrocentos vistos farão uma grande diferença, embora quatrocentas pessoas não sejam muitas.

A fase de ruptura de paradigmas da tecnologia

  • [6:51] A tecnologia está atualmente em uma boa fase de inovação, com novas plataformas e sistemas sendo criados e lançados.
  • [7:06] Plataformas passadas como celulares, a internet e os computadores pessoais mudaram as coisas significativamente.
  • [7:15] As fases de exploração vêm em seguida, construindo aplicativos como Facebook e Twitter que são interessantes, mas de nível inferior, inovação menos disruptiva de paradigmas.
  • [7:32] A tecnologia está voltando a uma fase de ruptura de paradigmas em que investidores, anjos e empreendedores são ousados o suficiente para assumir riscos com aviões supersônicos, foguetes para Marte, carros elétricos, veículos autônomos, VR/AR, trabalho remoto e biologia sintética.
  • [8:08] O poder destrutivo da tecnologia tende a surgir antes de seu poder criativo, como com armas nucleares antes de usinas nucleares seguras e combate antes do discurso civil nas redes sociais.
  • [9:01] A IA está passando por uma revolução de aprendizado de máquina e visão computacional em que os computadores se tornam muito bons em reconhecimento de padrões e em resolver um tipo muito específico de problema.
  • [9:23] Pessoas como Elon Musk merecem crédito por elevar o patamar do que é concebível ao fazer ou tentar coisas audaciosas, mesmo que falhem.

Culto ao Empreendedorismo e Adoração a Heróis

  • [9:55] Definitivamente existe um culto ao empreendedorismo no Vale do Silício, com uma hierarquia de status que deriva do empreendedor e se filtra para outros no ecossistema, depois para usuários, clientes e a sociedade em geral.
  • [10:11] A adoração a heróis e os cultos fazem parte da natureza humana, vistos de forma semelhante no culto à celebridade de Hollywood e nos cultos em torno de políticos de destaque.
  • [10:34] É completamente aceitável usar um empreendedor como fonte de inspiração, mas tolice usá-lo como fonte de verdade.
  • [10:42] O palestrante diz que é tolice ele estar dando a chamada verdade quando tem apenas uma especialização muito estreita em um conjunto restrito de coisas, e ainda assim alguém quer a opinião dele sobre tudo.
  • [10:56] Isso é o culto à personalidade aparecendo, mas você ainda tem que escolher algum macaco para ficar na frente da tribo.

Blockchain e Redes Descentralizadas

  • [11:11] O palestrante entrou em criptomoedas e blockchains em 2013, inicialmente atraído por elas como uma solução tecnológica para o Problema dos Generais Bizantinos.
  • [11:25] Blockchains resolvem o problema de fazer com que pessoas que não se conhecem ou não confiam umas nas outras ainda concordem sobre algo.
  • [11:37] A capacidade humana de cooperar e se organizar é tanto um superpoder quanto uma maldição, levantando a questão de como operar uma rede de pessoas e tomar decisões.
  • [12:11] Respostas históricas para organizar pessoas incluem ditadura, aristocracia, religião e democracia, cada uma com diferentes trade-offs, como a lei da multidão.
  • [12:51] Os mercados surgiram nos últimos séculos como um sistema auto-organizado e baseado no mérito, onde ninguém está realmente no comando.
  • [13:20] Blockchains trazem a capacidade de ter mercados em qualquer domínio digital, como o roteamento de carros do Uber ou o roteamento de energia de concessionárias.
  • [13:55] Uma rede baseada em blockchain não é possuída ou operada por ninguém, ao contrário da tecnologia atual, que é uma força altamente centralizadora.
  • [14:20] Oligopólios geográficos foram substituídos por monopólios globais, eliminando o meio gordo de atores independentes, uma tendência preocupante.
  • [14:54] Blockchains usam matemática, criptografia e redes ponto a ponto para criar consenso digital e redes digitais verdadeiramente sem líderes, começando com aplicações financeiras porque dinheiro é um livro-razão.

Controle do Dinheiro e Confiança na Blockchain

  • [15:20] A emissão de dinheiro historicamente exigiu um rei ou estado no comando.
  • [15:26] Aqueles que recebem a capacidade de imprimir dinheiro tendem a imprimir mais, e ele encontra seu caminho para os bolsos deles e dos amigos.
  • [15:33] Isso pode não ser um problema na Nova Zelândia, um país famoso por não ser corrupto, mas é sempre algo mesmo lá.
  • [15:40] Comparado a outras partes do mundo que são abertamente cleptocracias, isso pode ser problemático.
  • [15:47] O Bitcoin essencialmente separa o dinheiro de qualquer indivíduo que controle o dinheiro, tornando-o dinheiro coletivo.
  • [15:57] O palestrante, em teoria, está tentando fazer isso por um sistema financeiro programável.
  • [16:01] À medida que as blockchains se tornam boas em lidar com esses problemas e demonstram que podem proteger algo tão difícil de proteger quanto emitir e transferir dinheiro, elas podem ser confiáveis em todos os outros aspectos da vida.

Declínio do Mercado Cripto e Desenvolvimento

  • [16:26] Cripto é um mercado altamente especulativo que combina dinheiro, código e governança.
  • [16:35] A bolha pontocom passou por um ciclo semelhante em 1999-2000, então esse padrão já foi visto antes.
  • [16:43] Cripto visa criar ouro digital que seja inviolável apesar de centenas de bilhões em recompensas.
  • [16:55] Cripto é muito difícil de proteger e transferir e ainda está em desenvolvimento.
  • [16:59] Parece computadores nos anos 1980, não a internet nos anos 1990, mas está avançando mais rápido.
  • [17:06] Ainda há muito trabalho de desenvolvimento fundamental a ser feito.
  • [17:10] Cripto é ciência da computação de ponta envolvendo teoria dos jogos, vetores de ataque e hacking, então levará tempo para descobrir.

Bitcoin vs Ouro e Valor Especulativo

  • [17:22] O estoque total de bitcoin no mundo é avaliado em cerca de 80 bilhões de dólares, ou 70 bilhões de dólares considerando perdas.
  • [17:34] A oferta total de ouro no mundo é algo em torno de sete ou dez trilhões de dólares.
  • [17:37] O Bitcoin faz muitas coisas que o ouro faz, algumas melhor e outras pior.
  • [17:42] O Bitcoin é melhor por ser digitalmente transmissível, mais fácil de proteger e mais escasso.
  • [17:47] O Bitcoin é pior porque pode haver um bug, você pode ser hackeado ou pode perder sua chave de acesso.
  • [18:03] O mercado precifica o bitcoin em algum lugar entre um quinhentos avos e um centésimo da chance de ser ouro digital, e pequenas mudanças de probabilidade causam oscilações massivas de preço.
  • [18:16] O Bitcoin acaba sendo um instrumento muito especulativo hoje, como um investimento anjo ou de capital de risco inicial, onde você pode perder todo ou a maior parte do seu dinheiro.
  • [18:29] Esses ainda não estão prontos para o horário nobre, mas chegarão lá.

Fama, Estresse de Startup e Escolha da Felicidade

  • [18:49] A fama é uma maldição e não é recomendada; melhor ser rico e anônimo do que pobre e famoso.
  • [18:59] As redes sociais levam todos a buscar fama passageira, mas as celebridades estão entre as pessoas mais infelizes.
  • [19:12] O empreendedorismo é altamente estressante porque os fundadores nunca devem mostrar fraqueza a membros do conselho, funcionários, clientes ou parceiros.
  • [19:40] Na tecnologia, 99 de 100 startups efetivamente falham, então a maioria dos fundadores não tem ajuste produto-mercado, mas deve fingir que está vencendo.
  • [20:03] A maioria das pessoas desmorona sob esse estresse e o esconde porque as ferramentas modernas de enfrentamento não são ensinadas.
  • [20:31] Ele usou o Twitter como um diário aberto do que aprendeu, e seu suposto sucesso deu licença a outros para falar sobre isso.
  • [20:49] Cinco ou seis anos atrás, ele decidiu parar de ser infeliz e ser feliz, mudando sua suposição de que o sucesso exigia infelicidade.
  • [21:20] Ele fez da felicidade uma disciplina pessoal como dieta e exercício, única para cada pessoa e lutada diariamente.
  • [21:57] Documentar sua jornada o fez perder alguns contatos comerciais e negócios, mas parte de ser feliz é não se importar com o que os outros pensam.

Encerramento da sessão e anúncio da Parte 2

  • [22:12] O palestrante diz que vai se aprofundar muito mais neste tópico na parte dois.
  • [22:15] A parte dois voltará ao palco principal em 2:30.
  • [22:20] O espaço também será aberto para perguntas & respostas.
  • [22:22] Pede-se à plateia que se junte para agradecer a Naval Ravikant.
  • [22:24] Naval Ravikant agradece à plateia por assistir à sessão.

[0:00] (plateia aplaudindo) - Estou no Vale do Silício, na Califórnia, agora, onde fui empreendedor e investidor por cerca de duas décadas. Mudei-me para lá logo após a escola, comecei, comecei empresas porque amava ciência e tecnologia, e tecnologia é o negócio da ciência ou a aplicação da ciência, e então comecei algumas empresas. Uma que fazia amplificadores ópticos, uma que se tornou o que hoje é o Google Earth, uma que se chamava Epinions, abriu o capital como parte da Shopping.com.

[0:33] Dúzias de esforços fracassados, coisas que você nunca ouviu falar, coisas que você ainda pode ouvir falar. Comecei o AngelList, que é a maior plataforma online para captação de recursos de startups. Já levantamos mais de um bilhão de dólares, quase tudo para startups em estágio inicial. Também operamos o maior mercado gratuito de recrutamento de talentos para startups, onde cerca de metade das startups do mundo de língua inglesa encontram talentos por lá. Somos donos do Product Hunt, que é onde as empresas vão para lançar seu produto. Também criamos o CoinList, que é um mercado gigante, bem iluminado e regulamentado para cripto e ICOs.

[1:06] Fui investidor-anjo em empresas como Twitter, Uber, Wish e Postmates, e várias outras. Co-escrevi um blog chamado Venture Hacks. Tenho um pequeno feed no Twitter e trabalhei no JOBS Act, que foi a lei dos EUA que permitiu o crowdfunding, a solicitação geral, os IPOs regulares plus. É, é mais ou menos isso. - Então pedi ao Naval para fazer isso, porque não havia como eu fazer justiça à biografia. Mas para quem não sabe, quero dizer, o Naval é meio que uma lenda em todo o mundo agora, e especialmente no Vale do Silício.

[1:38] E então estou curioso, do seu ponto de vista Naval, qual é a oportunidade para a Nova Zelândia em torno do nosso ecossistema de tecnologia, e o que constitui os elementos e os atores em um ecossistema que funciona bem? - Então, é um problema difícil, design de sistemas, acho que foi sobre isso que o Yosef estava falando. Ele basicamente estava posicionando a Nova Zelândia como uma incubadora para design de sistemas, o que é muito sedutor e muito difícil, porque tentar novos sistemas significa que você automaticamente está fazendo coisas que o resto do mundo não quer ou não precisa fazer.

[2:09] Então, é arriscado. Mas posso lançar algumas coisas que acho provocativas e interessantes. Deixe-me abordar apenas duas. Uma é a alfabetização digital, e a outra é a imigração. Você sabe, em termos de alfabetização digital, acho que os computadores são a ferramenta mais poderosa já criada pela humanidade. Eles permitem alavancagem infinita sem permissão e, para mim, saber como ser bom com computadores é a alfabetização moderna. É a nova leitura, escrita, aritmética, e isso será amplamente aceito e reconhecido daqui a décadas.

[2:41] Mas hoje estamos nessa fase de transição em que, como engenheiro de software, você é muito bem pago e não há desemprego. Mas como alguém em transição saindo da velha economia, você tem esse abismo gigante para saltar. Então acho que seria interessante. Um experimento de design de sistema que seria interessante é criar uma nação totalmente alfabetizada digitalmente, onde todos sejam fluentes com computadores. E é claro que nem todo mundo vai ter um emprego relacionado a computadores, mas só o fato de você poder usar essa ferramenta criativa ao máximo de sua produção lhe dá uma vantagem, um impulso, de todas as maneiras possíveis.

[3:12] Você fará podcasts melhores, você será melhor, você sabe, será melhor criando documentos, será melhor codificando suas ideias, será melhor até mesmo apenas usando serviços bancários ou armazenamento online. Assim como, se você entende matemática razoavelmente bem, então não teme livros de ciência. Você pode pegar qualquer coisa da mesma forma. Se todos entendessem computadores bem o suficiente, não temeriam computadores de jeito nenhum. Eles seriam altamente alavancados. E para inovação e emprego, isso poderia ser uma coisa enorme. Também, curiosamente, aumentaria todos os salários em todas as áreas em outras profissões também, porque há uma coisa na economia chamada doença dos custos de Baumol, onde o valor que você tem que pagar a alguém é o custo de oportunidade do que mais ele poderia estar fazendo.

[3:52] Não necessariamente o que eles estão fazendo, então, mesmo que todos os baristas tivessem diplomas em ciência da computação, eles receberiam muito mais. Então, esse é um exemplo de algo radical e interessante que você pode fazer. Mas não acho que seja tão radical, e as pessoas costumam dizer, bem, por que eu preciso saber programar um computador? Eu não preciso saber consertar meu carro para dirigi-lo? Mas é diferente, o carro é um utilitário que leva você do ponto A ao ponto B, e você faz a mesma coisa repetidamente, enquanto o computador é uma ferramenta criativa e um processo criativo que não será automatizado. E cada pessoa que usa um computador, é como usar um pincel ou um instrumento de escrita.

[4:23] Você está usando para uma coisa diferente, para autoexpressão em uma tela em branco de possibilidades. Então acho que ter uma nação totalmente alfabetizada digitalmente, e a Nova Zelândia está bem posicionada para fazer isso por ser um país de língua inglesa, primeiro mundo com estado de direito, bom sistema educacional, e uma comunidade suficientemente pequena para que você possa fazer esse tipo de impulso, acho que seria realmente interessante. - E você também disse imigração. - Sim, imigração é interessante porque acho que as pessoas olham para o Vale do Silício e dizem: Como podemos criar um Vale do Silício aqui? E esse é um experimento que já foi tentado em todo o mundo.

[4:55] Mas, na verdade, o Vale do Silício não é um lugar que cria empreendedores ou riqueza ou tecnologia. É um lugar que atrai empreendedores, que criam riqueza e tecnologia. E então é realmente uma função de atração. E isso é verdade para quase qualquer lugar magnético. Como Hollywood atrai os potenciais atores e artistas para si, não os cria. Não são necessariamente todos nativos de Los Angeles, ou os nativos realmente se beneficiam disso. Então acho que é sobre atrair. Portanto, uma política de imigração inteligente é, na verdade, a maior criadora de riqueza do mundo.

[5:29] E isso não é feito de forma tão inteligente na maioria dos lugares. Na maioria dos lugares é meio que um acidente, acasos da história como, oh, temos uma universidade de tecnologia aqui, temos bom clima e assim por diante. Então acho que se você olhar, especialmente na, e estou focado no setor de tecnologia, obviamente você é a favor da imigração, você pode fazer muitas coisas. Você pode dizer: quero atrair pessoas para causar impacto. Quero atrair professores. Mas seja o que for que você esteja fazendo, você pode fazer intencionalmente. E pelo menos no setor de tecnologia, essas pessoas, graças novamente aos computadores, são as pessoas mais alavancadas do mundo.

[6:01] Então o poder de ganho deles é muito alto, então eles na verdade escolhem morar nos lugares mais agradáveis. Então eles querem morar em lugares com bom clima, água limpa e ar limpo e alta qualidade de vida e cultura. E acho que em todas essas coisas, a Nova Zelândia se sai muito bem. O fuso horário é ótimo, o acesso à Bacia do Pacífico é ótimo. Então, para mim, a Nova Zelândia já tem muitos dos elementos para usar a política de imigração como um multiplicador de força. Então acho que realmente se resume a atrair e selecionar o tipo certo de pessoas para os recursos limitados que você tem.

[6:32] E você sabe, olhe para os (inaudível), quatrocentos vistos, vai fazer uma grande diferença. Quatrocentos não é muita gente. Você pode encaixá-los em um pequeno bairro, ou em um pequeno conjunto de casas, mas pode, em teoria, mudar as coisas. - E no lado da tecnologia, estou curioso se você poderia falar sobre as tendências que está vendo? Algumas das tendências significativas de importância e por que elas são importantes. - Na verdade, estamos meio que em uma boa fase de, eu acho, inovação tecnológica agora. É boa ou ruim, não quero julgar, mas passamos por diferentes fases em que estamos criando e descobrindo e lançando novas plataformas e sistemas que mudam as coisas.

[7:06] Então, por exemplo, os celulares foram uma plataforma, a internet foi uma plataforma, os computadores pessoais foram uma plataforma que mudou bastante as coisas. E então passamos por fases de exploração nessas plataformas, onde construímos muitos aplicativos. Houve a fase social móvel em que construímos o Facebook e o Twitter e assim por diante. E esses são aplicativos interessantes, mas é meio que um nível mais baixo de inovação ou é igualmente necessário, mas não tão quebrador de paradigmas. Eu diria que agora, curiosamente, a tecnologia está voltando para aquela fase de quebra de paradigma em que investidores, anjos, empreendedores estão ficando ousados o suficiente.

[7:41] Encorajados e o suficiente para assumir o risco de fazer coisas como, ei, agora vamos ter que desenvolver aviões supersônicos, vamos enviar foguetes a Marte, vamos construir carros elétricos, vamos construir veículos autônomos, vamos construir VR e AR, vamos acertar o trabalho remoto para que pareça que você está realmente lá. Vamos fazer biologia sintética e hackear humanos, o que é assustador e empolgante. Assustador primeiro, empolgante depois. Infelizmente é isso, (plateia ri) É da natureza da tecnologia que o poder destrutivo surja antes do poder criativo.

[8:13] Você tem uma arma nuclear antes de ter uma usina nuclear funcionalmente segura. Você tem, infelizmente nas redes sociais, o combate antes de ter o discurso civil. Então, mesmo se você voltar à história humana, você tem a pólvora antes de ter motores a vapor e aviões. Então, é só que, infelizmente, é da natureza da tecnologia que o poder disruptivo e dissociativo chegue primeiro. Então, vamos ter todas as coisas disfuncionais e distópicas, você sabe, talvez VR e AR, é como um lugar para as pessoas se reunirem que não podiam se reunir no mundo real.

[8:49] Ou para, você sabe, como a internet famosamente adota pornografia e jogos de azar antes de qualquer outro aplicativo. Mas eventualmente, você verá os frutos saírem disso se vivermos o suficiente. E a biologia sintética é uma interessante nesse aspecto. A IA hoje está passando por uma revolução de aprendizado de máquina, visão de máquina, onde os computadores estão ficando muito, muito bons em correspondência de padrões e resolução de problemas, se for um tipo muito específico de problema. Mas isso significa que veremos agentes muito inteligentes vivendo na nuvem de rede e mudando como fazemos as coisas.

[9:21] Então acho que todos esses são muito interessantes. E dou todo o crédito a pessoas como Elon Musk, que realmente elevou o nível do que é concebível. Só por fazer coisas audaciosas, ou tentar coisas audaciosas, mesmo que falhem, mesmo que não sejam bons nisso, mesmo que você tenha problemas com as artimanhas financeiras. É só que pelo menos a visão, eu acho, inspira as pessoas a seguir em frente. E ele não é o único. Há um monte de empreendedores agora, que estão meio que apenas tentando fazer coisas audaciosas. - E nesse ponto, algumas pessoas dizem que queremos nos afastar desse culto ao empreendedorismo ou dessa adoração aos empreendedores.

[9:53] Como você se sente sobre isso? - Definitivamente há um culto ao empreendedorismo no Vale do Silício. Há meio que uma hierarquia em que todo o status deriva do empreendedor e então meio que se filtra para as outras pessoas no ecossistema que ajudam a fazer as coisas acontecerem. E então, é claro, os usuários e clientes e a sociedade mais ampla sobre a qual eles se apoiam. Eu só acho que é da natureza humana, que você sempre terá um pouco de adoração a heróis, você sempre criará um culto. Você vai a Hollywood e há um culto à celebridade. Quero dizer, há um culto tão grande que eles dão prêmios uns aos outros todos os anos e então nós sintonizamos para assistir.

[10:24] Então, é apenas a natureza dos políticos. Criamos um culto em torno dos políticos de topo sem olhar para todas as pessoas sobre as quais eles se apoiam. É mais ou menos como os humanos são programados. É como nos inspiramos. Então acho completamente aceitável usar um empreendedor como fonte de inspiração, mas acho bobagem usá-lo como fonte de verdade. Na verdade, é bobagem eu estar aqui em cima e estar meio que lhes dando toda essa suposta verdade, quando na realidade eu só tenho uma especialização muito estreita em um conjunto muito estreito de coisas, mas de alguma forma, por alguma razão, alguém quer ouvir minha opinião sobre tudo.

[10:56] É o culto à personalidade aparecendo. Mas ainda assim, você tem que escolher algum macaco para ficar na frente da tribo, sabe. Em vários momentos, isso pode virar agora. - E uma das coisas em que você tem sido especialista é blockchain, então eu adoraria ouvir: o que é blockchain, por que é importante? - Sim, eu entrei em criptomoedas e blockchains em 2013 e, para mim, primeiro fascinou como solução tecnológica para um problema muito particular da ciência da computação chamado Problema dos Generais Bizantinos. Mas tudo o que você precisa entender é que o que eles resolvem é uma maneira de fazer um monte de pessoas que não se conhecem e não confiam umas nas outras ainda concordarem sobre algo.

[11:33] E esse é um problema muito mais difícil do que parece. Os humanos são criaturas altamente cooperativas e organizadoras. Muito mais do que quase qualquer outra espécie no domínio natural, e isso nos permite fazer coisas incríveis, como todos nós podermos entrar nesta sala e trabalhar juntos para o que acreditamos ser um futuro melhor. Também nos permite fazer coisas terríveis, como nos reunir em um campo de batalha e nos matar em nome de alguma ideologia. Sabe, macacos não têm cristianismo ou fascismo, eles não inventam essas ideologias, então não se matam em grandes quantidades. Mas essa capacidade de nos unirmos é tanto nosso superpoder quanto nossa maldição, porque quando você se junta, como você opera essa rede de pessoas?

[12:10] Como tomamos decisões? E historicamente, tivemos algumas respostas, e todas têm diferentes trade-offs. A resposta antiga costumava ser os macacos mais brutais no comando. Isso costumava ser o rei, e ainda é como grande parte do mundo vive hoje, sob ditadores. Depois, eram apenas os poucos macacos mais espertos e mais violentos que se reuniam e ficavam no comando, e isso são as aristocracias, ou se é tão inteligente quanto as elites, mas você tem um pequeno número de pessoas meio que administrando a sociedade. Religião foi outra. Eu falei com Deus, Deus me deu as respostas, você me escuta.

[12:41] Houve outro modelo em torno da democracia, onde somos todos iguais, todos votamos, mas você também pode acabar com justiça das multidões, governo da multidão. Onde a maioria se volta contra a minoria. Então, você tem todos esses diferentes sistemas de organizar pessoas e, nos últimos séculos, criamos um chamado mercados. E isso podem ser mercados e, você sabe, coisas de que você gosta e coisas de que não gosta. Mas é essencialmente apenas essa ideia de que podemos trocar coisas e meio que nos auto-organizarmos e há um modelo de mérito em termos de quanto dinheiro eu coloco, ou quais ativos eu coloco, o que eu recebo de volta.

[13:12] Mas ninguém está realmente, se você olhar para os mercados globais de crédito, mercados de dívida, mercado de ações, mercados monetários, mercados de commodities, ninguém está realmente no comando. Então o que os blockchains fazem é trazer a capacidade de ter mercados para qualquer domínio digital. Então você pode pegar qualquer rede digital e existem muito mais redes digitais por aí do que pensamos. Por exemplo, o Uber é na verdade uma rede digital que está roteando carros por aí. A sua concessionária pública local é na verdade uma rede digital que está roteando energia, especialmente se todos tivéssemos solar e estivéssemos trocando essa energia.

[13:44] Hoje temos operadoras de celular que são de cima para baixo, mas na verdade cada um dos nossos celulares está transmitindo bluetooth e wifi e temos pontos de acesso wifi em casa, você pode juntar uma rede digital. E uma rede baseada em blockchain não é propriedade de ninguém, não é operada por ninguém. Acho que somos meio que um balão temporário na história, onde todas as suas conexões com seus amigos são controladas por um pequeno grupo de pessoas em Palo Alto, ou toda a mídia digital de notícias do mundo é basicamente operada pelo Twitter e YouTube e um número muito pequeno de pessoas.

[14:15] Então é da natureza da geração atual de tecnologia que ela seja uma força altamente centralizadora. Substituímos oligopólios geográficos por monopólios globais. Ao mesmo tempo, há meio que essa cauda longa de atores independentes, mas aquele meio gordo que costumava existir no velho mundo se foi. Quando você teria dez varejistas de e-commerce e agora você tem apenas um que meio que controla todo o varejo da internet. Quando você teria centenas de despachantes de táxi locais, mas agora todos os táxis são despachados de São Francisco pelo Uber ou Lyft.

[14:45] Então essa linha de tendência é muito preocupante porque essa não é a internet, eu acho, que todos nós fomos prometidos. Fomos prometidos uma internet descentralizada onde meio que todos nós coletivamente controlamos os resultados. Mas, como em qualquer sistema, você tem que ter regras, você tem que ter consenso, você tem que ter maneiras de recompensar as pessoas que contribuem para a rede. Você tem que ter maneiras de punir trapaceiros que prejudicam a rede. E os blockchains usam matemática, criptografia, rede ponto a ponto, para criar consenso digital e permitir redes digitais verdadeiramente sem líder, e acho que é isso que os torna atraentes.

[15:16] E estamos começando com as aplicações financeiras porque dinheiro é um livro-razão, é algo que historicamente tivemos que colocar um rei no comando, ou um estado, e eles têm o hábito, sabe, quando você entrega a alguém a capacidade de imprimir dinheiro, então eles simplesmente imprimem mais, e assim ele encontra seu caminho para os bolsos deles e dos bolsos de seus amigos. E pode não ser um problema na Nova Zelândia porque é um país famosamente incorrupto, mas, sim, mesmo lá, certo, sempre tem alguma coisa, mas comparado a outras partes do mundo que são abertamente cleptocracias, isso pode ser problemático.

[15:47] Então você tem coisas como o bitcoin que essencialmente separam o dinheiro de qualquer indivíduo que controla o dinheiro, e então ele se torna dinheiro coletivo. Em teoria, estou tentando fazer isso para um sistema financeiro programável, e acho que você verá, à medida que os blockchains ficarem bons em lidar com esses problemas e demonstrarem que podem proteger algo tão difícil de proteger quanto a capacidade de emitir e transferir dinheiro, então eles poderão ser confiáveis em todos os outros aspectos da vida. Então acho realmente interessante. - E as pessoas dizem que os mercados de criptomoedas caíram 90 por cento ou mais no último ano, não acabou ou foi uma moda passageira?

[16:24] Como você responde? - Sim, quer dizer, olha, é um mercado altamente especulativo. É essa combinação estranha de dinheiro, código e governança. E a dot.com passou por isso em 1999, 2000, então já vi esse tipo de filme antes. E cripto é um problema realmente difícil. Cripto é você basicamente dizendo: vou criar ouro digital. Vou torná-lo inviolável mesmo que a recompensa seja de centenas de bilhões de dólares. Confie em mim, não tenho um bug neste código, porque se tiver, você perde todo o seu dinheiro.

[16:55] É muito difícil de proteger e transferir. Ainda está muito, muito em desenvolvimento. Parece que os computadores estavam nos anos 1980. Não onde a internet estava nos anos 1990, mas está avançando mais rápido. Então ainda há muito trabalho fundamental de desenvolvimento a ser feito. Cripto não é ciência da computação simples. É ciência da computação de ponta, teoria dos jogos, vetores de ataque, hacking. Você está tentando resolver alguns problemas muito difíceis. Então vai levar tempo para descobrir. E hoje, por exemplo, o estoque total de bitcoin no mundo está avaliado em cerca de 80 bilhões de dólares ou 70 bilhões de dólares, se você levar em conta perdas e assim por diante.

[17:31] Na verdade começou mais alto, seria cerca de cem. Mas o suprimento total de ouro no mundo está em algum lugar em torno de sete ou dez trilhões de dólares. E o bitcoin faz muitas coisas que o ouro faz, algumas melhor, algumas pior. Melhor no sentido de que é digitalmente transmissível, mais fácil de proteger, mais escasso. Pior no sentido de que pode haver um bug. Você pode ser hackeado, pode perder sua chave de acesso, o que já vi acontecer com amigos meus. Então ainda é muito menos certo. É muito mais novo, o ouro existe desde sempre.

[18:02] Então o que você tem agora é o mercado precificando o bitcoin como estando em algum lugar entre um quinhentos avos da chance de ser ouro digital até um milésimo a um centésimo, e quando o mercado muda de ideia sobre essas probabilidades muito pequenas, você tem esses enormes balanços no preço. Então acaba sendo um instrumento muito especulativo hoje, e é como um investimento anjo, ou como um investimento inicial de venture capital onde você pode perder todo o seu dinheiro, ou a maior parte dele, mas há muito risco envolvido, mas também há muita recompensa. Esses não estão prontos para o horário nobre ainda, mas vão chegar lá.

[18:32] - Vamos nos aprofundar no blockchain, cripto, ethereum e coisas do tipo. Eu quero, enquanto temos todos aqui, falar um pouco sobre você ser famoso no Twitter agora. De onde isso veio? E se você pudesse falar um pouco sobre sua ascensão à fama em termos de falar sobre o jogo interno do empreendedorismo. - Sim, então a fama é uma maldição. Não recomendo para ninguém. Você quer ser, isso é simplista, mas você quer ser rico e anônimo, não pobre e famoso. Esta é a doença das redes sociais. Todo mundo está tendo seus cinco segundos de fama e se tornando uma celebridade, e celebridades são as pessoas mais infelizes do mundo.

[19:06] Então não é necessariamente uma coisa boa de se buscar. Dito isso, acho que o que aconteceu foi que, como qualquer pessoa que foi empreendedora, eu estava vivendo um estilo de vida extremamente estressante. E uma das coisas que torna o empreendedorismo especialmente estressante é que não só você deve ter todas as respostas, você está fazendo um trabalho muito difícil, mas você deve nunca mostrar fraqueza porque você é membro do conselho, você mostra fraqueza a eles, eles não vão te financiar, eles não vão confiar em você. Você mostra aos seus funcionários, eles vão correr para as colinas. Seus clientes, eles não vão comprar de você.

[19:37] Seus parceiros, eles não vão fazer parceria com você. Então você tem que mostrar extrema estabilidade. E é da natureza do negócio de tecnologia que 99 de 100 startups efetivamente falham, porque os vencedores são tão desproporcionais e tão raros. Então a maioria dos empreendedores por aí sabe que não tem product market fit, vive em terror mortal disso, não tem permissão para falar sobre isso, e todo mundo tem que fingir que está vencendo e arrasando o tempo todo. E isso é altamente estressante. A maioria das pessoas, eu acho, simplesmente desmorona sob o estresse e apenas esconde isso.

[20:07] Porque não nos ensinam as ferramentas modernas de enfrentamento sobre como lidar com isso. E talvez culturas antigas tivessem respostas melhores, sabe, você medita, você caminha na natureza, você tem laços familiares mais próximos, você tinha tribos maiores, ou você tem muito menos probabilidade de ir de recém-saído da escola para assumir a direção de uma empresa de cem pessoas. Então essas são apenas pressões e estresses muito modernos. E como qualquer pessoa, eu tive que meio que trabalhar isso. E enquanto eu trabalhava nisso, comecei a usar o Twitter como meu diário aberto sobre o que eu tinha aprendido que era útil para mim.

[20:38] E acho que se qualquer outra pessoa estivesse falando sobre isso, não seria tão interessante, mas porque estou no ramo da tecnologia e supostamente bem-sucedido e estou falando sobre isso, acho que isso dá licença às pessoas para falar sobre isso. Então eu simplesmente decidi, cinco ou seis anos atrás, que estava cansado de ser infeliz e que ia ser feliz, sabe (ri). E sei que isso parece fácil em retrospecto, mas foi algo como: bem, todo esse tempo, eu simplesmente assumi que pessoas felizes não são bem-sucedidas, e se eu vou ser bem-sucedido, então não posso ser feliz, tenho que ser infeliz. Se eu vou fazer a diferença no mundo, tenho que ser infeliz ao longo do caminho.

[21:10] E eu simplesmente mudei minha mentalidade e decidi que, na verdade, estou sem tempo, é agora ou nunca, não há futuro para viver, e se eu não descobrir como ser feliz, vou morrer infeliz. E transformei isso em uma disciplina, e assim como dieta, nutrição e exercício, essas são disciplinas altamente pessoais que são únicas para cada um de nós, e temos que encontrar o que funciona para nós. E ninguém mais pode fazer sua dieta funcionar para você, porque é uma batalha travada todos os dias em cada refeição, e ninguém pode fazer sua rotina de exercícios e condicionamento físico funcionar para você, porque não é apenas meia hora, você vai à academia ou se exercita, é literalmente como você se porta, como você se move, quais atividades você se voluntaria para fazer.

[21:50] Então, da mesma forma, acho que seu estado mental interno é tão maleável, mas tão difícil e tão individual. E então comecei a documentar minha jornada, e muitas pessoas acharam estranho, e eu perdi alguns contatos de negócios, e definitivamente alguns negócios por causa disso, e algumas pessoas se atraíram por isso, mas parte de ser feliz é não se importar com o que os outros pensam, e então não me importo mais. - Então vamos nos aprofundar muito mais nisso na parte dois. Estamos de volta aqui no palco principal na 2:30. Então espero ver vocês lá.

[22:20] Também abriremos o espaço para perguntas & respostas. Por favor, juntem-se a mim para agradecer a Naval Ravikant. - Obrigado por assistirem a isso. (plateia aplaudindo)

Ver a transcrição original em inglês

[0:00] (audience applauding) - I'm in Silicon Valley in California right now, where I've been an entrepreneur and investor for about two decades. Moved there straight out of school, started, starting companies because I loved science and technology, and technology is the business of science or applying science, and so started a couple of companies. One that made optical amplifiers, one that became what is today Google Earth, one that was called Epinions, went public as part of Shopping.com.

[0:33] Dozens of failed efforts, things you've never heard of, things that you might yet hear of. I started AngelList, which is the largest online platform for start-up fundraising. We've now raised over a billion dollars, almost all for seed-stage startups. We also operate the largest free talent start-up recruiting marketplace, where about half the start-ups in the English-speaking world find talent on there. We own Product Hunt, which is where companies go to launch their product. We've also spun out CoinList, which is a giant, well lit, regulated marketplace for crypto and ICOs.

[1:06] I've been an angel investor in companies like Twitter and Uber and Wish and Postmates, and a bunch of others. Co-authored a blog called Venture Hacks. Got a little Twitter feed, and worked on the JOBS act, which was the US law that enabled crowd-funding, general solicitation, regular plus IPOs. Yeah, that's kind of it. - So I asked Naval to do that, 'cause there was no way I was gonna do justice to the bio. But for those who don't know, I mean Naval's a bit of a legend across the world now, and especially in Silicon Valley.

[1:38] And so I'm curious, from your perspective Naval, what is the opportunity for New Zealand around our technology ecosystem, and what constitutes the elements and the actors in a well functioning ecosystem? - So, it's a hard problem, systems design, I think that's Yosef was talking about. He was basically positioning New Zealand as an incubator for systems design, which is very seductive and very difficult, because trying new systems means you're automatically doing things that the rest of the world doesn't want to or need to do.

[2:09] So, it's risky. But I can throw some things out that I think are provocative and interesting. Let me just touch on two. One is digital literacy, and the other is immigration. You know, in terms of digital literacy I think that computers are the most powerful tool ever created by humanity. They allow for infinite leverage without permission, and, to me, knowing how to be good with computers is the modern literacy. It's the new reading, writing, arithmetic, and this will be widely accepted and acknowledged decades from now.

[2:41] But today we're in that transition phase where as a software engineer you're very well paid, and there's no unemployment. But as someone transitioning out of the old economy, you have this giant gap to jump. So I think it would be interesting. One system design experiment that would be interesting is to create an entirely digitally literate nation, where everybody is facile with computers. And of course not everybody is going to be in a computer related job, but just the fact that you can use this creative tool to it's maximum output gives you an advantage, a leg up, in every possible way.

[3:12] You'll make better podcasts, you'll do better, you know you'll be better at creating documents, you'll be better at coding up your ideas, you'll be better at even just using online banking or storage. Just like, if you understand mathematics fairly well, then you don't fear science books. You can pick up anything the same way. If everyone understood computers well enough, they didn't fear computers at all. They would be highly leveraged. And for innovation and employment, that could be a huge thing. It would also, interestingly, raise all the wages across the board in other professions too because there's a thing in economics called Baumol's cost disease, where the value that you have to pay someone the opportunity cost of what else they could be doing.

[3:52] Not necessarily what they are doing so, even if all the baristas had computer science degrees they get paid a lot more. So, that's an example of something radical and interesting you can do. But I don't think it's that radical, and people often would say, well why do I need to know how to code a computer? I don't need to know how to fix my car to drive my car? But it's different, the car is a utility that gets you from point A to point B, and you do the same thing over and over, whereas the computer is a creative tool and a creative process that's not gonna be automated away. And every person who uses a computer, it's like using a paintbrush or a writing instrument.

[4:23] You're using it for a different thing, for self expression on a blank canvas of possibilities. So I think having a fully digitally literate nation, and New Zealand is well positioned to do that by being English speaking country, first world rule of law, good educational system, and a fairly small enough community that you can make that kind of a push, I think would be really interesting. - And you also said immigration. - Yeah, immigration is interesting because I think people look at Silicon Valley and they say, How can we create a Silicon Valley here? And that's an experiment that's been tried all over the world.

[4:55] But really, Silicon Valley is not a place that creates entrepreneurs or wealth or technology. It is a place that attracts entrepreneurs, who create wealth and technology. And so it's really an attractor function. And that's true of almost any magnet place. Like Hollywood attracts the potential actors and artists into it, doesn't create them. There's not necessarily all Native Los Angelinas, or the natives really benefit from that. So I think that it's about attracting. So intelligent immigration policy is actually the largest wealth creator in the world.

[5:29] And it's not done that intelligently in most places. Most places it's sort of an accident, happen stands of history like, oh we have a technology university here, we have good weather and so on. So I think that if you look at, especially in the, and I'm focused in technology industry, obviously you're for immigration you can do lots of things. You can say, I wanna attract people to make an impact. I wanna attract teachers. But whatever you're doing you can do it intentionally. And at least in the technology industry, these people, thanks to again computers, are the most leverage people in the world.

[6:01] So they're earning power is very high, so they actually choose to live in the nicest places. So they want to live in places with good weather, and clean water and clean air and high quality in life and culture. And I think in all of those things, New Zealand scores really well. The time zone is great, the access to the Pacific Rim is great. So, New Zealand to me already has a lot of the elements to use immigration policy as a force multiplier. So I think it really just comes down to both attracting and screening sort of the right people for the limited resources that you have.

[6:32] And you know, look at the (inaudible), four hundred visas, it's gonna make a big difference. Four hundred is not a lot of people. You can fit 'em in one small neighborhood, or one small cluster of houses, but it can, in theory, change things. - And on the technology side, I'm curious if you could speak to the trends that you're seeing? Some of the significant trends of importance and why they're important. - We're actually kind of in a good phase of, I think, technology innovation right now. Is it good or bad, I don't mean to judge, but we've gone through different phases where we are creating and discovering and rolling out new platforms and systems that change things.

[7:06] So for example, mobile phones was a platform, the internet was a platform, personal computers were a platform that changed things quite a bit. And then we go through exploitation phases on those platforms where we build lots of apps. There was the mobile social phase where we built Facebook and Twitter and so on. And those are interesting apps, but it's kind of a lower level of innovation or it's equally necessary, but not as paradigm busting. I would say now, interestingly, technology is going back into that paradigm busing phase where investors, angels, entrepreneurs are getting bold enough.

[7:41] Emboldened and enough to take the risk do to things like, hey now we're gonna have to develop super sonic airplanes, we're gonna send rockets to Mars, we're gonna build electric cars, we're gonna build autonomous vehicles, we're gonna build VR and AR, we're gonna get remote working right so that it feels like you're actually there. Do is gonna do synthetic biology and hack humans, which is both scary and exciting. Scary first, exciting later. Unfortunately that's, (crowd laughs) It's the nature of technology that the destructive power arise before the creative power.

[8:13] You get to have a nuclear weapon before you get to have a functionally safe nuclear plant. You get to have, unfortunately on social media, you get combat before you get civil discourse. So, even if you go back to human history, you get gunpowder before you get steam engines and airplanes. So, it's just unfortunately, the nature of technology that the disruptive and the dissociative power arrives first. So, we're gonna get all the dysfunctional, dystopian things, you know, maybe VR and AR, it's like a place for people to rally who couldn't rally in the real world.

[8:49] Or for, you know, how the internet famously adopts porn and gambling before any other application. But eventually, you will see the fruits come out of that if we live long enough. And synthetic bios is an interesting one that regard. AI today is going through a machine learning, a machine vision revolution where computers are getting very, very good at pattern matching and problem solving, if a very specific kind of problem. But it does mean that we're gonna see very intelligent agents living in the networking cloud and changing how we do things.

[9:21] So I think all of those are very interesting. And I give full credit to people like Elon Musk, who just really up the bar on what's conceivable. Just by doing audacious things, or trying audacious things, even if they fail, even if they're not good at it, even if you have problem with the financial shenanigans. It's just at least the vision, I think, inspires people to move forward. And he's not the only one. There's a bunch of entrepreneurs now, who are kind of just trying to do audacious things. - And on that point, some people say we want to shift away from this cult of entrepreneurship or this worshiping the entrepreneurs.

[9:53] How do you feel about that? - There's definitely a cult of entrepreneurship in Silicon Valley. There's kind of a hierarchy which is all the status derives from the entrepreneur and then it sort of filters down to the other people in the ecosystem who help makes things happen. And then, of course, the users and customers and broader society that they stand upon. I just think it's a nature of humans, that you're always gonna have a bit of hero worship, you're always gonna create a cult. You go to Hollywood and there's a cult of the celebrity. I mean, there's such a cult that they give each other awards every year and then we tune in to watch it.

[10:24] So, it's just a nature of politicians. We create a cult around the top politicians without looking at all the people they stand on. It's just kinda how humans are hardwired. It's how we get inspired. So I think it's completely fine to use an entrepreneur as a source of inspiration, but I think it's silly to use them as a source of truth. Like, in fact, it's silly that I'm up here and I'm kind of giving you all this so called truth and really I just have very narrow specialization in a very narrow set of things, but somehow, for some reason, somebody wants to hear my opinion on everything.

[10:56] That's the cult of personality kind of poking through. But still, you gotta pick some monkey to get in front of the tribe, you know. At various points, this might turn right now. - And on of those things that you've been a specialist at is blockchain and so I'd love to here, what is blockchain, why is it important? - Yeah, I got into cryptocurrencies and blockchains back in 2013 and it was, to me, it first fascinates as technology solution to a very particular computer science problem called the Byzantine General Problem. But all you need to understand is what they solve is a way of getting a bunch of people who don't know each other and don't trust each other, to still agree on something.

[11:33] And this is a much harder problem than it may sound like. Humans are highly, cooperating, organizing creatures. Much more so than almost any other species in the natural domain and that allows us to do amazing things like we can all get in this room and work together to what we believe is a better future. It also allows us to do terrible things, like get together in a battle field and kill each other and name some ideology. You know, monkeys don't have Christianity or Fascism, they don't come up with those ideologies so they don't murder each other in large quantities. But that ability to unite together is both our super power and our curse, because when you get together, how do you operate that network of people?

[12:10] How do we make decisions? And historically, we've had a couple of answers and they all have different trade offs. The old answer used to be the most brutal monkeys in charge. That used to be the king and that's still how much of the world lives today, under dictators. Then there it was just the smartest and most violent few monkeys who get together are in charge, and that's aristocracies or if it's as smart as the elites, but you have a small number of people sort of running things for society. Religion was another one. I talked to God, God gave me the answers, you listen to me.

[12:41] There was another model around democracy, where we're all equal, we all vote, but you also can end up with mob justice, mob rule. Where the majority turn as the minority. So, you just all these different systems of organizing people and the last few hundred years, we've created one called markets. And this could be markets and, you know, things you like and things you don't. But it's essentially just this idea that we can trade things and sort of self organizes and there's a merit model in terms of how much money I put in, or what assets I put in, what I get back.

[13:12] But no one's really if you look at the global credit markets, debt markets, equity market, money markets, commodity markets, no one's really in charge. So what blockchains do is they bring the ability to have markets into any digital domain. So you can take any digital network and there are a lot more digital networks out there than we think. So, for example, Uber is actually a digital network that's routing cars around. You're local public utility is actually a digital network that's routing power around, especially if we all had solar and we were trading that power.

[13:44] Today we have cell phone carriers that are top down, but actually each of our phones is broadcasting bluetooth and wifi and we have wifi access points at home, you can stich together a digital network. And a blockchain based network isn't owned by anybody, it isn't run by anybody. I think we're sort of a temporary blimp in history where all of your connections with your friends are controlled by one small set of people out of Palo Alto, or all the digital news media in the world is run basically by Twitter and YouTube and a very small number of people.

[14:15] So it is the nature of the current generation of technology that it is a highly centralizing force. We have replaced geographic oligopolies with global monopolies. Well at the same time, there's sort of this long tail of independent actors but that fat middle that used to exist in the old world is gone. When you would have ten eCommerce retailers and now you just have one that's kind of controlling the whole internet retail. When you would have had hundreds of local taxi dispatchers but now all taxis are dispatched out of San Francisco by Uber or Lyft.

[14:45] So that trend line is very worrying because that's not the internet, I think, we were all promised. We were promised a decentralized internet where we kind of all collectively control outcomes. But, like an any system you have to have rules, you have to have consensus, you have to have ways of rewarding people who contribute to the network. You have to have ways of punishing cheaters who harm the network. And blockchains use mathematics, cryptography, peer-to-peer networking, to create digital consensus and allow truly, leaderless digital networks and I think that is what is compelling about them.

[15:16] And we're starting with the financial applications because money is a ledger, it's something that we've historically had to put a king in charge for or a state and they have a habit, you know, when you hand somebody the ability to print money, then they just print more of it and so it finds its way into their pockets and their friends' pockets. And it may be not a problem in New Zealand because it's a famously uncorrupted country, but, yeah even there right, it's always something, but compared to other parts of the world that are outright kleptocracies, that can be problematic.

[15:47] So you have things like bitcoin that essentially separate money from any individual controlling the money, and then it becomes collective money. In theory, I'm tryin to do that for a programmable financial system and I think you'll see as blockcahins get good at tackling those problems and they demonstrate that they can secure something as hard to secure as the ability to make an issue and transfer money, then they can be trusted in all other aspects of life. So I think it's rally interesting. - And people say the cryptocurrency markets down 90 percent plus in the last year, isn't it over or was it a fad?

[16:24] How do you respond? - Yeah, I mean, look it's a highly speculative market. It's this weird combination of money and code and governance. And dot.com went through this in 1999, 2000, so I've seen this kind of movie before. And crypto's a really hard problem. Crypto is you're basically saying I'm going to create digital gold. I'm gonna make it unhackable even though the reward will be hundreds of billions of dollars. Trust me, I don't have a bug in this code, 'cause if I do, you lose all your money.

[16:55] It's very hard to secure and transfer. It's still very, very much in development. It feels like the computers were in the 1980's. Not where the internet was in 1990s, but it's moving faster. So there's still a lot of fundamental, development work to be done. Crypto is not simple computer science. It is bleeding edge computer science, game theory, attack vectors, hacking. You're trying to solve some very hard problems. So it's gonna take time to figure out. And today, for example, the total stock of bitcoin in the world is valued at about 80 billion dollars or 70 billion dollars, if you take in account losses and so on.

[17:31] Actually started higher, it would be about a hundred. But the total gold supply in the world is somewhere around seven or ten trillion dollars. And bitcoin does a lot of things that gold does, some better, some worse. Better in the sense that it's digitally transmissible, easier to secure, more scarce. Worse in the sense that there might be a bug. You can get hacked, you might lose your passkey which I've seen happen to friends of mine. So it's still much less certain. It's much more new, gold's been around forever.

[18:02] So what you have right now, is the market is pricing bitcoin as being somewhere between one five hundredth the chance of being digital gold to being one one thousandth to one one hundredth and when the market changes its mind on these very little probabilities, you these massive swings in the price. So it does end up being a very speculative instrument today, and it's like an angel investment, or like an early venture investment where you can lose are your money, or most of it, but, and there's a lot of risk involve, but there's also a lot of reward. These are not ready for prime time yet, but they'll get there.

[18:32] - We're gonna go deeper on the blockchain, crypto, ethereum in the like. I do wanna just while we have everyone, talk a little about, you're famous on Twitter now. Where did this come from? And if you could talk a little bit about your becoming famous in terms of talking about the inner game of entrepreneurship. - Yeah, so fame is a curse. I don't recommend it for anybody. You wanna be, this is glib, but you wanna be rich and anonymous, not poor and famous. This is the disease of social media. Everybody is getting their five seconds of fame and becoming a celebrity and celebrities are the most miserable people in the world.

[19:06] So it's not necessarily a good thing to go for. That said, I think what happened was, like anyone who's been an entrepreneur, I was running extremely high stressed lifesyle. And one of the things that makes entrepreneurship especially stressful, is that not only are you supposed to have all the answers, you're doing very hard work, but you're supposed to never show weakness because you're board members, you show them weakness, they're not gonna fund you, they're not gonna trust you. You show it to your employees, they're gonna run for the hills. You're customers, they're not gonna buy from you.

[19:37] You're partners, they're not gonna partner with you. So you have to show extreme stability. And it's the nature of the technology business that 99 out of 100 start ups effectively fail, 'cause the winners are so out sized and so rare. So most entrepreneurs walking around know that they don't know have product market fit to live in mortal terror of it, they're not allowed to talk about it, and everybody has to pretend they're winning and crushing it all the time. And this is highly stressful. Most people, I think, just melt down under the stress and they just hide it.

[20:07] 'Cause we're not taught the modern coping tools on how to work with it. And maybe ancient cultures had better answers, you know, you meditate, you walk in nature, you have closer family ties, you had bigger tribes, or you're just much less likely to go from being fresh out of school to landing into running a hundred person company. So these are just very modern pressures and stresses. And just like anybody, I had to kinda work through it. And as I worked through it, I started using Twitter as my open diary on what I had learned that was useful to me.

[20:38] And I think if anybody else was talking about this, it wouldn't be that interesting, but because I'm in the tech business and supposedly successful and I'm talking about it, I think that gives people license to talk about it. So I just decided, five or six years ago, that I was done being miserable and I was gonna be happy, you know (chuckles). And I know this sounds easy in hindsight, but it was sort of like, well this entire time, I've just assumed that happy people aren't successful, and if I'm gonna be successful then I can't be happy, I have to be miserable. If I'm gonna make a difference in the world I have to be unhappy along the way.

[21:10] And I just sort of shifted my mindset, and decided actually, I'm out of time, it's not or never, there's no future to live for, and if I don't figure out how to be happy, I'm gonna die unhappy. And I made it a discipline, and just like diet, and nutrition, and exercise, these are highly, personal disciplines that are unique to each of us and we have to find what works for us. And nobody else can make your diet work for you, 'cause it's a battle that's fought everyday at every meal and no one can make your exercise and fitness routine work for you 'cause not even just a half hour, you go to the gym or workout, it's literally how you carry yourself, how you move, what activities you volunteer yourself for.

[21:50] So the same way, I think your internal mental state is just as malleable, but just as hard, and just as individual. And so I just started documenting my journey, and a lot of people actually thought it was strange, and I did lose some business contacts, and definitely some business over it, and some people were attracted to it, but part of being happy is not caring what other people think and so I don't care anymore. - So we're gonna go much deeper on this part two. We're back up here on the main stage at 2:30. So hope to see you there.

[22:20] We'll open the space for Q&A as well. Please join me in thanking Naval Ravikant. - Thanks for sitting through this. (audience applauding)

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Atribuição

"Fireside Chat with Naval Ravikant - New Frontiers 2019" por Edmund Hillary Fellowship (https://www.youtube.com/@edmundhillaryfellowship), licenciado sob CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/). Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=kvGFldxwjhY. Esta página é uma transcrição em texto do vídeo com quebras de parágrafo e carimbos de data/hora adicionados; o criador não é afiliado e não endossa o Vidleaf. O Vidleaf adicionou pontuação por IA e um resumo gerado por IA; o texto original permanece disponível nesta página.

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