Introdução à Análise de Sobrevivência - parte1
Tradução automática para o português do Brasil. Gerada e salva em 2026-10-23. Pode conter erros; confira os termos e as citações na versão em inglês e no vídeo original. Os horários são os mesmos da fonte. A transcrição original em inglês está disponível abaixo.
Uma introdução à análise de sobrevivência explica questões de tempo até o evento, observações censuradas e decisões sobre origens e unidades de tempo.
Fonte da transcrição: legendas enviadas pelo criador no YouTube. Pontuação por IA adicionada pelo Vidleaf; redação original e âncoras de carimbo de tempo preservadas. A transcrição original está disponível abaixo.
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Resumo gerado por IA
Oliver Perra introduz a análise de sobrevivência por meio de questões sobre se um evento ocorre e quando ele acontece. Exemplos mostram por que as médias comuns podem ser enganosas quando as pessoas deixam um estudo antes que o evento seja observado. A apresentação então identifica as decisões necessárias antes de escolher um modelo: definir o evento, estabelecer um ponto de partida adequado e escolher uma unidade de tempo significativa. Também explica como medições de tempo grosseiras criam empates e afetam o ajuste entre os dados e as suposições de modelagem. A ênfase está no desenho do estudo e na interpretação, com modelos e equações deixados para apresentações posteriores.
Pontos-chave
- [5:44] As pessoas que deixam um estudo antes que um evento seja observado ainda contribuem com informações importantes.
- [15:05] O início da escala de tempo deve ser definido independentemente do evento em estudo.
- [19:53] Medições de tempo grosseiras criam empates que importam ao escolher e interpretar um modelo.
Gerado a partir da transcrição. Verifique as passagens vinculadas em relação ao vídeo original. Resumo e pontos-chave revisados pelo Vidleaf em 2026-10-21.
Visão geral completa
Oliver Perra apresenta a primeira de três apresentações sobre Análise de Sobrevivência, um recurso que explica os tipos de perguntas que esses métodos podem responder e por que os métodos estatísticos cotidianos são inadequados para elas. A apresentação concentra-se em conceitos e princípios, e não em modelos e equações, e aborda as informações, os dados e as decisões necessários para realizar uma Análise de Sobrevivência. Ilustra questões sobre se e quando os eventos ocorrem com exemplos como o início da puberdade, os primeiros pensamentos suicidas e o emprego em tempo integral após a educação, e usa um exemplo fictício de cinco participantes para mostrar por que os dados censurados tornam a idade de início difícil de descrever. Define a Análise de Sobrevivência como um conjunto de métodos estatísticos aplicáveis a diferentes desenhos de estudo, dados prospectivos ou retrospectivos, eventos únicos ou recorrentes, e eventos negativos ou positivos, e estabelece pré-requisitos: um evento-alvo claramente definido, composto de estados mutuamente exclusivos e exaustivos, um início de tempo independente do evento-alvo, e unidades de tempo registradas com a maior precisão que as restrições práticas permitirem. O segundo segmento explica por que a escolha da métrica de tempo importa: medir as primeiras palavras de uma criança em anos é grosseiro demais, então meses são mais adequados e revelam diferenças individuais; o tempo pode ser medido continuamente, como o tempo de vida em dias, ou discretamente, como o início de pensamentos suicidas em anos, e unidades discretas grosseiras tornam os empates inevitáveis. Métodos modernos como a regressão de Cox, também conhecida como modelagem de riscos proporcionais, assumem tempo registrado continuamente e, portanto, poucos empates, e aplicá-los a dados com muitos empates força os modelos a um ponto em que a inferência pode ser não confiável. O segmento então resume a Análise de Sobrevivência como um método estatístico que responde se e quando um evento de interesse ocorre, com pré-requisitos que incluem definir a ocorrência do evento como uma transição entre pelo menos dois estados mutuamente exclusivos e exaustivos, observar essas transições, identificar um início de tempo não relacionado ao evento-alvo e especificar uma métrica de tempo, considerando a menor unidade que pode diferenciar indivíduos e processos relevantes para o início do evento; recursos adicionais estão disponíveis na página do National Centre for Research Methods.
Resumos de capítulos com carimbos de tempo
Introdução à Análise de Sobrevivência
- [0:00] Oliver Perra apresenta um recurso sobre Análise de Sobrevivência, a primeira de três apresentações.
- [0:12] Esta apresentação introduz os tipos de perguntas que a Análise de Sobrevivência pode responder.
- [0:19] Ela destaca que os métodos estatísticos cotidianos comuns são inadequados para essas perguntas.
- [0:34] Ela aborda o pré-requisito para realizar a Análise de Sobrevivência, com foco nas informações, nos dados e nas decisões necessários.
- [0:57] Ela se concentra nos conceitos e princípios subjacentes à Análise de Sobrevivência sem apresentar modelos e equações, que vêm em outras apresentações.
- [1:11] Pesquisadores de áreas muito diferentes, da economia às ciências médicas, são mencionados.
Estudando a Ocorrência e o Momento dos Eventos
- [1:17] Pesquisadores de psicologia e engenharia frequentemente se interessam por investigar a ocorrência de eventos.
- [1:25] Um exemplo é estudar o início da puberdade, ou seja, quando mudanças físicas e hormonais que levam à maturidade sexual começam a aparecer em uma população de jovens.
- [1:46] Outro exemplo em psicologia ou psiquiatria é estudar a primeira ocorrência de pensamentos suicidas que os indivíduos experimentam em sua vida.
- [1:54] Um outro exemplo é estudar quando os indivíduos conseguem emprego em tempo integral após deixar a educação, se é que conseguem.
- [2:17] O fio condutor é que os pesquisadores investigam duas questões-chave: se o evento de interesse ocorre e quando ele ocorre.
- [2:38] Psiquiatras podem descobrir que apenas uma proporção relativamente pequena de uma grande população vivenciou pensamentos suicidas, e podem investigar fatores associados ao primeiro início desses pensamentos.
- [3:00] Entre aqueles que vivenciam pensamentos suicidas, o momento do início pode variar — alguns na adolescência, outros mais tarde na vida, e muitos nunca.
- [3:21] Pode haver diferenças no momento do primeiro pensamento suicida entre gêneros, ou outras características significativamente associadas a um início mais precoce.
- [3:48] Após essas duas questões-chave, os pesquisadores podem fazer perguntas mais específicas, como se as mulheres têm mais probabilidade do que os homens de apresentar um início mais precoce de pensamentos suicidas.
Dados Censurados e Idade de Início
- [4:01] Os métodos estatísticos comuns são inadequados para investigar se e quando um evento-alvo ocorre.
- [4:22] Em um exemplo fictício com cinco participantes inscritos aos 14 anos de idade, os participantes 1, 2 e 3 apresentam pensamentos suicidas, sendo que o participante 3 os apresenta pela primeira vez aos 14 anos e o participante 2 aos 25 anos.
- [5:06] Os participantes 4 e 5 nunca apresentaram pensamentos suicidas durante o estudo, mas o participante 5 saiu aos 20 anos e o participante 4 aos 31 anos, portanto não se sabe se ou quando ocorreram pensamentos suicidas para eles.
- [5:44] Usar apenas os três participantes que apresentaram pensamentos suicidas resulta em uma idade média de início de 19 anos, mas descarta informações dos participantes que nunca os apresentaram e saíram do estudo.
- [6:19] Uma regra arbitrária que assume que os participantes que saíram do estudo apresentaram pensamentos suicidas posteriormente resultaria em idades de início de 32 e 21 para os participantes 4 e 5, com média de 22 anos, mas tais regras não são sustentáveis, pois muitas pessoas nunca apresentam pensamentos suicidas.
- [6:58] Quando as pessoas saem de um estudo antes que o início do evento possa ser registrado, não há uma forma direta de descrever a idade ou o momento do início.
Análise de Sobrevivência: Definição e Flexibilidade
- [7:22] A Análise de Sobrevivência é um conjunto de métodos estatísticos que responde a perguntas de pesquisa sobre se e quando os eventos ocorrem.
- [7:43] Esses métodos podem ser aplicados a diferentes delineamentos de estudo, como estudos experimentais, ensaios controlados aleatorizados e estudos longitudinais.
- [7:54] Eles se aplicam tanto quando os dados são coletados prospectivamente quanto retrospectivamente.
- [8:03] A Análise de Sobrevivência pode lidar com eventos que acontecem apenas uma vez, como o início da puberdade, bem como com eventos recorrentes, como pensamentos suicidas.
- [8:22] Ela pode ser aplicada a eventos negativos como morte, início de doença e recidiva, e igualmente a eventos positivos como promoções no trabalho ou as primeiras palavras de um bebê.
- [8:42] O rótulo Análise de Sobrevivência existe porque esses métodos foram desenvolvidos para investigar o momento da morte de pacientes com diferentes condições, mas podem ser aplicados a diferentes temas.
Pré-requisitos dos Dados para Análise de Sobrevivência
- [9:01] As perguntas de pesquisa dizem respeito a se e quando um evento-alvo ocorre.
- [9:12] A apresentação concentra-se nos tipos de dados e nas decisões necessárias para executar a Análise de Sobrevivência.
- [9:24] O primeiro pré-requisito é um evento-alvo claramente definido, definido como uma transição de um estado para outro.
- [9:46] Exemplo: os indivíduos passam de nunca ter tido pensamentos suicidas para ter pensado em suicídio pela primeira vez.
- [10:01] Exemplo: pessoas que nunca se casaram estão no estado um até se casarem e passarem para o estado dois.
- [10:15] Os estados que compõem um evento-alvo devem ser mutuamente exclusivos e exaustivos, de modo que nenhum indivíduo esteja em mais de um estado em um determinado momento.
- [11:07] A Análise de Sobrevivência é frequentemente aplicada a eventos-alvo dicotômicos, mas também pode ser aplicada a eventos com mais de dois estados, como empregado, autônomo, desempregado ou aposentado.
- [11:55] Algumas transições ocorrem apenas uma vez, como de vivo para morto, enquanto outras podem ocorrer várias vezes, como pensamentos suicidas ou a transição entre desempregado e empregado.
Definindo o Início do Tempo na Análise de Sobrevivência
- [12:48] A Análise de Sobrevivência exige a identificação de um ponto que inicia o relógio no estudo, o chamado início do tempo.
- [13:02] O início do tempo é um ponto em que todos os indivíduos da população estudada estão no mesmo estado do evento-alvo.
- [13:15] Em estudos de expectativa de vida, o nascimento é o início do tempo, porque todos os nascidos vivos começam vivos e podem transitar para mortos.
- [13:29] O início do tempo é quando todos os indivíduos ainda não vivenciaram o evento-alvo, mas estão potencialmente em risco de vivenciá-lo.
- [13:46] Em alguns estudos, o início do tempo é o mesmo para todos os participantes, como o nascimento quando a idade é a variável de tempo.
- [14:24] Em outros estudos, o início do tempo pode estar vinculado a um evento precipitante, como quando um indivíduo começa um emprego em estudos sobre promoções, o que difere entre os participantes.
- [15:05] O momento de início pode ser arbitrário ou detectado por conveniência, mas deve ser não relacionado e independente do evento-alvo.
Escolhendo Unidades de Tempo na Pesquisa
- [15:37] Os pesquisadores devem especificar quais unidades de tempo usarão para registrar a passagem do tempo.
- [15:54] A medição precisa do tempo pode capturar eventos como o início de pensamentos suicidas em um estudo de diário via aplicativo, até o dia, a hora e o minuto.
- [16:31] As certidões de óbito podem fornecer medidas de tempo de vida em dias, em vez de meses ou anos, tornando as medições bastante precisas.
- [16:49] A precisão das medições de tempo é frequentemente limitada por problemas práticos, incluindo como os dados são registrados quando os pesquisadores usam dados administrativos ou dados coletados por outros.
- [17:12] Os registros hospitalares podem registrar algumas intervenções em semanas, em vez de dias.
- [17:20] As limitações podem decorrer da natureza dos eventos, como promoções acadêmicas concedidas anualmente, de modo que os anos são necessariamente usados como métrica.
- [17:40] Os delineamentos de estudo retrospectivos limitam a precisão porque os participantes podem recordar apenas o mês, a estação ou o ano de um evento, a menos que ele tenha sido muito marcante.
- [18:21] O tempo deve ser registrado na menor unidade possível relevante para o evento de interesse que permita aos pesquisadores detectar seu início.
- [18:35] Para as primeiras palavras de uma criança, medir em anos é grosseiro demais; meses são mais adequados e fornecem informações sobre diferenças individuais.
Tempo Contínuo versus Discreto e Empates
- [19:06] As medições de tempo vêm em dois tipos principais: contínuo, como tempo de vida em dias, e discreto, como o início de pensamentos suicidas em anos.
- [19:23] Quando o tempo é medido continuamente, a probabilidade de dois indivíduos vivenciarem o evento-alvo ao mesmo tempo é baixa ou muito baixa.
- [19:53] Dois indivíduos vivenciando o evento-alvo ao mesmo tempo é chamado de empate, e os empates são menos prováveis sob medição contínua.
- [20:05] Quando o tempo é medido em unidades discretas e mais grosseiras, os empates serão inevitáveis.
- [20:11] Métodos modernos de Análise de Sobrevivência, como a regressão de Cox, também conhecida como modelagem de riscos proporcionais, assumem que o tempo é registrado continuamente e, portanto, os empates devem ser raros e esporádicos.
- [20:29] Aplicar esses métodos modernos a dados com muitos empates força os modelos a um ponto em que sua inferência pode ser não confiável.
- [20:41] Isso importa ao usar modelos sofisticados cujas suposições não podem ser sustentáveis ou satisfeitas.
Resumo e Pré-requisitos da Análise de Sobrevivência
- [20:56] A Análise de Sobrevivência é um método estatístico que pode responder a perguntas sobre se e quando um evento de interesse ocorre.
- [21:11] Um pré-requisito é definir a ocorrência do evento como uma transição de um estado para outro, com no mínimo dois estados mutuamente exclusivos e exaustivos.
- [21:33] Devemos ser capazes de observar como os indivíduos transitam de um estado para outro.
- [21:42] Precisamos identificar o início do tempo, ou seja, quando iniciar um estudo.
- [21:57] O ponto de partida de um estudo não deve estar relacionado ao evento-alvo de interesse.
- [22:05] Precisamos especificar uma métrica para medir o tempo, que pode variar de minutos ou segundos a anos ou quinquênios.
- [22:20] Devemos considerar a menor unidade possível relevante para os eventos de interesse que possa diferenciar os indivíduos e os processos relevantes para o início do evento.
- [22:43] Outros recursos, incluindo apresentações e exercícios sobre Análise de Sobrevivência, estão disponíveis na página do National Centre for Research Methods.
[0:00] Olá. Sou Oliver Perra e bem-vindo a estes recursos, nos quais vou apresentar a Análise de Sobrevivência. Esta é a primeira de três apresentações. Nesta apresentação, vou apresentar o tipo de perguntas que podem ser respondidas usando a Análise de Sobrevivência. Em seguida, destacaremos que os métodos estatísticos comuns que usamos todos os dias são inadequados para responder ao tipo de perguntas que a Análise de Sobrevivência pode responder. E, por fim, destacarei o pré-requisito para executar a Análise de Sobrevivência, com foco especial no tipo de informação, nos dados e nas decisões que precisamos tomar para garantir que possamos responder de forma significativa às perguntas de pesquisa usando a Análise de Sobrevivência. Em seguida, focarei nos conceitos e princípios subjacentes à Análise de Sobrevivência sem apresentar modelos e equações,
[1:04] que apresentarei nas outras apresentações entre esses recursos. Pesquisadores de áreas muito diferentes, da economia às ciências médicas ou da psicologia à engenharia, frequentemente se interessam por investigar a ocorrência de eventos. Então, quando um evento específico ocorre? E, por exemplo, podemos estar interessados em estudar o início da puberdade. Quando as mudanças físicas e hormonais que levam à maturidade sexual começam a aparecer em uma população de jovens? Ou outro exemplo no campo da psicologia ou psiquiatria envolve estudar a primeira ocorrência de pensamentos sobre suicídio que os indivíduos vivenciam em sua vida. Um exemplo final envolve estudar quando os indivíduos conseguem um emprego de tempo integral após deixar a educação, se é que conseguem um emprego de tempo integral.
[2:08] Então, o que esses exemplos têm em comum? Qual é o fio condutor nesses exemplos? Em todos esses exemplos há um fio condutor, que é o fato de os pesquisadores estarem interessados em investigar duas questões-chave: se o evento de interesse ocorre e quando o evento ocorre. Por exemplo, dentro de uma grande população, psiquiatras podem descobrir que apenas uma proporção relativamente pequena de indivíduos vivenciou pensamentos suicidas, então podem estar interessados em investigar os fatores associados à ocorrência desse evento, associados ao primeiro início de pensamentos suicidas. Entre aqueles que vivenciam pensamentos suicidas, pode haver variabilidade no início desses pensamentos, em que algumas pessoas os vivenciam pela primeira vez na adolescência, outras podem vivenciá-los
[3:13] mais tarde na vida e muitas não os vivenciarão de forma alguma. Portanto, pode haver diferenças no momento do primeiro pensamento suicida entre gêneros, ou pode haver outras características significativamente associadas a um início mais precoce do primeiro pensamento suicida. O ponto é que, em diferentes disciplinas, frequentemente nos interessamos por estudar se um evento ocorreu e, se ocorreu, quando ocorreu. E após essas duas questões-chave, também podemos começar a fazer perguntas mais específicas, por exemplo: mulheres são mais propensas a apresentar um início mais precoce de pensamentos suicidas do que homens, e assim por diante.
[4:01] Bem, como podemos investigar as perguntas "se" e "quando", perguntas que dizem respeito a se e quando um evento-alvo ocorre? Os métodos estatísticos comuns que usamos são inadequados para lidar com esses tipos de dados. Vejamos este exemplo fictício que criei para ter uma ideia. Aqui o tema é se e quando os participantes vivenciam pensamentos suicidas pela primeira vez. Nesses dados fictícios, há cinco participantes. Todos eles foram inscritos no estudo quando tinham 14 anos de idade, e agora, se olharmos para esses dados, os participantes 1, 2 e 3 na parte inferior da imagem vivenciam pensamentos suicidas.
[4:50] O participante 3 vivenciou esses pensamentos pela primeira vez com uma idade precoce de 14, o participante 2 numa idade mais avançada, quando tinha 25 anos. Mas depois temos mais dois participantes, o participante 4 e o 5, no topo deste gráfico, que nunca vivenciaram pensamentos suicidas enquanto estavam no estudo. O problema, que não é incomum, é que o participante 5 saiu do estudo com 20 anos, enquanto o participante 4 saiu do estudo com 31 anos. Assim, não sabemos se pensamentos suicidas chegaram a ocorrer nos participantes 4 e 5, e muito menos sabemos quando ocorreram, se é que ocorreram.
[5:44] Então, como podemos, por exemplo, estimar a idade média de início dos pensamentos suicidas? Poderíamos considerar apenas aqueles que de fato vivenciaram pensamentos suicidas, entre as três pessoas aqui que vivenciaram pensamentos suicidas. A idade média de início seria de 19 anos, mas isso descartaria informações dos outros participantes que nunca vivenciaram pensamentos suicidas e saíram do estudo. Portanto, este não é um resumo adequado dos nossos dados.
[6:19] Poderíamos criar alguma regra arbitrária que diga onde, por exemplo, podemos assumir que os participantes que saíram do estudo vivenciam pensamentos suicidas depois de saírem do estudo. Assim, a idade de início para os dois participantes que saíram do estudo antes de podermos registrar o início dos pensamentos suicidas seria de 32 e 21 anos para o participante 4 e o 5, respectivamente. Mas, neste cenário, a idade média de início seria de 22 anos, mas estas são algumas apenas não são apenas sustentáveis. Muitas pessoas nunca vivenciam pensamentos suicidas na vida.
[6:58] Portanto, o ponto realmente é que, neste tipo de dados, em que temos pessoas saindo de um estudo antes de podermos registrar o início do evento, não temos formas diretas de descrever a idade de início ou o momento de início dos eventos que nos interessam. E é aí que a Análise de Sobrevivência vem ajudar. A Análise de Sobrevivência é um conjunto de métodos estatísticos que fornece respostas a questões de pesquisa que dizem respeito a se e quando os eventos ocorrem. E esses métodos são realmente bastante flexíveis. Assim, por exemplo, eles podem ser aplicados a diferentes tipos de delineamentos, diferentes delineamentos de estudo, como estudos experimentais ou ensaios controlados aleatorizados, estudos longitudinais, quer os dados sejam coletados prospectivamente ou tenham sido coletados retrospectivamente.
[8:03] Esses métodos, a Análise de Sobrevivência, podem ser aplicados a eventos que acontecem apenas uma vez, por exemplo, o início da puberdade, ou podem ser aplicados a eventos recorrentes. Por exemplo, pensamentos suicidas podem recorrer ao longo da vida de algumas pessoas e podemos investigar a recorrência desses eventos. Além disso, a Análise de Sobrevivência pode ser aplicada a eventos negativos como morte, início de doença, recidiva, mas pode igualmente ser aplicada a eventos positivos, por assim dizer, por exemplo, promoções no trabalho, o momento das primeiras palavras de um bebê, e assim por diante.
[8:42] O rótulo Análise de Sobrevivência existe porque esses métodos foram desenvolvidos para investigar o momento da morte de pacientes com diferentes condições, mas esses métodos podem efetivamente ser aplicados a diferentes temas e o principal requisito é que as questões de pesquisa digam respeito a se e quando um evento-alvo ocorre. No restante desta apresentação, vou me concentrar nos pré-requisitos para executar a Análise de Sobrevivência. Então, que tipo de dados e que tipo de decisões precisamos tomar para executar a Análise de Sobrevivência?
[9:24] E o primeiro pré-requisito é que a Análise de Sobrevivência deve ter um evento-alvo claramente definido. E isso significa que o evento-alvo deve ser definido como uma transição de um estado para outro estado. No exemplo que usei antes, os indivíduos estavam no estado um se nunca tinham vivenciado qualquer pensamento sobre suicídio, mas passaram para um segundo estado assim que pensaram em suicídio pela primeira vez.
[10:01] Ou outro exemplo é já ter sido casado; as pessoas que nunca se casaram estão no estado um até se casarem e, portanto, passarem para o estado dois. A partir desses exemplos, deve ficar claro que os estados que compõem um evento-alvo na Análise de Sobrevivência devem ser mutuamente exclusivos e exaustivos. Isso significa que nenhum indivíduo pode estar em mais de um estado em qualquer momento dado. Ou o indivíduo nunca teve pensamentos suicidas ou já teve pensamentos suicidas antes, ou o indivíduo ou já foi casado ou é casado atualmente, ou nunca se casou, então um indivíduo estaria em um ou no outro, ou em um estado ou no outro estado.
[10:53] Estados exaustivos significam que todos os indivíduos devem estar em um ou no outro dos estados possíveis. Todos os indivíduos terão vivenciado pensamentos suicidas ou nunca os terão vivenciado. A Análise de Sobrevivência é frequentemente aplicada a eventos-alvo dicotômicos, em que há apenas dois estados possíveis: vivo, nunca casado versus já casado. No entanto, esses métodos também podem ser aplicados a eventos que podem ter mais de dois estados. Por exemplo, uma pessoa pode estar empregada, autônoma ou desempregada ou aposentada. O ponto é que todos esses estados devem ser exaustivos, todos os indivíduos devem estar em uma ou outra dessas categorias, e os estados devem ser mutuamente exclusivos. Um indivíduo estará em apenas uma categoria em qualquer momento dado. Alguém empregado não pode estar desempregado ao mesmo tempo, por exemplo.
[11:55] Além disso, as transições para um estado podem ocorrer apenas uma vez. Por exemplo, a transição de vivo para morto é irreversível. Mas em outros casos, os indivíduos podem transitar entre estados várias vezes. Por exemplo, se estivéssemos interessados na ocorrência de pensamentos suicidas ao longo do tempo, em vez do início rápido dos pensamentos suicidas, então os pensamentos suicidas podem ocorrer várias vezes na vida de alguns indivíduos ou, por exemplo, alguns indivíduos podem passar de desempregados para empregados várias vezes. O ponto-chave é que, em qualquer momento dado, os indivíduos devem estar em um ou outro estado e todos devem estar em um dos estados de evento possíveis.
[12:48] Outro requisito para a Análise de Sobrevivência é identificar um ponto que inicia o relógio no estudo, o chamado início do tempo. Em outras palavras, os pesquisadores devem identificar um ponto em que todos os indivíduos da população que estamos estudando estejam no mesmo estado do evento-alvo. Por exemplo, quando estamos estudando a expectativa de vida em uma população, todos os nascidos vivos começam a vida em um estado, estando vivos, e a partir desse ponto podem transitar para o estado alternativo de estar mortos. Assim, em estudos semelhantes, o nascimento é o início do tempo. O início do tempo é, portanto, o ponto em que todos os indivíduos do estudo ainda não vivenciaram o evento-alvo, mas estão potencialmente em risco de vivenciá-lo.
[13:46] Em alguns estudos, o início do tempo é o mesmo para todos os participantes, no sentido de que o relógio começa ao mesmo tempo para todos os participantes. Por exemplo, em estudos que consideram a idade como a variável de tempo, o nascimento é o início do tempo para todos os participantes e é o momento em que todos os participantes ainda não vivenciaram o evento, mas são elegíveis para vivenciá-lo, como no exemplo que dei antes: assim que um nascido vivo nasce, ele é elegível para vivenciar o evento prejudicial de morrer.
[14:24] Em outros estudos, o início do tempo pode estar ligado a um evento precipitante. Por exemplo, se estivéssemos interessados em se e quando alguém é promovido no trabalho, o início do tempo pode ser o momento em que um indivíduo começa no trabalho. Assim, isso será diferente entre os participantes e, neste exemplo fictício à direita, por exemplo, os participantes que começaram um trabalho com 18 anos, o participante 1 começou seu trabalho com 25 anos; a variável de tempo neste estudo não é a idade, mas sim o tempo de emprego.
[15:05] Assim, em muitos estudos, o tempo de início também pode ser arbitrário ou detectado por conveniência. E isso é aceitável, mas é importante e não é um problema para a Análise de Sobrevivência, mas é importante lembrar que o tempo de início em um estudo deve ser não relacionado à ocorrência do evento. Deve ser não relacionado ou ligado ao evento-alvo que estamos estudando. Deve ser independente do evento-alvo.
[15:37] É então importante especificar uma métrica para o tempo. Quais são as unidades de tempo que os pesquisadores usarão para registrar a passagem do tempo? Muitos eventos de interesse podem potencialmente ser registrados usando uma medida de tempo muito precisa. Por exemplo, se conduzíssemos um estudo de diário sobre pensamentos suicidas e pedíssemos aos participantes que registrassem o início dos pensamentos suicidas usando um aplicativo, poderíamos potencialmente registrar a ocorrência de pensamentos suicidas em minutos, então saberíamos em que dia e a que hora e minuto do dia um participante teve seus primeiros pensamentos suicidas?
[16:31] Outro exemplo é que um pediatra que registra o uso de certidões de óbito ao longo da vida pode fornecer medidas de tempo de vida em dias, em vez de meses ou anos, de modo que as medições podem ser bastante precisas. No entanto, muitas vezes há limites para a precisão das medições de tempo, frequentemente devido a problemas práticos. Alguns desses problemas podem estar ligados à forma como os dados são registrados, especialmente quando os pesquisadores usam dados administrativos ou dados coletados por outros. Por exemplo, registros hospitalares podem registrar a ocorrência de algumas intervenções em semanas, em vez de dias.
[17:20] Outras limitações podem ser devidas à natureza dos eventos de interesse dos pesquisadores. Por exemplo, se estivermos interessados no momento das promoções acadêmicas, as promoções geralmente são concedidas anualmente, então necessariamente usaremos anos como métrica, não meses ou dias. Outras limitações podem ser devidas ao delineamento do estudo e, particularmente, quando coletamos dados retrospectivamente e pedimos aos participantes que se lembrem de quando um evento específico ocorreu; a menos que fosse um evento muito saliente, os participantes podem lembrar o mês em que um certo evento ocorreu ou talvez a estação ou até o ano. Assim, dificuldades em registrar o momento específico e preciso de um evento podem forçar os pesquisadores a usar uma unidade de tempo mais grosseira.
[18:21] O ponto principal, no entanto, é que o tempo deve ser registrado na menor unidade possível que seja relevante para o evento de interesse, que permita aos pesquisadores detectar o início do evento de interesse. Por exemplo, quando estudamos o momento das primeiras palavras de uma criança, medir isso em anos seria uma métrica muito grosseira. Não será muito útil saber que a maioria das crianças diz suas primeiras palavras no segundo ano de vida, em vez do primeiro, porque as primeiras palavras faladas por uma criança em meses é muito mais adequado e fornecerá informações sobre diferenças individuais e assim por diante. Portanto, há dois tipos principais de medições de tempo. Contínuo, como quando podemos medir o tempo de vida em dias, ou discreto, como quando medimos o início dos pensamentos suicidas em anos.
[19:23] Mas essa distinção também é importante por outra razão. Quando medimos o tempo continuamente, a probabilidade de dois indivíduos vivenciarem o evento-alvo ao mesmo tempo será baixa ou muito baixa. Aqui, no exemplo à esquerda, os pontos vermelhos representam o momento dos eventos-alvo para diferentes participantes. Quando dois indivíduos vivenciam o evento-alvo ao mesmo tempo, isso é chamado de empate. E quando medimos o tempo continuamente, os empates são menos prováveis e observaremos poucos desses empates. Mas quando o tempo é medido em unidades discretas e mais grosseiras, os empates serão inevitáveis.
[20:11] Mas isso é importante porque os métodos modernos em Análise de Sobrevivência, como a regressão de Cox, também conhecida como modelagem de riscos proporcionais, assumem que o tempo é registrado continuamente e, portanto, os empates devem ser raros e esporádicos. Aplicar esses métodos, métodos mais modernos, a dados que têm muitos empates significa realmente forçar os modelos a um ponto em que sua inferência pode ser não confiável. Portanto, este é um ponto importante a lembrar se estivermos usando modelos mais sofisticados que têm algumas suposições que não podem ser sustentáveis, não podem ser satisfeitas.
[20:56] Então, para resumir, destaquei que a Análise de Sobrevivência é um método estatístico que pode responder a perguntas sobre se e quando um evento de interesse ocorre, e destaquei os pré-requisitos para a Análise de Sobrevivência. Primeiro precisamos definir a ocorrência do evento, definindo o evento como uma transição de um estado para outro. Pode haver mais de dois estados, mas no mínimo precisamos ter uma definição de dois estados mutuamente exclusivos e exaustivos e ser capazes de observar como os indivíduos transitam de um estado para outro.
[21:42] Também precisamos então identificar o início do tempo, ou seja, precisamos identificar quando precisamos iniciar um estudo e precisamos, em particular, garantir que o ponto de partida de um estudo não deve estar relacionado ao evento-alvo de interesse. E então precisamos especificar uma métrica para medir o tempo. Isso pode ser bastante preciso, minutos, até segundos, ou pode ser mais grosseiro, anos ou quinquênios e assim por diante. O ponto é que precisamos considerar a menor unidade possível que seja relevante para os eventos de interesse. A menor unidade que pode fornecer informações que possam diferenciar diferentes indivíduos e os processos que são relevantes no início dos eventos.
[22:43] Então, muito obrigado pela atenção e não se esqueça de consultar a página do National Centre for Research Methods para outros recursos. E você encontrará outras apresentações sobre Análise de Sobrevivência nesses recursos, incluindo exercícios. Então, muito obrigado novamente. Tchau. ncrm.ac.uk
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[0:00] Hello. I'm Oliver Perra, and welcome to these resources where I'm going to introduce Survival Analysis. This is the first of three presentations. In this presentation, I'm going to introduce the type of questions that can be answered by using Survival Analysis. Then we'll highlight that common statistical methods we use every day are inadequate to answer the type of questions that Survival Analysis can answer. And finally, I will highlight the prerequisite for running Survival Analysis, particularly focusing on the type of information, the data and the decisions we need to take ensure that we can meaningfully answer resource questions using Survival Analysis. I will then focus on the concepts and principles underlying Survival Analysis without presenting models and equations,
[1:04] which I will introduce in the other presentations among these resources. Researchers in very different fields from economics to medical sciences or from psychology to engineering are often interested in investigating the occurrence of events. So, when does a specific event take place? And for example, we may be interested in studying the onset of puberty. When do the physical and hormonal changes that lead to sexual maturity start to appear in a population of young people? Or another example in the field of psychology or psychiatry involves studying the first instance of thoughts about suicide that individuals experience in their life. A final example involves studying when individuals get a full-time employment after leaving education, if they ever get a full-time employment.
[2:08] So, what do these examples all have in common? What is the common thread in these examples? In all these examples have a common thread that is that the fact that researchers are interested in investigating two key questions, whether the event of interest takes place and when does the event take place. For example, within a large population, psychiatrists may find that only a relatively small proportion of individuals have experienced suicidal thoughts, so they might be interested in investigating the factors that are associated with their occurrence of this event associated with the first onset of suicidal thoughts. Within those that experience suicidal thoughts, there may be variability in the onset of these thoughts where some people experience those for the first time in adolescence, others may experience them
[3:13] later in life and many will not experience them at all. So, there might be differences in the timing of the first ever suicidal thought between gender or there may be other characteristics that are significantly associated with an earlier onset of the first ever suicidal thought. The point is that across different disciplines, we are interested often in studying wherever an event took place, and if it did take place, when did it take place? And after these two key questions, we may also start to ask questions that are more specific, for example,. are women more likely to display an earlier onset of suicidal thoughts than men, and so on.
[4:01] Well, how can we investigate whether and when questions, questions that concern whether and when a target event takes place? The common statistical methods that we use are inadequate to deal with these types of data. Let's look at this fiction example I have created to get an idea. Here the topic is whether and when participants first experience suicidal thoughts. In this fictional data, there are five participants. All of them were enrolled in the study when they were aged 14 years and now if we look at this data, Participants 1, 2 and 3 in the bottom of the picture experience suicidal thoughts.
[4:50] Participant 3 experienced these thoughts for the first time at an early age of 14, Participant 2 at a later age when they were aged 25 years. But then we have two more participants, Participant 4 and 5 in the top of this graph who never experienced suicidal thoughts while they were in the study. The problem, which is not uncommon, is that Participant 5 left the study at age 20 while Participant 4 left the study at age 31. So, we don't know whether suicidal thoughts ever occurred in Participant 4 and 5 and let alone we know when did they occur, if ever.
[5:44] So how can we, for example, estimate the medium age of onset of suicidal thoughts? We could consider only those that did experience suicidal thoughts among the three people here that experienced suicidal thoughts. The average age of onset would be 19 years, but this would be discarding information from the other participants that never experienced suicidal thoughts and left the study. So, this is not an adequate summary of our data.
[6:19] We could come up with some arbitrary rule that says where, for example, we may assume that participants that left the study experience suicidal thoughts after they left the study. So, the age of onset for the two participants that left the study before we could record the onset of suicidal thoughts would be 32 and 21 years for Participant 4 and 5 respectively. But in this scenario, the average age of onset would be 22 years, but these are some just are not just tenable. Many people never experience suicidal thoughts in their life.
[6:58] So, the point really is that in this type of data, where we have people leaving a study before we can record the onset of the event, we don't have straightforward ways to describe the age of onset or the timing of onset of the events we are interested in. And that is where Survival Analysis comes to help. Survival Analysis is a set of statistical methods that provides answers to research questions that concern whether and when events take place. And these methods are really quite flexible. So, for example, they can be applied to different types of designs, different study designs, such as experimental studies or randomised controlled trials, longitudinal studies, whether the data are being collected prospectively or have been collected retrospectively.
[8:03] Those methods, Survival Analysis, can be applied to events that only happen once, for example, puberty onset or can be applied to events that are recurring. For example, suicidal thoughts can reoccur over some people's lifetime and we can investigate the reoccurrence of these events. Furthermore, Survival Analysis can be applied to negative events like death, onset of disease, relapse, but can equally be applied to positive events, so to speak, for example, promotions at work, the timing of an infant's first words, and so on.
[8:42] The Survival Analysis label is there because these methods were developed to investigate the timing of death of patients with different conditions, but these methods can effectively be applied to different topics and the main requirement is that the research questions concern whether and when a target event takes place. In the remainder of this presentation, I'm going to focus on the prerequisites for running Survival Analysis. So, what type of data and what type of decisions we need to make in order to run Survival Analysis?
[9:24] And the first prerequisite is that Survival Analysis should have a clearly defined target event. And this means that the target event should be defined as a transition from one state to another state. In the example I had used before, individuals were in state one if they had never experienced any thought about suicide but transitioned into a second state as soon as they had thought about suicide for the first time.
[10:01] Or another example is ever been married, people that have never been married are in state one until they marry and therefore move into state two. From these examples I should be clear that the states that make up a target event in Survival Analysis should be mutually exclusive and exhaustive. That means that no individual can be in more than one state at any given time. Either and individual had never had suicidal thoughts or had experienced suicidal thoughts before, or an individual either has been married or is married currently, or has never been married, so an individual would be either or the other, either in one state or the other state.
[10:53] Exhaustive states mean that all the individuals should be in one or the other of the possible states. All individuals will have either experienced suicidal thoughts or never experienced them. Survival Analysis is often applied to the dichotomous target events where there are only two possible states that are alive, never married versus ever married. However, these methods can also be applied to events that can have more than two states. For example, a person may be employed, self-employed or unemployed or retired. The point is that all these states should be exhaustive, all individuals should be in one or another of these categories and the states should be mutually exclusive. An individual will be in only one category at any given time. Someone employed cannot be unemployed at the same time, for example.
[11:55] Also, transitions into one state can take place only once. For example, the transition from alive to dead is irreversible. But in other cases, individuals may transition between states several times. For example, if we were interested in the occurrence of suicidal thoughts over time rather than the fast onset of suicidal thoughts, then suicidal thoughts can occur several times in the lifetime of some individuals or, for example, some individuals may move from being unemployed to being employed several times. The key point is that at any given time, individuals should be in one or another state and they all should be in one of the event states possible.
[12:48] Another requisite for Survival Analysis is identifying a point that starts the clock in the study, a so-called beginning of time. In other words, the researchers must identify a point where all the individuals in the population we are studying are in the same state of the target event. For example, when we are studying life expectancy in a population, all live births start life in one state being alive and from that point on they can transition into the alternative state of being dead. So, in similar studies, birth is the beginning of time. The beginning of time is therefore the point where all the individuals in the study have not yet experienced the target event, but they are potentially at risk of experiencing it.
[13:46] In some studies, the beginning of time is the same for all participants in the sense the clock starts at the same time for all participants. For example, in studies that consider age as the time variable, birth is the beginning of time for all participants and is the time where all participants have not yet experienced the event but are eligible to experience it as the example I made before is that as soon as a live birth is born, they are eligible to experience the detrimental event of dying.
[14:24] In other studies, the beginning of time may be linked to a precipitating event. For example, if we were interested in whether and when someone is promoted in their job, the beginning of time may be the time when an individual starts in the job. So, this will be different across participants and in this fictional example on the right, for example, participants who started a job at 18 years, Participant 1 started their job at 25 years, the time variable in this study is not age, but rather time in employment.
[15:05] So, in many studies, the start time may also be arbitrary or detected by convenience. And this is fine, but it is important and it's not a problem for Survival Analysis, but it is important to remember that the starting time in a study must be unrelated to event occurrence. It must be not related or linked to the target event we are studying. It should be independent of the target event.
[15:37] It is then important to specify a metric for time. What are the units of time the researchers will use to record the passing of time? Many events of interest can potentially be recorded using a very precise time measurement. For example, if we conducted a diary study of suicidal thoughts and asked participants to record the onset of suicidal thoughts using an app, we could potentially record the occurrence of suicidal thoughts in minutes, so we will know in what day and what hour and minute of the day did a participant have their first suicidal thoughts?
[16:31] Another example is that a paediologist that record lifetime use death certificates that can provide measures of lifetime in days rather than months or years so that measurements can be quite precise. However, there are often limits to the precision of time measurements, due often to practical problems. Some of these problems may be linked with the way data are recorded, especially when researchers use administrative data or data collected by others. For example, hospital records may record the occurrence of some interventions in weeks rather than days.
[17:20] Other limitations may be due to the nature of the events researchers are interested in. For example, if we are interested in the timing of academic promotions, promotions are usually awarded yearly, so we will necessarily use years as the matrix, not months or days. Other limitations may be due to the study design and particularly when we collect data retrospectively and ask participants to recall when did a specific event take place, unless it was a very salient event, participants may remember the month when a certain event took place or maybe the season or even the year. So, difficulties in recording the specific and precise timing of an event may force researchers to use a coarser time unit.
[18:21] The main point, however, is that time should be recorded in the smallest possible unit that is relevant to the event of interest that is enabling the researchers to detect the onset of the event of interest. For example, when we study the timing of a child's first words, measuring this in years would be a very coarse metric. It will not be very useful to know that most children say their first words in their second year of life rather than the first one, because in the first words spoken by a child in months is much more adequate and is going to provide information about individual differences and so on. So, there are two main types of time measurements. Continuous as when we can measure lifetime in days or discrete as when we measure the onset of suicidal thoughts in years.
[19:23] But this distinction is also important for a further reason. When we measure time continuously, the probability of two individuals experiencing the target event at the same time will be low or very low. Here in the example on the left, the red dots represent the timing of target events for different participants. When two individuals experience the target event at the same time, this is called a tie. And when we measure time continuously, ties are less likely and we will observe few of these ties. But when time is measured in discrete and more coarse units, ties will be inevitable.
[20:11] But this is important because modern methods in Survival Analysis such as Cox regression, also known as the proportional hazard modelling, assume that time is recorded continuously and therefore ties should be far and few between. Applying these methods, more modern methods, to data that have many ties then means really stretching the models to a point where their inference may be unreliable. So, this is an important point to remember if we are using more sophisticated models that have some assumptions that cannot be tenable, cannot be satisfied.
[20:56] So, to summarise, I've highlighted that Survival Analysis is a statistical method that can answer questions that concern whether and when an event of interest takes place and I've highlighted the prerequisites for Survival Analysis. We first need to define event occurrence defining the event as a transition from one state to another. There may be more than two states, but at a minimum we need to have a definition of two mutually exclusive and exhaustive states and be able to observe how individuals transition from one state to another.
[21:42] We also then need to identify the beginning of time, so we need to identify when we need to start a study and we need to in particular make sure that the starting point of a study should not be related to the target event of interest. And then we need to specify a metric for measuring time. This can be quite precise, minutes, even seconds, or it may be coarser, years or quinquennials and so on. The point is that we need to consider the smallest possible unit that is relevant to the events of interest. The smallest unit that can provide information that can differentiate different individuals and the processes that are relevant in the onset of the events.
[22:43] So, thank you very much for your attention and don't forget to look at the webpage of the National Centre for Research Methods for other resources. And you will find other presentations on Survival Analysis in these resources including exercises. So, thank you very much again. Bye. ncrm.ac.uk
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Atribuição
"Introdução à Análise de Sobrevivência - parte1" por National Centre for Research Methods (NCRM) (https://www.youtube.com/@ncrmuk), licenciado sob CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/). Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=PKrlbjWjWVg. Esta página é uma transcrição em texto do vídeo com quebras de parágrafo e carimbos de data/hora adicionados; o criador não é afiliado e não endossa o Vidleaf. O Vidleaf adicionou pontuação por IA e um resumo gerado por IA; o texto original permanece disponível nesta página.
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