Patrimônio Naval | Jonathan Parshall: A História Não Contada da Batalha de Midway
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Jonathan Parshall reavalia a Batalha de Midway, examinando operações de porta-aviões, narrativas familiares da batalha e o que faz um ponto de virada.
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Resumo gerado por IA
Jonathan Parshall reavalia histórias familiares sobre a Batalha de Midway e pergunta o que significa chamar uma batalha de decisiva. Seu relato acompanha reconhecimento, ataques de torpedos e coordenação de bombardeiros de mergulho, ao mesmo tempo que questiona explicações que se tornaram amplamente repetidas. Ele então situa as perdas de porta-aviões dentro da guerra mais ampla no Pacífico e das campanhas que se seguiram. A importância de Midway, nesta interpretação, está em parte nas opções que ela mudou ao longo dos meses seguintes, e não em ter encerrado a guerra por si só. A palestra e as perguntas também consideram os limites da evidência histórica, argumentos contrafactuais e os riscos enfrentados pelos participantes.
Pontos-chave
- [3:33] Parshall questiona o que significam ponto de virada e decisivo no contexto da guerra mais ampla.
- [13:09] A falta de informações de reconhecimento pode sustentar mais de uma interpretação possível.
- [30:26] A palestra distingue a importância da batalha da alegação de que ela sozinha determinou o resultado da guerra.
Gerado a partir da transcrição. Verifique as passagens vinculadas em relação ao vídeo original. Resumo e pontos-chave revisados pelo Vidleaf em 2026-10-21.
Visão geral completa
Jonathan Parshall, autor de Shattered Sword e criador do combinedfleet.com, fala no Naval War College sobre a Batalha de Midway, questionando se ela deveria ser casualmente chamada de ponto de virada e o que significam ponto de virada e decisivo numa guerra tão grande e complexa quanto a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Pacífico. Ele expõe como a batalha surgiu, com Yamamoto Isoroku buscando destruir os porta-aviões americanos restantes e possivelmente ocupar as Ilhas Havaianas, enquanto Chester Nimitz, cujos principais ativos ofensivos eram seus quatro porta-aviões, se beneficiou de códigos japoneses decifrados que indicavam que algo grande estava planejado no Pacífico Central. Parshall conta três histórias, cada uma um pequeno ponto de virada, incluindo a Operação K, cujos hidroaviões Emily foram cancelados depois que o navio-tender de hidroaviões Ballard foi encontrado em French Frigate Shoals; ele argumenta que, se tivesse voado, as tripulações não teriam visto nenhum porta-aviões e, segundo o Senshi Sosho, esses dados nulos teriam confirmado as suposições japonesas em vez de mudar os planos de Nagumo, então dados nulos devem ser tratados com cuidado e deveriam ampliar o conjunto de cenários potenciais. Ele também relata a destruição do Esquadrão de Torpedos 8 e do VT-6 com 37 aviadores mortos e contesta a interpretação convencional de que seu sacrifício atraiu a patrulha aérea de combate de Zeros até o nível do mar para os bombardeiros de mergulho, observando que o Zero pode subir até 15,000 pés em cerca de cinco minutos. A palestra então cobre o ataque decisivo dos bombardeiros de mergulho: o VT-8 e o VT-6 consumiram cerca de 40 minutos do relógio, aproximadamente o tempo que Nagumo precisava para posicionar e preparar seus conveses de voo, as formações do Yorktown e do Enterprise avistaram o Kido Butai separadamente, o VT-3 tirou os Zeros de posição, e uma falha de coordenação entre McCluskey e Best deixou o Akagi intacto no início até que Best levou três aviões para o norte e sua bomba central desferiu o golpe fatal, deixando três porta-aviões fora de combate e o Hiryu afundado à tarde. Avaliando Midway como uma batalha decisiva, Parshall observa que o Japão perdeu dois terços de seus grandes conveses de voo e não substituiu essas perdas unidade por unidade até cerca de setembro de 1944, enquanto argumenta que mesmo uma derrota americana ainda teria significado vitória dos EUA no final de 1944. Ele examina as campanhas que se seguiram, incluindo a campanha da Nova Guiné que durou basicamente até o fim da guerra e a campanha de Guadalcanal de boa parte de cinco meses, na qual o Japão perdeu centenas de aviões, dezenas de milhares de soldados e dezenas de navios afundados, argumentando que Midway foi a batalha naval única mais importante no Pacífico não porque foi decisiva de imediato, mas pelo que fez às opções militares de curto prazo, encerrando uma fase da guerra e levando à seguinte. Ele também descreve a dimensão humana, contrastando os auxílios de navegação de 1942 com uma régua, bússola e pequena carta de papel com a navegação moderna por celular, e discute novas fontes japonesas, incluindo discrepâncias no relato de Fuchida, se o Japão poderia ter vencido, o princípio de risco calculado de Nimitz e o caminho do Japão até Pearl Harbor.
Resumos de capítulos com carimbos de tempo
Apresentação do autor de Midway, Jonathan Parshall
- [0:00] O palestrante saúda a plateia do Naval War College e observa que o almirante Hogg e o embaixador Peters estão presentes.
- [0:15] O convidado é descrito como um dos autores mais renomados do país sobre a Batalha de Midway, enquanto a Marinha comemora a batalha.
- [0:38] Jonathan Parshall é apresentado como autor de Shattered Sword: The Untold Story of the Battle of Midway.
- [0:44] Parshall é natural de Minneapolis, Minnesota, e é descrito como provavelmente o especialista dos Estados Unidos em Marinha Imperial Japonesa.
- [1:00] Ele escreveu para a United States Naval War College Review, Naval Institute Proceedings e World War II Magazine, e contribuiu para vários livros.
- [1:10] Em 1995 ele criou o site combinedfleet.com, que começou de forma rudimentar e agora atrai mais de 50,000 visitantes por mês como o principal site da Internet sobre a Marinha Imperial.
- [1:34] Ele foi membro da expedição de 1999 pela Nauticus Corporation e pelo Naval Oceanographic Office que descobriu destroços do Caria Caga, afundado em Midway.
- [1:45] Ele se formou no Carleton College e na Carlson School of Management e trabalha na alta administração da Minnesota Software Company.
- [2:11] Seu amigo Mark Horan, professor de matemática e colaborador do livro, também está presente.
Reexaminando Midway como ponto de virada
- [2:43] Esta é a terceira vez do palestrante em oito anos falando neste palco sobre Midway.
- [3:00] O ponto de interrogação do slide de título sinaliza ceticismo em relação a chamar Midway casualmente de ponto de virada.
- [3:19] Grandes batalhas como Midway atraíram muita hipérbole, e frases como ponto de virada são usadas de forma casual.
- [3:33] A palestra explorará o que ponto de virada e decisivo realmente significam em uma guerra tão grande e complexa quanto a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Pacífico.
- [3:55] O palestrante primeiro dará um breve contexto sobre a origem da batalha e por que se lutou por Midway.
- [4:12] Ele então contará três histórias sobre a batalha, cada uma um pequeno ponto de virada; duas permanecem mal compreendidas e uma tem uma reviravolta que ele descobriu cerca de um mês e meio atrás.
- [4:33] Por fim, ele voltará a ampliar o foco para examinar o significado de Midway dentro do contexto mais amplo da Guerra do Pacífico.
Prelúdio de Midway: 1942 Crise no Pacífico
- [4:45] O início de 1942 foi um período incrivelmente sombrio e difícil de lembrar 72 anos depois.
- [5:14] A guerra tinha ido desastrosamente para os Aliados, com os japoneses triunfantes em toda parte e valiosos equipamentos navais aliados afundados.
- [5:36] As perdas foram uma derrota humilhante, criando momentos de tensão e incerteza sobre como a guerra terminaria.
- [5:51] Em poucos meses, os japoneses lançaram ataques por todo o Pacífico Ocidental e Sudeste Asiático, garantindo um dos maiores impérios da história a um custo trivial.
- [6:12] No período de março-abril de 1942, o Japão voltou-se para a questão do que viria a seguir, impulsionado por Yamamoto Isoroku, Comandante-em-Chefe da Frota Combinada.
- [6:28] Yamamoto raciocinou que o único importante ativo naval americano restante no Pacífico eram os porta-aviões, e ele estava determinado a destruí-los se possível fosse.
- [6:41] Ele também queria ocupar as Ilhas Havaianas se possível, como refém e moeda de troca para negociações de fim de guerra com os americanos.
- [6:58] Ele buscou um local de batalha no Pacífico Central próximo o suficiente de Pearl Harbor para atrair os porta-aviões, mas longe o suficiente do poder aéreo baseado em terra de Oahu para evitá-lo.
- [7:17] Chester Nimitz, Comandante-em-Chefe da Frota do Pacífico, estava tentando urgentemente reverter a guerra, sabendo que seus quatro porta-aviões eram seus principais ativos ofensivos.
- [7:40] Nimitz queria trazer a força de porta-aviões japonesa para a batalha e destruí-la se possível fosse.
- [7:48] Seu grande trunfo era que os EUA haviam quebrado os códigos operacionais do Japão e estavam lendo tráfego de sinais suficiente para saber, no final de abril/maio, que algo muito grande estava planejado no Pacífico Central.
Operação K e Contrafactuais de Midway
- [8:24] A Operação K foi uma missão japonesa para localizar porta-aviões americanos pouco antes da Batalha de Midway.
- [8:34] O plano usava dois hidroaviões Kawanishi Emily, descritos como indiscutivelmente o melhor hidroavião da guerra e o ativo de reconhecimento de maior alcance dos japoneses.
- [8:46] Os Emily voariam cerca de 2,000 milhas de Wotji até Pearl Harbor, depois continuariam até French Frigate Shoals para reabastecer, pois não tinham alcance para uma viagem de ida e volta em um único salto.
- [9:21] A missão já havia sido realizada uma vez em março e tinha corrido relativamente bem, pelo menos quanto aos arranjos de reabastecimento.
- [9:29] A inteligência americana suspeitava que French Frigate Shoals estava sendo usado como ponto de reabastecimento, e em 30 de maio um submarino japonês encontrou o navio-tênder de hidroaviões Ballard ancorado lá.
- [10:08] Na manhã seguinte, o Ballard ainda estava lá, acompanhado pelo Thornton e alguns PBYs, então Kwajalein cancelou a missão.
- [10:41] Se os hidroaviões tivessem voado sobre Pearl Harbor, não teriam visto nenhum porta-aviões americano, porque esses porta-aviões já haviam partido para o local da batalha de Midway.
- [11:40] De acordo com a história oficial da guerra japonesa Senshi Sosho, não encontrar porta-aviões teria confirmado sua crença de que os porta-aviões americanos ainda estavam no Pacífico Sul após o Mar de Coral, então não teria havido alerta e Nagumo não teria mudado nada.
- [12:16] O palestrante argumenta que a maior parte da história contrafactual é um absurdo completo e total, e que noções preconcebidas têm um poder incrível.
Dados Nulos e a Batalha de Midway
- [13:09] Dada a mentalidade japonesa antes de Midway, um dado nulo como uma não-observação não iria derrubar o modelo mental de ninguém nem mudar suas atividades.
- [13:23] Dados nulos devem ser tratados com muito cuidado: podem confirmar sua hipótese favorita, mas podem não confirmar.
- [13:33] Dados nulos não são bons nem ruins, pretos nem brancos, sim nem não.
- [13:37] Dados nulos nos instigam a ampliar nosso conjunto de cenários potenciais para acomodar esse ponto de dados.
- [13:45] No caso japonês, um dado nulo poderia significar que os porta-aviões ainda estavam no Pacífico Sul, mas na verdade significava que eles poderiam estar praticamente em qualquer lugar, inclusive ao largo de Midway, o que acabou sendo verdade.
VT-8 e VT-6 Sacrifício em Midway
- [14:07] O sacrifício dos Esquadrões de Torpedo 8 e 6 é um dos episódios mais comoventes e trágicos da batalha sob a perspectiva americana.
- [14:21] Por volta de 0900, Nagumo sabe que porta-aviões americanos estão operando ao largo de Midway e está determinado a encurtar a distância e contra-atacar.
- [14:41] Antes de contra-atacar, Nagumo precisa recolher seus aviões do ataque a Midway, o que leva cerca de 45 minutos a partir de aproximadamente 0830.
- [15:08] Justamente quando ele gostaria de posicionar seus aviões de ataque de reserva, o VT-8 do Hornet chega pelo nordeste e é aniquilado pela patrulha aérea de combate japonesa—quinze aviões abatidos, um sobrevivente, em cerca de 20 minutos.
- [15:35] O VT-6 do Enterprise então chega pelo sul, forçando Nagumo a virar para o norte enquanto sua patrulha aérea de combate lida com ele de forma dura.
- [15:50] Após 40 a 45 minutos, dois esquadrões americanos estão totalmente destruídos com 37 aviadores mortos e nada a mostrar.
- [16:05] A interpretação convencional de que o sacrifício atraiu a patrulha aérea de Zeros até o nível do mar, abrindo caminho para os bombardeiros de mergulho americanos, é chamada de absurdo completo.
- [16:34] O Zero pode subir do nível do mar até 15,000 pés em cerca de cinco minutos, então os Zeros tiveram tempo de recuperar altitude antes da chegada dos bombardeiros de mergulho por volta de 1020.
- [17:08] A mitologia é criada em torno de eventos sacrificiais porque ninguém quer dizer a uma família que seu filho ou marido morreu sem efeito algum.
- [17:36] O ataque teve significado: VT-8 e VT-6 consumiram 40 minutos do relógio, quase precisamente o tempo que Nagumo precisava para posicionar e preparar seus conveses de voo.
- [18:03] Ainda se debate se os aviões torpedeiros estavam prontos, mas os bombardeiros de mergulho certamente estariam, e Nagumo provavelmente teria lançado um contra-ataque antes do golpe final se VT-6 e VT-8 não tivessem atacado.
O Ataque Decisivo
Midway: Ataques do Yorktown e do Enterprise
- [18:39] O Kido Butai é avistado por duas formações americanas separadas, nenhuma ciente da outra.
- [18:52] Do sudeste vem um pacote do Yorktown: bombardeiros de mergulho, esquadrão de torpedos e seis Wildcats escoltando os aviões torpedeiros.
- [19:04] Do sudoeste vêm dois esquadrões de bombardeiros de mergulho do Enterprise seguindo um destróier japonês de volta à formação principal.
- [19:15] O destróier havia detido um submarino americano tempo suficiente para a formação de porta-aviões passar, e agora está se reunindo ao Kido Butai.
- [19:32] Por volta das 10 da manhã, o VB-3 do Yorktown faz uma curva para o norte para atacar o Soryu enquanto os aviões do Enterprise chegam pelo sudoeste.
- [19:47] Os japoneses veem e focam primeiro no VT-3; os Zeros eliminam suas escoltas de Wildcats e então dissecam o ataque de torpedos.
- [20:13] Esse ataque tira a maioria dos Zeros de posição, deixando a porta aberta para os bombardeiros de mergulho.
Falha de Coordenação dos Bombardeiros de Mergulho em Midway
- [20:27] O Tenente-Comandante Wade McCluskey é o recém-nomeado comandante do Grupo Aéreo do Enterprise, tendo assumido cerca de um mês antes.
- [20:33] McCluskey lidera um elemento de comando de três aviões à frente do Esquadrão de Reconhecimento 6.
- [20:39] O Tenente Richard Best, oficial comandante do VB-6, segue atrás.
- [20:49] Segundo o manual, com dois esquadrões de bombardeiros de mergulho e dois porta-aviões-alvo, um esquadrão deveria ser dedicado a cada alvo.
- [20:58] O esquadrão líder, o de Reconhecimento 6, deveria ir atrás do alvo mais distante Kagi, enquanto o esquadrão de trás lidaria com o alvo mais próximo Kaga.
- [21:11] Mergulhar quase simultaneamente visa obter surpresa sobre ambas as embarcações, negando-lhes tempo para manobrar ou gerar fogo defensivo e colocando mais munição no alvo.
- [21:23] O que realmente aconteceu permanece não completamente claro até hoje.
- [21:31] Pode ter sido que Best e McCluskey falaram ao mesmo tempo no único circuito de comunicação, então não se ouviram.
- [21:42] Como resultado, McCluskey lidera o VS-6 também contra o Kaga e estraga o mergulho de Dick Best no VB-6.
- [21:52] O Kaga está destinado a receber ambos os ataques enquanto o Akagi sai ileso, o que é uma coisa muito ruim.
Dick Best e o Afundamento do Akagi
- [22:08] Murata é descrito como o principal praticante de ataques de torpedo da Marinha Imperial e liderou as unidades de torpedo em Pearl Harbor.
- [22:23] O esquadrão de Murata no Akagi tem 100 veteranos de Pearl Harbor e é indiscutivelmente o melhor esquadrão de aviões torpedeiros do planeta naquele momento.
- [22:39] Por volta das 11 horas, o esquadrão de Murata sai com o esquadrão de bombardeiros de mergulho do Hiryu para procurar os porta-aviões americanos.
- [22:54] Se esses dois esquadrões encontrarem o Yorktown, as chances são de afundá-lo de imediato, deixando dois porta-aviões por lado e uma batalha indefinida.
- [23:15] Nesse contrafactual, Wade McCluskey poderia ser culpado como o bode expiatório por não montar um ataque de acordo com a doutrina.
- [23:37] O mergulho de Dick Best é estragado pela entrada de McCluskey, mas ele sai a tempo e reúne outros dois aviões de seu esquadrão.
- [23:52] Best avalia que não pode deixar o Akagi escapar e leva seu elemento de três aviões para o norte para atacá-lo.
- [24:16] Perícias na formação em V aproximado de três aviões e bombas indicam que a bomba central, de Dick Best, desfere o golpe fatal.
- [24:31] No final do ataque, três porta-aviões estão fora de combate, e ao final da tarde o Hiryu é encontrado e afundado também.
McCluskey e Best: Comando e Execução
- [24:52] Pessoas inteligentes são essenciais em funções de comando.
- [25:01] Wade McCluskey tomou decisões de comando excelentes que posicionaram seus dois esquadrões para desferir o ataque.
- [25:13] Decisões de comando sozinhas não colocam munição no alvo; operadores são necessários.
- [25:21] Dick Best tomou o que é considerado a decisão tática mais importante daquela manhã ao avaliar o problema e usar sua perícia aérea para colocar a bomba.
- [25:37] McCluskey e Best são dois lados da mesma moeda.
- [25:43] Ambos receberão a Cruz da Marinha, e McCluskey se aposentará como contra-almirante.
- [25:51] Futuros oficiais generais devem lembrar o valor de ter bons subordinados abaixo de si.
Midway no Contexto Geral da Guerra do Pacífico
- [26:07] Midway tem sido frequentemente citada como uma batalha naval decisiva ao lado de Salamina, Lepanto e Tsushima.
- [26:28] No curto prazo, Midway foi um dia muito ruim para os japoneses: quatro porta-aviões afundados, 3,000 mortos em combate e 250 aviões perdidos.
- [26:49] No início da guerra, ambos os lados tinham seis grandes conveses de voo, embora dois conveses dos EUA estivessem no Atlântico, e o Japão também tinha cinco porta-aviões leves, dando ao Japão uma ligeira vantagem em conveses de voo.
- [27:05] Na véspera de Midway, os EUA haviam perdido o Lexington no Mar de Coral e o Saratoga estava em reparos, enquanto o Shokaku e o Zuikaku também estavam em reparos e o Japão havia perdido o Shoho e ganhado o medíocre porta-aviões convertido Junyo.
- [27:31] Após Midway, o Japão perdeu dois terços de seus grandes conveses de voo, incluindo os mais capazes, o que equivalia a uma catástrofe nacional.
- [27:45] Considerando os programas de construção de porta-aviões, pouco mudou em 1942, e foi somente por volta de setembro de 1944 que o Japão substituiu suas perdas de Midway numa base unidade por unidade.
- [28:26] Os EUA também construíram cerca de 124 porta-aviões Jeep, e o Japão nunca conseguiu recuperar a vantagem em conveses de voo porque o poder industrial dos EUA garantia isso.
- [28:58] Ao jogar fora esse trunfo, o Japão criou uma condição de paridade em conveses de voo no Pacífico, o que em 1942 foi eletrizante porque permitiu aos EUA sair do modo reativo e pensar em levar a guerra ao inimigo.
- [29:46] Qualquer discussão sobre a estratégia da Segunda Guerra Mundial baseia-se em grande parte no gráfico do PIB: os EUA entraram na guerra com um PIB cinco vezes e meia maior que o do Japão e saíram com uma economia oito vezes maior.
- [30:12] Os EUA também tinham vantagens sobre o Japão em população, fabricação de automóveis e produção de matérias-primas como carvão, aço e bauxita.
Midway e os Limites da Batalha Decisiva
- [30:26] A esmagadora superioridade dos EUA permite avaliar se uma batalha é decisiva.
- [30:34] Convencionalmente, espera-se que uma batalha decisiva decida o curso do conflito maior.
- [30:48] Mesmo se a América tivesse perdido em Midway, os EUA ainda venceriam a guerra no final de 1944 com sua nova marinha.
- [31:09] É difícil conciliar uma batalha decisiva com uma guerra cujo resultado é meio que predestinado.
- [31:21] H.P. Wilmot argumenta que a vitória americana no Pacífico pode ter sido inevitável e Midway pode ter sido decisiva, mas não ambas as coisas.
- [31:42] Um talão de cheques maior por si só não vence; os EUA realmente têm que lutar, e a guerra tem sido relativamente episódica até agora.
- [32:29] Como o oponente maior, os EUA querem usar o desgaste sobre os japoneses mais fracos, como um moedor de salsicha.
- [33:00] O Japão ainda é uma grande nação industrializada, então vencê-lo exige um desgaste cumulativo tremendo.
- [33:17] A lista de tarefas 1942 é pegar os japoneses em uma chave de braço em algum lugar e começar a dar-lhes o tratamento.
O Rescaldo de Midway e a Campanha de Guadalcanal
- [33:31] Dentro de dois meses após Midway, os japoneses dão aos EUA aberturas em dois lugares.
- [33:40] O Japão desembarca tropas na costa norte da Nova Guiné e marcha através das Montanhas Owen Stanley para tentar sitiar Port Moresby.
- [33:54] Isso traz os australianos rapidamente, logo seguidos por uma divisão americana, iniciando uma campanha na Nova Guiné que dura basicamente até o fim da guerra.
- [34:08] Por volta da mesma época de Midway, os EUA souberam que o Japão pretendia mover forças pelas Ilhas Salomão para ameaçar as linhas de suprimento através de Fiji e Samoa até o leste da Austrália.
- [34:34] No início de agosto de 1942, os EUA colocaram uma divisão de fuzileiros navais em Guadalcanal para tomar aquele campo de aviação, iniciando uma campanha que durou a maior parte de cinco meses.
- [34:45] Ao largo de Guadalcanal, uma série constante de batalhas navais mais batalhas terrestres razoavelmente grandes tornou-se o 'moedor de salsicha' de desgaste que os EUA precisavam.
- [35:08] Na campanha, o Japão perde centenas de aviões, dezenas de milhares de soldados e dúzias de navios afundados, com dúzias mais danificados.
- [35:30] Midway é a batalha naval mais importante do Pacífico não porque foi decisiva de imediato, mas pelo que fez às opções militares de curto prazo.
- [35:46] Midway foi um ponto de virada: encerrou uma fase da guerra e levou à fase seguinte que permite aos EUA criar o tipo de guerra necessário para vencer o Japão.
Coragem dos Aviadores da Segunda Guerra e Limites da Navegação
- [36:03] O palestrante volta-se para a dimensão humana do tema.
- [36:18] Ele pede à plateia que imagine entrar em combate no cockpit de um bombardeiro de mergulho Dauntless.
- [36:28] Ele contrasta a navegação moderna por celular com 1942, quando não havia satélites e quase nenhum radar nos navios, e nenhum nos aviões.
- [36:49] Os pilotos eram simplesmente instruídos a voar em direção a onde se pensava que a frota japonesa estava e bombardeá-la.
- [37:01] Seus auxílios à navegação eram uma régua, uma bússola e um pequeno mapa de papel que cabia em uma prancheta.
- [37:10] Muitos não tinham treinamento nos radiogoniómetros de alta frequência destinados a guiá-los de volta aos porta-aviões.
- [37:20] Não surpreendentemente, muitos desses homens não voltaram, o que o palestrante diz ter exigido verdadeira coragem.
- [37:37] Ele pede à plateia que erga um brinde aos homens da Marinha dos EUA, do Corpo de Fuzileiros Navais e das Forças Aéreas do Exército, cuja habilidade e bravura conquistaram a vitória lembrada 72 anos depois.
Midway como Ponto de Virada: Perguntas e Respostas &
- [38:24] O tenente-comandante Rob Riley pergunta se o ponto de interrogação de Midway se refere a atividades atuais que chamam a atenção para o Pacífico.
- [38:35] O palestrante diz que não, o ponto de interrogação pretendia fazer as pessoas pararem e pensarem sobre a expressão 'ponto de virada'.
- [38:42] Ele observa que 'ponto de virada' é uma expressão que as pessoas usam sem pensar.
- [38:46] O objetivo básico era fazer a plateia considerar se Midway realmente foi um ponto de virada.
- [38:51] Ele conclui que Midway realmente foi um ponto de virada na Guerra do Pacífico.
- [39:00] Outro participante pergunta que novas informações serviram de estímulo para escrever o livro.
Novas Fontes Japonesas sobre Midway
- [39:12] Por 65 anos, a história da batalha foi contada principalmente a partir de fontes americanas, além de três fontes japonesas traduzidas.
- [39:27] As três fontes traduzidas eram o relatório de batalha capturado do almirante Nogumo, entrevistas pós-guerra com oficiais japoneses e o livro de Mitsuo Fuchida.
- [39:56] Fuchida não estava dizendo a verdade sobre alguns eventos em Midway.
- [40:04] Os autores notaram discrepâncias em traduções mais recentes para o inglês dos registros dos grupos aéreos japoneses.
- [40:17] Os registros dos grupos aéreos mostram muita atividade de patrulha aérea de combate (CAP) nos conveses de voo antes do ataque dos bombardeiros de mergulho em 1020.
- [40:30] Fuchida afirmou que os conveses de voo estavam cheios de aviões a minutos de lançar um contra-ataque quando os americanos atacaram.
- [40:51] Na verdade, os aviões de ataque ainda estavam nos hangares, porque os conveses de voo estavam ocupados com evoluções de CAP.
- [41:01] Eram porta-aviões de convés reto, então só uma operação de voo podia acontecer por vez.
- [41:21] O Akagi recolhendo três caças às 1010, dez minutos antes de ser bombardeado, indica que os aviões de ataque não estavam estacionados na popa.
O Japão Poderia Ter Vencido a Guerra do Pacífico?
- [42:05] A questão é se o Japão poderia ter jogado suas cartas para vencer a Guerra do Pacífico; tecnicamente isso é impossível de saber.
- [42:26] No planejamento de abril-maio, Yamamoto alertou o estado-maior de que o Japão não teria mais operações surpresa e o inimigo estaria alerta.
- [42:54] Yamamoto disse que a América tinha de cinco a dez vezes a capacidade armamentista do Japão, então a única maneira de vencer era um jogo de alto ritmo de atacar forte e frequentemente.
- [43:09] O palestrante acha que Yamamoto estava mirando no moral americano, esperando derrotar os americanos de forma tão severa que eles desistiriam cedo.
- [43:33] Como o Japão começou com o ataque surpresa a Pearl Harbor, a imagem do Arizona em chamas marcou a consciência de cada americano e criou uma demanda por vingança.
- [43:55] O palestrante argumenta que o Japão garantiu a vontade política americana para toda a duração da guerra pela forma como começou a guerra.
- [44:06] O palestrante vê poucas oportunidades para o Japão vencer e argumenta de forma convincente que o Japão perdeu a guerra assim que a primeira bomba caiu sobre Pearl Harbor.
O Risco Calculado de Nimitz em Midway
- [44:30] Um questionador pergunta se o livro aborda a decisão de Nimitz de engajar o superior Kido Butai apesar da orientação de FDR de priorizar o Atlântico contra batalhas decisivas.
- [45:08] O almirante King emitiu instruções a Nimitz, que as repassou aos comandantes de porta-aviões Fletcher e Spruance.
- [45:20] Nimitz disse aos comandantes de sua força-tarefa para lutar de acordo com o princípio do risco calculado.
- [45:25] Os porta-aviões não deveriam ser expostos ao inimigo a menos que pudessem causar danos desproporcionais em troca.
- [45:44] Se a situação fosse ruim e a vitória parecesse improvável, os comandantes foram instruídos a não lutar até o último bote salva-vidas, mas a recuar e deixar os fuzileiros navais enfrentarem uma invasão.
- [46:19] Nimitz estava disposto a entrar na batalha com apenas dois porta-aviões se o Yorktown não pudesse ser reparado, embora a inteligência dissesse que os japoneses poderiam trazer até cinco.
- [46:53] Isso contrasta com o almirante Yamaguchi, que fechou a distância dos americanos durante toda a tarde com apenas o Hiryu restante após a perda de três porta-aviões japoneses.
O Caminho do Japão para Pearl Harbor
- [48:01] Se o Japão poderia ter alcançado seus objetivos políticos sem atacar Pearl Harbor é uma questão impossível de saber.
- [48:09] Eri Hota tem um livro recente sobre as decisões japonesas nos círculos superiores de formulação de políticas que levaram à guerra.
- [48:26] Uma contraproposta comum pergunta por que o Japão declarou guerra à América, afinal, em vez de deixar as Filipinas e Pearl Harbor em paz e ir atrás dos britânicos e holandeses.
- [48:41] Evitar um ataque à América teria criado um problema político para FDR na obtenção de uma declaração de guerra, já que a opinião doméstica não queria ser vista apoiando o colonialismo britânico.
- [49:00] O problema é que os líderes militares, não os políticos, estavam no comando no Japão naquela época.
- [49:04] Nenhum líder militar classicamente treinado deixaria as Filipinas intocadas em uma guerra, porque ameaçavam as linhas de suprimento da área de recursos do sul.
- [49:17] Uma vez que as Filipinas tivessem que ser tomadas, o Japão estava em guerra contra a América, o que deu a Yamamoto a oportunidade de argumentar por atacar Pearl Harbor para eliminar a frota do Pacífico.
- [49:33] O palestrante não sabe se o Japão poderia ter evitado isso, porque as pessoas erradas estavam no comando no Japão na época.
[0:00] Bem, boa tarde, Naval War College. É ótimo ver o almirante Hogg aqui conosco, o embaixador Peters. E estamos realmente emocionados e privilegiados por ter provavelmente um dos autores mais renomados do país sobre a batalha de Midway, à medida que cada um de nós aqui no Naval War College e em toda a Marinha dos Estados Unidos começamos a comemorar e celebrar uma de nossas maiores batalhas navais em nossa história, a Batalha de Midway.
[0:38] Jonathan Partial, o autor de Shattered Sword, a História Não Contada da Batalha de Midway. Ele é natural de Minneapolis, Minnesota, e é provavelmente o especialista dos Estados Unidos na Marinha Imperial Japonesa. Ele a estuda desde a infância, e admite que é um pouco mais do que um simples passatempo. Ele escreveu para a United States Naval War College Review. Escreveu para o Naval Institute Proceedings e para a World War II Magazine. Contribuiu para vários livros sobre o tema.
[1:10] Em 1995, e tente se lembrar 1995, a Internet estava engatinhando, ele criou um site chamado www.combinedfleet.com. E enquanto conversávamos durante o almoço, ele me contava como era rudimentar, basicamente duas páginas e uma foto do cachorro dele. E hoje é o principal site da Internet sobre a Marinha Imperial, com mais de 50,000 visitantes por mês. Ele foi membro da expedição 1999 da Nauticus Corporation e do Naval Oceanographic Office que descobriu destroços do Caria Caga, afundado em Midway.
[1:45] Ele é formado pela Carleton College e pela Carlson School of Management, e trabalha na alta gestão da Minnesota Software Company. E como mencionei, ele mora em Minneapolis com sua esposa, Margaret, e os filhos, Anna e Derek. E vejam só, ele tem gatos chamados Hear You e Soar You. Então isso é algo bastante normal na casa deles. Estamos muito animados em ter o Jonathan conosco. Ele vai subir aqui e nos dar algumas de suas reflexões. E devo mencionar que ele trouxe um bom amigo, Mark Horan, que veio até aqui, um professor de matemática que também contribuiu para o livro, então temos a honra de ter os dois aqui.
[2:21] Mas por favor, deem uma calorosa recepção a Jonathan Parshall. Muito obrigado. Agradeço. Não tenho dúvida de que provavelmente há alguns membros do corpo docente aqui, pelo menos, que estão pensando consigo mesmos: 'esse cara de novo?' porque eu estive aqui, esta será a terceira vez agora nos últimos oito anos que subo neste palco para falar sobre Midway. E acho que tudo o que posso dizer é que isso é um testemunho de quão raso deve ser o pool de estudiosos de Midway, que eles continuam me convidando de volta.
[2:58] Mas, vocês sabem, mesmo assim, aqui estou eu. E provavelmente também alguns de vocês notaram o slide de título e estão pensando: 'o que há com o ponto de interrogação?' Vocês sabem, ponto de virada no Pacífico? Estamos aqui para comemorar a mais importante vitória naval da história dos EUA, e isso não parece muito triunfal. Vocês sabem, não deveria ser um grande ponto de exclamação de algum tipo. E acho que o que eu diria é que esta batalha, como todas as grandes batalhas, teve muita hipérbole jogada em cima dela ao longo dos anos, e usamos frases como 'ponto de virada' e simplesmente as lançamos por aí casualmente.
[3:33] por aí. Mas o que 'ponto de virada' realmente significa no contexto de uma guerra tão grande e complexa como a Segunda Guerra Mundial? E outra palavra que usamos, 'decisiva', frequentemente é jogada em relação a Midway. Mas o que 'decisiva' realmente significa no contexto de uma guerra como a Guerra do Pacífico? Então esses são tipos de temas subjacentes que quero explorar hoje no decorrer da minha palestra, e apenas mantenham isso no fundo da mente. Então, três coisas que quero fazer. Quero dar a vocês um pouco de contexto para a batalha. De onde veio a batalha? Por que acabamos lutando por Midway?
[4:03] E não vou gastar muito tempo nisso. Se você estiver interessado em um bom livro sobre isso, posso recomendar um. Mas vou falar sobre isso brevemente. Depois quero contar três histórias sobre a Batalha de Midway em si, cada uma das quais acho que são pequenos pontos de virada dentro da batalha. Duas delas acho que ainda são muito mal compreendidas até hoje, e uma delas na verdade tem uma reviravolta que só fiquei sabendo cerca de um mês e meio atrás, o que ilustra que o estudo sobre a batalha continua avançando. E então, finalmente, quero voltar ao panorama geral e examinar Midway, falar sobre seu significado no contexto mais amplo da Guerra do Pacífico.
[4:41] Então, sem mais delongas, acho difícil para nós lembrarmos 72 anos depois exatamente que época incrivelmente sombria e tenebrosa foi o início de 1942. que se você fosse uma criança sentada à mesa de jantar ouvindo seus pais conversarem naquele momento, você teria ouvido muitos murmúrios sombrios e nomes de lugares que provavelmente nunca tinha ouvido antes, sabe, Bataan, Corregidor, Malásia, Singapura.
[5:14] A guerra vinha sendo absolutamente desastrosa para os Aliados até aquele momento. E no curso disso, os japoneses haviam sido triunfantes por onde quer que fossem. Muito equipamento naval aliado de grande valor tinha ido glub, glub, glub. E acho que isso é meio análogo ao sentimento da nação naquela época, de que havíamos levado alguns golpes reais. Tinha sido uma derrota humilhante para nós. E se não havia um senso de desespero, certamente havia muitos momentos de muita tensão, e as pessoas realmente se perguntavam: como essa guerra vai terminar?
[5:48] Porque no curso de apenas alguns poucos meses, os japoneses lançaram uma série de ataques por todo o Pacífico Ocidental e no Sudeste Asiático que lhes asseguraram um dos maiores impérios da história da humanidade, e o fizeram a um custo trivial para si mesmos. O problema então para os japoneses torna-se: bem, e agora? E eles começam a voltar-se para essa questão no período de março-abril de 1942, e o condutor dessa conversa no Japão é este senhor.
[6:21] Yamamoto Isoroku, que é o Comandante-em-Chefe da Frota Combinada do Japão. Ele raciocina que o único importante ativo naval americano que resta no Pacífico neste momento são nossos porta-aviões, e ele está determinado a destruir esses porta-aviões se possível for. Ao mesmo tempo, ele gostaria muito de poder ocupar as Ilhas Havaianas se conseguir fazer isso acontecer, porque se ele realmente puder ter essas ilhas como refém, isso poderia ser uma peça de barganha muito importante para negociações de fim de guerra com os americanos.
[6:58] Então ele está procurando algum local de batalha em algum lugar no Pacífico Central que seja próximo o suficiente de Pearl Harbor para que ele possa atrair esses porta-aviões para virem à luta, mas longe o suficiente do poder aéreo orgânico que está em Oahu para que isso não possa se enredar na batalha que ele quer criar. Enquanto isso, do outro lado do oceano, temos Chester Nimitz, que é o Comandante-em-Chefe da Frota do Pacífico. E Nimitz não está desesperadamente, mas certamente muito urgentemente tentando descobrir como ele vai reverter esse desastre de guerra. Nimitz também tem muita clareza de que ele ainda tem quatro porta-aviões em seu quadro e esses têm que ser seus principais ativos ofensivos.
[7:40] E ele quer muito encontrar uma maneira de trazer a força de porta-aviões japonesa para a batalha e destruí-la, se possível for. Seu grande trunfo é, é claro, que quebramos os códigos operacionais do Japão. E estamos lendo o suficiente do tráfego de sinais deles neste momento para ter um indício do fato, começando no final de abril, mais ou menos em maio, de que algo muito grande está planejado no Pacífico Central. E isso, em resumo, é por que acabamos lutando uma grande batalha naval por duas insignificantes manchas de coral no meio do Oceano Pacífico.
[8:15] Então vamos falar um pouco sobre Midway, o que realmente aconteceu em Midway. Deixe-me contar algumas histórias. E a primeira na verdade acontece um pouco antes de Midway. Chama-se Operação K. A Operação K foi uma missão dos japoneses para averiguar o paradeiro dos porta-aviões americanos pouco antes da batalha. Então o plano básico era usar dois destes senhores, o Kawanishi Emily, que era, eu diria, indiscutivelmente o melhor hidroavião da guerra e certamente o ativo de reconhecimento de maior alcance que os japoneses tinham.
[8:46] E eles iam decolar esses caras de Wotji. Iam voar as 2,000 milhas até Pearl Harbor e iam dar uma olhada para ver se os porta-aviões americanos estavam em Pearl Harbor. Depois disso, iam pular um pouco mais para cima na cadeia de ilhas havaianas e pousar aqui em French Frigate Shoals, que é um atol desabitado. A razão é que o Emily, por mais longo que seja seu alcance, não tem autonomia para ir e voltar em um único salto. Então o plano de jogo seria que eles encontrassem este senhor, que completaria os tanques de combustível, e então voariam o resto do caminho de volta para sua base operacional em Wake.
[9:21] Eles na verdade já tinham feito essa missão uma vez antes, em março, e ela tinha corrido relativamente bem, pelo menos no que diz respeito aos arranjos de reabastecimento. Bem, os americanos na comunidade de inteligência estavam muito, muito interessados em como os japoneses tinham conseguido colocar hidroaviões sobre o topo de Pearl Harbor. E começaram a juntar as peças e pensaram consigo mesmos: 'sabe, French Frigate Shoals pode ser um lugar que eles estavam usando como ponto de reabastecimento.' Devagar e frio em 30 de maio, quando o submarino japonês aparece em French Frigate, quem ele encontra ancorado lá, senão o navio-tender de hidroaviões Ballard?
[9:56] E o comandante do submarino envia sua mensagem pela cadeia de comando para um quartel-general da Sexta Frota e diz: 'sabe, tenho um pequeno problema aqui', e ele é aconselhado a esperar durante a noite, e esperançosamente o Ballard irá embora. Infelizmente, na manhã seguinte, quando ele levanta o periscópio, não só o Ballard ainda está lá, mas foi acompanhado por seu navio-irmão, o Thornton, e agora há alguns PBYs ancorados na lagoa também. Então este é obviamente um lugar que está sob observação, e Kwajalein naquele momento cancela a missão. Bem, ao longo dos anos, você sabe, este tem sido um daqueles fascinantes 'e se' sobre a batalha, e as pessoas da história contrafactual simplesmente adoraram este e se debruçaram sobre ele.
[10:35] E é uma pergunta meio fascinante. Sabe, o que teria acontecido se aqueles hidroaviões tivessem sobrevoado Pearl Harbor? Eles não teriam visto nenhum porta-aviões americano lá, porque esses porta-aviões já tinham saído para o local da batalha de Midway. E eu vi inúmeros cenários durante esse tempo que, 'oh, bem, você sabe, os japoneses teriam sido avisados e Nagumo teria recebido a palavra e, você sabe, ele teria mudado seu plano de reconhecimento. Os japoneses teriam vencido a batalha. Os japoneses teriam vencido a guerra e Neil Armstrong nunca teria pousado na lua.'
[11:07] O que é interessante nisso, porém, é o que os japoneses realmente têm a dizer sobre a Operação K. E há cerca de dois meses, deparei-me com uma tradução de uma seção da série oficial de história da guerra japonesa chamada Senshi Sosho, falando sobre a Operação K. E foi feita por este senhor, Edwin Layton, que foi um dos decifradores de códigos de Midway, e ele deve ter traduzido isso em algum momento perto do fim de sua vida, porque Senshi Sosho só foi publicado no início dos anos 1970. Mas aqui está o que os japoneses têm a dizer sobre a Operação K.
[11:40] que mesmo se tivessem lançado esta missão conforme planejado e tivessem sobrevoado Pearl Harbor e não encontrado porta-aviões lá, isso, em suas mentes, teria confirmado sua crença na época de que os porta-aviões americanos ainda estavam operando no Pacífico Sul após a Batalha do Mar de Coral, que tinha acabado de acontecer um mês antes. Em outras palavras, não teria havido nenhum aviso. Nagumo não teria mudado nada, e presumivelmente a batalha teria prosseguido exatamente como basicamente aconteceu.
[12:12] E para mim, o que isso aponta, em primeiro lugar, é que a grande maioria da história contrafactual por aí é simplesmente um absurdo completo e total. E muitas dessas coisas são trazidas por sabe-tudo de fóruns e outras pessoas que querem impressionar você com sua inteligência, mas na verdade nenhuma de nossas bolas de cristal é realmente tão boa quando se trata de prognosticar futuros passados sobre os quais não temos informações reais. E então isso é uma coisa da qual estou convencido.
[12:43] Mais pertinentemente, o que isso aponta é o incrível poder das noções preconcebidas. E a razão pela qual eu menciono isso aqui é que é perfeitamente concebível que alguém nesta sala venha a comandar um grupo de batalha de porta-aviões, digamos, e tenha que avaliar fontes muito escorregadias de inteligência baseadas em informações muito superficiais. E dado o modo de pensar japonês antes da Batalha de Midway, um dado nulo, como um não-avistamento, não iria derrubar o carro de maçã mental de ninguém para fazê-los mudar suas atividades.
[13:23] E então o que isso diz é que se você tem um dado nulo, você deve tratá-lo com muito, muito cuidado. Ele pode confirmar sua hipótese favorita, mas pode não confirmar. Você sabe, dado nulo não é nem bom nem ruim, nem preto nem branco, nem sim nem não. O que o dado nulo nos exorta a fazer é ampliar nosso conjunto de cenários potenciais para acomodar aquele ponto de dados. No caso japonês, um dado nulo poderia ter significado que aqueles porta-aviões ainda estavam operando no Pacífico Sul, mas na verdade o que significava é que aqueles porta-aviões poderiam estar praticamente em qualquer lugar, e um desses quaisquer lugares potenciais era potencialmente ao largo da ilha de Midway, o que acabou sendo verdade.
[14:01] Então isso encerra meu momento de ensino contratualmente obrigatório para esta palestra. Podemos prosseguir agora. A segunda coisa sobre a qual quero falar é a história do sacrifício dos esquadrões 8 e 6, que da perspectiva americana é um dos episódios mais pungentes e trágicos durante toda esta batalha. A situação tática por volta das 0900 é a seguinte. Nugumo, o comandante do Kido Butai, a força de porta-aviões japonesa, está ciente agora de que há porta-aviões americanos operando ao largo da ilha de Midway, e ele está determinado a encurtar a distância até eles e lançar algum tipo de contra-ataque.
[14:41] Antes que ele possa fazer isso, porém, ele precisa recolher a aeronave do contra-ataque, ou do ataque que ele lançou contra a ilha de Midway naquela manhã. E então é para isso que ele começa a voltar sua atenção por volta das 0830 ou algo assim, e isso vai levar cerca de 45 minutos. Assim que a última dessas aeronaves pousar em seu convés de voo, é bastante certo que ele iria querer começar a posicionar seus próprios conveses de voo com seus aviões de ataque de reserva para então ir atrás daqueles porta-aviões americanos. Mas eis que, naquele exato momento, vindo do nordeste, surge o Esquadrão de Torpedeiros 8 do Hornet.
[15:16] O VT-8 é imediatamente atacado pela patrulha aérea de combate dos japoneses, e eles são aniquilados. Quinze aviões entram, quinze aviões abatidos, apenas um cara sozinho vivo na água. E isso leva cerca de 20 minutos ou mais. Assim que aquele ataque termina, eis que, vindo do sul, surge o Esquadrão de Torpedeiros 6 do Enterprise. E Nagumo novamente é obrigado a virar o rabo e correr para o norte enquanto sua patrulha aérea de combate lida com o VT-6, o que eles fazem de maneira igualmente rude.
[15:50] E então, ao final desses 40 a 45 minutos de massacre, o que você tem é dois esquadrões americanos totalmente destruídos, 37 aviadores mortos e absolutamente nada para mostrar. É um desastre absoluto. Bem, ao longo dos anos, a interpretação convencional desses eventos sempre foi: bem, sim, o sacrifício daqueles esquadrões foi trágico, mas eles serviram a um propósito, pois trouxeram os Zeros da patrulha aérea de combate japonesa até o nível do mar, o que basicamente os impediu de ficar no caminho do ataque dos bombardeiros de mergulho americanos que começaria a se materializar aqui em um futuro não muito distante.
[16:31] E esta é uma história encantadora, exceto que também é um completo absurdo. E a razão de ser um absurdo tem a ver com as características de desempenho deste avião em particular, o Mitsubishi Zero, que pode subir do nível do mar até 15,000 pés em cerca de cinco minutos exatos. Então não é preciso muita habilidade matemática para perceber que um VT-8 é totalmente destruído por volta das 0937 e o VT-6 foi expulso da área por volta das 10 horas. E aqueles bombardeiros de mergulho americanos não vão aparecer até por volta das 1020.
[17:02] Os Zeros tiveram todo o tempo de que precisavam para voltar à altitude e a maioria deles provavelmente voltou. E todos nós entendemos por que criamos mitologia em torno desse tipo de evento, particularmente eventos sacrificiais, por assim dizer. Porque nenhum de nós quer ter que olhar alguém nos olhos e dizer que seu filho ou seu marido morreu sem efeito. Estes eram heróis de guerra americanos. Eles atacaram galantemente e mereciam melhor do que receberam. E então criamos mitologia em torno daquele ataque para tentar dar-lhe significado.
[17:36] Acontece que o ataque deles teve significado, mas não é o que normalmente associamos aos livros que lemos. Quero dizer, em termos simples, na linguagem do futebol, por assim dizer, o VT-8 e o VT-6 consumiram 40 minutos do relógio, o que é quase precisamente a quantidade de tempo que o Almirante Nagumo teria precisado para posicionar seus conveses de voo com aeronaves e deixá-las prontas para decolar. E ainda não sabemos se todas aquelas aeronaves estavam realmente prontas para partir. Há muito debate sobre se os aviões torpedeiros estavam prontos. Mas os bombardeiros de mergulho certamente estariam.
[18:07] E acho justo dizer que, se o VT-6 e o VT-8 não tivessem chegado e atacado, ineficazes como foram esses ataques, Nagumo provavelmente teria lançado um contra-ataque algum tempo antes de o martelo realmente cair sobre ele. Então agora vamos falar sobre o martelo caindo, o ataque decisivo. E este ataque é decisivo em todos os sentidos da palavra, porque acaba decidindo o resultado da batalha em cerca de cinco minutos de intervalo de tempo ou mais.
[18:37] A situação tática por volta das 10 horas, exatamente quando o VT está sendo expulso da área, é que agora o Kido Butai foi avistado por duas formações separadas de aeronaves americanas, nenhuma das quais sabe que a outra formação está sequer lá fora. Do sudeste, você tem vindo um pacote do porta-aviões Yorktown, compreendendo seu esquadrão de bombardeiros de mergulho, seu esquadrão de torpedeiros e um grupo de seis Wildcats que estão escoltando os aviões torpedeiros. E então, do sudoeste, você tem dois esquadrões de bombardeiros de mergulho do Enterprise que, famosamente, estão seguindo um dos contratorpedeiros japoneses de volta à formação principal.
[19:15] Este contratorpedeiro havia mantido a proa de um submarino americano submersa por tempo suficiente para que aquela formação de porta-aviões passasse por ele e agora está se reunindo ao Kido Butai, e o VB-6 e o VS-6 basicamente seguem aquele cara de volta para casa. Então é isso que começa a se desenvolver por volta das 10 da manhã, e o que você vê acontecendo é o VB-3 do Yorktown meio que fazendo um grande arco para o norte e indo atacar o Soryu. O pessoal do Enterprise está vindo do sudoeste.
[19:47] A formação que os japoneses focalizam e veem primeiro é o VT-3. E se você quer falar sobre ataques de torpedeiros climáticos que realmente distorcem a patrulha aérea de combate japonesa, este é o exemplo. Porque o que vemos acontecer muito rapidamente é que todo o vetor de ameaça do sudeste simplesmente se enche de Zeros, à medida que primeiro descolam as escoltas de Wildcats do VT-3 e depois passam a dissecar o ataque dos torpedeiros. Então esse é o ataque que realmente tira a maioria daqueles Zeros de posição e deixa a porta aberta para os bombardeiros de mergulho entrarem e fazerem o que têm que fazer.
[20:22] Então, se dermos uma olhada no ataque do Enterprise vindo do sudoeste, ele está sendo conduzido por estes dois cavalheiros. O Tenente-Comandante Wade McCluskey, que é o recém-empossado comandante do Grupo Aéreo do Enterprise. Ele acabou de assumir um mês antes. E ele está liderando um elemento de comando de três aviões que está à frente do Esquadrão de Reconhecimento 6. E atrás dele vem o Tenente Richard Best, que é o oficial comandante do VB-6. Do jeito que as coisas deveriam acontecer, se tudo correr conforme o manual, se você tem dois esquadrões de bombardeiros de mergulho e dois alvos de porta-aviões de frota, você quer dedicar um esquadrão a cada um desses alvos.
[20:58] E além disso, você quer usar seu esquadrão líder, que neste caso é o de Reconhecimento 6, para ir atrás do alvo mais distante, que neste caso é o Kaga, e liderar o esquadrão que vem atrás para lidar com o alvo mais próximo, que seria o Kaga. A razão é que, se eu puder mergulhar sobre esses navios de forma mais simultânea, espero alcançar surpresa em ambos os navios. Eles não têm tempo para manobrar ou gerar fogo defensivo, e eu coloco mais munição no alvo. Infelizmente, algo acaba acontecendo, e até hoje, eu acho, não temos total clareza sobre o que aconteceu.
[21:31] Pode ter sido que tanto Best quanto McCluskey estivessem falando ao mesmo tempo no único circuito de comunicação usado por esses esquadrões, e eles simplesmente não se ouviram. Mas o resultado é que McCluskey lidera o VS-6 contra o KAGA também e estraga o mergulho de Dick Best no VB-6. Então o que está se formando é que o KAGA vai levar os dois canos aqui, e o Akagi vai sair ileso. Pelo menos é o que parece. E isso é uma coisa muito, muito ruim.
[22:02] A razão de ser uma coisa ruim tem principalmente a ver com este cavalheiro, o Tenente-Comandante Murata Shigahara, que é universalmente reconhecido como o principal praticante de ataques de torpedeiros na Marinha Imperial. Ele foi o líder do ataque das unidades de torpedeiros em Pearl Harbor. São seus homens que devastaram a Battleship Row. Seu esquadrão no Akagi é composto por 100 veteranos de Pearl Harbor. E não é muito exagero dizer que este é, você sabe, o melhor esquadrão de aviões torpedeiros do planeta neste momento. Se o Akagi escapar, Murata escapa.
[22:39] E por volta das 11 horas, seu esquadrão vai sair com o esquadrão de bombardeiros de mergulho do Hiryu, e eles vão procurar os porta-aviões americanos. E agora, sim, acabamos de estabelecer que a história contrafactual é em grande parte um monte de bobagem, mas ouça-me. Se esses dois esquadrões forem atrás do Yorktown e o alcançarem, as chances são de que vão afundá-lo de vez. E nesse ponto, você sabe, a batalha é meio que um jogo de azar. Está no ar. Tenho dois porta-aviões de cada lado. Não sei quem vence. Você sabe, é concebível que os japoneses possam sair com algo próximo de uma vitória.
[23:13] Você sabe, três porta-aviões contra dois. Se algo assim acabar acontecendo, haverá pessoas como eu no palco 70 anos depois apontando o dedo da culpa para Wade McCluskey e dizendo: esse é o cara que arrancou a derrota das garras da vitória porque não conseguiu montar um ataque de acordo com a doutrina. Você sabe, ele seria o bode expiatório. Mas felizmente para todos, não é isso que acaba acontecendo. Dick Best acabou de ter seu mergulho estragado pela investida de McCluskey, e ele consegue sair a tempo.
[23:44] Ele consegue pegar dois outros caras de seu esquadrão. O resto de seu esquadrão segue McCluskey para baixo, e eles simplesmente, você sabe, destroem o Akagi. Mas Dick Best agora tem três aviões, e ele avalia muito rapidamente que não posso deixar o Akagi escapar, e ele corre para o norte com seu pequeno elemento de três aviões, e eles atacam o Akagi. E os aviões descem, as bombas descem, e uma bomba acaba caindo mais ou menos onde você vê aqueles Zeros estacionados no convés de voo do Akagi.
[24:16] E se você fizer a perícia do ataque, três aviões em uma formação em V aproximada. As bombas também caem em uma formação em V aproximada. O do centro é o que desfere o golpe fatal. Está bem claro que Dick Best é o cara que lança essa bomba. Então, no final deste ataque, temos três porta-aviões fora de combate neste ponto. E ao final da tarde, vamos sair e vamos encontrar o 'hear you', e vamos afundá-lo também. E isso é praticamente a batalha no que diz respeito a isso.
[24:48] Fim de jogo. O que isso me ilustra, em primeiro lugar, é que você absolutamente precisa ter pessoas inteligentes em seus cargos de comando. Não quero que isso seja interpretado como John criticando Wade McCluskey. Wade McCluskey tomou algumas decisões de comando absolutamente excelentes para colocar seus dois esquadrões em uma posição onde pudessem realmente realizar aquele ataque. Sabe, muito bem, Wade McCluskey. Mas, ao mesmo tempo, decisões de comando por si só não colocam munição no alvo.
[25:19] Você precisa ter operadores. E então Dick Best toma o que eu considero a decisão tática mais importante daquela manhã, ao avaliar que temos um problema aqui que precisa ser corrigido e então ter a incrível habilidade de pilotagem para entrar e colocar a bomba onde ela precisa ir. Então esses dois caras são realmente meio que, você sabe, dois lados da mesma moeda, por assim dizer. E, você sabe, ambos vão sair com a Cruz da Marinha, e Wade McCluskey vai se aposentar como contra-almirante, então parabéns a eles.
[25:51] Mas, novamente, para nossos futuros oficiais de alta patente, lembrem-se do valor de ter bons subordinados abaixo de vocês, porque em muitos casos essas pessoas podem tirar seu traseiro do fogo. Então agora quero falar um pouco sobre o quadro geral. Voltar ao quadro geral e examinar como Midway se encaixa no esquema das coisas em relação à Guerra do Pacífico. Porque ao longo dos anos Midway foi apresentada como um exemplo de batalha naval decisiva, junto com batalhas como Salamina ou Lepanto ou a Batalha de Tsushima. Mas, realmente, como ela se compara nesse sentido?
[26:28] Se você der uma olhada nos efeitos de curto prazo, obviamente este foi um dia muito ruim no escritório para os japoneses. Você sabe, quatro porta-aviões afundados, 3,000 caras, mortos em combate, 250 aviões. Não foi um dia nada bom. Mas o que isso realmente significa? Uma maneira de avaliar isso é dar uma olhada no que eu chamo de placar de porta-aviões até este ponto da guerra. Quando a guerra começa, ambos os lados têm seis grandes conveses de voo, embora dois dos nossos estejam no Atlântico. Os japoneses também têm cinco porta-aviões leves que vão usar para suas operações.
[27:00] Então está bem claro que os japoneses têm uma pequena vantagem aqui em termos de número de conveses de voo. Quando chegamos à véspera de Midway, perdemos o porta-aviões Lexington, afundado no Mar de Coral. O Saratoga tem o péssimo hábito de cruzar com torpedos de submarinos inimigos, então está na oficina. Shokaku e Zuikaku também estão na oficina como resultado da Batalha do Mar de Coral, e eles deram baixa no porta-aviões Shoho, e conseguiram o Junyo, que é um porta-aviões convertido relativamente medíocre. Você sai de Midway, ai.
[27:33] você acabou de perder dois terços de seus grandes conveses de voo em uma tarde, e francamente, os mais capazes desses conveses de voo em uma tarde. Isso é equivalente a uma catástrofe nacional. E se então projetarmos o que vai acontecer pelo restante da guerra e começarmos a considerar os programas de construção de porta-aviões desses dois combatentes, nada vai mudar muito em 1942. Você sabe, os japoneses vão colocar a irmã igualmente medíocre do Junyo, a Hiyo, na mistura, e nós vamos lançar o primeiro de nossos porta-aviões classe Essex no final de 1942.
[28:06] Mas então dê uma olhada no que acontece em meados de 1943, final de 1943, meados de 1944, final de 1944. E realmente só por volta de setembro de 44 os japoneses substituíram suas perdas de Midway unidade por unidade. Meados de 1945, ah, e por falar nisso, construímos cerca de 124 porta-aviões de escolta também. Então aqui é onde você pode ver que jogar fora aquela carta na manga deles, onde tinham aquela vantagem em conveses de voo, jogar isso fora, uma vez que se foi, eles nunca, jamais conseguiram recuperar, porque nosso poder industrial simplesmente garantiu isso.
[28:48] E eles realmente jogaram essa carta fora provavelmente um ano a 18 meses antes de realmente precisarem fazê-lo. Isso é um grande ai. Efeito de curto prazo número dois, então, é que ao jogar fora aquela carta na manga, eles criaram uma condição de paridade em conveses de voo no Oceano Pacífico. E vivemos em uma época em que a Marinha dos EUA tem sido essencialmente incontestável no mar pelos últimos 70 anos mais ou menos. E então, você sabe, voltar à paridade não parece uma coisa muito emocionante.
[29:21] Estou aqui para dizer que, nos dias sombrios de 1942, conseguir voltar à paridade era eletrizante. Era maravilhoso. porque o que nos permitiu fazer foi sair desse modo reativo em que estamos constantemente na defensiva e reagindo aos golpes japoneses, e agora podemos começar a pensar em como levar a batalha e a guerra ao inimigo. Então, se você pensar no quadro realmente geral, acho que qualquer discussão de estratégia na Segunda Guerra Mundial é predicated em grande parte neste gráfico que nos mostra o PIB das principais nações combatentes e, em particular, se você olhar os EUA versus o Japão, o que você vê é que entramos nesta guerra com um PIB cinco vezes e meia maior que o do Japão, e vamos sair da guerra com uma economia oito vezes maior.
[30:12] E não só isso, mas em termos de população e fabricação de automóveis e produção de matérias-primas, você sabe, carvão, aço, bauxita, qualquer coisa que você queira citar, temos tudo em cima dos japoneses. Temos uma superioridade esmagadora. E isso, eu acho, nos dá a capacidade de então avaliar se esta batalha é decisiva ou não. Porque em nossas mentes, a imagem de uma batalha decisiva é que ela também vai decidir o curso do conflito maior.
[30:43] Que o perdedor daquela batalha vai perder a guerra, o vencedor daquela batalha vai ganhar a guerra. E ainda assim, acho que você pode ver pelo exposto que mesmo se a América tivesse perdido em Midway, por mais horrível que isso teria sido, ainda vamos ganhar esta guerra. Que no final de 1944 vamos sair com nossa marinha novinha em folha e vamos esmagar os japoneses. E simplesmente não há nada que eles possam realmente fazer sobre isso. Então acho muito difícil reconciliar o conceito de uma batalha decisiva dentro do contexto de uma guerra cujo resultado é meio que predestinado.
[31:19] E não sou o primeiro cara a dizer isso. Você sabe, H.P. Wilmot aponta que a vitória americana no Pacífico pode ter sido inevitável. A vitória americana em Midway pode ter sido decisiva, mas não ambas as afirmações podem ser verdadeiras. E então estou muito no campo que diz que, dadas as disparidades econômicas que estavam funcionando aqui, vamos ganhar esta guerra. Então ótimo, vamos ganhar esta guerra. Mas aqui estamos em meados de 1942 e, você sabe, só poder sacar nossos talões de cheques e dizer, bem, temos um talão de cheques maior, isso não significa que podemos ganhar.
[31:53] Na verdade, temos que lutar contra esses caras. E até este ponto, esta guerra tem sido relativamente episódica em natureza para nós. Sim, houve algum combate terrestre nas Filipinas. Tivemos algumas batalhas navais. Elas não foram terrivelmente grandes. Lançamos alguns ataques de porta-aviões ao redor do perímetro. Mas não estamos em uma posição neste ponto em que estamos em contato constante com os japoneses. E no início da guerra, isso foi bom para nós porque estávamos tão horrivelmente desorganizados que, você sabe, não queríamos que esta guerra fosse uma guerra intensiva.
[32:25] Queríamos apenas ganhar algum tempo para começar a nos reorganizar. Mas agora, em meados de 1942, as torneiras produtivas estão começando a abrir. E se você é o oponente maior e mais poderoso, você quer, tanto quanto possível, colocar seu oponente menor e mais fraco em uma posição onde você possa começar a usar o desgaste sobre eles. A metáfora que uso é um moedor de salsicha. Quero estar em algum lugar no Pacífico onde todos os dias eu esteja matando soldados japoneses. Esteja derrubando seus aviões.
[32:56] Tenho uma alta probabilidade de danificar ou destruir algumas de suas embarcações navais. Porque mesmo apesar da disparidade econômica aqui, o Japão ainda é uma nação grande, poderosa, moderna e industrializada. E a única maneira de derrotar um país assim é submetê-lo a níveis tremendos de desgaste cumulativo que simplesmente triturem e destruam suas forças militares. É isso que você tem que fazer para ganhar esta guerra. E então, realmente, você sabe, nossa lista de tarefas para 42 é realmente muito simples. Você sabe, pegar os japoneses em um mata-leão em algum lugar, e nem importa realmente onde, e simplesmente começar a dar-lhes o tratamento.
[33:30] É isso que precisamos fazer. E eis que os japoneses nos dão isso não em um lugar, mas em dois, dentro de dois meses após termos vencido em Midway. O primeiro é que eles desembarcam tropas na costa norte da Nova Guiné e começam a marchar pelas Montanhas Owen Stanley para tentar sitiar o porto de Port Moresby na costa sul da Nova Guiné. E isso vai trazer os australianos muito rapidamente, e logo haverá uma divisão americana lá também, e isso vai iniciar uma campanha na Nova Guiné que basicamente dura até o fim da guerra.
[34:08] Mais importante, quase ao mesmo tempo que Midway estava acontecendo, ficamos cientes de que os japoneses pretendiam mover forças pelas Ilhas Salomão para que pudessem começar a ameaçar as linhas de suprimento que passam por lugares como Fiji e Samoa e descem até a costa leste da Austrália. A Austrália é muito, muito importante para nós. E não surpreendentemente, reagimos a isso com muito vigor. e no início de agosto de 1942, colocamos uma divisão de fuzileiros navais em Guadalcanal para tomar aquele campo de aviação, e isso vai iniciar uma campanha que vai durar a maior parte de cinco meses.
[34:45] E é aqui, ao largo de Guadalcanal, nesta série constante de batalhas navais que se desenvolvem ao longo do tempo, e também em várias batalhas terrestres bastante grandes, este é o moedor de salsicha. É exatamente disso que os EUA precisavam para realmente começar a alimentar o desgaste. Porque no curso desta campanha, os japoneses vão perder centenas e centenas e centenas de aviões.
[35:16] Eles vão perder dezenas de milhares de soldados. Dúzias de navios afundados, dúzias mais danificados. Este é exatamente o tipo de modelo de guerra de desgaste que precisávamos aplicar aos japoneses para ganhar aquela guerra. Então, quando olho para Midway, concordo plenamente que Midway é a batalha naval singular mais importante no Pacífico, não porque foi decisiva em um sentido absoluto, mas pelo que fez às nossas opções militares de curto prazo.
[35:46] Foi muito um ponto de virada porque encerrou uma fase da guerra, baixou a cortina sobre isso, e então nos levou à próxima fase da guerra que nos permite criar o tipo de guerra que precisamos para derrotar os japoneses. A última coisa que gostaria de fazer é apenas passar alguns minutos falando sobre a dimensão humana aqui. Não tenho dúvida de que há várias pessoas na plateia que estão bastante familiarizadas com o cockpit de um avião como o F-18.
[36:18] E, só por alguns instantes, pense em como seria entrar em combate no cockpit de um avião como um bombardeiro de mergulho Dauntless. Sabe, vivemos numa época em que imagino que muitos de nós provavelmente não conseguem ir ao supermercado e voltar sem que nosso celular sussurre doces palavras no nosso ouvido e nos diga como chegar lá. Sabe, não havia nada disso em 1942. Não há satélites. Quase não há radar no navio, certamente nenhum nos aviões.
[36:49] Sabe, dois caras subiram no cockpit dessa coisa e basicamente lhes disseram: vocês sabem, voem naquela direção. Achamos que eles estão por lá em algum lugar. Vão encontrar a frota japonesa e bombardeá-la. E seus auxílios à navegação eram uma régua, uma bússola e um pequeno mapa de papel que era pequeno o suficiente para caber numa prancheta. Muitos deles não tinham treinamento nem nos dispositivos de radiogoniometria de alta frequência que deveriam usar para voltar aos seus próprios porta-aviões. Eles não sabiam como usar o equipamento. E não surpreendentemente, muitos desses caras não voltaram.
[37:23] Isso exigiu verdadeira coragem para acontecer. E então, sabe, ao sairmos hoje e irmos para nossas casas confortáveis e nossas refrescantes bebidas maltadas, sabe, por favor, lembrem-se de erguer seus copos esta noite aos homens da Marinha dos Estados Unidos e do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos e das Forças Aéreas do Exército dos Estados Unidos cuja habilidade e bravura e disposição para fazer o sacrifício supremo, foram convocadas, conquistaram para nós a grande vitória que lembramos 72 anos hoje.
[38:00] Muito obrigado. Queremos fazer alguma sessão de perguntas e respostas&? Tudo bem, estou disposto. Se alguém quiser perguntar alguma coisa, não sei como vou conseguir ouvi-lo. Senhor? Tenente-Comandante Rob Riley, Seminário 2. Você tinha o ponto de interrogação lá em cima sobre a Batalha de Midway. Isso é em referência às atividades atuais que estão acontecendo ao redor do mundo nos atraindo para o Pacífico?
[38:35] Não, não, isso foi mais no sentido de apenas, eu queria fazer as pessoas pararem e pensarem sobre a frase ponto de virada. É uma dessas frases que simplesmente jogamos por aí sem nem pensar. E então o objetivo básico era apenas fazer você pensar sobre: isso foi realmente um ponto de virada? E espero ter respondido isso, sim, Midway foi realmente um ponto de virada na Guerra do Pacífico. Senhor? Que novas informações você teve como estímulo para querer escrever este livro?
[39:06] A pergunta é: que novas informações Tony e eu tivemos como estímulo para escrever este livro? O básico é que, nos primeiros 65 anos, a história desta batalha foi contada principalmente a partir de fontes americanas, e havia um trio de fontes japonesas que haviam sido traduzidas para o inglês ao longo desse tempo. Uma delas era o relatório de batalha capturado do Almirante Nogumo. A segunda era uma série de entrevistas feitas por oficiais japoneses após a guerra.
[39:37] A terceira era um livro escrito por um cara chamado Mitsuo Fuchida, que foi o líder do ataque em Pearl Harbor. Ele também estava em Midway. Ele escreveu um livro chamado Midway, a Batalha que Condenou o Japão. Essas três fontes meio que formaram o cânone, por assim dizer, do material de fonte japonesa que havia sido traduzido para o inglês. Acontece que Fuchida não estava contando a verdade sobre algumas das coisas que aconteceram em Midway. E Tony e eu, meu coautor, tomamos conhecimento de algumas dessas coisas quando começamos a examinar algumas das traduções mais recentes dos registros dos grupos aéreos japoneses, que tinham acabado de ficar disponíveis em inglês.
[40:17] E uma das coisas que notamos foi que os registros dos grupos aéreos japoneses estavam nos dizendo que, cara, há uma quantidade enorme de atividade de CAP acontecendo nesses conveses de voo levando ao ataque climático de bombardeiros de mergulho em 1020. A história de Fuchida é que, bem, você sabe, no momento em que os americanos nos atacaram, estávamos quase prontos para partir. Que nossos conveses de voo estavam enfeitados com aeronaves que estavam a apenas minutos de estarem prontas para decolar e contra-atacar os americanos.
[40:47] E, oh, meu Deus, você sabe, os deuses da guerra descem e tiram isso de nós. Acontece que isso não é verdade, que na verdade todos aqueles aviões de ataque ainda estavam nos hangares naquele momento. E a razão pela qual eles estavam nos hangares é porque os conveses de voo estavam ocupados com evoluções de CAP. Esses eram porta-aviões de convés reto. Eles não tinham convés de voo angular. E então você só podia fazer uma coisa de cada vez. Você podia estar pousando aeronaves, podia estar estacionando aeronaves, podia estar lançando aeronaves. E se eu estou recuperando aeronaves, sei que a popa do meu porta-aviões tem que estar fechada para operações de recuperação. Se, portanto, eu puder mostrar que em 10 10 minutos antes de ela ser bombardeada, Akagi recuperou um trio de caças, posso tirar algumas conclusões bem definitivas de que, sabe de uma coisa, aqueles aviões de ataque não estavam de jeito nenhum estacionados na popa do Akagi porque sei que ela estava recolhendo aeronaves.
[41:35] Então a resposta em termos gerais é que havia algumas novas fontes japonesas que haviam se tornado disponíveis e nas quais estávamos muito interessados, e elas acabaram contando uma história completamente diferente. Mais alguém? Senhor? Você mencionou que a vitória dos EUA era aparentemente inevitável. Você consegue conceber alguma maneira pela qual os japoneses poderiam ter vencido? Ou a avaliação líquida deles era tão longa que a vitória não era possível?
[42:05] Sim, essa é, a pergunta é: havia alguma maneira de os japoneses realmente jogarem seu jogo de forma a saírem com uma vitória na Guerra do Pacífico. Obviamente, tecnicamente, é impossível saber. Eu estava jantando ontem à noite e compartilhei alguns outros slides com algumas pessoas da ordem naval. E é interessante, se você olhar algumas das citações do Almirante Yamamoto durante as operações de planejamento, isso seria mais ou menos no período de abril-maio, fica claro que, embora os japoneses estejam cavalgando uma maré de vitória, Yamamoto está muito nervoso, e ele diz aos seus oficiais de estado-maior antes dessa série de jogos de guerra: é importante que vocês entendam que não teremos mais operações surpresa, ou melhor, que o inimigo será alertado sobre nós.
[42:52] Vai ser uma luta muito mais difícil. Vocês têm que entender que a América tem cinco a dez vezes nossa capacidade de armamentos, e que, portanto, a única maneira de vencermos esta guerra é jogar um jogo de ritmo muito acelerado, manter nosso ritmo operacional alto e simplesmente continuar atingindo-os com a maior força possível, com a maior frequência possível. Acho que o que ele está tentando fazer ali é com nosso moral. Essa é a única alavanca que ele consegue ver: se potencialmente jogarmos a toalha logo o suficiente, se apenas batermos nos americanos com força suficiente para que eles simplesmente digam: ah, dane-se, não me importo com as Índias Orientais Holandesas, fiquem com elas, tudo bem.
[43:27] Isso pode nos fazer jogar a toalha, mas tem que acontecer muito rápido. Pessoalmente, porém, dada a maneira como os japoneses começaram a guerra com um ataque surpresa a Pearl Harbor, você sabe, sempre que você vê uma imagem do encouraçado Arizona, sabe, em chamas, essa é a imagem que está gravada na consciência de todo americano durante essa parte da guerra. Eles querem vingança contra o Japão. E acho que os japoneses garantiram absolutamente para si mesmos que a vontade política estará presente por toda a duração, apenas pela maneira como começaram aquela guerra.
[44:06] Então eu realmente não vejo muitas oportunidades para o Japão vencer esta guerra. Acho que se pode fazer um argumento muito credível de que os japoneses perderam esta guerra assim que a primeira bomba caiu sobre Pearl Harbor. É isso. Vamos esmagá-los. Então, mais alguém? Senhor? Boa tarde, senhor. Comandante Stavridis, Marinha Real Australiana. Em seu livro, você aborda a decisão de Chester Nimitz, que considero uma decisão bastante corajosa, de enfrentar a força superior do Kido Butai quando sua orientação estratégica de FDR era certamente primeiro o Atlântico e não entrar em nenhuma batalha decisiva?
[44:49] Desculpe, não entendi a pergunta no final. A orientação estratégica de Chester Nimitz de FDR, pelo que entendo, era não entrar em nenhuma batalha decisiva e certamente não entrar em nenhuma batalha decisiva. Especialmente com Midway, onde ele era certamente a força mais fraca, sua decisão de realmente prosseguir. Sim, deixe-me falar sobre isso. O Almirante King na verdade emite algumas instruções a Nimitz, que então as emite aos seus comandantes de porta-aviões, Fletcher e Spruance. O que Nimitz diz aos comandantes de sua força-tarefa é o seguinte.
[45:20] Ele diz: "Esta batalha tem que ser travada de acordo com o princípio do risco calculado. Vocês não devem expor suas forças de porta-aviões ao inimigo a menos que achem que podem causar danos desproporcionais a essas forças em troca. E o contexto subjacente aí é: ei, sabe de uma coisa? Se vocês se meterem numa situação ruim e não acharem que podem vencer esta coisa, não lutem até o último barco sangrento. Saiam, voltem para casa e deixem os fuzileiros navais enfrentarem uma invasão. Acho que é isso que sempre fazemos com os fuzileiros navais, certo?
[45:55] E então acho que Nimitz tinha uma apreciação muito boa das probabilidades ali. Uma das coisas sobre esta batalha em termos de hagiografia ou mitologia. Os dois livros mais populares sobre esta batalha, eu diria, são Incredible Victory, de Walter Lord, e Miracle at Midway, de Prang. E os títulos de ambos os livros dizem muito sobre a mentalidade americana em relação às probabilidades que enfrentamos durante esta batalha. Fato pouco conhecido, mas Nimitz estava na verdade disposto a entrar naquela batalha com apenas dois porta-aviões. Se ele não tivesse conseguido reparar o Yorktown e colocá-lo de volta em serviço, embora seus analistas de inteligência estivessem lhe dizendo que os japoneses poderiam trazer até cinco para a festa, 30.
[46:34] Ele ainda estava disposto a ir atrás deles com dois. Isso é muito agressivo. Mas, novamente, ele deu aos seus comandantes de porta-aviões a capacidade de tomar sua própria decisão sobre quais eram suas chances de infligir bons danos. Se as chances não fossem boas, tragam esses porta-aviões para casa. Temos outros usos para eles. E isso contrasta fortemente, eu acho, com o Almirante Yamaguchi que, durante a tarde, os japoneses perderam aqueles três primeiros porta-aviões. Eles só têm o Hiryu restante neste ponto, certo? Bem, se você fosse um comandante americano e tivesse acabado de ver três quartos da sua frota explodida, sim, você provavelmente teria contra-atacado, mas você teria colocado, aqui está você, no limite extremo do alcance aéreo operacional dela.
[47:20] Porque você sabe que o poder aéreo dela vai entrar em um ciclo descendente em algum momento, certo? Quero atingir esses caras, vou atingi-los enquanto puder atingi-los, mas assim que eu não tiver mais poder de fogo ofensivo, cara, vou em direção à saída, então vou trazer aquele navio para casa. Não foi isso que o Almirante Yamaguchi fez. Ele fechou a distância dos americanos durante toda a tarde. E isso fala, eu acho, de duas mentalidades muito diferentes entre os americanos e os japoneses nesta batalha, é como eles a abordaram. Obrigado. Mais alguém? Senhor?
[47:53] perguntas anteriores. Obrigado. Os japoneses poderiam ter alcançado seus objetivos políticos sem atacar Pearl Harbor? Essa é uma daquelas, novamente, impossíveis de saber, hum... perguntas. Há um livro muito interessante que acabou de sair de uma mulher chamada Eri Hota, que escreve sobre as decisões japonesas nos círculos de formulação de políticas superiores do Japão que levaram à guerra.
[48:24] Porque... Contrafactualmente, um dos cenários favoritos que é muito repetido é: bem, por que vocês declararam guerra à América, afinal? Deixem as Filipinas em paz. Não ataquem Pearl Harbor. Vão atrás dos britânicos e dos holandeses e tomem as coisas deles e deixem os americanos em paz. Porque isso obviamente teria criado um problema político real para FDR. Como eu consigo uma declaração de guerra contra esses caras se eles não me atacaram de fato? E a opinião pública doméstica certamente não quer ser vista como, você sabe, apoiando o colonialismo britânico.
[48:56] defender Singapura se não fomos atacados. O problema é que, você sabe, não são realmente os políticos que estão no comando no Japão neste momento. São os líderes militares, e nenhum líder militar classicamente treinado vai deixar as Filipinas intactas no caso de uma guerra, porque é como uma faca apontada para suas linhas de suprimento que vêm da área de recursos do sul. Então, assim que você toma a decisão, bem, as Filipinas têm que cair, bem, agora você está em guerra contra a América e isso então dá a Yamamoto a oportunidade de dizer, bem, se vamos lutar contra os americanos, com certeza absoluta queremos atacar Pearl Harbor para tirar a frota do Pacífico da equação.
[49:33] De novo, eu não sei se eles poderiam ter feito isso só porque as pessoas erradas estavam meio que no comando no Japão na época. Então. Muito obrigado a vocês pelo tempo e atenção. Eu realmente agradeço.
Ver a transcrição original em inglês
[0:00] Well, good afternoon, Naval War College. It's great to see Admiral Hogg here with us, Ambassador Peters. And we're really thrilled and privileged to have probably one of the nation's most renowned authors on the battle of Midway, as each and every one of us here at the Naval War College and across the entire United States Navy begin to commemorate and celebrate one of our greatest naval battles in our history, the Battle of Midway.
[0:38] Jonathan Partial, the author of Shattered Sword, the Untold Story of the Battle of Midway. He's a native from Minneapolis, Minnesota, and he's probably the United States expert on the Imperial Japanese Navy. He's been studying it since his childhood and he admits it's a little bit more than just a passing fancy. He's written for the United States Naval War College Review. He's written for the Naval Institute Proceedings and the World War II Magazine. He's contributed to several books on the topic.
[1:10] In 1995, and try to remember 1995, the Internet was at its infancy, he created a website called www.combinedfleet.com. And as we were talking over lunch, he was telling me how rudimentary it was, pretty much two pages and a picture of his dog. And today it's the foremost Internet site on the Imperial Navy with over 50,000 visitors monthly. He was a member of the 1999 expedition by Nauticus Corporation and the Naval Oceanographic Office that discovered wreckage from the Caria Caga, sunk at Midway.
[1:45] He's a graduate of Carleton College and the Carlson School of Management, and he works in senior management at the Minnesota Software Company. And as I mentioned, he lives in Minneapolis with his wife, Margaret, children, Anna, and Derek. And catch this, he has cats named Hear You and Soar You. So this is something that is quite normal in their household. So we're really excited to have Jonathan with us. He's going to come up and give us some of his thoughts. And I should mention he brought a good friend of his, Mark Horan, who came here, a math teacher who's also been a contributor to the book, so we're honored to have both of them here.
[2:21] But please give a warm welcome to Jonathan Parshall. Thank you so much. I appreciate it. I have no doubt that there are probably some faculty members here, at least, who are thinking to themselves, you know, this guy again? because I've been here, this will be the third time now in the last eight years that I have stood on this stage to talk about Midway. And I guess all that I can say is that that is a testament to just how shallow the pool of Midway scholars must be, that they keep having me back.
[2:58] But, you know, nevertheless, here I am. And probably, too, some of you have noticed the title slide and are thinking, you know, what's with the question mark? You know, turning point in the Pacific? We're here to commemorate the most important naval victory in U.S. history, and that doesn't look very triumphal. You know, it shouldn't be a big exclamation point of some sort. And I guess what I would say is that this battle, like all great battles, has had a lot of hyperbole thrown out regarding it over the years, and we use phrases like turning point and kind of just casually toss those out there.
[3:33] out there. But what does turning point really mean in the context of a war as big and complex as World War II And another word that we use decisive often gets thrown out regarding Midway But what does decisive really mean in the context of a war like the Pacific War So those are sort of underlying themes that I want to explore today in the course of my talk and just keep that in the back of your mind. So three things that I want to do. I want to give you a little context for the battle. Where did the battle come from? Why did we end up fighting over Midway?
[4:03] And I'm not going to spend a whole lot of time on that. If you're interested in a good book on that, I can recommend one. But I'm just going to talk about that briefly. Then I want to tell you three stories about the Battle of Midway itself, each of which I think are sort of little turning points within the battle. Two of them I think are still pretty poorly understood even to this day, and one of them actually has a plot twist that I only learned about about a month and a half ago, which sort of illustrates that the scholarship on the battle continues to advance. And then finally, I want to zoom back up to the big picture again and examine Midway, talk about its meaning within the wider context of the Pacific War.
[4:41] So without further ado, I think it's difficult for us to remember 72 years on just what an incredibly grim, dark time the beginning of 1942 really was. that if you were a kid sitting around the dinner table listening to your parents talking at this point in time, you would have been hearing a lot of dark mutterings and place names that you'd probably never heard of before, you know, Bataan, Corregidor, Malaya, Singapore.
[5:14] The war had been going absolutely disastrously for the Allies up to this point. And in the course of that, the Japanese had been triumphant everywhere they had gone. a lot of very valuable Allied naval hardware had gone glub, glub, glub. And I think that that's sort of analogous for the nation's feeling at this time, that we had taken some real body blows. This had been a humiliating rout for us. And if there was not a sense of desperation, there certainly were a lot of very tense moments, and people were really wondering, how is this war going to end up?
[5:48] Because in the course of just a few short months, the Japanese had launched a series of attacks across the Western Pacific and into Southeast Asia that had secured for themselves one of the largest empires in the history of mankind, and they had done it at trivial cost to themselves. The problem then for the Japanese becomes, well, what's next? And they begin turning to this issue in the March-April timeframe of 1942, and the driver of that conversation in Japan is this gentleman.
[6:21] Yamamoto Isoroku, who is the Commander-in-Chief of Japan's Combined Fleet. He reasons that the only important American naval asset that is left in the Pacific at this point is our aircraft carriers, and he is determined to destroy those aircraft carriers if at all possible. At the same time, he would very much like to be able to occupy the Hawaiian Islands if he can make that happen, because if he can actually have those islands as a hostage, that could be a very important bargaining chip for end of war negotiations with the Americans.
[6:58] So he's looking for some battle site somewhere in the Central Pacific that is close enough to Pearl Harbor that he can lure those carriers out to come to the fight, but far enough away from the organic air power that is on Oahu that that can't get tangled up in the battle that he wants to create. Meanwhile, on the other side of the pond, we have Chester Nimitz, who is the Commander-in-Chief of the Pacific Fleet. And Nimitz is not desperately but certainly very urgently trying to figure out how he is going to turn around this train wreck of a war Nimitz too is very clear on the fact that he's still got four carriers on his roster and those have got to be his main offensive assets.
[7:40] And he very much wants to figure out a way to bring the Japanese carrier force to battle and destroy it, if at all possible. His big trump card is, of course, we have broken Japan's operational codes. And we are reading enough of their signal traffic at this point to get wind of the fact, starting in late April, May-ish time frame, that something very big is planned in the Central Pacific. And that, in a nutshell, is why we end up fighting a major sea battle over two insignificant specks of coral sitting out in the middle of the Pacific Ocean.
[8:15] So let's talk a little bit about Midway, what actually happened at Midway. Let me give you some stories. And the first one actually happens a little bit before Midway. It's called Operation K. Operation K was a mission by the Japanese to ascertain the whereabouts of the American aircraft carriers just prior to the battle. So the basic deal was they were going to use two of these gentlemen, the Kawanishi Emily, which was I think arguably the finest flying boat of the war and certainly the longest range recon asset that the Japanese had.
[8:46] And they were going to take these guys off from Wotji. They were going to fly the 2,000 miles up to Pearl Harbor and they were going to take a look around and see if the American carriers were in Pearl Harbor. After that, they were going to hop a little bit further up the Hawaiian Island change and plop themselves down here at French Frigate Shoals, which is an uninhabited atoll. Reason being that the Emily, long-ranged as it is, does not have the legs to go out and back in one hop. So the game plan would be that they would meet this gentleman, who would top off the fuel tanks, and then they would fly the rest of the way back to their operational base at Wake.
[9:21] They had actually done this mission once before in March, and it had come off relatively well, at least as far as the refueling arrangements were concerned. Well, the Americans in the intel community were very, very interested in how it was that the Japanese had actually managed to get flying boats over at the top of Pearl Harbor. And they started putting two and two together and thought to themselves, you know, French frigate shoals might be a place that they were using as a refueling point. Slow and cold on May 30th, when the Japanese submarine shows up to French Frigate, who does she find anchored there but the seaplane tender Ballard?
[9:56] And the skipper from the sub sends his message up the pipeline to a six-fleeted quadulane and says, you know, I've got a little problem here, and he's advised to wait overnight, and hopefully the Ballard will go away. Unfortunately, the next morning when he raises his periscope, not only is the Ballard still there, but she's been joined by her sister ship, the Thornton, and now there's a couple of PBYs anchored in the lagoon as well. So this is obviously a place that is under observation, and Kwajalein at that point scrubs the mission. Well, down through the years, you know, this has been one of those fascinating what-ifs about the battle, and the counterfactual history people have just loved this one and have gotten their teeth into it.
[10:35] And it is sort of a fascinating question. You know, what would have happened if those seaplane had gone over the top of Pearl Harbor? They would not have seen any American carriers there because those carriers had already sortied for the Midway battle site. And I've seen numerous scenarios during this time that, oh, well, you know, the Japanese would have been tipped off and Naguma would have gotten word and, you know, he would have changed his reconnaissance plan. The Japanese would have won the battle. The Japanese would have gone on to win the war and Neil Armstrong would never have landed on the moon.
[11:07] So what's interesting about this, though, is what the Japanese actually have to say about Operation K And just about two months ago I stumbled across a translation of a section of the Japanese official war history series called Senshi Sosho, talking about Operation K. And it was done by this gentleman, Edwin Layton, who was one of the Midway codebreakers, and he must have translated this sometime towards the end of his life, because Senshi Sosho didn't come out until the early 1970s. But here's what the Japanese have to say about Operation K.
[11:40] that even if they had launched this mission as planned and had gone over Pearl Harbor and found no aircraft carriers there, that would, in their minds, have confirmed their belief at the time that the American carriers were still operating in the South Pacific in the wake of the Battle of Coral Sea, which had just happened a month prior. In other words, there would have been no tip-off. Nagumo would not have changed anything, and presumably the battle would have gone forward just as it basically did.
[12:12] And to me, what that points out, first of all, is that the vast majority of counterfactual history out there is just utter and complete nonsense. And a lot of this stuff gets trolled out by forum know-it-alls and other people who want to impress you with their intelligence, but actually none of our crystal balls are really all that good when it comes to prognosticating on futures past where we have no real information. And so that's one thing that I'm convinced of.
[12:43] More pertinently, what it points to is the incredible power of preconceived notions. And the reason I throw that out here is that it's perfectly conceivable that somebody in this room is going to go on to command a carrier battle group, say, and is going to have to be evaluating very squishy source of intelligence based on very sketchy information. And given the Japanese mindset before the Battle of Midway, a null data point, like a non-sighting, was not going to overturn anybody's mental apple car to make them change their activities.
[13:23] And so what that says is that if you have a piece of null data, you must treat it very, very carefully. It could confirm your pet hypothesis, but it might not. You know, null data is neither good nor bad, black nor white, yes nor no. What null data urges us to do is to widen our set of potential scenarios to accommodate that data point. In the Japanese case, a null data point might have meant that those carriers were still operating in the South Pacific, but really what it meant is those carriers could be practically anywhere, and one of those potential anywheres was potentially off the island of Midway, which is what turned out to be true.
[14:01] So that ends my contractually mandated teaching moment for this talk. We can move on now. The second thing I want to talk about is the story of the sacrifice of squadrons 8 and 6, which from the American perspective is one of the most poignant and tragic episodes during this entire battle. The tactical situation at about 0900 is as follows. Nugumo, the commander of Kido Butai, the Japanese carrier force, is aware now that there are American aircraft carriers operating off of the island of Midway, and he's determined to close the range on them and launch some sort of a counter-strike.
[14:41] Before he can do that, though, he's got to bring down the aircraft from the counter-strike, or the strike that he launched against the island of Midway that morning. And so that's what he begins turning his attention to at about 0830 or so, and that is going to take about 45 minutes. As soon as the last of those aircraft lands on his flight day, It's pretty certain that he would want to go and start spotting his own flight decks with his reserve strike planes then to go after those American carriers. But lo and behold, at that very moment, out of the northeast comes Torpedo Squadron 8 from the Hornet.
[15:16] VT-8 is immediately set upon by the combat air patrol of the Japanese, and they are annihilated. Fifteen planes in, fifteen planes shot down, just one guy left alone alive in the water. And that takes about 20 minutes or so. As soon as that attack is over, lo and behold, in from the south comes Torpedo Squadron 6 from the Enterprise. And Nagumo again is obligated to turn his tail and run off to the north while his combat air patrol deals with VT-6, which they do in a similarly rough manner.
[15:50] And so at the end of this 40 to 45 minutes worth of slaughter, what you've got is two American squadrons totally destroyed, 37 dead aviators and not a blessed thing to show for it. It's an absolute disaster. Well, down through the years, the conventional interpretation of these events has always been, well, yes, the sacrifice of those squadrons was tragic, but they served a purpose in that they brought the Japanese combat air patrol zeros down to sea level, which basically prevented them from getting in the way of the American dive bomber attack that was going to start materializing here in the not too distant future.
[16:31] And this is a lovely story except that it's also complete nonsense. And the reason it's nonsense has to do with the performance characteristics of this particular plane, the Mitsubishi Zero, which can climb from sea level to 15,000 feet in about five minutes flat. So it doesn't take much in the way of mathematical ability to figure out that a VT-8 is totally destroyed by 0937 and VT-6 has been driven out of the area by 10 o'clock And those American dive bombers are not going to be showing up until around 1020.
[17:02] The Zeros had all the time they needed to get back up to altitude and most of them probably did. And we all understand why it is that we create mythology around these sorts of events, particularly sacrificial events if you will. Because none of us wants to have to look somebody in the eye and say your son or your husband died to no effect. These were American war heroes. They attacked gallantly and they deserved better than they got. And so we create mythology around that attack to try to give it meaning.
[17:36] It turns out that their attack did have meaning, but it's not the one that we typically associate with the books that we've read. I mean, in simple terms, in football parlance, if you will, VT-8 and VT-6 took 40 minutes off the clock, which is almost precisely the amount of time that Admiral Nagumo would have needed to spot his flight decks with aircraft and get them ready to launch. And we still don't know whether or not all of those aircraft were actually ready to go. There's a lot of debate over whether the torpedo planes were ready to go. But the dive bombers certainly would have been.
[18:07] And I think it's fair to say that had not VT-6 and VT-8 come in and attacked, ineffectual as those attacks were, Nagumo probably would have launched a counter strike some before the hammer actually came down on him. So now let's talk about the hammer coming down, the decisive attack. And this attack is decisive in every sense of the word because it ends up deciding the outcome of the battle in about a five minute time span or so.
[18:37] The tactical situation around 10 o'clock, just as VT is being driven out of the area is that now Kido Butai has been sighted by two separate formations of American aircraft neither of whom knows that the other formation is even out there From the southeast, you've got coming in a package from the carrier Yorktown comprising their dive bomber squadron, their torpedo squadron, and a group of six Wildcats that are riding herd on the torpedo planes. And then up from the southwest, you have two dive bomber squadrons from the Enterprise who are famously following one of the Japanese destroyers back to the main formation.
[19:15] This destroyer had been holding the head of an American submarine down long enough for that carrier formation to move past it and is now rejoining Kido Butai and VB-6 and VS-6 basically follow that guy back home. So this is what begins developing at about 10 in the morning and what you see happening is VB-3 from Yorktown sort of loops way around to the north and is going to attack Soryu. The Enterprise people are coming in from the southwest.
[19:47] The formation that the Japanese focus on and see first is VT-3. And if you want to talk about climactic torpedo bomber attacks that really distort the Japanese combat air patrol, this is the one. Because what we see happening very quickly is that the whole southeast threat vector just fills full of Zeros as they first pry off the Wildcat escorts from VT-3 and then go about dissecting the torpedo bomber attack. So that is the attack that actually pulls the majority of those Zeros out of position and leaves the door open for the dive bombers to come in and do their thing.
[20:22] So if we take a look at Enterprise's attack coming in from the southwest, it's being run by these two gentlemen. Lieutenant Commander Wade McCluskey, who's the newly minted commander of Enterprise Air Group. He just took it over a month prior. And he is leading a three-plane command element that is heading up Scouting Squadron 6. And then behind him comes Lieutenant Richard Best, who is the commanding officer of VB-6. The way things should go, if everything goes by the book, if you've got two squadrons of dive bombers and you've got two fleet carrier targets, you want to dedicate one squadron apiece to each of those targets.
[20:58] And furthermore, you want to use your leading squadron, which in this case is Scouting 6, to go after the further target, which in this case is a Kagi, and lead the trailing squadron to deal with the closer target, which would be Kaga. Reason being, if I can dive on those ships more nearly simultaneously, I hopefully attain surprise on both of those vessels. They don't have the time to maneuver or generate defensive fire, and I put more ordnance on target. Unfortunately, something ends up happening, and we're still, to this day, I don't think, completely clear on what went down.
[21:31] It may have been that both Best and McCluskey were talking at the same time over the single comm circuit that was being used by these squadrons, and they just didn't hear each other. But the result is that McCluskey leads VS-6 against CAGA as well and spoils Dick Best's dive in VB-6. So what's shaping up is that CAGA is going to get both barrels here, and Akagi is going to get off scot-free. At least that's what it's looking like. And that is a very, very bad thing.
[22:02] The reason it's a bad thing has mostly to do with this gentleman, Lieutenant Commander Murata Shigahara, who is universally acknowledged as the leading torpedo attack practitioner in the Imperial Navy. He was the attack leader for the torpedo units at Pearl Harbor. It is his men who devastated Battleship Row. His squadron on Akagi is composed of 100 Pearl Harbor veterans And it not much of a stretch to say that this is you know the finest torpedo plane squadron on the planet at this point If Akagi gets off the hook, Murata gets off the hook.
[22:39] And at about 11 o'clock, his squadron is going to go out with Hiryu's dive bomber squadron and they're going to go looking for the American carriers. And now, yes, we've just established the counterfactual history is mostly a bunch of malarkey, but hear me out. If those two squadrons go after Yorktown and they catch her, the odds are that they're going to sink her outright. And at that point, you know, the battle's kind of a crapshoot. It's up in the air. I got two carriers on each side. I don't know who wins. You know, conceivable the Japanese might walk away with something approaching a victory.
[23:13] You know, three carriers to two. If something like that ends up happening, there are going to be people like me standing on the stage 70 years down the road pointing the finger of blame at Wade McCluskey and saying, that's the guy who snatched defeat from the jaws of victory because he could not set up an attack according to doctrine. You know, he'd be the goat. But fortunately for everybody, that's not what ends up happening. Dick Best has just had his dive spoiled by McCluskey's onset, and he manages to pull out in time.
[23:44] He manages to grab two other guys from his squadron. The rest of his squadron follows McCluskey down, and they just, you know, destroy Akagi. But Dick Best has now got three airplanes, and he very quickly assesses that I can't let Akagi get away, and he hustles off to the north with his little three-plane element, and they attack Akagi. And the planes come down, the bombs come down, and one bomb ends up landing about where you see those zeros parked on Akagi's flight deck.
[24:16] And if you do the forensics on the attack, three planes in in a rough V formation. The bombs also come down in a rough V formation. The one in the center is the one that delivers the fatal hit. It's pretty clear that Dick Best is the guy who delivers that bomb. So at the end of this attack, we've got three carriers out of commission at this point. And by the end of the afternoon, we're going to go out and we're going to find the hear you, and we're going to put her under as well. And that's pretty much the battle as far as that's concerned.
[24:48] Game over. The things that this illustrates to me, first of all, you absolutely have to have smart people in your command billets. I don't want this to be taken as John ragging on Wade McCluskey. Wade McCluskey made some absolutely sterling command decisions to put his two squadrons in a position where they could actually deliver that attack. You know, well done, Wade McCluskey. But at the same time, command decisions in and of themselves do not put ordinance on target.
[25:19] You've got to have operators. And so Dick Best makes what I think is the single most important tactical decision of that morning in assessing that we have a problem here that needs to be fixed and then having the incredibly good airmanship to come in and put the bomb where it needs to go. So these two guys really are sort of, you know, two sides of the same coin, if you will. And, you know, they are both going to walk away with the Navy Cross, and Wade McCluskey is going to retire a rear admiral, so good on them.
[25:51] But again, for our future flag-rank people, remember the value of having good subordinates underneath, because in many cases these people can pull your fat out of the fire. So now I want to talk a little bit about the big picture. zoom back up to the big picture, and examine how Midway fits into the scheme of things with respect to the Pacific War Because down through the years Midway has been trotted out as an example of a decisive naval battle along with battles like Salamis or Lepanto or the Battle of Tsushima But really, how does it stack up in that sense?
[26:28] If you sort of take a look at the short-term effects, obviously this was a very bad day at the office for the Japanese. You know, four carriers sunk, 3,000 guys, KIA, 250 planes. Not a good day at all. But what does that really mean? One way to evaluate that is to sort of take a look at what I call the carrier scorecard up to this point of the war. When the war starts, both sides have got six big flight decks, although two of ours are out in the Atlantic. The Japanese have also got five light carriers that they're going to be using for their operations.
[27:00] So it's pretty clear that the Japanese have got a little bit of an advantage here in terms of the number of flight decks. By the time we get up to the eve of Midway, we've lost the carrier Lexington sunk at Coral Sea. Saratoga has a nasty habit of running across enemy submarine torpedoes, so she's in the shop. Shokaku and Zuikaku are likewise in the shop as a result of the Battle of Coral Sea, and they've written off the carrier Shoho, and they've gotten the Junyo, which is a relatively mediocre converted carrier. You walk out of Midway, ouch.
[27:33] you've just lost two-thirds of your big flight decks in an afternoon, and frankly, the foremost capable of those flight decks in an afternoon. This is tantamount to a national catastrophe. And if we then forward project what's going to happen over the remainder of the war and start factoring in the carrier building programs of these two combatants, nothing much is going to change in 1942. You know, the Japanese are going to get Junyo's equally mediocre sister Hiyo into the mix, and we're going to launch the first of our Essex class carriers at the very end of 1942.
[28:06] But then take a look at what happens middle of 1943, end of 1943, middle of 1944, end of 1944. And it's really not until about September of 44 that the Japanese replaced their midway losses on a unit by unit basis. Middle of 1945, oh and by the way we built about 124 Jeep carriers as well. So here's where you can see that throwing away that trump card of theirs where they had that advantage in flight decks, throwing that away, once it's gone they could never, ever get it back because our industrial power just guaranteed that.
[28:48] And they really threw that card away probably a year to 18 months before they really even needed to do so. That's a big ouch. Short-term effect number two then is by throwing away that trump card, they've created a condition of parity in flight decks in the Pacific Ocean. And we live in a day and age where the U.S. Navy has been essentially unchallengeable at sea for the last 70 years or so. And so, you know, clawing your way back to parity does not sound like a very exciting thing.
[29:21] I'm here to tell you, in the dark days of 1942, being able to get back to parity was electrifying. It was wonderful. because what it allowed us to do was get out of this reactive mode where we're constantly being on the defensive and reacting to Japanese blows and we can now begin thinking about how can we take the battle and the war to the enemy. So if you think really big picture, I think any discussion of strategy in World War II is predicated to a large extent on this graph which shows us the GDP of the major combatant nations and in particular If you look at U.S. versus Japan, what you see is we came into this war with a GDP that is five and a half times larger than Japan's, and we're going to exit the war with an economy that's eight times larger.
[30:12] And not only that, but in terms of population and automobile manufacturing and raw material production, you know, coal, steel, bauxite, anything you'd care to name, we've got it just all over the Japanese. We have a crushing superiority. And that, I think, gives us the ability to then evaluate whether or not this battle is decisive. Because in our minds, the image of a decisive battle is that it is also going to decide the course of the larger conflict.
[30:43] That the loser of that battle is going to lose the war, the winner of that battle is going to win the war. And yet, I think you can see from the foregoing that even if America had lost at Midway, as horrible as that would have been, we are still going to win this war. That by late 1944 we are going to come out with our brand new navy and we are going to crush the Japanese. And there's just nothing that they can really do about that. So I think it's very difficult to reconcile the concept of a decisive battle within the context of a war whose outcome is kind of preordained.
[31:19] And I'm not the first guy to say this. You know, H.P. Wilmot points out that the American victory in the Pacific might have been inevitable. The American victory at Midway might have been decisive, but not both of these statements can be true. And so I'm very much in the camp that says that given the economic disparities that were functioning here, we're going to win this war. So great, we're going to win this war. But here we are in the middle of 1942 and, you know, just being able to whip out our checkbooks and saying, well, we have a larger checkbook, that does not mean that we get to win.
[31:53] We actually have to fight these guys. And up until this point, this war has actually been relatively episodic in nature for us. Yes, there's been some ground combat going on in the Philippines. We've had a couple of naval battles. They haven't been terribly large. We've launched some carrier raids around the perimeter. But we're not in a position at this point where we are in constant contact with the Japanese. And at the beginning of the war, that was good for us because we were so horribly disorganized that, you know, We didn't want this war to be an intensive war.
[32:25] We wanted to just buy some time that we could start reorganizing. But now, in the middle of 1942, the productive spigots are beginning to turn on. And if you're the bigger, more powerful opponent, you want, as much as possible, to get your smaller, weaker opponent in a position where you can begin using attrition on them. The metaphor I use is a sausage grinder. I want to be someplace in the Pacific where every single day I am killing Japanese soldiers. I am shooting down their airplanes.
[32:56] I've got a high probability of damaging or destroying some of their naval vessels. Because even despite the economic disparity here, Japan is still a large, powerful, modern, industrialized nation. And the only way to beat a country like that is to subject it to tremendous levels of cumulative attrition that just grind up and destroy their military. That's what you have to do to win this war. And so really, you know, our to-do list for 42 is really very simple. You know, get the Japanese the headlock somewhere, and it doesn't even really matter where, and just start giving them the business.
[33:30] That's what we need to do. And lo and behold, the Japanese give that to us in not one place, but two within two months of our having won at Midway. The first is that they land troops on the northern shore of New Guinea and begin marching across the Owen Stanley Mountains to try to lay siege to the port of Port Moresby on the southern coast of New Guinea And that's going to bring the Australians in very quickly, and pretty soon there will be an American division in there as well, and that's going to kick off a campaign in New Guinea that basically lasts to the end of the war.
[34:08] More importantly, right at about at the same time that Midway was going down, we became aware that the Japanese were intending on moving forces down through the Solomon Islands so that they could begin threatening the supply lines that run through places like Fiji and Samoa and down into the eastern coast of Australia. Australia is very, very important to us. And not surprisingly, we reacted to that very vigorously. and at the beginning of August of 1942, we put a division of Marines into Guadalcanal to take away that airfield, and that's going to kick off a campaign that's going to last for the better part of five months.
[34:45] And it is here, off Guadalcanal, in this constant series of naval battles that develop over time, and also a number of fairly big land battles as well, this is the sausage grinder. This is exactly what the U.S. needed in order to really start stoking up attrition. Because in the course of this campaign, the Japanese are going to lose hundreds and hundreds and hundreds of airplanes.
[35:16] They're going to lose tens of thousands of soldiers. Dozens of ships sunk, dozens more damaged. This is exactly the sort of attritional warfare model that we needed to be applying to the Japanese in order to win that war. So when I look at Midway, I very much would agree that Midway is the most important single naval battle in the Pacific, not because it was decisive in an outright sense, but because what it did to our short-term military options.
[35:46] It very much was a turning point because it ended one phase of the war, brought the curtain down on that, and then led us into the next phase of the war that lets us create the kind of war we need in order to beat the Japanese. Last thing I'd like to do is just spend a couple minutes talking about the human dimension here. I have no doubt that there are a number of people in the audience who are quite familiar with the cockpit of an aircraft like the F-18.
[36:18] And just for a few moments, think about what it would be like to go into battle in the cockpit of an airplane like a Dauntless dive bomber. You know, we live in a day and age where I imagine a lot of us probably can't get to the grocery store and back without our phone whispering sweet nothings in our ear and telling us how to get there. You know, there was none of that in 1942. There's no satellites. There's barely any radar on the ship, certainly none in the planes.
[36:49] You know, two guys climbed into the cockpit of this thing and were basically told, you know, fly over that away. We think they're over there someplace. Go find the Japanese fleet and bomb them. And their navigational aids were a ruler, a compass, and a little paper chart that was small enough that you could fit on a clipboard. A lot of them didn't have training even on the high frequency radio homing devices that they were supposed to use to get back to their own carriers. They didn't know how to use the equipment. And not surprisingly, a lot of these guys didn't get back.
[37:23] That took real courage to make that happen And so you know as we leave today and go off to our comfortable homes and our refreshing malted beverages you know please remember to raise your glass this evening to the men of the United States Navy and the United States Marine Corps and the United States Army Air Forces whose skill and bravery and willingness to make the ultimate sacrifice, have called upon, won for us the great victory that we remember 72 years today.
[38:00] Thank you so much. Do we want to do any Q&A? All right, I'm up for it. If anybody wants to ask anything, I don't know how I'm going to possibly hear you. Sir? Lieutenant Commander Rob Riley, Seminar 2. You had the question mark up there about the Battle of Midway. Is that in reference to the current activities that are happening around the world drawing us to the Pacific?
[38:35] No, no, that was more meant to just, I wanted to make people stop and think about the phrase turning point. It's one of those phrases that we just kind of toss out there without even thinking. And so the basic goal was to just make you think about, was this really a turning point? And I hope I have answered that, yeah, Midway really was a turning point in the Pacific War. Sir? What new information did you have as a stimulus to want to write this book?
[39:06] The question is, what new information did Tony and I have as a stimulus to write this book? The basic deal is that for the first 65 years, the history of this battle has been told mostly from American sources, and there was a trio of Japanese sources that had been translated into English over that time. One of them was the captured battle report of Admiral Nogumo. The second was a series of interviews that were done by Japanese officers after the war.
[39:37] The third was a book written by a guy named Mitsuo Fuchida, who was the attack leader at Pearl Harbor. He was also at Midway. He wrote a book called Midway, the Battle that Doomed Japan. Those three sources sort of formed the canon, if you will, of the Japanese source material that had been translated into English. It turns out that Fuchida was not telling the truth about some of the things that happened at Midway. And Tony and I, my co-author, became aware of some of these things when we started looking at some of the newer translations of the Japanese air group records, which had just become available in English.
[40:17] And one of the things we noticed was that the Japanese air group records are telling us that, man, there's an awful lot of CAP activity going on in these flight decks leading up to the climactic dive bomber attack at 1020. Fuchida's story is that, well, you know, at the time that the Americans attacked us, we were this close to being ready to go. That our flight decks were festooned with aircraft that were just minutes away from being ready to take off and counter-strike the Americans.
[40:47] And, oh, my God, you know, the gods of war sweep down and they take it away from us. It turns out that that's not true, that actually all of those attack planes were still in the hangars at that point in time. And the reason they were in the hangars is because the flight decks were busy with CAP evolutions. These were straight-deck carriers. They didn't have an angled flight deck. And so you could only be doing one thing at a time. You could be landing aircraft, you could be spotting aircraft, you could be launching aircraft And if I recovering aircraft I know that the fantail of my carrier has got to be shut down for recovery operations If therefore I can show you that at 10 10 minutes before she gets bombed, Akagi has recovered a trio of fighters, I can make some pretty definite conclusions that, you know what, those attack planes were no way spotted on the fantail of Akagi because I know she was bringing down aircraft.
[41:35] So the big picture answer is there were some new Japanese sources that had become available that we were very interested in and they ended up telling an entirely different story. Anybody else? Sir? You mentioned that the U.S. victory was seemingly inevitable. Could you conceive of any way the Japanese could have won? Or was their net assessment so long that the victory wasn't possible?
[42:05] Yeah, that's, the question is, was there any way for the the Japanese to really play their hand in such a way that they could come out with a win in the Pacific War. Obviously, technically, it's unknowable. I was just at a dinner last night, and I shared some other slides with some people of the naval order. And it's interesting, if you look at some of the quotes from Admiral Yamamoto during the planning operations, this would be about the April-May time frame, it's clear that even though the Japanese are riding a tide of victory, Yamamoto is very nervous, and he says to his staff officers before this set of war games, it's important for you guys to understand that we're not going to get any more surprise operations, or rather that the enemy is going to be alerted to us.
[42:52] It's going to be a much tougher fight. You have to understand that America has five to ten times our armaments capability, and that therefore the only way we can win this war is to play a very up-tempo game, keep our ops tempo high and just keep hitting them as hard as we can, as often as we can. I think what he's going there for is our morale. That's the only lever that he can see that if we potentially will throw in the towel soon enough, if we just beat the Americans up bad enough that they just say, oh, screw it, I don't care about the Dutch East Indies, take it, fine.
[43:27] That might get us to throw in the towel, but it's got to happen really fast. Personally, though, given the way that the Japanese began the war with a sneak attack on Pearl Harbor, you know, anytime you see an image of the battleship Arizona, you know, burning, that is the image that is seared on every American's consciousness during this portion of the war. They want revenge on Japan. And I think that the Japanese have absolutely guaranteed for themselves that the political will is going to be there for the duration, just by the way that they started off that war.
[44:06] So I don't really see a lot of opportunities for Japan to win this war. I think you could make a very credible argument that the Japanese lost this war as soon as the first bomb fell on Pearl Harbor. That's it. We're going to crush you. So, anybody else? Sir? Good afternoon, sir. Commander Stavridis, Royal Australian Navy. In your book, do you cover Chester Nimitz's decision, which I think is quite a brave decision, to take on the superior Kido Butai force when his strategic guidance from FDR was certainly Atlantic first and not to get into any decisive battles?
[44:49] I'm sorry, I didn't understand the question at the end. Chester Nimitz's strategic guidance from FDR, as I understand it, was not to get into any decisive battles and certainly not to get into any decisive battles. Especially with Midway, where he was certainly the weaker force, his decision to actually go ahead. Yeah, let me talk about that. Admiral King actually issues some instructions to Nimitz, who then issues them to his carrier commanders, Fletcher and Spruance. What Nimitz tells his task force commanders is as follows.
[45:20] He says, "This battle has got to be fought according to the principle of calculated risk. You are not to expose your carrier forces to, the enemy unless you think you can do disproportionate damage to those forces in return. And the underlying context there is, hey, you know what? If you guys get yourselves in a bad situation and you don't think you can win this thing, do not fight down to the last bloody rowboat. pull out, go back home and let the Marines face up to an invasion. I guess that's what we always do to Marines, right?
[45:55] And so I think Nimitz had a very fine appreciation for the odds there. One of the things about this battle in terms of, hagiography or the mythology. The two most popular books on this battle, I would argue, are Walter Lord's Incredible Victory and Prang's Miracle at Midway. And the titles of both of those books tell you a lot about the American mindset around the odds that faced us during this battle. Little known fact, but Nimitz was actually willing to go into that battle with only two carriers. If he had not been able to repair Yorktown and get her back into service, even though his intel people are telling him that the Japanese may bring as many as five to the party, 30.
[46:34] He was still willing to go after them with two. That's pretty darn aggressive. But again, he's given his carrier commanders the ability to make their own decision as to what their odds are of inflicting good damage. If the odds were not good, Bring those carriers home. We've got other usages for them. And that stands in marked contrast, I think, to Admiral Yamaguchi who, during the afternoon, the Japanese have lost those first three carriers. They've only got Hiryu left at this point, right? Well, if you were an American commander and it just -- you know, seen three quarters of your fleet blown apart, yes, you would probably have counterattacked, but you would have placed, here you, at the extreme edge of her operational air range.
[47:20] Because you know that her air power is going to go down into a downward cycle at some point, right? I want to hit these guys, I'm going to hit them as long as I can hit them, but as soon as I don't have any offensive firepower, man, I'm going to head for the exit, so I'm going to bring that ship home. That is not what Admiral Yamaguchi did. He closed the range on the Americans the entire afternoon. And that speaks, I think, to two very different mindsets between the Americans and the Japanese in this battle is how they approached it. Thank you. Anybody else? Sir?
[47:53] prior questions. Thank you. Could the Japanese have attained their political aims without attacking Pearl Harbor? That is one of those, again, unknowable, Um... questions. There's a really interesting book that just came out by a woman named Eri Hota. who writes about the Japanese, decisions in the higher policy making circles of Japan leading up to the war.
[48:24] Because-- Counterfactually, one of the favorite scenarios that gets trotted out a lot is, well, why did you guys declare war on America at all? Just leave the Philippines alone. Don't attack Pearl Harbor. Go after the British and the Dutch and take away their stuff and leave the Americans alone. Because that obviously would have created a real political problem for FDR. How do I get a declaration of war against these guys if they haven't actually attacked me? And domestic opinion certainly doesn't want to be seen as, you know, supporting British colonialism.
[48:56] going to defend Singapore if we haven't been attacked. The problem is that, you know, it's not really politicians that are calling the shots in Japan at this point in time. It's military leaders, and no classically trained military leader is going to leave the Philippines unreduced in the event of a war because it's like a knife pointed at your supply lines running back from the southern resource area. So as soon as you make the determination, well, the Philippines have got to go, well, now you're in a war against America and that then gives Yamamoto the opportunity to say, well, if we were going to fight the Americans, for absolutely sure want to attack Pearl Harbor to take the Pacific fleet out of the equation.
[49:33] Again, I don't know that they could have done that just because the wrong people were kind of calling the shots in Japan at the time. So. Thank you guys so much for your time and attention. I really appreciate it.
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Atribuição
"Naval Heritage | Jonathan Parshall: The Untold Story of the Battle of Midway" pelo U.S. Naval War College (https://www.youtube.com/@usnavalwarcollege), licenciado sob CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/). Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=Y9rkKtK1b44. Esta página é uma transcrição em texto do vídeo com quebras de parágrafo e carimbos de tempo adicionados; o criador não é afiliado ao Vidleaf nem o endossa. O Vidleaf adicionou pontuação por IA e um resumo gerado por IA; o texto original permanece disponível nesta página.
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