A história da web (Chrome University 2019)
Tradução automática para o português do Brasil. Gerada e salva em 2026-10-23. Pode conter erros; confira os termos e as citações na versão em inglês e no vídeo original. Os horários são os mesmos da fonte. A transcrição original em inglês está disponível abaixo.
Chris Wilson traça a história da web primitiva, do Mosaic e das guerras dos navegadores, refletindo sobre padrões, compatibilidade e as comunidades que moldaram a plataforma.
Fonte da transcrição: legendas enviadas pelo criador no YouTube. Pontuação por IA adicionada pelo Vidleaf; redação original e âncoras de carimbo de tempo preservadas. A transcrição original está disponível abaixo.
Pesquise esta transcrição na bancada de trabalhoLeia a transcrição
Resumo gerado por IA
Nesta palestra, Chris Wilson, um colaborador de longa data da plataforma web que coescreveu a versão Windows do NCSA Mosaic e mais tarde trabalhou no Chrome, traça a história da web desde seus primórdios nos anos 1990 até os dias atuais, passando pelas guerras dos navegadores. Ele descreve a internet primitiva na Universidade de Illinois, as restrições do acesso da era ARPANET e como o NCSA Mosaic para Windows foi construído sem pilhas de rede, controle de revisão ou testes formais. Ele explica como o crescimento da web foi impulsionado pela cauda longa de conteúdo de nicho e por tornar todos um autor, e relata episódios como as tags blink e marquee, o HTML dinâmico no IE 4, o ActiveDesktop e a era do IE 5-6. A palestra também cobre o esforço Avalon/.NET Framework 3.0, o surgimento de aplicações mashup, a formação do WHATWG, as lições do Internet Explorer 7, a revolução móvel, a Web 2.0 e os Progressive Web Apps. Ele conclui que, em vez de tratar a web como algo acabado, devemos adaptá-la à ordem natural das coisas, respeitar os usuários, a plataforma e a comunidade, e ser o melhor ouvinte em vez da pessoa mais inteligente da sala.
Gerado a partir da transcrição. Verifique as passagens vinculadas em relação ao vídeo original.
Resumos de capítulos com carimbos de tempo
Introdução à História da Web e às Guerras dos Navegadores
- [0:04] A palestra de Chris Wilson cobre a história da web desde seus primórdios nos anos 1990 até os dias atuais, passando pelas guerras dos navegadores.
- [0:14] A palestra é em parte nostalgia pessoal para Wilson e examina como a história moldou a web de hoje.
- [0:24] Ele cita o aviso de George Santayana de que aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo.
- [0:32] Uma grande parte da palestra se concentra na história do Internet Explorer e em como ele levou a web aonde ela está hoje.
- [0:41] Como no filme de Mel Brooks, ele precisa pular muito material, pois seu primeiro rascunho da apresentação durava cerca de uma hora e meia.
Carreira de Chris Wilson na Plataforma Web
- [0:55] Chris Wilson se apresenta como um colaborador de longa data da plataforma web.
- [1:00] Ele começou a trabalhar na plataforma web há mais de 26 anos.
- [1:02] Ele coescreveu a versão Windows do NCSA Mosaic, o primeiro navegador de massa depois do de Tim Berners Lee.
- [1:10] Ele ocupou funções como engenheiro, PM, PM líder, GPM e defensor do desenvolvedor.
- [1:16] Atualmente ele está na equipe TPGM no Chrome.
- [1:19] Ele trabalhou em quatro navegadores diferentes e é Googler desde 2010, começando por volta da versão 6 do Chrome.
- [1:39] Ele observa humildemente que não é a pessoa mais inteligente da sala, mas muitas vezes esteve na sala onde as coisas aconteceram.
- [1:50] Ele pede ao público que volte suas mentes para 1988, quando ele foi para a Universidade de Illinois.
Internet Primitiva e Mudança Geracional
- [2:00] Em 1988 a internet mal existia e ainda era conhecida como ARPANET nos círculos acadêmicos.
- [2:24] Sua turma de graduação ingressante não recebeu contas de e-mail por padrão; os estudantes tinham que solicitar uma pessoalmente no laboratório de informática.
- [2:42] O acesso ao mainframe era limitado a sete horas por semana, que ele frequentemente gastava jogando Ultimate Larn.
- [3:00] Estudantes de engenharia recebiam uma segunda conta, sem restrições, em um mainframe diferente.
- [3:09] Seu primeiro terminal de internet foi um HP 2622A descartado com uma impressora térmica integrada.
- [3:26] Ele se conectava ao sistema da Universidade de Illinois via um modem de 2,400 baud, cerca de 6,000 vezes mais lento que o LTE do seu celular.
- [3:50] A internet primitiva era principalmente texto: e-mail, Usenet, IRC e Gopher, com FTP usado principalmente para compartilhar software.
- [4:21] A tecnologia que existe quando você é jovem parece normal, enquanto invenções entre as idades 15 e 35 parecem novas e dignas de carreira.
- [4:47] Em vez de descartar a web como algo acabado, o desafio é adaptá-la à ordem natural das coisas e imaginar o que ela pode se tornar.
Marc Andreessen no NCSA em 1991
- [5:12] Em 1991 ele conseguiu um emprego de meio período no National Center for Supercomputing Applications (NCSA).
- [5:21] O NCSA é um dos cinco centros de supercomputação originais da NSF.
- [5:26] A missão do grupo dele no NCSA era construir ferramentas de software que permitissem aos pesquisadores usar o poder do supercomputador em seus desktops.
- [5:39] O grupo construiu o Telnet, e ele foi contratado especificamente para trabalhar no terminal.
- [5:46] Esse trabalho era anterior ao Windows 95, e ainda não havia uma pilha de rede TCP/IP.
- [5:59] O PC Telnet era um software para DOS, e eles eventualmente tiveram que construir software para Windows.
- [6:04] Eles também construíram ferramentas de visualização, carregamento de dados e formatação.
Construindo o NCSA Mosaic para Windows
- [6:20] Alguns caras criaram um software para X Windows chamado Mosaic para acessar a world wide web inventada por um cara na Suíça.
- [6:33] A web usava uma linguagem de documentos protótipo chamada HTML.
- [6:40] O palestrante coescreveu a versão Windows do Mosaic, que se tornou os próximos 26 anos de sua vida.
- [6:42] O NCSA Mosaic tinha três versões totalmente diferentes (Mac, PC Windows e X Windows) que não compartilhavam código de forma alguma.
- [7:08] O Windows não tinha suporte de rede integrado, sockets e TCP/IP, então a equipe escreveu sua própria pilha de rede e drivers de dispositivo para placas de rede.
- [7:44] O palestrante depurou pessoalmente o algoritmo de fallback do TCP/IP.
- [7:52] Eles construíram a funcionalidade de análise e renderização de HTML para Windows.
- [7:57] O NCSA tinha uma tradição de lançar muitas versões beta, muitas vezes compilando em uma máquina e disponibilizando um lançamento imediatamente.
Desenvolvimento Inicial do Mosaic e Seus Desafios
- [8:17] O Windows Mosaic foi enviado pela primeira vez para um servidor FTP, alcançando 1,000 downloads em uma semana.
- [8:27] Em 2011, o Firefox alcançou 1,000 downloads em frações de segundo, mostrando a diferença de escala.
- [8:45] Apesar do lançamento de DOOM no mesmo ano, a equipe ainda trabalhava no Mosaic porque eram estudantes universitários.
- [8:55] O estatuto do NCSA de possibilitar educação e pesquisa permitiu que a equipe explorasse e construísse um navegador web fora do estatuto do grupo.
- [9:20] A flexibilidade do Google é semelhante à do NCSA, o que o palestrante aprecia.
- [9:29] A equipe do Mosaic cometeu erros tolos devido à falta de conhecimento, suporte e plano de negócios.
- [9:46] O diploma de ciência da computação do palestrante não incluía teoria de experiência do usuário e testes de software.
- [9:56] Sem sistemas de controle de revisão ou unidades de rede, os dois desenvolvedores compartilhavam código manualmente via discos zip.
Web Primitiva e Tags Sobrepostas
- [10:25] O palestrante assume responsabilidade pessoal por fazer as tags sobrepostas de negrito e itálico funcionarem na web primitiva.
- [10:43] O Chrome e outros navegadores ainda suportam tags sobrepostas, implementadas de uma forma que não viola a decência do documento.
- [11:02] A web primitiva por volta de 1993 era atraente porque dava acesso a uma vasta quantidade de informações.
- [11:17] A missão do Google é organizar as informações do mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis.
- [11:30] Naquela época, a maior parte das informações do mundo não estava na internet nem mesmo em formato digital, exigindo visitas a bibliotecas.
- [11:57] O acrônimo LICE da plataforma web era reconhecível, mas as informações ainda não eram verdadeiramente indexáveis.
- [12:06] Um livro em papel encadernado publicado por volta de 1993 listava URLs e suas descrições.
- [12:34] No NCSA eles reconheceram a coisa mais legal da web.
Compartilhamento na Web Primitiva e a Cauda Longa
- [12:41] O objetivo era que todos fossem autores, mas a maioria dos sistemas não foi projetada para que qualquer pessoa pudesse montar servidores e compartilhar informações.
- [12:51] Os clientes Gopher eram facilmente acessíveis, mas o software servidor Gopher era caro, então principalmente universidades e empresas privadas o executavam.
- [13:08] No NCSA, eles implementaram recursos para incentivar o compartilhamento de informações, incluindo um recurso de anotação em grupo em 1993.
- [13:32] Eles acreditavam que o software de servidor web deveria ser gratuito e que todos deveriam executar um servidor em sua máquina.
- [13:49] O palestrante executava um servidor web acessível mundialmente em seu PC no NCSA, e qualquer pessoa podia acessá-lo via FTP.
- [14:00] Ele e seus amigos escreveram um jogo de combate espacial em rede usando o código do NCSA PC Telnet, levando às primeiras LAN parties.
- [14:36] Havia muito conteúdo maluco, como Kevin Hughes, do Honolulu Community College, colocando fotos de museus de dinossauros online.
- [15:06] O crescimento da web foi impulsionado pela cauda longa: uma grande porção de conteúdo com baixo interesse individual, coletivamente, iguala a popularidade do conteúdo de ponta.
Do Didgeridoo ao Ukulele: Comunidades Online de Nicho
- [16:04] Em 1996, o palestrante fez um curso sobre tocar e construir didgeridoo.
- [16:17] Ele criou uma página web sobre como construir um didgeridoo de bambu, hospedada no GeoCities.
- [16:37] A página usava arte ASCII porque ele não possuía uma câmera digital, sete anos antes da Canon Digital Rebel.
- [16:50] Ele incluiu seu endereço de e-mail da Microsoft na página, que permaneceu no ar até o GeoCities fechar em 2009.
- [17:03] Por 13 anos, ele recebeu e-mails mensais de pessoas perguntando onde conseguir bambu cru, como na Finlândia.
- [17:18] A página ainda está acessível, com a URL nas notas do palestrante, embora ele tenha vergonha da arte.
- [17:53] Mais recentemente, ele começou a fabricar ukuleles, comprando materiais e ferramentas online, assistindo a vídeos no YouTube e trocando ideias em fóruns.
- [18:19] Ele acha incrível a abundância de informações online, como centenas de resultados para madeira de ukulele no eBay, e um indicativo de uma nova ordem natural.
A Internet Acelera a Interação Humana
- [18:40] A visão de décadas do palestrante é que a web e a internet ajudam as interações humanas a acontecer mais rápido, com menos barreiras e obstáculos.
- [18:54] Ele já acreditou que isso era uma coisa incondicionalmente boa, mas não pensa mais assim.
- [19:02] Ele adverte para ter cuidado com a forma como você possibilita as interações humanas.
- [19:07] A internet definitivamente remove barreiras geográficas e barreiras de informação.
Êxodo da Equipe Mosaic e Internet in a Box
- [19:14] Em 1994 o núcleo da equipe Mosaic deixou o NCSA quase simultaneamente.
- [19:23] Mark Andreessen já havia saído no ano anterior.
- [19:26] O palestrante pediu demissão e se mudou para Seattle para um emprego diferente.
- [19:30] Mark Andreessen voltou com Jim Clark e recrutou o resto da equipe de engenharia antes que eles se dispersassem.
- [19:45] O palestrante ingressou na SPRY, que construiu um produto chamado Internet in a Box.
- [20:01] O Internet in a Box incluía tudo o que era necessário para se conectar à internet.
- [20:07] O pacote incluía um navegador Usenet, um sistema de e-mail, um cliente Gopher e um navegador web.
- [20:15] Na época, ainda não estava claro que a web venceria os outros protocolos.
SPRY, Spyglass e Ingresso no Microsoft IE
- [20:35] O palestrante evita discutir a SPRY em profundidade porque a empresa faliu por um bom motivo.
- [20:44] SPRY e Spyglass eram empresas completamente diferentes.
- [20:49] Um ano depois de deixar a SPRY, o palestrante ingressou na equipe do Internet Explorer da Microsoft.
- [20:55] A NCSA licenciou seu código para a Spyglass porque a NCSA não queria estar no negócio de licenciamento de software.
- [21:06] A Spyglass revendeu o código licenciado para outros, e a Microsoft o licenciou da Spyglass.
- [21:15] A Spyglass afirmou ter reescrito todo o código do zero, mas o palestrante achou grande parte dele familiar.
- [21:29] O código compartilhava idiossincrasias com código que o palestrante havia escrito, embora não necessariamente com orgulho.
- [21:38] O palestrante entrou na equipe do IE pouco antes do lançamento do IE 2.0.
Netscape, Windows e as Guerras dos Navegadores
- [21:48] Mark Andreessen foi citado dizendo que a Netscape reduzirá o Windows a um conjunto de drivers de dispositivos mal depurados.
- [22:01] Andreessen atribuiu a citação a Bob Metcalf e estava apenas a citando.
- [22:15] O palestrante não acreditou na citação na época e continuou trabalhando para a Microsoft por 15 anos.
- [22:26] A declaração prenunciou o mundo se tornando a plataforma web com software em cima dela, em vez do Windows.
- [22:44] Essa citação realmente deu início às guerras dos navegadores.
A Tag Blink e as Guerras dos Navegadores
- [22:52] A tag blink foi criada por engenheiros da Netscape após uma noite de bebedeira, uma história documentada na Wikipédia.
- [23:32] A Microsoft odiava a tag blink, vendo-a como potencialmente prejudicial a pessoas sensíveis a luzes piscantes.
- [23:47] Quando a Netscape exigiu que o CSS incluísse text-decoration: blink, a Microsoft concordou em analisar e aplicar, mas se recusou a fazer com que realmente piscasse.
- [24:01] A especificação CSS1 incluía blink, mas não exigia que os navegadores renderizassem visualmente o efeito de piscar.
- [24:07] A Microsoft criou a tag marquee para superar a Netscape no blink na competição de navegadores.
A Tag Marquee e o Easter Egg do Google
- [24:14] Pesquisar pela tag marquee no Google revela um easter egg que replica o comportamento de rolagem da tag.
- [24:33] A função principal da tag marquee era rolar o texto para frente e para trás.
- [24:38] A equipe do IE também implementou rolagem vertical e empilhamento vertical de texto no marquee.
- [24:54] O texto marquee vertical era especialmente popular na Coreia porque correspondia à forma como o texto e as fontes coreanas funcionavam na época.
- [25:06] A equipe do IE não pôde remover o recurso marquee por mais de uma década porque era tão intensamente usado que a remoção teria quebrado muito conteúdo.
- [25:18] O Internet Explorer 3 foi lançado em 1996.
IE vs Netscape: Layout, CSS e o Urso de Check-in
- [25:27] O IE fazia o layout dinâmico das páginas ao redimensionar a janela, um sistema que o palestrante escreveu para o NCSA Mosaic.
- [25:41] O layout do Mosaic dividia o texto em trechos que nunca se recombinavam, então comprimir a janela aumentava o uso de memória.
- [26:12] O Netscape Navigator recarregava a página da rede ao redimensionar a janela, perdendo os dados dos campos do formulário.
- [26:40] A Netscape começou a fazer cache entre carregamentos de página especificamente para evitar a perda de dados de formulário ao redimensionar.
- [26:55] A comparação recurso por recurso revelou que a Netscape estava optando por recursos mais baratos do que o IE.
- [27:06] O palestrante implementou o CSS primeiro em um navegador após propô-lo em vez de frames para o IE 3.
- [28:04] O controle de revisão do IE 3 falhava com check-ins simultâneos, então a equipe usava um ursinho de pelúcia físico como semáforo.
IE4 Motor Trident e Folhas de Estilo
- [28:40] Após lançar o IE 3, a equipe começou a planejar o IE 4.
- [28:51] A Microsoft construiu um motor totalmente novo para o IE 4 chamado motor Trident.
- [28:57] O palestrante soube pela primeira vez sobre o novo motor quando foi convidado para uma palestra da Equipe Forums Cube.
- [29:12] Seu colega Jeff assistiu à palestra e voltou se sentindo desmoralizado, dizendo 'estamos ferrados' porque o novo motor podia fazer tudo em um ambiente dinâmico ao vivo.
- [29:34] Jeff estava meio certo, pois o palestrante já havia implementado folhas de estilo.
- [29:38] Uma semana depois, o palestrante deu uma palestra para a equipe Trident demonstrando seu trabalho com folhas de estilo.
- [29:50] Um membro da audiência pediu que ele não lançasse certos recursos porque eles teriam que ser compatíveis com eles.
- [29:57] Em resposta a esse pedido, o palestrante decidiu incluir três recursos em vez de dois.
IE4 HTML Dinâmico e ActiveDesktop
- [30:00] Ele foi convidado a se juntar à equipe do IE 4 para trabalhar em folhas de estilo, mas foi informado de que ficaria na equipe do modelo de objetos.
- [30:14] A mudança chave dessa era foi que tudo se tornou dinamicamente programável.
- [30:21] Antes do IE 4, no IE 3 e no Netscape Navigator, apenas imagens, alvos de hiperlink e campos de entrada podiam ser reprogramados, e o layout não podia mudar.
- [30:50] Com o novo sistema, você podia alterar o HTML interno, inserir um documento totalmente novo e modificar o modelo de objetos do documento.
- [31:02] Ele pula uma palestra de mais de 45 minutos sobre hasLayout, apenas observando que não foi culpa dele.
- [31:16] O Netscape Navigator não tinha sistema dinâmico, e seu novo sistema que se tornou o Mozilla foi atrasado.
- [31:29] A Netscape propôs uma nova tag Layer para conteúdo alterável em vez de posicionamento CSS, mas a Microsoft insistiu em fazer posicionamento CSS.
- [31:50] A rivalidade culminou no lançamento do ActiveDesktop no Windows 98, que permitia que conteúdo web fosse arrastado para a área de trabalho com a decoração da janela feita em conteúdo web.
- [32:07] O ActiveDesktop era horripilante para quem o entendia porque colocava um sistema muito pesado na área de trabalho.
A Era do IE 5-6 e o Tropeço da Microsoft
- [32:20] A equipe de Alex Hauptmann construiu um controle de transferência de dados para o Outlook Web Access, lançado no MSXML durante a era do IE 5.
- [32:40] O IE 5 foi lançado em muitas versões menores (5.0 a 5.01D) enquanto tentava se alinhar com o Office.
- [32:52] Após o IE 5, a Microsoft em grande parte apenas rearquitetou, com o IE 5.5 introduzindo frames nativos e o IE 6 corrigindo o que o IE 5.5 quebrou.
- [33:13] A adoção de navegadores atingiu o pico durante esse período, e a Microsoft lidou mal com o pico.
- [33:27] No lançamento do IE 6, a Microsoft tinha o melhor navegador, melhor que o Netscape Navigator, e o produto para Mac era melhor que o para Windows.
- [33:49] A web na época carecia de layout rico — sem empilhamento ou grades — embora lidasse bem com texto fluido e tabelas.
- [34:03] A filosofia de compatibilidade ferrenha da Microsoft fazia com que corrigir o suporte a padrões exigisse aprovação mesmo quando quebrava coisas triviais como páginas de Ajuda de um jogo antigo.
- [34:29] A web não trouxe desenvolvedores de volta ao Windows, levando a Microsoft a questionar por que investiu tanto nela.
Avalon, Mashups e as Guerras dos Navegadores
- [34:45] O Avalon foi criado para reter o mercado de desenvolvedores e se tornou o .NET Framework 3.0.
- [34:56] O esforço do Avalon acabou fracassando, fazendo a Microsoft perder esse mercado e declinar.
- [35:08] Aplicativos mashup combinando múltiplos componentes e fontes de dados se tornaram cada vez mais importantes.
- [35:11] O palestrante escreveu um white paper interno sobre mashups.
- [35:22] Combinar dinamicamente estatísticas de criminalidade de Chicago com software de mapeamento era impressionante na época.
- [35:34] WebKit e Firefox começaram a ganhar tração.
- [35:39] O WHATWG se formou porque o W3C perdeu o rumo.
Lições do Internet Explorer 7
- [35:50] Em 2004, a Microsoft percebeu que precisava agir em seu navegador, levando ao lançamento do IE 7 do qual o palestrante se sentiu mais pessoalmente orgulhoso.
- [36:03] O orgulho não veio do que foi lançado, mas de construir uma equipe do zero.
- [36:10] Os recursos do IE 7 listados na Wikipédia incluíam navegação por abas, zoom de página, uma caixa de pesquisa integrada e um leitor de feeds, enquanto o suporte a padrões web só melhorou ligeiramente e ainda falhava em testes básicos.
- [36:27] A equipe teve que se acostumar a ser vilipendiada, incluindo um comentarista de blog se passando por Satanás que ofereceu um emprego ao palestrante.
- [36:48] O palestrante aconselha não ler comentários do YouTube nem prestar muita atenção nas pessoas.
- [36:53] A palestra só agora está chegando ao período em que o Chrome começou, que Peter cobrirá em vez disso.
- [37:05] A Microsoft continuou investindo apenas o mínimo na plataforma em vez do navegador, o que não funcionou bem para eles.
- [37:18] Lições chave do IE: não se acomode no topo, e não foque na concorrência, o que só funciona com dois jogadores.
- [37:41] A equipe tentou evitar comportamentos excêntricos, prestou atenção e construiu muitas páginas de teste para seguir as especificações.
- [37:51] Nem todas as pessoas inteligentes trabalham na sua empresa, e não ignore fatores disruptivos.
Revolução Móvel e Desafios da Web
- [37:58] A revolução móvel coincidiu com as guerras dos navegadores e criou desafios para o Chrome.
- [38:08] O palestrante passou de um Motorola Startac para um iPhone ao longo de 12 anos.
- [38:24] Os sensores, a tela sensível ao toque e a potência do iPhone o tornaram um grande salto.
- [38:32] Até usuários com mais de 35 se adaptaram ao iPhone, esperando que ele substituísse dispositivos como um afinador de guitarra.
- [38:55] A web não estava pronta para o móvel, ainda projetada para resolução 1024x768 com páginas codificadas manualmente.
- [39:10] As regras da Apple para remapear conteúdo web para o iPhone dependiam dessa resolução fixa para fazer as páginas parecerem corretas.
- [39:23] A web naquela época não estava aberta a entrada por toque, muitas vezes exigia teclado, e as redes eram instáveis.
Web 2.0 e Aplicativos Web Progressivos
- [39:39] Ben Galbraith, antes de trabalhar no Google, argumentou em uma conferência que Web 2.0 não se trata de tecnologias, mas de se importar com a experiência do usuário.
- [39:49] A grande evolução dessa era foi os desenvolvedores começarem a se importar genuinamente com as experiências que ofereciam em um navegador, o que não faziam antes.
- [40:05] Uma versão posterior dessa mudança veio com o banner de Aplicativo Web Progressivo, que forçou o foco no fato de que a largura de banda ainda era necessária.
- [40:15] A web não funcionava bem se você não soubesse que tinha conexão.
Universalidade da Plataforma Web e Desafios entre Dispositivos
- [40:24] A plataforma web permanece universal porque o acesso a recursos está se igualando, mas segurança, privacidade e experiência do usuário exigem atenção cuidadosa.
- [40:42] Como a plataforma funciona em outros dispositivos é a preocupação mais crítica.
- [40:46] A Microsoft caiu em uma armadilha ao manter suas equipes de navegador para Mac e Windows separadas e não integradas.
- [40:59] Como copresidente do grupo de trabalho de web imersiva, o palestrante deve considerar como o WebXR funciona no headset de AR do Magic Leap, mesmo que o Google não esteja construindo um atualmente.
Respeite os Usuários e Seja um Ouvinte
- [41:17] A orientação é o básico do Google 101: respeite o usuário, a plataforma e a comunidade.
- [41:27] Não tente ser a pessoa mais inteligente da sala; em vez disso, seja o melhor ouvinte.
- [41:35] Essa missão é compartilhada pela equipe do Chrome, como Parisa mencionou anteriormente.
- [41:41] Essa missão é o que trouxe o palestrante ao Google e faz parte do DNA do Google e da equipe do Chrome.
- [41:54] O palestrante encerra com duas citações finais de Douglas Adams.
[0:03] CHRIS WILSON: Boa tarde. Estou aqui para falar sobre a história da web, desde seus humildes começos no início dos anos 1990 até os altos e baixos nas guerras dos navegadores até hoje. E grande parte desta palestra, para mim pessoalmente, é nostalgia. Espero que haja muito-- vejam que impacto a história teve na web de hoje. Como disse George Santayana, aqueles que não podem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo. Definitivamente não vamos fazer isso. Vou falar muito sobre a história do Internet Explorer.
[0:34] Você vai descobrir por quê em um segundo. Mas eu ainda acredito que muito disso nos levou aonde estamos hoje. Mas, assim como no filme de Mel Brooks, eu tenho que pular muita coisa. Então, o primeiro deck que montei para hoje acho que tinha cerca de uma hora e meia. Espero conseguir passar por tudo e terminar no horário. Então, olá. Eu sou Chris Wilson. Trabalho na plataforma web há muito, muito tempo. Comecei há mais de 26 anos. Coescrevi a versão Windows do NCSA Mosaic, o primeiro navegador realmente de massa depois do navegador do Tim Berners-Lee.
[1:10] Fui engenheiro, PM, PM líder, GPM, defensor do desenvolvedor. Atualmente estou na equipe TPGM no Chrome. Trabalhei em quatro navegadores diferentes, eu acho, e sou Googler desde 2010. A propósito, isso é desde a versão 6 do Chrome. A versão 6 do Chrome foi lançada uma semana depois que eu comecei. Não me entenda mal. Isso soa super impressionante. Não me considero a pessoa mais inteligente da sala, certamente não nesta sala.
[1:43] Estive na sala onde aconteceu, para usar uma citação de Hamilton por um segundo, muitas e muitas vezes ao longo dos anos, o que é bem legal. Mas-- então quero que todos vocês voltem suas mentes, para alguns de vocês, antes de vocês nascerem, para 1988. 1988 é quando eu fui para a Universidade de Illinois como graduando. E para dar uma ideia da internet na época, este gráfico é ótimo. Vocês não conseguem realmente ler os rótulos, mas 1988 está aqui, basicamente. E vocês vão notar que quase não existe.
[2:16] Ninguém tinha realmente ouvido falar da internet naquele momento. Na verdade, ainda era comumente conhecida como ARPANET nos círculos acadêmicos. E minha turma de graduação ingressante não recebia contas de e-mail por padrão. Você tinha que ir ao laboratório de informática, pedir uma pessoalmente. E, na verdade, a gente fazia login no mainframe. Tipo, as pessoas geralmente não tinham a capacidade de se conectar. E você tinha um limite de tempo de sete horas por semana nesse sistema mainframe.
[2:47] E eu geralmente esgotava isso jogando Ultimate Larn, porque você só tinha sete horas. Eu geralmente esgotava nos primeiros dois dias, e então não conseguia verificar meu e-mail de novo até sábado de manhã. Felizmente, os estudantes de engenharia recebiam uma segunda conta sem restrição de tempo em um mainframe diferente. Então, claramente, passei nas minhas aulas de ciência da computação. Este foi meu primeiro terminal de internet. Era um terminal descartado de um trabalho que eu estava fazendo no verão. Era um terminal HP 2622A.
[3:20] Tinha uma impressora térmica integrada na parte superior. Era incrível. Eu conectei isso ao sistema da Universidade de Illinois via um modem de 2,400 baud, incrivelmente rápido para a época. Para referência, calculei que meu celular tem algo como 6,000 vezes mais velocidade de conexão geral LTE, e uma conexão 60,000 vezes mais rápida quando estou no Wi-Fi em casa. Ou é cerca de duas vezes a velocidade do Wi-Fi do meu hotel aqui em Mountain View.
[3:50] Mas isso era apenas um terminal de texto. Tipo, a internet era principalmente texto. Na verdade, esse é um dos pontos que eu destaquei aqui: era realmente e-mail, era Usenet, era IRC, era Gopher. FTP também era legal, mas francamente, usado muito menos, exceto para compartilhar software. Agora não se preocupem. Minha apresentação inteira não é só citações de Douglas Adams. Tem mais algumas, eu acho. Mas isso é realmente-- isso é algo para lembrar o tempo todo.
[4:21] Qualquer coisa que esteja no mundo quando você nasce ou quando você é muito jovem é simplesmente normal. É o jeito que o mundo funciona. Eu tenho duas filhas. A internet é o jeito que o mundo funciona. Elas nem pensam nisso. Dispositivos móveis? Com certeza. Qualquer coisa inventada entre quando você tem 15 e 35 anos é nova, empolgante, e você provavelmente pode fazer carreira nisso. E a internet, a web, foi definitivamente inventada entre quando eu tinha 15 e 35 anos. Agora, não estou aqui para dizer, saiam do meu gramado, seus jovens insolentes.
[4:52] A web já foi feita. Tudo o que você pode inventar é contra a ordem natural das coisas. O desafio é, realmente, como você pega isso e faz com que você possa se adaptar à ordem natural das coisas. Pense no que isso pode se tornar no futuro. Porque, caso contrário, eu fiz 35 anos antes do Chrome ser lançado, então isso seria um problema. Em 1991, consegui um emprego de meio período trabalhando no National Center for Supercomputing Applications. É a última vez que vou soletrar isso. O NCSA é um dos cinco centros originais de supercomputação da NSF, e a missão do nosso grupo dentro do NCSA era construir ferramentas de software para permitir que pesquisadores usassem o poder dos supercomputadores em suas mesas.
[5:39] Então fizemos Telnet. Literalmente construímos o Telnet. Na verdade, foi para isso que fui contratado, trabalhar no terminal. Agora, tenham em mente, isso foi antes do Windows 95. Isso foi antes do Windows 95. Não havia pilha de rede TCP/IP. O PC Telnet era software para DOS. Tivemos que eventualmente construir software para Windows. Também fizemos ferramentas de visualização e coisas do tipo. Ferramentas de carregamento e formatação de dados, esse tipo de coisa.
[6:11] Mas isso se encaixou perfeitamente quando surgiu este projeto, em que alguns caras criaram este software para X Windows, chamado Mosaic, que permitia acessar essa coisa que um cara na Suíça tinha criado chamada world wide web. Usava uma linguagem de documento protótipo chamada HTML. Isso foi meio que-- bem, foram os próximos 26 anos da minha vida. Eu coescrevi a versão Windows disso.
[6:42] Por falar nisso, o NCSA Mosaic tinha três versões: Mac, PC, Windows e X Windows. Eram totalmente diferentes. Não compartilhavam código de forma alguma. Olhávamos o código uns dos outros, mas software multiplataforma, não era bem uma coisa. Eu também-- isso arruinou completamente a palavra mosaic para mim. Se você disser a palavra mosaic, não vou pensar em uma obra de arte. Mas tenham em mente, de novo, não tínhamos suporte de rede no Windows. O Windows não tinha um driver de rede embutido.
[7:15] Tipo, eles não tinham sockets. Você podia comprar um pacote separado que adicionava isso. Mesmo o Windows 3.11, com rede, não lembro o nome direito. Windows for Workgroups, eu acho. Não tinha TCP/IP embutido. Não tinha sockets. Tinha rede, mas através da Novell ou algo assim. Então já tínhamos nossa própria pilha de rede. Na verdade, literalmente escrevemos os drivers de dispositivo para placas de rede. Tipo, eu depurava essas coisas. Depurei o algoritmo de fallback do TCP/IP em um momento.
[7:50] E então fizemos isso funcionar no Windows. Construímos a análise e renderização de HTML, todo esse tipo de coisa. E o NCSA tinha essa tradição de lançar muitas e muitas versões beta. Tipo, basicamente, compile na sua máquina, publique uma versão. Acho que na verdade publiquei várias versões de depuração, porque não conseguia encontrar um bug que, claro, acabou sendo uma inicialização de ponteiro. Mas colocamos o Windows Mosaic no servidor FTP pela primeira vez.
[8:20] E lembro que ficamos super empolgados, porque uma semana depois, estávamos em 1,000 downloads. Agora, eu dei esta palestra acho que em 2011, e calculei tipo, quanto tempo o Firefox levou para chegar a 1,000 downloads, e foi medido em frações de segundo. Então, uma escala um pouco diferente. Mas ainda assim, o que foi realmente surpreendente foi que o jogo DOOM saiu no mesmo ano, e ainda assim conseguimos trabalhar no Mosaic, porque éramos universitários.
[8:53] Quer dizer, éramos estudantes. O NCSA tinha essa ótima carta geral de, ei, vá possibilitar educação e pesquisa. E tivemos a oportunidade de explorar muitas coisas. E se não tivéssemos isso lá, não teríamos conseguido construir um navegador web. Não estava na carta do nosso grupo de ferramentas de software na época. Éramos encarregados de construir ferramentas de visualização de imagens, Telnet, etc. E essa é uma das coisas, um dos paralelos que traço com o Google, porque o Google tem muito dessa flexibilidade.
[9:26] É uma coisa que eu realmente gosto de trabalhar aqui. Agora, mas no geral, tipo, cometemos vários erros tolos no Mosaic, porque não sabíamos realmente o que estávamos fazendo. Não tínhamos muito apoio. Não tínhamos um plano de negócios. Quer dizer, muitas pontocom também não tinham planos de negócios, mas nós realmente não tínhamos, tipo, não havia aula de experiência do usuário no meu curso de ciência da computação. Não havia teoria de teste de software ou nada parecido.
[9:56] E não tínhamos nem sistemas de controle de versão. Tipo, éramos dois trabalhando no Windows Mosaic. Não tínhamos unidades de rede. Então, literalmente, a gente trabalhava no mesmo código, salvava em um disco zip, atravessava o escritório, colocava na unidade do outro cara, copiava os arquivos certos, torcia para dar certo. Então fizemos algumas escolhas tolos. E uma em particular que eu assumo é esta. Sou pessoalmente responsável por tags de negrito e itálico sobrepostas funcionarem na web primitiva.
[10:32] Por alguma razão, achei que isso seria legal. A violação desenfreada de todo o bom senso e decência de documentos estruturados em SGML. E, a propósito, sim, ainda damos suporte a isso no Chrome e em todos os outros navegadores, provavelmente. Fazemos isso de uma maneira interessante que não viola tudo o que é decente. Mas em minha defesa, tal como é, achei que seria legal na época. Mas a web primitiva, mesmo a web realmente primitiva, porque lembrem, eu estou tipo, por volta de '93.
[11:10] Era realmente atraente. E a razão pela qual era atraente era que você tinha acesso a todas essas informações. Quer dizer, a missão do Google é organizar as informações do mundo e torná-las universalmente acessíveis e úteis. E eu era o que estava conversando no fundo quando a Parisa fez essa pergunta antes, porque está no meu deck algumas vezes. E vocês têm que lembrar, nos dias de hoje, as informações do mundo não estavam na internet. A internet era tipo, estávamos na parte baixa daquela rampa, certo?
[11:42] Muita dessa informação nem estava em formato digital ainda. Tipo, você tinha que ir a uma biblioteca para obter informações. Agora, eventualmente, é claro, tipo, qualquer um que já tenha assistido a um monte de informações antes e saiba como tendemos a pensar na plataforma web, reconhecerá parte deste acrônimo LICE aqui. Mas neste ponto, não era indexável, realmente. Ou era indexável, mas não havia índices para isso. Na verdade, eu queria trazer, na minha estante, tenho este livro. Tipo, um livro em papel encadernado, que é literalmente listas de URLs e descrições deles.
[12:18] Foi publicado, eu acho, em '93. '93 ou '94, não lembro qual. E é apenas um livro sólido cheio de, ei, isto é o que você pode encontrar no site do Honolulu Community College ou algo assim. Então, o mais importante, no NCSA tínhamos isso-- reconhecemos que a coisa mais legal dessa web era que todos podiam ser autores, porque a maioria dos sistemas por aí não era realmente projetada para que qualquer pessoa pudesse montar servidores e compartilhar informações.
[12:51] Gopher em particular. Tipo, os clientes Gopher eram facilmente acessíveis. O software servidor Gopher você tinha que pagar os olhos da cara. Tipo, basicamente só universidades rodavam ou empresas privadas, porque era muito caro rodar o software. Agora, então, na verdade implementamos várias coisas no NCSA para tentar incentivar esse compartilhamento de informações. Na verdade, tínhamos, mesmo em 1993, implementamos um recurso de anotação em grupo.
[13:21] Tipo, você podia anotar páginas web, e então qualquer pessoa do seu grupo que compartilhasse o mesmo servidor de anotações veria suas anotações quando fosse às mesmas páginas web. Também tivemos essa ideia de que o software de servidor web deveria ser gratuito, e todos deveriam rodar um servidor na sua máquina. Agora, colocando isso em contexto, isso estava a várias gerações de problemas massivos de segurança de onde estamos hoje. Na verdade, eu rodava um servidor web no meu PC no meu escritório no NCSA.
[13:54] Era acessível mundialmente. Quer dizer, literalmente qualquer pessoa podia simplesmente fazer FTP no meu pessoal. Na verdade, nós escrevemos um jogo de combate de cães espaciais em rede. Eu e um grupo de amigos na Universidade, pegamos emprestado o código PC Telnet do NCSA para fazer isso. E depois que estávamos jogando, tipo, conseguimos colocá-lo em funcionamento. Foi tipo, incrível. Aquelas primeiras LAN parties. Foi ótimo. Depois que o tivemos funcionando por um tempo, percebi que nunca desativei o servidor FTP no código PC Telnet.
[14:26] Então, claro, eu podia tipo, fazer FTP na máquina do meu amigo enquanto ele estava jogando e, você sabe, iniciar um grande download. Ele não gostou muito disso. Mas o legal era que havia muito conteúdo maluco. Tipo, isso era inovador na época, porque você não tinha acesso a esse conteúdo. Tipo, havia um cara chamado Kevin Hughes do Honolulu Community College que, eles têm um museu de dinossauros muito legal nessa faculdade comunitária em Honolulu. E então ele pensou, oh, isso é incrível.
[14:58] Vou tirar algumas fotos com minha câmera digital e colocá-las online. E ele fez. E havia tipo, você simplesmente obtinha esse tipo de coisa estranha. E isso é, mais do que qualquer outra coisa, eu acho, o que contribuiu para o crescimento da web foi esse conceito de cauda longa. Quem não ouviu falar de cauda longa antes? Só para-- OK, então há alguns, o que é bom. É aqui que a grande porção de conteúdo lá fora-- a população geral está nessa cauda. E infelizmente, as cores estão erradas. Mas tipo, todas essas coisas aqui, medidas por interesse, são tão populares quanto as coisas mais populares.
[15:35] Então outra maneira de ver isso é, a web é incrível, porque as pessoas ficam super interessadas em tópicos incomuns, mais até, às vezes, do que o último vídeo da Taylor Swift. O que é ótimo, por sinal. Isso é tido como certo hoje. Tipo, isso é uma daquelas coisas em que você está balançando a cabeça e dizendo, sim, tanto faz. Isso era novo na época, porque você realmente não conseguia acessar a cauda longa, não no início dos anos '90s. Na verdade, no início dos anos '90s, ou meados dos '90s, na verdade, em 1996, eu fiz uma aula para aprender a tocar didgeridoo.
[16:12] Parte da aula era como construir um. Eu fiquei tipo, oh, isso é muito legal, e coloquei uma página web, como construir um didgeridoo de bambu. É bem fácil, por sinal. Você só fura um buraco nele mais ou menos. Mas quantos de vocês se lembram do GeoCities? Isso mesmo. Fãs de nostalgia, adoro. Eu coloquei um site no GeoCities sobre como construir didgeridoos a partir de pedaços de bambu, completo com arte ASCII, porque eu ainda não tinha uma câmera digital.
[16:44] Isso foi sete anos antes da Canon lançar a Digital Rebel, só para referência. Então realmente não era tão popular, e eu coloquei meu endereço de e-mail da Microsoft nele. E sim, isso parece uma coisa maluca de se fazer hoje, mas eu fiz. E essa página ficou no ar até o GeoCities fechar em 2009. E todo esse tempo, por 13 anos, pelo menos uma vez por mês, eu recebia um e-mail de alguém dizendo, ei, isso é ótimo. Eu queria saber se você sabe onde conseguir bambu cru aqui na Finlândia.
[17:18] Por sinal, esta página ainda está acessível. Se você realmente quiser vê-la, a URL está nas notas do palestrante para esta página, mas não vou acessá-la agora, porque tenho um pouco de vergonha da arte ali. Mas conto essa história não porque acho que todos vocês estão interessados em construir didgeridoos de bambu, embora eu fique feliz em falar sobre isso. Menos ainda de vocês estão realmente interessados nos detalhes mais finos de onde conseguir bambu cru aqui na Califórnia. Eu sei, porque vivi aqui por um tempinho.
[17:49] Mas vocês provavelmente têm alguns interesses igualmente incomuns. Na verdade, em contraste, nos últimos anos, comecei a fazer ukuleles no meu tempo livre. E compro meus materiais e ferramentas online. Assisto a vídeos no YouTube sobre como curvar as laterais direito ou aquela coisa. Comparo notas em fóruns sobre diferentes escolhas de madeira, etc., navego por madeiras exóticas no eBay. Isso é uma coisa. Tipo, eu pesquisava madeira para ukulele no eBay.
[18:24] E não é tipo, cinco páginas. Há tipo, centenas de resultados. E estou mostrando minha idade porque acho isso incrível. Tipo, isso está explodindo, o acesso à informação que você tem. Esta é uma nova ordem natural massivamente nova. E isso me leva a algo que eu digo há décadas sobre minha carreira, que é que a web e a internet só ajudam as interações humanas a acontecer mais rápido, e com menos barreiras, menos obstáculos no caminho.
[18:54] Eu costumava pensar, por sinal, que isso era uma coisa incondicionalmente boa. Não penso mais isso. Então isso é meio que um prenúncio, tenha cuidado com como você possibilita interações humanas. Mas definitivamente remove barreiras geográficas e barreiras de informação. Então, de qualquer forma, lá em 1994, a equipe central do Mosaic praticamente toda saiu da NCSA quase ao mesmo tempo. Mark Andreessen tinha saído no ano anterior.
[19:26] Eu pedi demissão e fui para Seattle assumir um trabalho diferente. E então Mark voltou com Jim Clark, pegou o resto da equipe de engenharia, antes que pudessem sair e se mandar porque viram que eu fui o primeiro a sair, mas não seria o último. Mas eu fui para uma empresa chamada SPRY. Eles construíram um produto chamado Internet in a Box. Eu literalmente tinha um desses na minha estante também. Sim, a internet inteira em uma caixa.
[19:58] Mas era meio legal, porque era o pacote completo para o que você precisava para se conectar à internet. O que, novamente, na época, era bem legal. Tinha um navegador Usenet. Tinha um sistema de e-mail. E tinha um cliente Gopher. Também tinha um navegador web. E ainda não estava claro que a web era a vencedora, por sinal. Tinha todas essas. Tipo, quando eu estava montando esta palestra, e eu tipo, você sabe, fiz o Command tab no meu Mac, e é tipo, literalmente as únicas coisas rodando são duas cópias do navegador e a calculadora.
[20:31] E isso é só porque era mais fácil chegar à calculadora clicando no ícone. Agora, não quero falar muito sobre a SPRY em particular, porque eles sumiram por um bom motivo. Embora não seja a Spyglass, por sinal. Spyglass era uma empresa totalmente diferente. E na verdade, um ano depois eu saí da SPRY, e entrei na Microsoft e na equipe do Internet Explorer. Spyglass era na verdade essa empresa para a qual a NCSA licenciou seu código, porque perceberam que o negócio de licenciamento de software não era realmente o negócio em que a NCSA queria estar.
[21:06] E então a Spyglass revendeu para todos os outros, e a Microsoft na verdade licenciou dela. E a Spyglass disse que reescreveu todo o código do zero. Só estou dizendo que muito desse código parecia muito familiar, e muito dele, as escolhas arquitetônicas-- sim, tinha algumas das mesmas idiossincrasias que o código que eu tinha escrito. Não que eu me orgulhasse necessariamente, mas era o mesmo.
[21:38] Mas eu entrei na equipe do IE pouco antes de lançarmos o IE 2.0, para contexto. E tenho certeza que alguns de vocês provavelmente já ouviram essa citação antes. Mark Andreessen foi citado dizendo: Netscape reduzirá o Windows a um conjunto de drivers de dispositivos mal depurados. Agora, em sua defesa, por sinal, Mark na verdade disse que Bob Metcalf disse isso, e ele estava apenas retuitando. Bem, citando, porque JavaScript não existia.
[22:09] O Twitter não existia. Isso pode parecer uma alfinetada barata contra a Microsoft. Na verdade, não é, porque eu não acreditei nisso na época. Continuei trabalhando para a Microsoft por 15 anos. Nem acredito nisso agora, porque esses drivers de dispositivos são muito bem depurados neste ponto. Mas não acho que nenhum de nós esperava o que essa declaração meio que prenuncia, que o mundo simplesmente se tornaria a plataforma web, e software em cima dela, não um monte de software em cima do Windows.
[22:44] E isso realmente deu início às guerras dos navegadores. E meu exemplo favorito da monstruosidade das guerras dos navegadores foi a tag blink. E quantas pessoas ouviram a história de como a tag blink foi inventada? Uau, OK. Então essa foi bem boa. Eu não estava no meio dessa. Eu não estava na sala onde isso aconteceu. A tag blink foi criada porque alguns engenheiros da Netscape saíram para beber uma noite. Não estou brincando. Está na Wikipédia. Procure.
[23:15] E um deles, ou mais deles, falaram tipo, oh cara, deveríamos fazer uma tag que faz tudo piscar. E eles estavam bebendo, então um deles decide voltar ao escritório, e na manhã seguinte, mostra aos colegas de trabalho a tag blink. Agora, na Microsoft, odiávamos a tag blink. Ficamos tipo, oh meu deus, por que você faria a-- por que você faria isso? É como se você fosse, sei lá, acionar pessoas sensíveis a luzes piscantes ou algo assim.
[23:46] Isso é horrível. Na verdade, quando a equipe da Netscape exigiu que o CSS incluísse text decoration blink, eu disse tudo bem. Vamos analisar. Vamos aplicar, mas não podemos ser forçados a fazer isso realmente piscar. Estava na especificação CSS1, pelo menos. Você não é realmente obrigado a fazer a coisa piscar visualmente. Agora, ainda tivemos que superar o blink deles, e é disso que se tratava a tag marquee. Na tag marquee, basta pesquisar por marquee tag no Google.
[24:21] Na verdade, é incrível, porque agora tem meu easter egg favorito na pesquisa do Google, porque ele realmente replica uma tag marquee. Tipo, os resultados da tag começam a rolar para frente e para trás. E é basicamente o que o marquee fazia. Ele rolava o texto para frente e para trás. A piada acabou sendo sobre nós na equipe do IE, porque também fizemos ele rolar verticalmente e empilhar texto verticalmente. Como um marquee, você sabe, quando você caminha pela Times Square ou algo assim e há texto vertical.
[24:54] E aparentemente, isso era muito popular na Coreia, porque correspondia a como o texto e as fontes deles funcionavam na época, e era útil no desenvolvimento de texto coreano. E literalmente não conseguimos removê-lo por tipo, uma década, mais de uma década depois, porque era tão intensamente usado e teríamos quebrado muito conteúdo. Agora, em 1996 foi quando lançamos o IE 3, então essa é mais ou menos a era em que estamos.
[25:24] E por volta dessa época, é importante entender, o IE, na verdade, fazia o layout dinâmico das páginas. Tipo, se você redimensionasse a janela, ele simplesmente refazia o layout. É assim que eu escrevi o sistema original de layout de renderização no NCSA Mosaic. Isso também é, por sinal, a idiossincrasia que eu estava mencionando antes, era que eu quebrava sequências de texto. Conforme você estreitava a janela, ele tinha que quebrá-la em lugares diferentes, e ele-- tipo, as sequências nunca se recombinavam. Elas apenas se empilhavam.
[25:54] Então tipo, se você esticasse-- se você apertasse a janela até o fim, ela ocuparia um pouco mais de memória e teria mais sequências no sistema geral. Eles têm a mesma coisa. Agora, o Netscape Navigator, por outro lado, quando você redimensionava a janela, ele literalmente recarregava a página da rede. Nem mesmo do disco. Tipo, o cache em disco só começaria a existir em um ou dois anos.
[26:25] Então eles literalmente recarregavam a página. E na verdade, se você tivesse campos de formulário na página, e talvez percebesse que não conseguia ver um deles, e redimensionasse a janela, ele recarregaria a página e perderia tudo. Eles começaram a armazenar coisas em cache entre carregamentos de página exatamente por esse motivo. Mas fizemos esse tipo de comparação recurso por recurso, mas começou a ficar mais claro que eles estavam-- eles estavam indo atrás de recursos mais baratos do que nós.
[27:00] Nós fizemos uma funcionalidade por funcionalidade em JavaScript, em tabelas, em tags de fonte. Na verdade, eu sou a pessoa que implementou o CSS primeiro em um navegador. Isso aconteceu porque meu chefe entrou no meu escritório e disse: ei, estamos planejando funcionalidades para o IE 3. Queremos que você trabalhe em frames, porque ainda não fizemos frames, iframes, conjuntos de frames, etc. E eu fiquei tipo, ei, isso seria legal. Mas existe essa coisa chamada CSS.
[27:30] A Netscape nem está olhando para isso ainda. Seria super legal. Você pode fazer todo esse tipo de coisa visual bacana. E ele ficou tipo, ah, deixa eu pensar. Voltou em 1/2 hora e disse: sim, vá fazer isso. E foi assim que conseguimos o CSS em um navegador. Mencionei antes sobre codificação, qualidade de codificação, digamos, sistemas de software. E neste ponto, pelo menos tínhamos controle de revisão. Tipo, tínhamos unidades de rede.
[28:01] Mas nos dias do IE 3, nosso sistema de controle de revisão não funcionava tão bem se várias pessoas tentassem fazer check-in ao mesmo tempo, porque frequentemente estávamos fazendo check-in de muitos arquivos diferentes. E tínhamos o que chamávamos de urso de check-in. Isso é literalmente um urso de pelúcia físico. Ficava em um corredor ao lado de um quadro branco. E se você precisasse fazer check-in, tinha que pegar o urso, escrever seu nome no quadro, pegar o urso, o urso tinha que ficar na sua mesa enquanto você fazia o check-in, e então você voltava, e se outra pessoa tivesse escrito o nome dela abaixo do seu, você ia e entregava para ela.
[28:36] Era um semáforo interessante, eu acho. Mas depois que lançamos o IE 3, começamos a olhar para o futuro com o IE 4. E na Microsoft, com o IE 4, na verdade construímos um motor totalmente novo, o motor Trident, o que ficou conhecido como motor Trident. E eu descobri sobre isso pela primeira vez quando fomos convidados para uma palestra desse grupo chamado Forums Cube Team. Não faço ideia de onde veio isso. E havia rumores de que eles estavam construindo algo, e eu não tive a chance de ir.
[29:10] Eu estava ocupado fazendo outra coisa. Mas o outro cara que trabalhava no motor de renderização, meu amigo Jeff, ele foi. E ele volta. Ele entra no meu escritório e está realmente muito, muito para baixo. Eu falei: como foi? E ele: estamos ferrados. Eles podem fazer tudo. Eles podem editar. Eles podem mudar as coisas. Tipo, é um ambiente dinâmico completamente ao vivo. Estamos sem emprego. E ele estava meio certo, porque eu tinha feito folhas de estilo. E eu dei uma palestra para a equipe do Trident tipo, uma semana depois, onde eu estava mostrando todas as coisas que eu tinha feito em folhas de estilo.
[29:44] E eu fiquei tipo, isso faz, isso faz. Espero incluir essas duas funcionalidades antes de lançarmos. Agora, literalmente, alguém na plateia disse: você não poderia, porque qualquer coisa que você lançar, teremos que ser compatíveis. Agora, só por isso, são três funcionalidades. E então eles me pediram para me transferir para a equipe do IE 4, trabalhar em folhas de estilo. E quando me pediram para me juntar, me disseram que eu estaria na equipe de modelo de objetos. E eu fiquei tipo, o quê? A equipe de JavaScript? Vocês me pediram para fazer folhas de estilo. Mas essa era meio que a coisa chave dessa era, tudo se tornou dinamicamente programável.
[30:21] Antes disso, no IE 3, até o IE 3, e ainda no Netscape Navigator, tudo o que você podia reprogramar eram imagens. Não o tamanho, porque você não podia mudar o layout, mas você podia trocar o visual, os links para os quais um hiperlink específico apontaria, campos de entrada. Nada mais. Nada que mudasse o layout do documento. E a única maneira de mudar visuais era campos de entrada e imagens. E de repente, você podia refazer tudo.
[30:52] Quero dizer, você podia mudar o inner HTML e colocar um documento inteiro novo ali. Você podia mudar coisas no modelo de objetos do documento. Havia algumas coisas que você não podia mudar dinamicamente. Há uma palestra de mais de 45 minutos sobre hasLayout aqui que eu vou simplesmente pular, a não ser para dizer que realmente não foi minha culpa. As pessoas às vezes dizem isso. Não foi. E era super importante entender que o Netscape Navigator não tinha um sistema dinâmico. Eles não podiam mudar todas as coisas dinamicamente, tipo, o novo sistema deles, o que se tornou o Mozilla, estava atrasado.
[31:29] Para combater isso, em vez de mudar tudo ao vivo através do modelo de objetos, eles propuseram: ei, deveríamos ter uma nova tag chamada Layer. E você pode colocar coisas que mudam dentro de uma layer. Mas toda aquela coisa de posicionamento CSS, vamos deixar de lado. Nós ficamos tipo, não, acho que vamos fazer isso. Houve muita disputa de um lado para o outro. E acho que tudo isso culminou quando lançamos o ActiveDesktop no Windows 98. E isso porque você de repente podia colocar conteúdo web na área de trabalho, e toda a decoração de janela ali era na verdade feita em conteúdo web.
[32:07] Isso era horripilante para aqueles de nós que realmente sabiam o que estava acontecendo, porque era um sistema muito pesado sendo colocado para fazer um sistema de baixo nível. Mas essa também foi a época do surgimento do Ajax, certo? Foi quando Alex Hauptmann, um cara com quem trabalhei depois no IE, eles precisavam de um sistema de transferência de dados para o Outlook Web Access. Então eles criaram esse controle, o lançaram no MSXML, e isso foi lançado no período do IE 5.
[32:38] Não tenho certeza de qual das versões do IE 5, porque literalmente tivemos IE 5.0, 5.01, 5.01A, 5.01B, 5.01C e 5.01D. Estávamos tentando nos alinhar com o Office. Levou algumas tentativas. E depois disso, meio que tropeçamos na Microsoft. Estávamos em grande parte apenas rearquitetando. Tipo, IE 5.5 para essa coisa de frames nativos. E o IE 6 consertou todas as coisas que quebramos no IE 5.5. E foi basicamente isso. Realmente. Tipo, não sabíamos bem o que fazer.
[33:09] E muito disso é por causa deste gráfico. E isto é a adoção de navegadores, durante esse período. E você notará que há um belo pico ali, e a maioria das pessoas não se sai bem em picos. Particularmente a Microsoft não se sai, mas a maioria das pessoas não se sai bem em picos. Mas quando lançamos o IE 6, estávamos bem aqui. Tínhamos o melhor navegador do planeta. Quero dizer, éramos muito melhores que o Netscape Navigator na minha opinião, admitidamente um tanto tendenciosa.
[33:41] Nosso produto para Mac era na verdade melhor que nosso produto para Windows. Ou a equipe de Mac está aplaudindo em algum lugar e nem sabe por quê. Mas a web na verdade não tinha layout rico. Ela se saía muito bem com texto fluido. Se saía muito bem com tabelas. Mas não fazia empilhamento e não fazia grades na época, o que era meio ruim. A compatibilidade estava se tornando um problema real para nós, particularmente porque a Microsoft tinha essa filosofia de compatibilidade realmente muito rígida.
[34:12] Lembro de ter que pedir aprovação para quebrar algo para consertar nosso suporte a padrões, mas isso quebraria algo nas páginas de Ajuda do Microsoft Cart Precision Racing, um jogo que havíamos lançado tipo, três anos antes. E, no geral, a web não levava desenvolvedores de volta ao Windows, e a Microsoft começou a questionar: por que estamos fazendo tudo isso por algo que não nos traz mais desenvolvedores? E já temos todos os usuários, então por que precisamos fazer isso.
[34:45] Eles só queriam reter o mercado de desenvolvedores. Então criamos esse projeto Avalon, que se tornou o dotnet framework 3.0. E eu não estou-- há pelo menos outra palestra de 45 minutos aí. E é claro, isso acabou fazendo com que eles perdessem esse mercado também, e então o declinaram. E é claro, ao mesmo tempo, o mundo continuou, certo? Esse padrão de aplicativos mashup se tornou cada vez mais importante. Eu escrevi este white paper internamente sobre mashups.
[35:16] E isso é basicamente múltiplos componentes e dados começando a se juntar. De novo, isso parece natural hoje. Mas a ideia de que você tinha o mesmo sistema que tinha estatísticas de crimes de Chicago e software de mapeamento, e que você podia simplesmente fazê-los funcionar juntos dinamicamente, isso era bem incrível na época. E, é claro, o WebKit começou a ganhar tração. O Firefox estava ganhando tração. E o WHATWG foi formado por essa época também, porque o W3C meio que perdeu o rumo.
[35:46] Há várias horas de palestras aí. E em 2004, a Microsoft finalmente acordou, disse: ah, espera aí. Precisamos fazer algo aqui. E este foi na verdade o lançamento do qual eu me orgulhei mais pessoalmente. Não pelo que realmente lançamos, mas porque tivemos que construir uma equipe basicamente do zero. E a parte infeliz é que você lê-- isto é da página da Wikipedia sobre o IE 7, e meio que diz: novos recursos, incluindo navegação por abas e zoom de página, caixa de pesquisa integrada, um leitor de feeds.
[36:22] E ah, sim, o suporte a padrões web ficou um pouco melhor, mas ainda não passa nos testes básicos. E isso-- tivemos que nos acostumar a ser vilipendiados nessa fase. Eu realmente tive alguém nos comentários do blog, se passando por Satanás, me oferecendo um emprego naquele momento. Perguntou quanto eu ganhava e se eu queria um emprego. E eu fiquei meio preocupado, então não apaguei o post, porque nunca se sabe. Mas não leia os comentários do YouTube. Não preste muita atenção nas pessoas.
[36:53] E eu destacaria que só agora estamos entrando no período em que o Chrome começou. Então eu não vou cobrir nada disso, porque o Peter fará um trabalho muito melhor do que eu. Mas eu direi que a Microsoft continuou meio que investindo o mínimo na plataforma. Não no navegador, mas na plataforma. E isso não funcionou tão bem para eles. E muito disso me levou às lições que aprendi com a experiência do IE.
[37:23] Não se torne complacente só porque você está no topo da pilha, e o Chrome definitivamente pode aprender algo aí. Não foque na concorrência foi uma grande parte disso. Isso funciona bem quando há só dois de vocês, não tão bem quando há muitas pessoas diferentes e muitas coisas. Na verdade, somos bem bons em não fazer coisas excêntricas. Tentamos prestar atenção. Tentamos construir muitas páginas de teste e garantir que estamos seguindo uma especificação. Mas mais do que tudo, nem todas as pessoas inteligentes trabalham na sua empresa.
[37:55] E, é claro, não ignore fatores disruptivos como a revolução móvel, que surgiu mais ou menos nessa época também, certo? E isso nos causou alguns desafios no Chrome também. Mas isso foi um grande negócio, certo? Tipo, eu passei em 12 anos de ter este Motorola Startac, que eu prometo que era super sexy quando foi lançado. Era o melhor celular que existia. Eu amava aquele celular. Até o momento em que o deixei cair no Lago Washington, para ter um iPhone. Certo? E o iPhone, tinha todos esses sensores, e a tela de toque era super envolvente, e simplesmente muito poder nele.
[38:32] E, a propósito, eu estava fora 35 quando o iPhone foi lançado. Mas ainda assim consegui me adaptar, porque lembro de dizer dois anos depois: sim, linha de base. Meu celular tem que substituir meu afinador de guitarra agora. Tipo, simplesmente tem que funcionar. Não estou mais carregando um afinador de guitarra por aí. Eu tinha uma guitarra no meu escritório, e sou sensível o suficiente ao tom para querer que funcionasse. E infelizmente, a web não era apenas a plataforma móvel naquele momento. Teria sido ótimo, mas francamente, naquela fase, a web ainda era projetada para 1,024 por 768.
[39:07] Literalmente, estava codificado diretamente nas páginas web. Quando a Apple criou suas regras um tanto malucas sobre como remapear para o dispositivo deles, eles estavam dependendo disso. E eles não estavam errados, realmente, em fazer a maioria das páginas parecer correta. Mas não era realmente aberto a fazer entrada por toque. Ocasionalmente você precisava de um teclado, e a rede ainda era bem instável. Tipo, as pessoas não esperavam isso. E é super importante. Isto é na verdade de mais ou menos esse período também.
[39:39] Ben Galbraith, muito antes de trabalhar no Google, disse isto em uma conferência. E ele disse: a web 2.0 não se trata de um conjunto de tecnologias. Trata-se de se importar com a experiência do usuário, e essa foi a grande evolução da época: as pessoas começaram a se importar de verdade com as experiências oferecidas em um navegador. E antes disso, elas realmente não se importavam. Depois disso, tivemos ainda outra versão disso quando precisamos lançar o banner de Progressive Web App alguns anos atrás, quando realmente tivemos que focar no fato de que a largura de banda ainda era necessária.
[40:15] Tipo, não funcionava -- a web não funcionava bem se você não soubesse que tinha uma conexão. E eu já dei muitas palestras sobre isso. Mas, neste ponto, o que eu quero que todos foquem é que um grande motivo pelo qual estou convencido de que a plataforma web continua sendo aquela plataforma universal é que esse acesso a recursos está alcançando o nível necessário. Só temos que ser supercuidadosos com segurança, privacidade e a experiência do usuário. E, mais do que qualquer coisa, como essa plataforma funciona em outros dispositivos.
[40:46] Esta também é uma das armadilhas em que a Microsoft caiu. Porque mesmo quando a Microsoft tinha duas equipes de navegador, uma equipe para Mac e uma equipe para Windows, a equipe do Mac ficava isolada num canto, por conta própria. Elas não eram integradas. Elas não pensavam nisso. E, tipo, eu sou copresidente do grupo de trabalho da web imersiva. Temos que pensar no headset de AR da Magic Leap e em como o WebXR funciona nele, mesmo que o Google não esteja, até onde eu saiba, construindo um headset de AR atualmente. Então isso é meio importante. A orientação para isso, na verdade, é o Google 101, certo?
[41:22] Respeite o usuário, respeite a plataforma, respeite a comunidade. Não seja a pessoa mais inteligente da sala. Para qualquer um de vocês que trabalhe com padronização, seja o melhor ouvinte. Essa é uma forma muito melhor de encarar isso. Como a Parisa mencionou mais cedo hoje, esta é a nossa missão na equipe do Chrome. E isso, aliás, no geral, foi o que me trouxe ao Google. Tipo, isso é uma parte forte do DNA do Google. É uma parte forte do DNA da equipe do Chrome. É exatamente por isso que eu também continuo aqui.
[41:54] E com isso, acho que vou encerrar com minhas duas últimas citações de Douglas Adams. Obrigado. [MÚSICA TOCANDO]
Ver a transcrição original em inglês
[0:03] CHRIS WILSON: Good afternoon. I'm here to talk about the history of the web, from its humble beginnings in the early 1990s through the high and low points in the browser wars to today. And a lot of this talk, for me personally, is nostalgia. I hope there's a lot of-- see what impact history had on today's web. As George Santayana said, those who cannot remember the past are condemned to repeat it. Let's definitely not do that. I'm going to talk a lot about Internet Explorer's history.
[0:34] You'll find out why in a second. But I still believe a lot of this drove getting us where we are today. But much like Mel Brooks' movie, I have to skip a lot. So the first deck I pulled together for today I think was about an hour and half long. Hopefully I'll make it through and land on time. So hi. I'm Chris Wilson. I've been working on the web platform a super long time. I started over 26 years ago. I co-wrote the Windows version of NCSA Mosaic, the first real mass market browser after Tim Berners Lee's browser.
[1:10] I've been an engineer, a PM, a lead PM, a GPM, developer advocate. I'm currently on the TPGM team in Chrome. I've worked on four different browsers, I think, and I've been a Googler since 2010. By the way, that's since Chrome version 6. Chrome version 6 shipped a week after I started. Don't take this the wrong way. That sounds super impressive. I don't think I'm the smartest person in the room, certainly not in this room.
[1:43] I have been in the room where it happened, to borrow a Hamilton quote for a second, many, many times over the years, which is pretty cool. But-- so I want you to all cast your minds back, for some of you, before you were born, to 1988. 1988 is when I went to the University of Illinois as an undergraduate. And to give you a picture of the internet at the time, this chart is great. You can't really read the labels, but 1988 it is here, basically. And you'll note it almost doesn't exist.
[2:16] No one had really heard of the internet at that point. In fact, it was still commonly known as ARPANET in academic circles. And my incoming undergraduate class was not issued email accounts by default. You actually had to go to the computer lab, ask for one in-person. And, in fact, we logged into our mainframe. Like, people didn't usually have the ability to connect. And you had a time limit of seven hours a week on this mainframe system.
[2:47] And I would usually burn this up playing Ultimate Larn, because you only had seven hours. I'd usually burn it up in the first couple days, and then I couldn't check my email again till Saturday morning. Thankfully, engineering students got a second account that was not time restricted on a different mainframe. So clearly, I did pass my computer science classes. This was my first internet terminal. It was a cast off terminal from a job that I was working at over the summer. It was an HP 2622A terminal.
[3:20] It had an integrated thermal printer in the top. It was awesome. I connected this to the University of Illinois' system via a smoking fast, for the time, 2,400 baud modem. For reference, I calculated my cell phone gets something like 6,000 times faster connection overall LT, and a 60,000 times faster connection when I'm on Wi-Fi at home. Or it's about twice the speed of my hotel Wi-Fi here in Mountain View.
[3:50] But this was just a text terminal. Like, the internet was mostly text. In fact, that's one of the points I made here is, it really was email, it was was Usenet, it was IRC, it was Gopher. FTP was cool too, but frankly, used a lot less, except for sharing software. Now don't worry. My entire presentation is not just Douglas Adams quotes. There are a couple more, I think. But this is really-- this is something to remember all the time.
[4:21] Anything that's in the world when you're born or when you're very young it's just normal. It's the way the world works. I have two daughters. The internet is the way the world works. They don't even think about it. Mobile devices? Absolutely. Anything that's invented between when you're 15 and 35 is new, exciting, and you can probably get a career in it. And the internet, the web, was definitely invented between when I was 15 and 35. Now, I'm not really here to say, get off my lawn you young whippersnappers.
[4:52] The web's been done. Everything you can come up with is against the natural order of things. The challenge is, really, how do you take it and make it so that you can adapt to the natural order of things. Think of what it can become in the future. Because otherwise, I turned 35 before Chrome was released, so that would be a problem. In 1991, I got a part time job working at the National Center for Supercomputing Applications. It's the last time I'm going to spell that out. The NCSA is one of the five original NSF supercomputing centers, and our group's mission inside NCSA was to build software tools to enable researchers to use the power of the supercomputers on their desktop.
[5:39] So we did Telnet. We literally built Telnet. In fact, that's what I was hired to do, work on the terminal. Now keep in mind, this was before Windows 95. This was before Windows 95. There was no TCP/IP network stack. PC Telnet was DOS software. We had to eventually build Windows software. We also did visualization tools and things like that. Data loading and formatting tools, that kind of thing.
[6:11] But this fit right in when we had this project come up, where a couple guys came up with this X Windows software, called Mosaic, that let you access this thing that some guy in Switzerland had come up with called the worldwide web. Used a prototype document language called HTML. That was kind of-- well, that was the next 26 years my life. I co-wrote the Windows version of this.
[6:42] Incidentally, NCSA Mosaic had three versions, Mac, PC, Windows, and X Windows. They were totally different. They did not share code at all. We looked at each other's code, but cross platform software, not really a thing. I also, this utterly ruined the word mosaic for me. If you say the word mosaic, I will not think of a piece of art. But keep in mind, again, we didn't have network support in Windows. Windows didn't have a built in network driver.
[7:15] Like, they didn't have sockets. You could buy a separate package that would add it. Even Windows 3.11, with networking, I can't remember the toll name. Windows for Work Groups, I think. It didn't have ti TCP/IP built in. Didn't have sockets. It had networking, but through Novell or something else. So we already had our own network stack. We actually literally wrote the device drivers for network cards. Like, I would debug this stuff. I debugged the TCP/IP fallback algorithm at one point.
[7:50] And so we got that working in Windows. We built the HTML parsing and rendering stuff, all that kind of thing. And NCSA had this tradition of shipping lots and lots of beta releases. Like, basically, build it on your machine, put up a release. I think I actually put up several debug version releases, because I couldn't find a bug once that turned out to be a pointer initialization, of course. But we put Windows Mosaic up on the FTP server for the first time.
[8:20] And I remember, we got super excited, because a week later, we were at 1,000 downloads. Now, I gave this talk I think in 2011, and I calculated like, how long it took Firefox to get 1,000 downloads, and it was measured in fractions of a second. So a little different scale. But still, what was really surprising was, the game DOOM came out the same year, and we still managed to get work done on Mosaic, because we were college kids.
[8:53] I mean, we were students. NCSA had this great overall charter of hey, go enable education and research. And we got to explore a lot of things. And if we didn't have that there, we wouldn't have gotten to go build a web browser. It wasn't in our software tool group's charter at the time. We were chartered to build image visualization tools, Telnet, et cetera. And this is one of the things, one of the parallels that I draw with Google, because Google has a lot of that flexibility.
[9:26] It's one thing that I really like about working here. Now, but overall, like, we made a bunch of foolish mistakes in Mosaic, because we didn't really know what we were doing. We didn't really have a whole lot of support. We didn't have a business plan. I mean, plenty of dotcoms didn't have business plans too, but we didn't really, like, there was no user experience class in my computer science degree. There was no theory of software testing or anything like that.
[9:56] And we didn't even have revision control systems. Like, there were two of us working on Windows Mosaic. We didn't have network drives. So literally, we would like, work on the same code, we'd save it to a zip disk, walk across the office, stick it in the other guy's drive, copy the right files, hope for the best. So we did make some foolish choices. And one in particular that I personally own is this. I'm personally responsible for overlapping bold and italic tags working in the early web.
[10:32] For some reason, I thought this would be cool. The rampant violation of all common sense and SGML-structured document decency. And by the way, yes, we do still support this in Chrome and every other browser, probably. We do it in an interesting way that doesn't violate everything that's decent. But in my defense, such as it is, I thought it would be cool at the time. But the early web, even the really early web, because remember, I'm in like, '93 ish year.
[11:10] It was really compelling. And the reason it was compelling was that you got access to all this information. I mean, Google's mission is organize the world's information and make it universally accessible and useful. And I was the one chatting in the back when Parisa asked this question earlier, because it's in my deck a couple times. And you have to remember, at this day and age, the world's information wasn't on the internet. The internet was like, we were off at the low part of that ramp, right?
[11:42] A lot of that information wasn't even in digital form yet. Like, you had to go to a library to get information. Now, eventually, of course, like, anybody who's watched a bunch of information before and knows how we tend to think of the web platform, you'll recognize part of this LICE acronym here. But at this point, it wasn't indexable, really. Or it was indexable, but there were no indices to it. In fact, I meant to bring along, on my bookshelf, I have this book. Like, a bound paper book, that is literally lists of URLs and descriptions of them.
[12:18] It was published, I think, in '93. '93 or '94, I can't remember which. And it's just a solid book filled with, hey, this is what you can find on the Honolulu Community College Website or the like. So most critically, at NCSA we had this-- we recognized that the coolest thing about this web thing was that everyone could be an author, because most of the systems out there weren't really designed for anybody to put servers up and share information.
[12:51] Gopher in particular. Like, Gopher clients were easily accessible. Gopher server software you had to pay an arm and a leg for. Like, basically only universities ran it or private enterprises, because it was so expensive to run the software. Now, so we actually implemented a bunch of stuff at NCSA to try to encourage this sharing of information. We actually had, even in 1993, we implemented a group annotation feature.
[13:21] Like, you could annotate web pages, and then anybody in your group who shared the same annotation server, they would see your annotations when they went to the same web pages. We also had this idea that the web server software should be free, and everyone should run a server on their machine. Now, putting this in context, this was several generations of massive security problems away from where we are today. We actually, I ran a web server on my PC in my office at NCSA.
[13:54] It was world accessible. I mean, literally anybody could just FTP into my personal. In fact, we wrote a networked space dogfighting game. Me and a group of my friends at the University, we borrowed the NCSA PC Telnet code to do this. And after we'd been playing it, like, we got it up and running. It was like, awesome. Those early LAN parties. It was great. After we had it up and running for a while, I realized that I never disabled the FTP server in the PC Telnet code.
[14:26] So sure enough, I could like, FTP into my friends' machine while he was playing the game and, you know, start a big download. He didn't really like that. But the cool thing was there was lots of wacky content. Like, this was groundbreaking at the time, because you didn't have access to this content. Like, there was a guy named Kevin Hughes from the Honolulu Community College who, they have a really cool dinosaur museum at this community college in Honolulu. And so he thought, oh, this is awesome.
[14:58] I'll take some pictures of it with my digital camera and put it online. And he did. And there was like, you would just get this weird kind of stuff. And this is, more than anything, I think what contributed to the growth of the web was this concept of the long tail. Who has not heard of the long tail before? Just to-- OK, so there's a few, which is good. This is where the large portion of content out there-- the overall population is in this tail. And unfortunately, the colors are messed up. But like, all of this stuff out here, measured by interest, is just as popular as the most popular things.
[15:35] So another way to look at this is, the web is incredible, because people get super interested in uncommon topics, more so, even, sometimes, then Taylor Swift's latest video. Which is great, by the way. This is taken for granted today. Like, this is one of those things where you're nodding your head and saying, yeah, whatever. This was new back then, because you couldn't really get access to the long tail, not in the early '90s. In fact, in the early '90s, or mid '90s, actually, in 1996, I took a class learning to play the didgeridoo.
[16:12] Part of the class was how to build one. I was like, oh, this is really cool, and I put up a web page, how to build a bamboo didgeridoo. It's pretty easy, by the way. You just poke a hole in it more or less. But how many of you remember GeoCities? Right on. Nostalgia buffs, I love it. I put up a GeoCities site on how to build didgeridoos from pieces of bamboo, complete with ASCII art, because I didn't own a digital camera yet.
[16:44] This was seven years before Canon came out with the Digital Rebel, just for reference. So it really wasn't that popular, and I put my Microsoft email address on it. And yes, that seems like a crazy thing to do today, but I did. And this page stayed up until GeoCities shut down in 2009. And that entire time, for 13 years, at least once a month, I would get an email from somebody saying, hey, this is great. I was wondering if you know where to get raw bamboo here in Finland.
[17:18] By the way, this page is still accessible. If you really want to see it, the URL is in the speaker notes for this page, but I'm not going to go to it now, because I'm a little ashamed of the artwork there. But I tell this story not because I think you're all interested in building bamboo didgeridoos, although I'm happy to talk about that. Even fewer of you are actually interested in the finer grained details of where to get raw bamboo here in California. I do know, because I did live here for a little while.
[17:49] But you probably have some interests that are just as uncommon. In fact, by contrast, for the last few years, I started making ukuleles in my spare time. And I buy my materials and my tools online. I watch videos on YouTube of how to bend the sides right or that thing. I compare notes on forums about different wood choices, et cetera, browse through exotic woods on eBay. This is a thing. Like, I would search ukulele wood on eBay.
[18:24] And it's not like, five pages. There's like, hundreds of results. And I'm showing my age because I find this amazing. Like, this is blowing, the access to information that you have. This is a massively new natural order. And this leads me to something that I've said for decades about my career, is that the web and the internet just helps human interactions happen faster, and fewer guardrails, fewer speed bumps in the way.
[18:54] I used to think, by the way, this was an unreservedly good thing. I don't think that anymore. So this is kind of foreshadowing, be careful about how you enable human interactions. But it does definitely remove geographic barriers and information barriers. So anyhow, back in 1994, the core Mosaic team all pretty much left NCSA nearly at the same time. Mark Andreessen had left the previous year.
[19:26] I quit and headed out to Seattle to take a different job. And then Mark came back with Jim Clark, scooped up the rest of the engineering team, before they could leave and go off to the winds because they saw that I was the first one that left, but I was not going to be the last. But I went to this company called SPRY. They built a product called Internet in a Box. I literally had one of these on my bookshelf too. Yes, the entire internet in a box.
[19:58] But it was kind of cool, because this was the whole package for what you needed to connect to the internet. Which, again, at the time, was pretty cool. It had a Usenet browser. It had an email system. And had a Gopher client. It also had a web browser. And it still wasn't clear that the web was the winner, by the way. It had all these. Like, when I was building this talk, and I like, you know, did the Command tab on my Mac, and it's like, literally the only things running are two copies of the browser and the calculator.
[20:31] And that's just because it was easier to get to the calculator by clicking the icon. Now, I don't want to talk a whole lot about SPRY in particular, because they went away for good reason. Although it's not Spyglass, by the way. Spyglass was a totally different company. And in fact, a year later I left SPRY and I joined Microsoft and the Internet Explorer team. Spyglass was actually this company that NCSA licensed their code to, because they realized that the business of software licensing was not really the business NCSA wanted to be in.
[21:06] And then Spyglass resold it to everyone else, and Microsoft actually licensed it from spyglass. And Spyglass said they rewrote all the code from the ground up. I'm just saying a lot of that code looked really familiar, and a lot of it, the architectural choices-- yeah, it had some of the same idiosyncrasies as code that I had written. Not that I was proud of, necessarily, but was the same.
[21:38] But I joined the IE team right before we shipped IE 2.0, for context. And I'm sure a few of you have probably heard this quote before. Mark Andreessen was quoted as saying, Netscape will reduce Windows to a set of poorly debugged device drivers. Now, in his defense, by the way, Mark actually said that Bob Metcalf said this, and he was just retweeting it. Well, quoting it, because JavaScript wasn't around.
[22:09] Twitter wasn't around. This may seem like a cheap shot against Microsoft. It actually isn't, because I didn't believe it then. I continued to work for Microsoft for 15 years. I don't even believe it now, because those device drivers are really well debugged at this point. But I don't think any of us expected what this statement kind of foreshadows, that the world is just going to become the web platform, and software sitting on top of it, not a whole bunch of software sitting on top of Windows.
[22:44] And this really did kick off the browser wars. And my favorite example of the hideousness of the browser wars was the blink tag. And how many people have heard the tale of how the blink tag was invented? Wow, OK. So this one was pretty good. I was not in the middle of this one. I was not in the room where this one happened. The blink tag was created because some Netscape engineers went out drinking one night. I'm not kidding. It's on Wikipedia. Look it up.
[23:15] And one of them, or more of them, were like, oh man, we should make a tag that makes everything blink. And they were out drinking, so one of them decides to go back to the office, and the next morning, shows their coworkers the blink tag. Now, at Microsoft, we hated the blank tag. We were like, oh my god, why would you make the-- why would you do this? It's like you're going to, I don't know, trigger people who are sensitive to blinking lights or something.
[23:46] This is horrible. In fact, when the Netscape team demanded that CSS include text decoration blink, I said fine. We'll parse it. We'll apply it, but we can't be forced to make it actually blink. It was in the CSS1 spec, at least. You're not actually required to visually make the thing blink. Now, we still had to out blink them though, and that's what the marquee tag was about. In the marquee tag, just search for marquee tag in Google search.
[24:21] It's actually awesome, because it has now my favorite Easter egg in Google search, because it actually replicates a marquee tag. Like, the tag results start scrolling back and forth. And that's basically what marquee did. It scrolled text back and forth. The joke actually ended up being on us on the IE team, because we also made it scroll vertically and stack text vertically. Like a marquee, you know, when you walk down Times Square or something and there's vertical text.
[24:54] And apparently, this was really popular in Korea, because it matched how their text and fonts worked at the time, and it was useful in developing Korean text. And we literally couldn't remove it for like, decade, more than a decade afterward, because it was so heavily in use and we would have broken a lot of content. Now, in 1996 is when we shipped IE 3, so this is kind of the era we're in.
[25:24] And around this time, it's important to understand, IE, actually, would dynamically lay out pages. Like, if you resize the window, it would just re lay it out. That's actually how I wrote the original rendering layout system in NCSA Mosaic. This is also, by the way, the idiosyncrasy I was talking about earlier, was I would break up runs of text. As you narrowed the window, it would have to break it up at different places, and it-- like, the runs would never recombine. They would just stack.
[25:54] So like, if you stretched it-- if you squeezed the window all the way down, it would take up slightly more memory and have more runs in the overall system. They have the same thing. Now, Netscape Navigator, by the other way, on the other hand, when you resize the window, it would literally reload the page from the network. Not even from disk. Like, disk caching was only going to start being a thing in a year or two.
[26:25] So they would literally go reload the page. And in fact, if you had form fields on the page, and maybe you realized that you couldn't see one of them, and you'd resize the window, it would reload the page and lose everything. They started caching things across page loads for exactly that reason. But we did this kind of feature for feature comparison, but it started being more clear that they had-- they were going for cheaper features than we were.
[27:00] We did do a feature for feature in JavaScript, on tables, on font tags. I am actually the person who implemented CSS first in a browser. This was because my boss actually came into my office and said, hey, we're planning out features for IE 3. We want you to work on frames, because we didn't do frames yet, iframes, frame sets, et cetera. And I was like, hey, that would be cool. But there's this thing called CSS.
[27:30] Netscape's not even looking at this yet. It would be super cool. You can do all this neat visual stuff. And he was like, oh, let me think about it. Came back in 1/2 hour and said, yeah, go do that. And that was how we got CSS in a browser. I mentioned earlier about coding, coding quality, let's say, software systems. And at this point, we did at least have revision control. Like, we had network drives.
[28:01] But in the IE 3 days, our revision control system didn't work so well if multiple people tried to check in at the same time, because we frequently were checking in many different files. And we had what we referred to as the check in bear. This is literally a physical Teddy bear. It sat in a hallway next to a whiteboard. And if you needed to check in, and you had to go get the bear, write your name on the board, take the bear, the bear had to sit on your desk while you were checking in, and then you went back, and if someone else had written their name below yours, you went and gave it to them instead.
[28:36] It was an interesting semaphore, I guess. But after we shipped IE 3, we started looking ahead to IE 4. And at Microsoft, with IE 4, we actually built an entirely new engine, the Trident engine, what became known as the Trident engine. And I found out about this the first time when we were invited to a talk by this group called the Forums Cube Team. No idea what that came from. And there were rumors that they were building something, and I didn't have a chance to go.
[29:10] I was busy doing something. But the other guy who worked on the rendering engine, my friend Jeff, he went. And he comes back. He comes into my office and he's really, really down. I'm like, how did it go? And he's like, we're screwed. They can do everything. They can edit. They can change things. Like, it's a completely live dynamic environment. We're out of a job. And he was half right, because I had done style sheets. And I gave a talk to the Trident team like, a week later, where I was showing off all the stuff I'd done on style sheets.
[29:44] And I was like, does this, does this. I'm hoping to get in these two features before we ship. Now literally, someone in the audience said, could you not, because anything you ship, we have to be compatible with. Now, just for that, it's three features. And so they asked me to move over to the IE 4 team, work on style sheets. And when I was asked to join, that I was told I would be in the object model team. And I'm like, what? The JavaScript team? You asked me to do style sheets. But this was kind of the key thing about this era, was everything became dynamically programmable.
[30:21] Before that, in IE 3, up through IE 3, and still in Netscape Navigator, all you could reprogram were images. Not the size, because you couldn't change the layout, but you could swap the visual out, the links that a particular hyperlink would point to, an input fields. Nothing else. Nothing that changed the layout of the document. And the only way you could change visuals was input fields and images. And suddenly, you could redo everything.
[30:52] I mean, you could change inner HTML and put a whole new document in there. You could change things in the document object model. There were a couple things you couldn't change dynamically. There's a whole 45 plus minute talk about hasLayout here that I'm just going to skip right past, other than to say it really wasn't my fault. People do say that sometimes. It wasn't. And it was super important to understand that Netscape Navigator didn't have a dynamic system. They couldn't change all the stuff dynamically, like, their new system, what became Mozilla, was delayed.
[31:29] To combat this, instead of changing everything live through the object model, they proposed, hey, we should have a new tag called Layer. And you can put things that change inside a layer. But that whole CSS positioning thing, let's not do that. We were like, no, I think we're going to do that. There was a lot of jockeying back and forth. And I think this all culminated when we shipped ActiveDesktop in Windows 98. And this was because you can suddenly drop web content onto the desktop, and all of the window decoration there was actually done in web content.
[32:07] This was horrifying to those of us who really knew what was going on, because it was a very heavy weight system being dropped in to do a very low level system. But this was also when the dawn of Ajax happened, right? This was, Alex Hauptmann, a guy I later worked with in IE, they needed a data transfer system for Outlook Web Access. So they came up with this control, shipped it in MSXML, and this shipped in the IE 5 time frame.
[32:38] I'm not sure which of the IE 5 releases, because literally we had IE 5.0, 5.01, 5.01A, 5.01B, 5.01C, and 5.01D. We were trying to shift together with Office. It took a few tries. And after that, we kind of stumbled at Microsoft. We were largely just re-architecting. Like, IE 5.5 to this native frames thing. And IE 6 fixed all the things we broke in IE 5.5. And that was about it. Really. Like, we didn't really know what to do.
[33:09] And a lot of it is because of this chart. And this is browser adoption, during this time period. And you'll notice there's a nice peak up there, and most people don't do well at peaks. Particularly Microsoft doesn't, but most people don't do well in peaks. But as we shipped IE 6, we were right about here. We had the best browser on the planet. I mean, we were much better than Netscape Navigator in my, admittedly, somewhat biased opinion.
[33:41] Our Mac product was actually better than our Windows product. Or Mac team is applauding somewhere and they don't even know why. But the web didn't actually have rich layout. It did great on flow text. It did great on tables. But it didn't do stacking and it didn't do grids at the time, which was kind of bad. Compatibility was becoming a real problem for us, particularly because Microsoft had this really, really hardcore compatibility philosophy.
[34:12] I remember having to ask for approval to break something to fix our standard support, but it would break something in the Help pages for Microsoft Cart Precision Racing, a game that we had shipped like, three years before that. And overall, like, the web didn't lead developers back to Windows, and Microsoft started questioning, why are we doing all this for something that doesn't get us more developers. And we already have all the users, so why do we need to do this.
[34:45] They just wanted to retain the developer market. So we created this Avalon project, which became dotnet framework 3.0. And I'm not-- there's at least another 45 minute talk in there. And of course, this just ended up in them losing that market too, and then declining it. And of course, at the same time, the world just kept going, right? This pattern of mashup apps became more and more important. I wrote this white paper internally about mashups.
[35:16] And this is basically multiple components and data started coming together. Again, this seems natural today. But the idea that you had the same system that had Chicago crime statistics and mapping software, and that you could just get them to work together dynamically, that was pretty awesome at the time. And, of course, WebKit started gaining traction. Firefox was gaining traction. And the WHATWG was formed around here too, because the W3C kind of lost its way.
[35:46] There are several hours worth of talks there. And in 2004, Microsoft finally woke up, said, oh, wait a second. We need to do something here. And this was actually the release that I was most proud of personally. Not because of what we actually shipped, but because we had to build a team from basically ground zero. And the unfortunate part is, you read-- this is out of the Wikipedia page on IE 7, and it kind of says, new features, including, tab browsing and page zooming, integrated search box, a feed reader.
[36:22] And oh, yeah, web standard support got a little better, but it deal doesn't pass the basic tests. And that-- we had to get used to being vilified at this stage. I did actually have someone in blog comments, posing as Satan, offer me a job at that point. Asked how much I made and if I wanted a job. And I was kind of worried, so I didn't delete the post, because you never know. But don't read the YouTube comments. Don't pay too much attention to people.
[36:53] And I'd point out that, only now are we getting into the period of time where Chrome began. So I'm not actually going to cover any of that, because Peter will do a much better job than I would. But I will say, Microsoft continued to kind of invest the minimum into the platform. Not the browser, but the platform. And that didn't work so well for them. And a lot of this led me to the lessons that I learned out of the IE experience.
[37:23] Don't become complacent just because you're at the top of that heap, and Chrome can definitely learn something there. Don't focus on the competition was a huge part of it. That works OK when there's only two of you, not so well when it's a lot of different people and a lot of things. We're actually pretty good at not doing quirky stuff. We try to pay attention. We try to build lots of test pages and make sure that we're following a spec. But more than anything, not all the smart people work at your company.
[37:55] And, of course, don't ignore disruptive factors like the mobile revolution, which came along right about this time too, right? And this caused us some challenges on Chrome as well. But this was a huge deal, right? Like, I went in 12 years from having this Motorola Startac, which I promise you was super sexy when it came out. It was the best phone out there. I loved that phone. Right up until the point it dropped it into Lake Washington, to having an iPhone. Right? And the iPhone, it had all these sensors, and the touch screen was super engaging, and just so much power in it.
[38:32] And, by the way, I was over 35 when the iPhone was released. But I still managed to adapt, because I remember saying two years later, yeah, baseline. My cell phone has to take the place of my guitar tuner now. Like, it just has to work. I'm not carrying a guitar tuner around anymore. I had a guitar in my office, and I'm pitch sensitive enough that I wanted it to work. And unfortunately, the web wasn't just the mobile platform at that point. It would have been great, but frankly, at that stage, the web was still designed for 1,024 by 768.
[39:07] Literally, it was hard coded in web pages. When Apple came up with their somewhat wacky rules about how to remap onto their device, they were depending on this. And they weren't wrong, really, to make most pages look correct. But it wasn't really open to doing touch input. Occasionally you needed a keyboard, and the network was still pretty spotty. Like, people weren't expecting this. And it's super important. This is actually from around that time period too.
[39:39] Ben Galbraith, well before he worked at Google, he said this at a conference. And he said, web 2.0 isn't about a set of technologies. It's about caring about your user experience, and this was the big evolution then, was people started really caring about their experiences offered in a browser. And prior to that, they really weren't. Post that, we actually had yet another version of that when we had to bring out the Progressive Web App banner a couple of years ago, where we really had to focus on the fact that bandwidth was still required.
[40:15] Like, it didn't-- the web didn't work well if you didn't know you had a connection. And I've given many talks about that. But at this point, the things that I want everyone to focus on is, a big reason that I'm convinced the web platform is still that universal platform, is that those access to capabilities is catching up. We just have to be super careful about security and privacy and the user experience. And, more than anything, how that platform works on other devices.
[40:46] This is also one of the traps that Microsoft fell in. Because even when Microsoft had two browser teams, a Mac team and a Windows team, the Mac team was off in a corner by themselves. They weren't integrated. They weren't thinking about it. And, like I co-chair of the immersive web working group. We have to think about Magic Leap's AR Headset and how WebXR works on it, even though Google is, not currently to my knowledge, building an AR headset. So it's kind of important. Guidance for that, really, this is Google 101, right?
[41:22] Respect the user, respect the platform, respect the community. Don't be the smartest person in the room. For any of you working in standard stuff, be the best listener. That's a much better way to take that on. As Parisa mentioned earlier today, this is our mission on the Chrome team. And this, by the way, overall, this is what brought me to Google. Like, this is a strong part of Google's DNA. It's a strong part of the Chrome team's DNA. This is exactly why I stay here as well.
[41:54] And with that, I think I'm going to close with my final two Douglas Adams quotes. Thank you. [MUSIC PLAYING]
Abrir no ambiente de trabalho do Vidleaf
Pesquise a transcrição, selecione linhas, copie citações com carimbos de data/hora, traduza.
Atribuição
"The history of the web (Chrome University 2019)" por Chrome for Developers (https://www.youtube.com/@chromedevs), licenciado sob CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/). Vídeo de origem: https://www.youtube.com/watch?v=kNzoswFIU9M. Esta página é uma transcrição em texto do vídeo com quebras de parágrafo e marcações de tempo adicionadas; o criador não é afiliado ao Vidleaf nem o endossa. O Vidleaf adicionou pontuação por IA e um resumo gerado por IA; o texto original permanece disponível nesta página.
Você é o criador ou detentor de direitos? Solicite uma correção ou remoção: copyright@vidleaf.app (veja Sobre estas páginas).
Última atualização
Todas as páginas de transcriçãoFerramenta de transcrição do YouTube