História Oral (1)_ Algumas coisas que você precisa considerar antes de usar a história oral com seus alunos
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Planeje um projeto de história oral com alunos: escolha entrevistados, considere o consentimento e o contexto histórico, e prepare a gravação e a transcrição.
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Esta é a primeira gravação de uma série de webinars de três partes sobre história oral e a sala de aula de história, apresentada por Bridget Martin, professora de história e membro da equipe de Ensino e Aprendizagem da Historiana, que trabalhou extensivamente com o EuroCLIO e desenvolveu um guia do professor sobre história oral. A sessão aborda o que considerar antes de usar a história oral com alunos, definindo história oral por meio da descrição de Donald Ritchie de coletar memórias e comentários pessoais de significado histórico por meio de entrevistas gravadas, e observando que é o único campo em que o historiador co-cria a fonte, que é subjetiva e interdisciplinar, e que tem um aspecto democratizante. Em seguida, percorre o planejamento de projetos com alunos, desde a preparação do professor e da turma sobre conceitos e habilidades de entrevista até a seleção de entrevistados, obtenção de consentimento informado, realização de pesquisa aprofundada, redação de perguntas, gravação, transcrição, dando ao entrevistado a chance de revisar, análise e apresentação em formas como um ensaio, exposição ou documentário. A palestrante observa que um projeto completo se adequa ao tempo do currículo ou a um clube de história, que a história oral pode ser um método de pesquisa em projetos mais amplos, e que histórias orais pré-gravadas de arquivos online podem ser analisadas se os alunos não puderem realizar suas próprias entrevistas. A sessão termina com uma prévia da parte dois sobre preparar os alunos para conduzir entrevistas e da parte três sobre análise.
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Resumos de capítulos com carimbos de tempo
Introdução à Série de Webinars sobre História Oral
- [0:01] Esta é a primeira gravação de uma série de webinars de três sessões sobre história oral e a sala de aula de história.
- [0:13] Bridget Martin é professora de história e membro da equipe de Ensino e Aprendizagem da Historiana, que trabalhou extensivamente com o EuroCLIO.
- [0:13] Entre seus projetos no EuroCLIO, Bridget desenvolveu um guia do professor sobre história oral.
- [1:02] O interesse de Bridget pela história oral começou cerca de quatro ou cinco anos atrás, durante seu mestrado em história na Universidade de Groningen.
- [1:06] Ela fez pesquisa lá com Tim Haukens e Barbara Henkes.
- [1:06] Mais recentemente, ela criou um recurso em colaboração com Judith Pereira no Sri Lanka.
- [1:06] Muitas das ideias compartilhadas nas três sessões vêm de seu trabalho com esses três colaboradores.
Série de webinars de história oral em três partes
- [1:37] O webinar é uma série de três partes destinada a tornar o conteúdo mais digerível.
- [1:46] A parte um concentra-se no panorama geral: o que considerar antes de usar a história oral com alunos.
- [1:52] A parte dois dá um zoom na preparação dos alunos para conduzir entrevistas de história oral eles mesmos, com ideias práticas.
- [2:22] A parte três examina a análise de entrevistas de história oral para melhorar ou desenvolver a compreensão histórica.
- [2:26] Esta sessão cobre especificamente coisas a considerar antes de usar a história oral com alunos.
Definindo a História Oral como um Campo
- [2:53] A palestrante lecionou por cerca de cinco anos usando vídeos de história oral sem realmente entender o estudo da história oral.
- [3:08] A palestrante certa vez presumiu que qualquer fonte oral era uma forma de história oral, o que na verdade não é o caso.
- [3:24] Donald Ritchie define história oral como a coleta de memórias e comentários pessoais de significado histórico por meio de entrevistas gravadas.
- [3:39] A história oral deve ser uma entrevista gravada entre um historiador oral (ou aluno atuando como tal) e um entrevistado ou narrador.
- [4:46] A história oral é o único campo da história em que o historiador está envolvido na co-criação da fonte, iniciando e guiando a entrevista.
- [5:25] A história oral é muito subjetiva por natureza, e a memória desempenha um papel fundamental, pois as entrevistas frequentemente cobrem eventos de muito tempo atrás.
- [6:04] A história oral é interdisciplinar, baseando-se em estudos literários, jornalismo, psicologia e estudos de memória.
- [6:08] A história oral tem um aspecto democratizante, permitindo-nos ouvir vozes não enfatizadas de outra forma e permitindo que os alunos atuem como historiadores orais.
- [7:09] A palestrante incentiva passar pelo menos uma hora se familiarizando com a história oral, sugerindo a Oral History Society, sediada no Reino Unido, e a Oral History Association, sediada nos EUA, como recursos iniciais.
Planejando Projetos de História Oral com Alunos
- [8:05] Um projeto completo de história oral pode ser realizado se houver tempo no currículo ou um clube de história.
- [8:35] O guia co-criado por Judith percorre passo a passo um projeto completo em que os alunos entrevistam alguém e produzem uma exposição, documentário ou apresentação.
- [9:05] Com menos tempo, a história oral pode ser incluída como um método de pesquisa dentro de projetos de pesquisa mais amplos, frequentemente com alunos mais velhos.
- [9:46] Se os alunos não puderem conduzir suas próprias entrevistas, histórias orais pré-gravadas de grandes arquivos online podem ser analisadas com a turma inteira ou como parte de pesquisa individual.
- [10:30] Dez passos principais vêm diretamente do guia no site do EuroCLIO, começando com a preparação do professor, como leitura de background e seleção de vídeos relevantes de arquivos online.
- [11:18] Deve-se dedicar tempo preparando a turma inteira ou o grupo sobre conceitos de história oral e habilidades de entrevista.
- [11:35] Os alunos selecionam um entrevistado ou vários entrevistados e devem obter consentimento informado, deixando claro como a gravação será armazenada e usada e quais são os direitos do entrevistado.
- [12:49] Antes de entrevistar, os alunos fazem pesquisa aprofundada sobre o período ou evento histórico e sobre a pessoa específica, possivelmente se encontrando informalmente e reunindo fotografias, cartas ou objetos.
- [13:28] Após a pesquisa, os alunos escrevem suas perguntas de entrevista, depois conduzem e gravam a entrevista, o que exige que o professor planeje com antecedência.
Etapas de gravação, transcrição e apresentação
- [13:54] Os alunos precisam de um dispositivo com bateria e memória suficientes para gravar entrevistas de uma duração que depende do projeto.
- [14:13] Uma gravação em vídeo é ideal se o entrevistado estiver feliz com isso; caso contrário, uma gravação de voz pode ser suficiente.
- [14:25] Os professores devem planejar como os alunos gravam as entrevistas e onde as gravações são armazenadas com segurança e protegidas.
- [14:40] O passo sete é a transcrição: idealmente, os alunos escrevem a entrevista inteira palavra por palavra, o que é muito lento e demorado.
- [15:02] Para um projeto completo, a transcrição deve fazer parte dele, mas em um projeto maior os alunos às vezes podem pulá-la se as citações forem verificadas em relação à gravação para garantir a precisão.
- [15:45] O entrevistado deve ter a chance de revisar a gravação ou a transcrição para confirmar que está precisa e acrescentar algo.
- [16:14] Os alunos então precisam analisar as entrevistas antes de decidir como apresentá-las ou usá-las, o que é abordado no terceiro vídeo.
- [16:23] A apresentação pode assumir muitas formas, como um ensaio escrito, uma exposição digital ou real, ou um documentário, dependendo da criatividade do professor.
Roteiro da série e encerramento da primeira parte
- [16:57] O segundo vídeo se concentrará em dois elementos fundamentais para preparar os alunos para conduzir sua própria entrevista.
- [17:09] O terceiro vídeo examinará particularmente a análise e como orientar os alunos a analisar as fontes de forma significativa.
- [17:18] Isso marca o fim da primeira parte, com a parte dois a seguir.
- [17:27] A palestrante agradece a Bridget pela primeira introdução e diz até breve para o próximo vídeo.
[0:01] Olá a todos, e bem-vindos à primeira gravação da nossa série de webinars sobre o lado da história na sala de aula. Esta é a gravação da primeira de três sessões que estamos realizando online sobre história oral, e hoje aqui conosco, ou na verdade para as três sessões aqui conosco, está Bridget Martin. Bridget é professora de história, membro da equipe de Ensino e Aprendizagem do Historiana. Ela tem trabalhado muito com o EuroCLIO, e entre os outros projetos que ela desenvolveu conosco está um projeto em que ela criou um guia do professor sobre história oral, e por isso ela está aqui para conversar conosco um pouco sobre isso. Então, Bridget, a palavra é sua. Obrigada, Alicia.
[0:43] Certo, vou começar compartilhando minha tela para que vocês possam ver minha apresentação. Aqui vamos nós. Ok, então teremos três sessões falando sobre história oral na educação. Lá vamos nós. Então, meu interesse por história oral começou provavelmente há cerca de quatro ou cinco anos, quando eu estava fazendo meu mestrado em história na Universidade de Groningen. E então fiz algumas pesquisas lá com Tim Haukens e Barbara Henkes. E também mais recentemente, como Alicia mencionou, criei este recurso, que foi em colaboração com Judith Pereira no Sri Lanka. E gostaria de reconhecer todos os três com quem trabalhei muito de perto, porque muitas das ideias que compartilharei com vocês nas próximas três sessões vêm do trabalho que fizemos.
[1:36] juntos. Então, como mencionado, decidimos fazer deste webinar uma série de três partes para, esperançosamente, torná-lo um pouco mais digerível para vocês. Então, a primeira parte, este vídeo aqui, é onde eu gostaria de realmente focar. no panorama geral. Quais são todas as coisas que você pode precisar considerar antes de usar história oral com seus alunos? Então, no segundo vídeo, na parte dois, quero realmente focar em como podemos preparar os alunos para entrevistas de história oral para que eles mesmos possam conduzir essas entrevistas. Então haverá muitas ideias práticas lá. E então, na última parte, veremos a análise de entrevistas de história oral depois de realizadas e quando queremos usá-las para melhorar ou desenvolver nossa compreensão histórica.
[2:26] Então é para lá que estamos indo ao longo da série. Mas para esta sessão em particular, quero abordar coisas a considerar antes de usar história oral com seus alunos. E acho que temos que começar com você, como professor, se familiarizando com o estudo da história oral. E isso inevitavelmente começa com a pergunta-chave: bem, o que é história oral? E pode parecer uma pergunta básica, mas como eu disse, só me interessei realmente por história oral nos últimos quatro ou cinco anos. E antes disso, eu já lecionava há uns cinco anos e, de fato, usava vídeos de história oral na minha sala de aula.
[3:08] sem realmente apreciar o que era o estudo da história oral. E eu pensava naquela época que, na verdade, qualquer fonte oral era uma forma de história oral, o que não é realmente o caso. Então, quando falamos de história oral, há muitas maneiras de defini-la, mas eu apenas escolhi esta de Donald Ritchie, que definiu história oral desta forma. Simplificando, a história oral coleta memórias e comentários pessoais de significado histórico por meio de entrevistas gravadas. Então acho que a primeira coisa a destacar aqui é que deve ser uma entrevista gravada.
[3:45] entre o historiador oral ou talvez, no nosso caso, o aluno atuando como historiador oral e um entrevistado ou o narrador, como às vezes podemos chamá-lo. E é focado em suas memórias e seus comentários que têm algum tipo de significado ou relevância histórica para nossa compreensão da história. Então você pode ver que é bastante específico como campo de estudo. Há algumas outras coisas que tornam a história oral especial. E eu fiz uma lista delas aqui, embora haja muitas mais que não incluí nesta lista. Mas apenas para ter uma noção de por que a história oral é na verdade...
[4:23] bastante diferente da disciplina dominante de história e realmente é seu próprio campo de estudo específico, e os historiadores orais trabalharam bastante para definir esse campo de estudo e todas as formas de pensar e as práticas que o acompanham. Então, algumas das coisas que tornam a história oral especial são a capacidade de ver e ouvir e, se você for o entrevistador, realmente interagir. com a pessoa ou cria a fonte. E isso é outra coisa particularmente especial: este é realmente o único campo da história em que você, como historiador, está envolvido na cocriação da fonte. Então, tipicamente na história, lidamos com fontes que são vestígios deixados para trás.
[5:05] de coisas que aconteceram no passado. Mas neste caso, o historiador é na verdade quem inicia a criação da fonte, saindo e organizando uma entrevista e gravando-a. E eles estão realmente envolvidos na criação dessa fonte porque estão guiando essa discussão com as perguntas que escolhem fazer, como as fazem e assim por diante. Então é bastante único e diferente de outras fontes históricas nesse sentido. A história oral também é especial porque é muito subjetiva por natureza. E poderíamos dizer isso sobre muitas fontes históricas e evidências e assim por diante.
[5:38] É particularmente verdadeiro quando lidamos com pessoas individuais e suas perspectivas e memórias e assim por diante. E, claro, fundamental para isso também é como... a memória desempenha um papel na história oral, porque tipicamente essas entrevistas falam sobre eventos que aconteceram há bastante tempo e, portanto, realmente precisamos considerar algumas das complexidades envolvidas na memória, a forma como lembramos, esquecemos e assim por diante. É também uma área de estudo muito interdisciplinar. Então os historiadores orais usam elementos de estudos literários, jornalismo, psicologia e estudos de memória e reúnem todos esses elementos de diferentes disciplinas para tentar entender da melhor forma possível o que podemos compreender sobre o passado e sobre a maneira como esse passado é vivenciado e lembrado por diferentes pessoas em diferentes momentos. E há também um aspecto democratizante porque permite potencialmente ouvir as vozes
[6:38] de pessoas para as quais talvez não daríamos atenção de outra forma no estudo da história. Esse tipo de pessoa, tipo de entrevistado, ou de fato o fato de que os próprios alunos podem atuar como historiadores orais e conduzir esses tipos de estudos eles mesmos, também é um aspecto democratizante. Então essas são apenas algumas maneiras pelas quais a história oral é especial e, portanto, precisamos garantir que realmente a entendamos como campo de estudo antes de tentar compartilhar todos os seus frutos com nossos alunos. Então, se você quiser, e eu realmente encorajaria você a passar pelo menos uma hora se familiarizando um pouco com a história oral como campo de estudo. Sei que, como professores, todos temos pouco tempo. Mas acho importante dedicarmos pelo menos algum tempo para entender o essencial. E você pode ver que sugeri dois recursos aqui que podem ser úteis. O primeiro é a Oral History Society. Essa é uma organização sediada no Reino Unido. E depois a Oral History Association, que é sediada nos EUA.
[7:39] Ambas têm sites realmente úteis que descrevem a história oral. Elas têm muitos recursos práticos especificamente voltados para a educação escolar. Também, no final do terceiro vídeo, mostrarei outra lista com outros recursos que podem ser úteis para leitura adicional, se você tiver um pouco mais de tempo. Mas se for apenas um ponto de partida realmente essencial, estes são ótimos lugares para começar a se familiarizar. Ok, então depois de entender alguns dos aspectos-chave da história oral, a próxima coisa seria pensar em como você planeja usá-la com seus alunos. E tenho algumas maneiras possíveis de usá-la com seus alunos. Então você pode, se tiver o luxo de ter tempo dentro do seu currículo, ou talvez tenha um clube de história, este poderia ser um ótimo tipo de projeto para fazer com um clube de história: realizar um projeto completo, inteiramente focado em história oral.
[8:35] é o que foi descrito no guia criado por Judith e eu, que orienta você passo a passo através de um projeto completo de história oral, no qual os alunos podem entrevistar alguém de sua comunidade ou um membro da família sobre um tópico específico e percorrer todas as etapas desse processo, e então produzir talvez uma exposição ou um documentário ou algum tipo de apresentação realmente focada nessas histórias orais e no que podemos entender sobre a história por meio delas. Se você talvez não tiver tanto tempo para dedicar a um projeto completo, pode ser que você consiga incluir a história oral como um método de pesquisa.
[9:16] dentro de projetos de pesquisa mais amplos, e isso é algo que eu costumo fazer particularmente com alunos mais velhos. que estão conduzindo projetos de pesquisa, se conhecem alguém relevante, e às vezes têm alguém na família que tem alguma relevância para o tópico que estão estudando, eles podem conduzir uma entrevista de história oral, bem como pesquisa documental, e reuni-las em um ensaio típico ou algo do tipo. Então pode ser apenas um elemento de um projeto mais amplo. Se você também não estiver em posição ou não tiver tempo, talvez, para os alunos saírem e conduzirem suas próprias entrevistas, você pode descobrir que na verdade apenas analisar histórias orais pré-gravadas, e há enormes quantidades de arquivos online disponíveis.
[10:01] que têm recursos maravilhosos que você pode usar e usá-los com a turma inteira ou sugerir que os alunos usem essas entrevistas como parte de sua pesquisa individual e então apenas analisá-las e considerar como elas poderiam ser usadas. no desenvolvimento de nossa compreensão histórica. Então pense nas diferentes maneiras pelas quais você pode usá-la em seu contexto particular e, portanto, quais elementos você precisaria incluir ou adaptar e assim por diante. Ok, então depois de decidir como você vai usar a história oral, aqui estão os passos-chave que você precisaria planejar com antecedência, e isso é particularmente no caso de um projeto completo de história oral, se você puder fazer isso. Ok, então estes 10 elementos-chave ou 10 passos-chave vêm diretamente do guia que está disponível no site do EuroCLIO em recursos que Judith e eu desenvolvemos. Você precisaria começar com a preparação do professor, e esse é o tipo de leitura de base e assim por diante mencionada anteriormente, mas também é
[11:02] talvez reservar um tempo para passar por alguns arquivos online, por exemplo, e selecionar vídeos que seriam relevantes para o seu tópico e para seus alunos, que você poderia usar, particularmente naquela fase inicial de familiarizar os próprios alunos com a história oral. Então sugeriríamos, ou eu sugeriria, passar algum tempo com a turma inteira ou o grupo inteiro, se for um clube de história, por exemplo, preparando-os, familiarizando-os com as ideias e os conceitos da história oral como campo de estudo, e também habilidades de entrevista e assim por diante.
[11:35] Os alunos então precisariam selecionar um entrevistado ou potencialmente vários entrevistados, dependendo da escala do projeto e do tempo e assim por diante. E, muito importante, eles precisam obter consentimento e eu acrescentaria aqui consentimento informado daquela pessoa em relação à entrevista. Então precisa ficar muito claro para a pessoa que eles estão entrevistando. como a gravação será armazenada, por exemplo, como ela pode ser usada, porque, é claro, a pessoa entrevistada pode falar de forma diferente se souber que a entrevista será vista apenas pelo professor do aluno.
[12:11] versus se puder ser visto por toda a escola ou se puder ser colocado em um documentário compartilhado mundialmente. Isso informará o quão confortáveis ou não eles se sentem em participar e assim por diante. Portanto, é preciso deixar muito claro como será usado e qual é o propósito, é claro. E também é preciso deixar claro para o entrevistado quais são os seus direitos como entrevistado. Assim, se ele se sentir desconfortável a qualquer momento, pode interromper a entrevista. Ele terá a chance de revisar a entrevista depois de concluída, e assim por diante.
[12:41] Portanto, só precisamos garantir que os alunos estejam muito atentos para proteger e compreender os direitos das pessoas que estão entrevistando. Então, depois de fazerem isso, os alunos realmente precisam fazer uma pesquisa aprofundada antes de conduzir a entrevista. E essa pesquisa deve ser sobre... o período histórico geral, a questão ou o evento que estão estudando, e também deve ser sobre a pessoa que estão entrevistando especificamente. Por exemplo, eles podem ter uma reunião informal com essa pessoa para obter algumas informações essenciais, como onde ela morava em determinado momento. Se tiverem sorte, também podem pedir que essa pessoa lhes forneça algum outro material de origem, como fotografias, por exemplo, ou cartas ou objetos que possam ser relevantes para a entrevista.
[13:28] Assim, eles já estão obtendo uma grande quantidade de informações de contexto sobre a pessoa com quem vão conversar. E, depois de terem essa pesquisa, podem começar a escrever as perguntas que querem fazer durante a entrevista. E vamos falar sobre isso com alguma profundidade no próximo vídeo. Em seguida, eles precisam conduzir a entrevista, e é aqui novamente que, como professor, você precisa planejar um pouco com antecedência para essa etapa, porque ela precisa ser gravada. Então você precisa pensar em garantir que os alunos tenham algum dispositivo com bateria e capacidade de memória suficientes, e assim por diante, para gravar uma entrevista com a duração que você decidir, 20 minutos, 30 minutos, uma hora. Depende um pouco do projeto.
[14:13] Idealmente, se você tiver disponibilidade e o narrador ou entrevistado estiver de acordo, uma gravação em vídeo seria excelente. Se isso não for possível, porém, uma gravação de voz pode ser suficiente. Então, pense nos aspectos logísticos: como essas entrevistas podem ser gravadas pelos seus alunos e também onde essas gravações serão armazenadas para garantir que estejam seguras e protegidas. O passo número sete é a transcrição. Agora, este é um processo muito lento no qual os alunos, idealmente, usam essa gravação para escrever literalmente, palavra por palavra, a entrevista inteira em uma transcrição completa.
[14:57] É uma etapa que consome muito tempo. Se você estiver fazendo um projeto completo, eu realmente sugeriria que ela precisa fazer parte dele, porque é parte da experiência completa de história oral. Vou confessar que, quando uso história oral, particularmente se for apenas uma forma de pesquisa em um projeto maior, às vezes deixo os alunos pularem essa etapa, mas faço questão de garantir que eles usem a gravação para assegurar que quaisquer citações que usem, por exemplo, sejam precisas.
[15:29] porque temos que, é claro, garantir que não estamos deturpando nada do que foi dito durante a entrevista e assim por diante. Então, idealmente, incluí-la, mas pode haver algumas soluções alternativas se necessário. Apenas esteja avisado de que é um processo que consome muito tempo. E então, depois que tudo isso for feito, é ótimo dar ao entrevistado a chance de dar uma olhada nessa gravação e/ou na transcrição, apenas para garantir que ele sinta que é uma representação precisa, que não disse nada que realmente não deveria, ou que não perdeu nada, e que gostaria talvez de acrescentar algo ao que disse, e assim por diante. Então, apenas garantir que ele seja incluído nesse processo.
[16:09] e que possamos ter discussões significativas com eles sobre essa entrevista. Então, os alunos precisam analisar essas entrevistas antes de decidir como vão apresentá-las ou usá-las em sua pesquisa, e assim por diante. E esse é o assunto do terceiro vídeo da série. E, por último, trata-se da apresentação. Como os alunos apresentarão esse trabalho? Será um ensaio escrito? Será uma exposição digital ou uma exposição real? Ou um documentário? Todas as possibilidades estão disponíveis.
[16:43] E depende realmente de você e da sua criatividade como você pode querer fazer isso. Então, todas essas etapas estão detalhadas nessa estratégia de ensino. Embora eu vá ressaltar que ainda é um guia introdutório, e você pode se aprofundar muito mais em cada uma delas. No segundo vídeo, vou me concentrar realmente nesses dois elementos, que são fundamentais para preparar os alunos para conduzir sua própria entrevista. E então, no terceiro vídeo, veremos particularmente a análise e como podemos orientar os alunos a analisá-las significativamente como fontes. Então, é o fim.
[17:18] da primeira parte. Espero que tenha sido útil para você. E então passaremos para a parte dois na próxima vez. Muito obrigado, Bridget, por esta primeira introdução e até breve para o próximo vídeo.
Ver a transcrição original em inglês
[0:01] Hello everyone and welcome to the first recording of our webinar series on the history side of the classroom. This is the recording of the first of three sessions that we are hosting online about oral history and today here with us or for the whole three sessions actually here with us is Bridget Martin. Bridget is a history teacher, a member of the Historiana Teaching and Learning team. She's been working with EuroCLIO a lot and among the other projects that she worked on with us is a project where she developed a teacher's guide on oral history and so she's here to talk with us a little bit about that. So Bridget the floor is yours. Thank you Alicia.
[0:43] Right, I'm just gonna start by sharing my screen so you can see my presentation. Here we go. Okay, so we are going to have three sessions talking about oral history in education. There we go. So my interest in oral history began probably about four or five years ago. when I was undertaking my master's in history at the University of Groningen. And so I did some research there with Tim Haukens and Barbara Henkes. And I've also more recently, as Alicia mentioned, created this resource, which was in collaboration with Judith Pereira in Sri Lanka. And so I'd like to acknowledge all three of them with whom I've worked very closely, because a lot of the ideas that I'll be sharing with you over the next three sessions come from the work that we have done.
[1:36] together. So as mentioned, we've decided to make this webinar a three-part series to hopefully make it a little bit more digestible for you. So the first part, this video here, is where I'd like to really focus on. the big picture. What are all of the things that you might need to consider before you use oral history with your students? Then in the second video, in part two, I want to really zoom in on how can we prepare students for oral history interviews to actually conduct those interviews themselves. So there'll be lots of practical ideas in there. And then in the last part, we will look at analysing oral history interviews once they have been conducted and we want to use them to improve or develop our historical understanding.
[2:26] So that's where we're headed across the series. But for this particular session, I want to look at things to consider before using oral history with your students. And I think we have to start with you as the teacher familiarizing yourself with the study of oral history. And this inevitably begins with the key question, well, what is oral history? And it might seem like a basic question, but as I said, I only became really interested in oral history in the last four or five years. And before that, I'd been teaching for five or so years already and using, in fact, oral history videos in my classroom.
[3:08] without really appreciating what the study of oral history was. And I thought at that time that actually any oral source was a form of oral history, which is not actually the case. So when we are talking about oral history, There's many ways we could define it, but I've just chosen this one from Donald Ritchie, who's defined oral history in this way. Simply put, oral history collects memories and personal commentaries of historical significance through recorded interviews. So I think the first thing to zero in on here is that it must be a recorded interview.
[3:45] between the oral historian or perhaps in our case the student acting as the oral historian and an interviewee or the narrator as we might sometimes call them. And it's focused on their memories and their commentaries that have some sort of historical significance or meaning for our understanding of history. So you can see that it is quite specific as a field of study. There are a few other things that make oral history special. And I've made a list of them here, although there are many more that I haven't included on this list. But just to get a bit of an appreciation of why oral history is actually...
[4:23] quite different to the mainstream discipline of history and it really is its own specific field of study and oral historians have worked quite hard to define that field of study and all of the ways of thinking and the practices that go along with it. So a few of the things that make oral history special are the ability to see and hear and if you're the interviewer actually interact. with the person or creates the source. And this is another thing that's particularly special is that this is really the only field of history where you as the historian are involved in co-creating the source. So typically in history we deal with sources that are traces left behind.
[5:05] from things that have happened in the past. But in this case, the historian is actually the one initiating the creation of the source by going out and setting up an interview and recording it. And they're actually involved in the creation of that source because they're guiding that discussion with the questions that they choose to ask, how they ask them and so on. So it's quite unique and different to other historical sources in that way. Oral history is also special because it's very subjective in nature. And we could say that about a lot of historical sources and evidence and so on.
[5:38] It's particularly true when we're dealing with individual people and their perspectives and memories and so on. And of course, key to that as well is how... memory plays a role in oral history because typically these interviews are talking about events that happened quite a long time ago and so we really need to consider some of the complexities involved in memory the way that we remember forgetting and so on. It's also very interdisciplinary. area of study. So oral historians use elements of literary studies and journalism and psychology and memory studies and pull all of these elements from different disciplines together to try and make sense as best we can of what we can understand about the past and about the way that that past is experienced and remembered by different people at different times. And there's also a democratizing aspect to it because it does allow us to potentially hear the voices
[6:38] of people that we might not otherwise draw attention to in the study of history. This kind of a person type of interviewee or indeed the fact that students themselves can act as oral historians and conduct these kinds of studies themselves is also a democratizing aspect. So that's just a few ways in which oral history is special and therefore we need to make sure we really understand it as a field of study before we try and share all of its fruits with our students. So if you wanted to, and I really would encourage you to spend at least an hour familiarizing yourself a little bit with oral history as a field of study. I know as teachers, we're all time poor. But I do think it's important that we dedicate at least some time to getting our heads around the essentials. And you can see I've suggested two resources here that might be useful. The first is the Oral History Society. That's a UK-based organization. And then the Oral History Association, which is based in the US.
[7:39] Both of them have really useful websites that outline oral history. They've got lots of practical resources specifically focused on school education. I will also, at the end of the third video, show you another list with other resources that might be useful for further reading if you do have a little bit more time. But if it's just a really essential starting point, these are really great places to begin familiarizing yourself. Okay, so once you've got your head around some of the key aspects of oral history, the next thing would be to think about how do you plan to use this with your students? And I have a few possible ways you might use this with your students. So you might, if you have the luxury of having the time within your curriculum, or perhaps you have a history club, this could be a really great type of project to do with a history club, is run a complete project, which is entirely focused on oral history.
[8:35] is what was described in the guide that was created by Judith and I that guides you step by step through a complete oral history project where students might interview someone in their community or a family member about a particular topic and go through all the steps in that process and then produce perhaps an exhibition or a documentary or some sort of presentation that's really focused on these oral histories and what we can understand about history through them. If you have perhaps not quite so much time to dedicate to a full project, it might be that you're able to include oral history as one research method.
[9:16] within broader research projects and this is something that I often do particularly with older students. who are conducting research projects, if they do know someone relevant and sometimes they do have someone in their family who has some relevance to the topic they're studying, they might conduct an oral history interview as well as desk research and draw them together in a typical essay or something along those lines. So it might just be one element of a broader project. If you're also not in a position or you don't have the time perhaps for students to go out and conduct their own interviews, you might find that actually just analysing pre-recorded oral histories, and there are huge amounts of online archives available.
[10:01] that have wonderful resources that you can use and use those either with the whole class or suggest that students use those interviews as part of their individual research and then just analyze those and consider how they could be used. in developing our historical understanding. So think about the different ways you might use it in your particular context and therefore which elements you would need to include or adapt and so on. Okay, so once you've decided how you're going to use oral history, here are the key steps that you would need to plan ahead, and this is particularly in the case of a full oral history project, if you're able to do that. Okay, so these 10 key elements or 10 key steps actually come directly from the guide that's available on the EuroCLIO website under resources that Judith and I developed. You'd need to start with teacher preparation, and that's the kind of background reading and so on mentioned earlier but it's also
[11:02] perhaps taking the time to go through some online archives, for example, and select videos that would be relevant to your topic and to your students that you could use, particularly in that early phase of getting the students themselves familiar with oral history. Then we would suggest, or I would suggest, spending some time with the whole class or the whole group, if it's a history club for example, preparing them, getting them familiar with the ideas and the concepts of oral history as a field of study, and also interview skills and so on.
[11:35] The students would then need to select an interviewee or potentially multiple interviewees depending on the scale of the project and the time and so on. And really importantly, they need to gain consent and I would add here informed consent from that person regarding the interview. So it needs to be made really clear to the person that they're interviewing. how the recording will be stored, for example, how it might be used because, of course, the person being interviewed might speak differently if they know that the interview will only be seen by the teacher of the student.
[12:11] versus if it might be seen by the whole school or if it might be put in a documentary that's shared worldwide. This will inform how comfortable or not they feel participating and so on. So it needs to be made really clear how it will be used and what the purpose of it is, of course. And it needs to be made clear also to the interviewee what their rights are as an interviewee. So if they feel uncomfortable at any time, they can stop the interview. They will have a chance to review the interview once it's been completed, so on and so forth.
[12:41] So we just need to make sure students are very wary of protecting and understanding the rights of the people that they're interviewing. So once they've done that, the students really need to do some in-depth research before they conduct their interview. And that research should be about... the general historical period or issue or event that they're studying and it should also be about the person that they're interviewing specifically so they might have an informal meeting for example with that person to get some of the essential information where they were living at which time for example They might also, if they're lucky, ask that person to provide them some other source material, so photographs for example, or letters or objects that might be relevant to the interview.
[13:28] So they're getting a great deal of background information already about the person they're going to be speaking with. And once they have that research, they can then begin writing the questions that they want to ask during the interview. And we'll talk about that in a bit of depth in the next video. They then need to conduct their interview and this is again where as the teacher you need to plan ahead a little bit for this stage because it does need to be recorded. So you need to think about making sure that the students have some device that will have sufficient battery and memory capacity and so on to record an interview of however long you've decided, 20 minutes, 30 minutes, one hour. It depends a little bit on the project.
[14:13] Ideally, if you have the availability and the narrator or the interviewee is happy for you to, a video recording would be excellent. If that's not possible though, a voice recording. can be sufficient. So have a think about just in terms of the logistical aspects, how those interviews can be recorded by your students, and also then where those recordings will be stored to make sure that they are safe and protected. Step number seven is transcription. Now, this is a very slow process in which students ideally are using that recording to write out verbatim, so word for word, the entire interview in a full transcript.
[14:57] It's a very time consuming step. If you're doing a full project, I really would suggest it needs to be a part of it because it's a part of the full oral history experience. I will confess that when I use oral history, particularly if it's just one form of research, in a larger project, sometimes I do let the students skip this step, but I do make sure they're using that recording to ensure that any quotations they use, for example, are accurate.
[15:29] because we have to, of course, make sure we're not misrepresenting anything that was said during the interview and so on. So ideally including it, but there might be some workarounds if needed. just be warned it is a very time-consuming process. And then once that's all been done, it's great to give the interviewee a chance to have a look. at that recording and or at the transcript just to make sure that they feel that it is an accurate representation that they didn't say anything they really shouldn't have or they didn't miss anything and they'd like to maybe add something to what they had said and so on and so forth. So just making sure that they are included in that process.
[16:09] and that we can have meaningful discussions with them about that interview. Then the students need to analyse those interviews before they decide how they're going to either present them or use them within their research and so on. And that's the subject of the third video in the series. And lastly, it's about presentation. How will the students present that work? Will it go into the a written essay? Will it be a digital exhibit or a real life exhibit? or a documentary, any or all sorts of possibilities are available.
[16:43] And it's really up to you and your creativity how you might like to do that. So all of those steps are detailed in that teaching strategy. Although I will point out it is still an introductory guide. and you can go into a lot more depth about each of them. In the second video, I'm really going to focus on these two elements, which are key to preparing students to conduct their own interview. And then in the third video, we'll look particularly at analysis and how we can guide students to meaningfully analyze those as sources. So that's the end.
[17:18] of the first part. I hope it was helpful to you. And then we'll move on to part two. next time. Thank you, Bridget, very, very much for this first introduction and yeah see you soon for the next video.
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"História Oral (1)_ Algumas coisas que você precisa considerar antes de usar história oral com seus alunos" por EuroClio European Association of History Educators (https://www.youtube.com/@euroclioeuropeanassociation), licenciado sob CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/). Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=027Nz1BEVzE. Esta página é uma transcrição em texto do vídeo com quebras de parágrafo e carimbos de data/hora adicionados; o criador não é afiliado e não endossa o Vidleaf. O Vidleaf adicionou pontuação por IA e um resumo gerado por IA; o texto original permanece disponível nesta página.
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