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Futuros Advogados Devem Estudar Direito? Debate entre Sumption e Virgo

Tradução automática para o português do Brasil. Gerada e salva em 2026-10-23. Pode conter erros; confira os termos e as citações na versão em inglês e no vídeo original. Os horários são os mesmos da fonte. A transcrição original em inglês está disponível abaixo.

Lord Sumption e o Professor Virgo debatem se futuros advogados deveriam estudar Direito na universidade, ponderando amplitude intelectual e formação profissional.

Cambridge Law Faculty · Publicado em · 59 min · Inglês · Licença: CC BY 3.0 · Fonte: assistir no YouTube

Fonte da transcrição: reconhecimento automático de fala no Vidleaf (pode conter erros). Pontuação por IA adicionada pelo Vidleaf; redação original e âncoras de timestamp mantidas. A transcrição original está disponível abaixo.

Resumo gerado por IA

Lord Sumption e o Professor Graham Virgo debatem se as pessoas que pretendem exercer a advocacia deveriam estudar Direito na universidade. Sumption defende a amplitude intelectual de outra primeira graduação e destaca a importância de compreender fatos complicados. Virgo defende a formação jurídica como forma de desenvolver o raciocínio, o senso crítico e a compreensão disciplinar, ao mesmo tempo que levanta questões sobre acesso e o custo de estudos adicionais. Perguntas da plateia revelam tanto divergências quanto pontos de concordância sobre a formação profissional. O resumo acompanha os dois lados da moção, com passagens vinculadas para examinar seus argumentos em vez de tratar qualquer das posições como orientação profissional definitiva.

Pontos-chave

  • [5:39] Sumption argumenta que outra primeira graduação pode oferecer aos futuros advogados uma valiosa amplitude intelectual.
  • [30:12] Virgo argumenta que a prática jurídica exige uma compreensão integrada do Direito e da análise factual.
  • [34:05] O debate considera como as vias de acesso à prática jurídica afetam acesso, custo e diversidade.

Gerado a partir da transcrição. Verifique as passagens vinculadas em relação ao vídeo original. Resumo e pontos-chave revisados pelo Vidleaf em 2026-10-21.

Visão geral completa

Este segmento do debate centra-se na moção de que aqueles que desejam exercer a advocacia não deveriam estudar Direito na universidade, começando com uma votação prévia e apresentando Lord Sumption, apontado como um dos poucos juízes que chegaram diretamente à Suprema Corte, sendo Lord Reid o último juiz nessa situação antes dele. Lord Sumption argumenta que, para os futuros profissionais, Direito é a primeira graduação errada, dizendo que é um empobrecimento pessoal perder a chance de estudar outra matéria enquanto a curiosidade e a imaginação estão mais frescas e que não é a melhor preparação para a prática; descreve o Direito como um ofício sacerdotal e um mundo relativamente fechado, sustenta que a parte mais difícil da prática é compreender e analisar fatos complicados, e cita John Paul Getty sobre os classicistas venderem mais petróleo e a erudição histórica de Tom Bingham. O Professor Graham Virgo, formado em Direito por Cambridge, advogado e professor de Direito, opõe-se à moção, argumentando que a afirmação de que a prática se baseia em fatos e análise e não em regras jurídicas é falha, comparando o Direito à Medicina, alertando que menosprezar o Direito como algo principalmente sobre provas e fatos alimenta um estereótipo infeliz, e levantando preocupações de acesso e diversidade sobre estudos adicionais e despesas. Ele contesta que o estudo do Direito não possa proporcionar cultura geral, diz que ele desenvolve o raciocínio jurídico, a crítica jurídica e a disciplina jurídica, e admite que o ensino do Direito às vezes pode ser considerado bastante árido, embora chame o Direito de uma matéria divertida. O orador rejeita a ideia de Aristóteles do Direito como razão livre de paixão, admite que as faculdades de Direito não são perfeitas, mas sustenta que estudar Direito na universidade é a melhor preparação para se tornar um profissional do Direito, e na sessão de perguntas & respostas admite que Lord Sumption teria tido mais facilidade para se estabelecer se tivesse estudado Direito, embora conteste que seja preciso estudar outra matéria primeiro. Ele concorda com Virgo que a maioria dos cursos de formação profissional é altamente insatisfatória, diz que aprendeu 100% do seu Direito praticando, argumenta que o pensamento jurídico tende a inibir a curiosidade e, após uma votação por levantamento de mãos, chama o resultado de vitória do time da casa, agradece à plateia e a convida para uma recepção.

Resumos de capítulos com carimbos de tempo

Considerações iniciais e votação pré-debate

  • [0:00] O orador dá as boas-vindas à plateia, incluindo alunos de faculdades de ensino médio locais.
  • [0:12] O orador pergunta quantos na plateia são graduandos em Direito.
  • [0:23] A moção do debate é que aqueles que desejam exercer a advocacia não deveriam estudar Direito nas universidades.
  • [0:38] Lord Sumption é descrito como um dos cinco ou seis juízes que chegaram diretamente à Suprema Corte sem antes atuar em um tribunal inferior, sendo Lord Reid o último juiz nessa situação.
  • [0:53] Lord Sumption escreveu livros de história, incluindo títulos sobre a Guerra dos Cem Anos, como Trial by Battle e Trial by Fire.
  • [1:08] Lord Sumption falará por entre 15 e 20 minutos, seguido pelo Professor Virgo, depois perguntas, breves sínteses e uma votação.
  • [1:21] Uma votação pré-debate aproximada é realizada antes de qualquer pessoa falar.

Futuros advogados deveriam estudar Direito?

  • [2:40] O Professor Virgo concebeu o debate e ficou com o lado mais fácil.
  • [3:05] Debates como este simplificam as questões e polarizam as opiniões, embora na vida real a resposta geralmente dependa.
  • [3:45] Nas condições atuais, aqueles que não estudam Direito mas pretendem exercer a advocacia levam um ano a mais para se qualificar, em um momento de praticamente nenhum apoio financeiro público para qualificações profissionais.
  • [4:37] A questão deve ser abordada não como um futuro profissional, mas como um filósofo presente, com pelo menos um elemento de idealismo.
  • [5:39] Direito não é uma matéria ruim de se estudar, mas é melhor estudar outra coisa e não como primeira graduação.
  • [5:56] Estudar Direito tem vantagens, especialmente para quem não pretende exercer a advocacia, pois é ensinado de forma interessante e habilidosa e transmite o método intelectual e os princípios básicos do Direito.
  • [6:39] Para quem pretende exercer a advocacia, Direito é a graduação errada por duas razões: é um empobrecimento pessoal perder a chance de estudar outra matéria, e não é a melhor preparação para a prática jurídica profissional.
  • [7:22] As grandes virtudes intelectuais são a curiosidade e a imaginação, em seu estado mais fresco e elástico entre aproximadamente as idades de 15 e 25 anos.

O Direito como um mundo fechado e o propósito da universidade

  • [7:44] A maioria dos profissionais do Direito não é boa em escapar das limitações pedestres de ganhar a vida, embora alguns sejam.
  • [8:01] O Direito é um ofício sacerdotal e um mundo intelectualmente relativamente fechado.
  • [8:18] Exceto talvez nos níveis mais altos da prática profissional, o espaço permitido para especulação é muito limitado.
  • [8:25] O estudo do Direito depende de uma gama finita de material de origem, muito dele elaborado por juízes ou legislativo e não adequado para ser alterado por estudantes.
  • [8:53] Socialmente, o Direito é exercido em um mundo relativamente fechado devido à organização e às pressões da vida profissional.
  • [9:31] A prática jurídica envolve longas horas na companhia agradável de pessoas muito parecidas com você, e advogados frequentemente se casam entre si.
  • [9:51] O debate depende da visão de cada um sobre a função adequada de uma formação universitária.
  • [10:22] Se a universidade é puramente preparação vocacional, ou se, como o atual governo, você pensa que as universidades existem para maximizar o crescimento do PIB, estudar Direito é sensato.
  • [10:37] O orador rejeita ambas as proposições e não se considera um mero fator de produção.
  • [10:53] A função de uma universidade é capacitar as pessoas a obter a maior satisfação intelectual possível da vida em geral, não apenas do trabalho.
  • [11:18] Uma vida dedicada principalmente à mesma matéria dos 18 aos 65 anos porque isso garante o sustento é seriamente empobrecida em comparação com as alternativas.
  • [11:39] Estudar Direito na graduação pode ampliar a mente se você não for exercer a advocacia, mas não se a graduação for simplesmente um prelúdio para 40 anos de aproximadamente a mesma coisa.

A graduação em Direito não é a melhor preparação para a prática

  • [13:24] Estudar Direito não é, na verdade, a melhor preparação para exercer a advocacia.
  • [13:32] Uma graduação universitária em Direito tem algumas vantagens que nenhuma outra formação jurídica oferece, notadamente uma visão geral dos amplos princípios jurídicos.
  • [13:54] A maioria dos cursos de formação profissional tende a tratar o Direito como específico por matéria, ilhas mais ou menos autossuficientes.
  • [14:05] Os profissionais são demasiadamente inclinados a olhar os problemas jurídicos de forma muito estreita, sem considerar os princípios jurídicos gerais fora de sua especialidade.
  • [14:24] Essa estreiteza está associada à crescente especialização profissional em ambos os ramos da profissão jurídica, uma tendência à qual os advogados sucumbem independentemente da formação.
  • [14:52] Seja universitária ou puramente profissional, você aprende a maior parte do seu Direito e quase todo o seu julgamento praticando diante do público.
  • [15:07] Graduados em outras áreas são tão bons ou ruins em pensar amplamente sobre problemas jurídicos quanto os graduados em Direito; depende da capacidade intelectual do profissional em particular.
  • [15:26] Qualquer profissão intelectualmente exigente requer uma mente clara e lógica, uma boa dose de experiência vicária e a capacidade de encadear um pensamento coerente oralmente ou por escrito.
  • [15:51] Essas qualidades podem, em princípio, ser adquiridas estudando qualquer disciplina intelectualmente exigente.
  • [16:07] A capacidade intelectual e a imaginação importam muito mais do que o conhecimento intelectual especializado de um profissional.
  • [16:20] John Paul Getty, questionado sobre por que empregava tantos classicistas, respondeu: Eles vendem mais petróleo.
  • [16:33] Muitos advogados profissionais de destaque não estudaram Direito, mostrando que o dito de Getty se aplica muito além da indústria petrolífera.

Por que o Direito é fácil e os fatos são difíceis

  • [19:05] Exercer a advocacia revela que há surpreendentemente pouco Direito nela; uma compreensão dos fundamentos é relativamente fácil de obter.
  • [19:18] A parte mais desafiadora da prática jurídica é compreender e analisar fatos complicados, arquivos documentais enormes e o comportamento das testemunhas moldado pela memória e pelo preconceito.
  • [19:37] Uma proporção notavelmente alta de casos, inclusive na Suprema Corte, é aparentemente sobre Direito, mas na verdade sobre a análise e classificação corretas dos fatos.
  • [19:52] O Direito é descrito como muito fácil, em grande parte senso comum com alguns enfeites; o que é difícil são os fatos, e uma vez corretamente compreendidos e 95% dos fatos irrelevantes removidos, a solução jurídica é quase sempre óbvia.
  • [20:16] Um requisito primordial para um advogado de sucesso é a capacidade excepcional de compreender fatos, muitas vezes em áreas obscuras.
  • [20:29] A qualificação número um é o maior fundo pessoal de experiência possível, muito dele vicário; uma graduação em Direito não é a melhor forma de obter experiência vicária.
  • [20:48] Cursos de graduação que exigem análise séria de fatos e provas — ciências, matemática, clássicos, história, inglês ou línguas estrangeiras — provavelmente são mais úteis.
  • [21:13] Tom Bingham foi historiador na universidade e dedicou-se à história acadêmica séria ao longo de toda a sua vida, o que impregnou suas decisões de humanidade e observação.
  • [21:44] Essas qualidades são tão valiosas para os profissionais, especialmente os advogados, quanto para os juízes.
  • [21:55] O sistema jurídico inglês é um dos mais exigentes no uso articulado da linguagem, e as sentenças narrativas inglesas têm uma qualidade literária que falta nos sistemas de direito civil e nos tribunais da UE.
  • [22:24] A advocacia oral tem um lugar singularmente significativo no sistema jurídico inglês; um curso de direito não é mais provável, e muito provavelmente é menos provável, de melhorar o domínio da linguagem do que outros cursos de humanidades.
  • [22:47] Os cursos combinados em Cambridge permitem comer o bolo e ficar com ele, mas o palestrante duvida que muitos proporcionem a compreensão profissional ou profunda de qualquer uma das matérias que estudar apenas uma delas proporcionaria.

Apresentando o Professor Virgo

  • [24:41] O Professor Virgo é apresentado como conhecido da maior parte da plateia.
  • [24:46] Ele é descrito como um especialista, sobretudo em direito penal e equidade, e um excelente professor.
  • [24:51] Ele é apresentado como prestes a explicar por que não está desperdiçando a vida.

Considerações iniciais sobre se o direito deve ser estudado na universidade

  • [25:04] Graham Virgo se apresenta como formado em direito por esta universidade, que se tornou advogado e voltou para lecionar direito aqui.
  • [25:23] Ele agradece ao Lord Sumption por comparecer e enfrentar a plateia, observando que o levantar de mãos no início sugeria uma plateia hostil.
  • [25:52] O que as faculdades de direito fazem e por que devem sempre ser mantidas sob revisão, tanto nacional quanto localmente.
  • [26:04] A faculdade de direito de Cambridge está atualmente revisando tudo no currículo de direito para garantir que os alunos estejam devidamente preparados para as carreiras jurídicas.
  • [26:27] O debate não é sobre estudar outra matéria e depois se converter para o direito, cursos de conversão, cursos de direito afiliados, ou mudar para o estudo jurídico de pós-graduação como nos EUA ou na Austrália.
  • [27:07] Também não é sobre se um diploma de pós-graduação de um ano em direito o prepara adequadamente para a prática jurídica, embora ele esteja disposto a argumentar que não.
  • [27:29] A moção simplesmente diz que, se você quer ser advogado ou solicitador neste país, não deve estudar direito na universidade porque isso não o ajudará.
  • [27:44] O artigo do Lord Sumption no ano passado motivou este debate; nele ele enfatizou que a prática jurídica não é sobre o direito, mas sobre os fatos e a capacidade de analisá-los.
  • [28:04] A preparação adequada para analisar fatos pode vir do estudo de outra matéria na universidade, permitindo a análise de evidências e o pensamento puramente lógico.
  • [28:27] Um curso de graduação em direito é uma perda de tempo para quem deseja ingressar na prática jurídica, e o estudo de LLM na pós-graduação também é uma perda de tempo.

O Direito Exige Compreensão Holística, Não Apenas Fatos

  • [28:51] O palestrante se opõe à moção, primeiro porque a afirmação de que o direito é sobre fatos e evidências, e não sobre regras jurídicas, é falha.
  • [29:04] O mesmo argumento nunca seria usado em relação aos médicos, que não seriam considerados adequadamente preparados por um curso de conversão de um ano após estudar qualquer coisa.
  • [29:20] Um clínico geral que dissesse que cabeças não eram uma matéria central, mas podiam ser consultadas, seria preocupante.
  • [29:40] Esse é essencialmente o argumento contra estudar direito na universidade: você não precisa saber as regras, pode consultá-las.
  • [29:56] A analogia entre um profissional do direito e um clínico geral é boa: os fatos são essenciais, mas o diagnóstico é crucial e exige uma abordagem holística.
  • [30:12] Uma abordagem holística exige compreensão e a capacidade de fazer conexões entre áreas díspares do entendimento jurídico.
  • [30:28] Pode-se dizer que o direito é muito menos importante que a medicina, mas o palestrante discorda: o direito é incrivelmente importante e a profissão jurídica tem um papel significativo neste país.
  • [30:51] É rebaixar o direito e a profissão jurídica dizer que o direito é apenas, ou mesmo principalmente, sobre avaliar evidências e fatos.

O Direito como Profissão Erudita

  • [31:08] Para juízes, advogados e solicitadores, o direito é muito mais do que o seu papel.
  • [31:17] O segundo argumento diz respeito à própria profissão jurídica.
  • [31:22] A rejeição do Lord Sumption da relevância do direito como disciplina acadêmica explora um estereótipo infeliz.
  • [31:29] A autora Jane Gardham identificou esse estereótipo em seu livro Old Filth, sobre um velho advogado a quem disseram na infância que seria advogado: dinheiro magnífico, senso de lógica, nenhuma imaginação e nenhum cérebro.
  • [31:54] A profissão jurídica, incluindo os acadêmicos do direito, é muito mais do que isso e é uma profissão erudita.
  • [32:06] Um grande juiz disse que a profissão há muito tem sido corretamente chamada de erudita, pois ninguém pode exercer adequadamente o direito sem ser erudito em sua área.
  • [32:29] Um advogado deve ter mais do que aptidão e habilidade e ser erudito em um sentido que importa verdadeira erudição.
  • [32:42] A erudição jurídica é erudição legítima; o direito é uma matéria digna de estudo que envolve pensamento rigoroso.
  • [32:53] O palestrante admite uma alfinetada barata: Lord Sumption estudou história em Oxford e talvez estivesse descrevendo o direito em Oxford, certamente não aqui.
  • [33:13] O estudo jurídico exige imaginação, criatividade e aprendizado profundo.

Preocupações com Acesso e Diversidade na Educação Jurídica

  • [33:30] Os advogados são mais eruditos se estudaram direito primeiro.
  • [33:36] O terceiro argumento é a questão do acesso, que Lord Sumption abordou e reconheceu.
  • [33:41] Proibir o estudo do direito na universidade para aqueles que desejam se tornar advogados em exercício teria consequências financeiras profundas.
  • [33:59] Exigiria estudo adicional e despesa adicional.
  • [34:05] As universidades e a profissão jurídica estão cada vez mais preocupadas com questões de acesso e diversidade.
  • [34:18] Esse é um argumento muito significativo.

O Direito como Cultura Geral

  • [34:31] Lord Sumption presume que aqueles que ingressam na profissão jurídica carecem de apreciação da cultura geral e que estudar direito na universidade não pode ajudá-los a adquiri-la.
  • [34:51] Estudar clássicos, línguas, matemática ou história proporciona compreensão de apenas um aspecto da cultura geral, não de todos os aspectos.
  • [35:27] Estudantes e professores de direito ainda fazem cultura em seu tempo livre, estudando línguas, literatura e história fora de seus estudos jurídicos.
  • [35:48] Estudar o próprio direito envolve engajar-se com história, filosofia, línguas e aspectos díspares da cultura geral.
  • [36:06] O direito é cultura, ou pelo menos fornece o espelho para entender a cultura.
  • [36:16] Lawrence Rosen em 'Law as Culture' argumenta que ver o direito como exclusivamente sobre regras que regulam disputas significa que falharemos em entender como nosso mundo é composto.
  • [36:52] Para os juristas comparatistas, o direito fornece uma janela para entender uma cultura estrangeira.
  • [37:02] O direito é sobre fatos, histórias e disputas, e ao analisar essas histórias e fornecer soluções podemos entender melhor a cultura.

Por Que Estudar Direito na Universidade

  • [37:28] Para aqueles que desejam se tornar advogados em exercício, estudar direito o torna um advogado em exercício melhor, embora nem todos que estudam direito o façam.
  • [37:40] Estudar direito na universidade lhe dá conhecimento jurídico, mas essa é a parte menos importante, já que o direito muda e pode ser consultado em um livro ou na web.
  • [38:08] O estudo do direito é sobre raciocínio jurídico, que não é natural para a maioria das pessoas e exige treinamento cuidadoso.
  • [38:23] Estudar direito na universidade permite que a capacidade de interpretar e analisar se desenvolva.
  • [38:28] A compreensão jurídica é uma parte crucial do estudo jurídico e exige tanto amplitude quanto profundidade.
  • [38:41] O direito não é uma ilha em um riacho; ele interage com economia, política e filosofia, e todos que estudam ou ensinam direito se engajam com essas outras disciplinas.

Por Que Estudar Direito: Crítica, Disciplina e Paixão

  • [38:57] O direito envolve crítica jurídica, e os advogados em exercício precisam saber o que está errado com o direito para que possam prever e participar da mudança jurídica.
  • [39:13] Estudar direito constrói disciplina jurídica: engajar-se com grandes questões de forma lógica, avaliar evidências e tirar conclusões racionais.
  • [39:30] Ensinar em várias matérias exige que os alunos combinem conhecimento jurídico, raciocínio jurídico, ética e crítica.
  • [40:12] O palestrante escolheu estudar direito no sexto ano, querendo entender, mudar, defender e ter uma matéria com verdadeira disciplina intelectual.
  • [40:49] O ponto do Lord Sumption que as faculdades de direito devem considerar é que o ensino e o estudo do direito podem às vezes ser considerados bastante áridos e não são percebidos como uma matéria divertida.
  • [41:18] O palestrante discorda do Lord Sumption, argumentando que o direito é uma matéria divertida, com verdadeira empolgação e entusiasmo.
  • [41:57] Contra o 'o direito é a razão livre de paixão' de Aristóteles, o palestrante considera que a paixão é um ingrediente fundamental para o estudo e a prática do direito e da vida.
  • [42:40] As faculdades de direito não são perfeitas e precisam pensar cuidadosamente sobre o que fazem e por quê, mas estudar direito na universidade é a melhor preparação para se tornar um profissional do direito.

Perguntas & Respostas do Debate sobre Estudar Direito

  • [43:29] O moderador estabelece as regras do debate: sem chutes, nada abaixo da cintura, sem cabeçadas, mas golpes baratos são permitidos.
  • [43:38] A plateia é convidada a demonstrar paixão e fazer perguntas a qualquer um dos palestrantes.
  • [43:51] Um membro da plateia pergunta se Lord Sumption teria sido um advogado melhor se tivesse um diploma em direito.
  • [44:18] O palestrante admite que Lord Sumption teria achado mais fácil se estabelecer na profissão jurídica se tivesse estudado direito.
  • [44:31] O palestrante esclarece que seu argumento não é que se deva sempre estudar direito ou que só se possa estudar direito para se tornar um profissional do direito.
  • [44:47] Ele observa que não listou juízes que estudaram direito na universidade porque essa lista seria longa demais.
  • [47:32] Ele diz que não estava sugerindo que não há valor em um curso de graduação em uma matéria que não seja direito antes de estudar direito, o que ele chama de exercício muito valioso.
  • [47:51] O que ele contesta é a sugestão de que você realmente precisa fazer isso para ser um profissional de sucesso.
  • [48:00] Ele concorda com Graham Virgo sobre a natureza altamente insatisfatória da maioria dos cursos de formação profissional, embora já tenham sido muito piores.
  • [48:44] Ele diz que aprendeu 100% de seu direito praticando e aprendeu bem rápido, o que ele diz não ser uma experiência incomum.
  • [48:57] Ele contrasta o direito com a medicina: os médicos não podem decorar a ciência médica e a arte do diagnóstico na meia hora antes de uma consulta, mas é isso que ele passou a vida inteira como advogado fazendo.

Formação Jurídica e Curiosidade Inibida

  • [50:25] Os advogados podem aprender algo, possivelmente até muito, sobre a sociedade através dos aspectos da existência que um advogado estuda.
  • [50:33] O palestrante discorda que não existam maneiras melhores de aprender sobre a sociedade.
  • [50:39] O hábito do pensamento jurídico incutido pela formação jurídica, não apenas nas universidades, tende a inibir a curiosidade.
  • [50:54] A formação jurídica produz uma atitude em relação ao mundo exterior inconsistente com a visão que acabou de ser expressa.
  • [51:05] O palestrante foi, por vários anos, fellow de história no Magdalen College, Oxford.
  • [51:10] John Morris, editor de Dicey and Morris on the conflict of laws, era um dos advogados mais distintos do Magdalen.
  • [51:22] No dia seguinte ao enterro de Auden em sua casa de campo em Kirchstetten, na Áustria, o palestrante entrou na sala de almoço e ouviu John Morris dizer que nunca tinha estado em Kirchstetten e nunca teve o menor desejo de ir.
  • [51:48] Morris disse que agora queria ir para poder dançar sobre o túmulo de Auden.

Réplica sobre Estudar Direito Antes da Prática

  • [52:13] Graham observa que o comentarista Professor Sir Roy Good é um autor conhecido e pede desculpas por sua observação anterior sobre Oxford, onde ele próprio estudou por um ano.
  • [52:39] Graham reformula a moção da seguinte forma: se você quer entrar na prática jurídica, não deve estudar Direito, porque é uma perda de tempo.
  • [53:02] Apesar dos equívocos sobre estudar Direito na universidade, Graham argumenta que é intelectual e que a melhor rota para a profissão jurídica erudita é uma boa base em educação jurídica.
  • [53:49] O orador opositor diz que não afirmou e não pensa que ler Direito na universidade seja uma perda de tempo.
  • [54:03] Ele sugere que existem outras maneiras melhores e mais ampliadoras da mente de adquirir a compreensão do raciocínio que um advogado exige.
  • [54:17] Ele diz que sua visão de que o Direito é um mundo fechado foi rapidamente confirmada pelos próprios argumentos de Graham Virgo.
  • [54:36] Ele argumenta que afirmações de que o Direito é supremo em importância e vital para entender o mundo são ouvidas apenas de advogados, que agem como seus próprios torcedores.
  • [55:22] Ele sustenta que qualquer pessoa que diga que o estudo jurídico na universidade é necessário para um profissional bem-sucedido ou um juiz excepcional deve explicar os juízes excepcionais antes do final do século 19 e advogados distintos sem diplomas em Direito.
  • [56:14] Ele não nega o valor do estudo jurídico, mas nega que aprendê-lo na universidade seja a única maneira de adquiri-lo.

Votação pós-debate sobre a moção de estudar Direito

  • [56:34] O orador agradece à plateia após o que chama de um debate muito estimulante.
  • [56:38] A plateia é convidada a votar, o que o orador apresenta como uma chance de confirmar seus preconceitos.
  • [56:45] Ele observa que as pessoas podem votar com suas suposições ou visões mesmo que estejam lendo Direito, desde que se comprometam a não advogar no futuro.
  • [56:58] É feita uma votação por levantamento de mãos sobre a moção de que aqueles que desejam advogar não devem estudar Direito na universidade.
  • [57:07] Uma segunda votação por levantamento de mãos é feita para aqueles que pensam o contrário.
  • [57:12] O orador chama isso de vitória do time da casa, o que, segundo ele, era talvez de se esperar.
  • [57:21] Ele pergunta quantas pessoas sentiram que mudaram de ideia durante o debate.
  • [57:30] Ele encerra chamando a plateia de pessoas de mente aberta e agradecendo pela presença.

Agradecimentos finais e convite para recepção

  • [57:55] O orador agradece à plateia por comparecer e tornar a noite um sucesso para a faculdade.
  • [58:07] Os participantes são incentivados a ficar para uma recepção realizada em dois andares do lado de fora.
  • [58:14] A plateia é uma mistura que vai de alunos do ensino médio a profissionais muito experientes e acadêmicos do Direito.
  • [58:23] O orador espera que a discussão possa continuar por mais um tempo.

[0:00] É um grande prazer ver tantos de vocês neste debate hoje. Fiquei sabendo que há vários alunos dos colégios de ensino médio locais, uma recepção especial a eles. Estamos encantados por terem vindo. Posso perguntar, por curiosidade, quantas pessoas aqui são graduandos em Direito? Então todos vocês vieram ouvir Lord Sumption dizer por que estão perdendo tempo, é isso? O debate, como sabem, é que aqueles que desejam advogar não devem estudar Direito nas universidades. Obrigado. Uh-- Temos dois oradores excepcionais.

[0:33] Lord Sumption começará; vocês têm um folheto que conta um pouco sobre ele. O que talvez não saibam é que acho que ele é um dos cinco ou seis juízes que já foram direto para a Suprema Corte sem antes terem atuado em um dos tribunais inferiores. E o último juiz assim foi Lord Reid. Ele também escreveu livros excepcionais sobre história e, em particular, sobre a Guerra dos Cem Anos. Um dos títulos, acho, foi Trial by Battle e o segundo foi Trial by Fire. Não tenho certeza se é isso que eles fazem na Suprema Corte. Espero que o processo de julgamento lá seja um pouco mais sofisticado.

[1:08] que ele falará por entre 15 e 20 minutos, e então ouviremos o Professor Virgo. E então teremos perguntas, e cada um fará um breve resumo no final, e então faremos uma votação. Mas, por curiosidade, faremos uma votação bem rápida e improvisada agora, sem ouvir nada, apenas levantem as mãos. Acreditam que aqueles que desejam advogar não devem estudar Direito nas universidades. Quantos acham que deveriam? E quantos não acham?

[1:46] Muito bem, vamos começar com Lord Sumption. Muito obrigado. Obrigado. Bem... como acabamos de demonstrar. Para muitos de vocês aqui esta noite, qualquer que seja a visão que surja deste debate, será tarde demais. Obrigado. Alguns de vocês, é claro, estarão lendo a parte um. Alguns de vocês estão na escola, mas suspeito que muitos de vocês já se decidiram e estão comprometidos a ler Direito. Afinal, esta é a faculdade de Direito.

[2:24] Então alguém poderia perguntar: "O que estou fazendo aqui?" aparecendo numa noite fria de fevereiro para falar a 300 pessoas de alguma inteligência sobre a proposição de que todas cometeram um erro terrível, que agora não podem corrigir. O Professor Virgo, é claro, foi responsável por projetar o debate desta noite e reservou para si a opção confortável. Ele vai dizer que todos vocês foram sábios, nobres e prudentes o suficiente para fazer a escolha política certa desde cedo, e vocês seriam menos que humanos se inicialmente não concordassem com ele.

[3:05] O problema, é claro, com debates como este é que eles simplificam questões e polarizam opiniões. A pergunta diante de vocês esta noite só admite duas respostas. Uma é sim, a outra é não. É claro que, na vida real, a resposta geralmente não é nem sim nem não, mas depende. Isso não é uma resposta que vocês têm a opção de dar ao final desta noite. Isso se aplica, é claro, com força especial à questão de saber se alguém deve, se pretende ser um profissional, ler Direito na universidade.

[3:45] Nas condições atuais, qualquer pessoa que não leia Direito na universidade e pretenda advogar levará, é claro, um ano a mais para se qualificar do que seus contemporâneos que leram Direito, num momento em que praticamente não há apoio financeiro público disponível para obter qualificações profissionais. A maioria de vocês que seguir esse caminho terá que tomar empréstimos além do que já tomou para conseguir concluir a universidade.

[4:16] Agora, não subestimo por um momento as dificuldades que isso coloca às pessoas, e escolher ler Direito, se você quiser advogar depois, ou escolher não ler Direito, se quiser advogar depois, é uma decisão que exige alguma coragem, e não escondo isso de jeito nenhum. Então, o primeiro ponto que quero apresentar a vocês esta noite é que vocês devem abordar uma questão como esta, mas não como um futuro profissional, e sim, por assim dizer, como um filósofo presente.

[4:51] vocês também devem, sugiro, abordá-la com pelo menos um elemento de idealismo. A pergunta para vocês não deveria ser: agora, qual é a resposta que me convém? A pergunta deveria ser: qual é a resposta que conviria a um mundo civilizado? O tipo de mundo em que eu realmente gostaria de viver. Um mundo talvez em que as escolhas dos estudantes não fossem tão restringidas pelas práticas desta profissão em particular, ou por restrições financeiras decorrentes da limitação do orçamento de bolsas.

[5:26] No entanto, este não é um exercício inútil. Na verdade, o mundo tem uma maneira de alcançar seus ideais, mas somente com a condição de estar preparado para reconhecer esses ideais em primeiro lugar. Agora, permitam-me dizer antes de tudo que não estou sugerindo que o Direito seja uma matéria ruim para se estudar na universidade. O que estou dizendo é que é melhor estudar outra coisa. Em outras palavras, vocês não devem estudá-lo como primeiro curso.

[5:56] Agora, aceito prontamente que ler Direito na universidade tem algumas vantagens e que podem ser vantagens convincentes para aqueles que não pretendem passar o resto da vida advogando. Na maioria das universidades inglesas, o Direito é ensinado de uma forma interessante e extremamente habilidosa. E como base para as disciplinas mais amplas da vida, o Direito é valioso porque transmite àqueles que não pretendem advogar algo do método intelectual do Direito, bem como um conjunto básico de princípios jurídicos.

[6:34] pelos quais partes importantes da nossa sociedade se organizam. Há, no entanto, na minha opinião, duas razões pelas quais o Direito é a escolha errada de curso para aqueles que pretendem advogar. Uma é que é ruim, eu sugeriria, para o desenvolvimento pessoal perder a oportunidade de estudar outra matéria antes de se lançar nas disciplinas da prática profissional; é um empobrecimento pessoal. A outra razão é que é ruim para o desenvolvimento profissional porque o estudo do Direito não é a melhor preparação para a prática jurídica profissional.

[7:17] Agora, deixem-me falar primeiro sobre o primeiro desses pontos. Hum. As grandes virtudes intelectuais, eu sugeriria, qualquer que seja a matéria que se estude, são a curiosidade e a imaginação. E esses dois atributos da mente humana estão no seu mais fresco, mais aguçado e mais elástico, digamos, entre as idades de 15 e 25, antes que as limitações pedestres de ganhar a vida se instalem.

[7:48] Alguns profissionais do Direito são muito bons em escapar dessas limitações, mas na minha experiência a maioria não é. Há razões óbvias para isso. O Direito é um ofício sacerdotal. Intelectualmente, é um mundo relativamente fechado. Para um profissional, aconselhando clientes ou, nesse sentido, dirigindo-se a juízes, exceto talvez nos níveis mais altos da prática profissional, o espaço permitido para especulação é realmente muito limitado.

[8:24] Depende. O estudo do Direito baseia-se em uma gama finita de fontes. Muito desse material é, é claro, elaborado por outros advogados, a saber, juízes. Muito é estatutário e, portanto, dado, não passível de alteração, pelo menos por seus estudantes. E também depende de uma maneira particular de pensar, que não é compartilhada pela maior parte da população em geral. Socialmente também, considero que o Direito é praticado em um mundo relativamente fechado.

[9:00] A razão é simplesmente... a organização e as pressões da vida profissional. Profissionais criminais veem muitas pessoas não convencionais, embora os ladrões não sejam tão variados quanto se poderia pensar. Uma maneira bastante limitada de bater carteiras. A prática jurídica envolve longas horas. Muitas delas passadas em companhia altamente agradável, mas geralmente na companhia de pessoas muito parecidas com você.

[9:31] E, como os profissionais de medicina, é realmente notável com que frequência advogados se casam entre si. O Direito é... uma profissão maravilhosa em muitos aspectos, mas é uma profissão cujos praticantes precisam, talvez mais do que outros grupos, de uma janela para o mundo exterior. Neste debate, muito dependerá necessariamente da visão que você tem em termos gerais sobre a função adequada de uma educação universitária.

[10:02] Se você considera seu tempo na universidade puramente como uma preparação vocacional para ganhar a vida mais tarde, com uma vida social bastante boa incluída, então é perfeitamente sensato nessa situação ler Direito, mesmo que pretenda advogar depois. Se, como o atual governo, você pensa que as universidades existem para maximizar o crescimento do produto nacional bruto, e praticamente para nenhum outro propósito, então provavelmente acabará adotando a mesma visão.

[10:37] De minha parte, rejeito ambas as proposições. No entanto, os planejadores econômicos... possam ver minha função no universo, eu não me considero um mero fator de produção, e não imagino que alguém aqui se considere também. Acho que a função de uma universidade é capacitar as pessoas, obter a maior satisfação intelectual possível não apenas do trabalho, mas da vida em geral. Acho que sua contribuição para o que fazemos com nossas vidas nos fins de semana e depois de qualquer hora da noite em que chegamos em casa é pelo menos tão importante quanto sua contribuição para nossa renda.

[11:18] E eu sugeriria que uma vida na qual alguém se preocupou principalmente com o mesmo assunto desde os 18 anos até os 65 anos, porque é uma boa maneira de ganhar a vida, é uma vida seriamente empobrecida em comparação com muitas alternativas. Se você não vai advogar, então estudar Direito na graduação pode ser uma experiência que amplia a mente. E o mesmo vale...

[11:49] O mesmo não é, de fato, verdadeiro se... o diploma for simplesmente o prelúdio para mais ou menos a mesma coisa durante um período de cerca de 40 anos. Se você vai estudar Direito, então a oportunidade de usar o período mais intelectualmente formativo da sua vida para estudar línguas, literatura, Filosofia, teologia ou história ou qualquer outra coisa é uma oportunidade que não deve ser perdida.

[12:24] O problema é que uma única vida não é longa o suficiente para todas as coisas que se pode ter curiosidade ao longo dela. Infelizmente, uma única vida é tudo o que temos. Precisamos, portanto, de uma grande medida de experiência vicária, bem como de experiência pessoal. E não vamos obter muita disso com o estudo do Direito. O Direito é uma péssima maneira de vivenciar qualquer coisa vicariamente. Enquanto as outras matérias que mencionei, e várias outras que não mencionei, são de fato fontes maravilhosas de experiência vicária.

[13:06] Diz-se que Benjamin Disraeli disse na Câmara dos Comuns: 'Estamos aqui para nos divertir'. E o que estou tentando lhes dizer, tendo visto muitos advogados em minha época, é que acho que os que fizeram outra coisa na universidade se divertem mais. Agora, nessa nota, quero passar ao meu segundo ponto, que é que estudar Direito não é realmente a melhor preparação para exercê-lo. Eu aceitaria... que há algumas vantagens em um diploma universitário em Direito que nenhum outro tipo de educação jurídica fornecerá.

[13:42] Em particular... Um diploma universitário deveria equipar os estudantes com uma visão geral do amplo campo dos princípios jurídicos. Em comparação, a maioria dos cursos de formação profissional tende a tratar o Direito como uma série de ilhas específicas de cada matéria, mais ou menos autossuficientes. Acho que os profissionais também estão inclinados demais a olhar para os problemas jurídicos de forma muito estreita, sem considerar quaisquer princípios jurídicos gerais, princípios que podem muito bem encontrar em uma área temática que não seja da sua especialidade.

[14:22] Agora-- Obrigado. O problema disso é que a razão pela qual os advogados se comportam dessa maneira não é, penso eu, a forma como estudaram Direito na universidade ou em cursos profissionais. É um problema associado à crescente especialização profissional, que tem sido característica de ambos os ramos da profissão jurídica por vários anos. E temo que seja uma tendência à qual os advogados sucumbem independentemente de como ou onde foram treinados como advogados. A verdade é que, quer você tenha tido uma educação universitária ou puramente profissional em Direito, você na verdade aprende a maior parte do seu Direito e quase todo o seu julgamento praticando com o público.

[15:07] Minha experiência é que os formados em outras áreas são tão bons ou ruins quanto os formados em Direito, conforme o caso, em pensar amplamente sobre problemas jurídicos. Tudo depende da capacidade intelectual do profissional em questão. Agora, como proposição geral, o primeiro requisito para qualquer profissão intelectualmente exigente, seja Direito ou outra coisa, é uma mente clara e lógica, uma generosa medida de experiência vicária e, além disso, penso eu, a capacidade de encadear um pensamento coerente, seja oralmente ou por escrito.

[15:51] Ora, em princípio, essas são qualidades que podem ser adquiridas estudando qualquer disciplina intelectualmente exigente. E isso se aplica tanto àqueles que pretendem ser advogados quanto àqueles que pretendem exercer a advocacia. na outra habilidade. No final, a capacidade intelectual e a imaginação importam muito mais do que o conhecimento intelectual especializado de um profissional. John Paul Getty, o famoso e lacônico bilionário americano do petróleo.

[16:24] foi uma vez perguntado por que ele empregava tantos classicistas em seus negócios. Sua resposta foi: 'Eles vendem mais petróleo'. Ora, basta olhar para o número notável de advogados profissionais de destaque que não estudaram Direito para ver que o ditado de Getty tem uma aplicação muito mais ampla do que apenas a indústria petrolífera. Nos Estados Unidos, nunca tiveram Direito disponível como primeiro curso.

[16:56] no entanto, os Estados Unidos parecem ter produzido alguns advogados realmente muito interessantes ao longo dos dois séculos de sua existência. Na Inglaterra, provavelmente a formação mais comum para advogados até relativamente recentemente era, de fato, os clássicos. E uma lista dos maiores juízes ingleses, apenas no século passado, seria, penso eu, reveladora. Indiscutivelmente, os maiores juízes ingleses do século que acabamos de ter foram Lord Denning, que estudou matemática na universidade, e Lord Bingham, que estudou história.

[17:31] Ora, eles estão em muito boa companhia. Lord Wright, Lord Atkin e Lord Wilberforce, todos estudaram clássicos. nem diploq red chemistry. Lord Mackay estudou matemática e física. O atual Vice-Presidente da Suprema Corte, Lord Hope, estudou clássicos. E o atual presidente da corte, Lord Neuberger, estudou química. antes de se tornar banqueiro e só como último recurso recorrer ao Direito. De fato, ele recentemente chocou uma plateia de advogados alemães, famosamente obcecados por qualificações acadêmicas formais, ao dizer que na verdade achou bastante fácil passar de uma disciplina mais rigorosa para uma menos rigorosa. O verdadeiro problema era mover-se na direção oposta.

[18:19] Agora, se você olhar os nomes conhecidos, entre os profissionais atuais, os que se vê regularmente nos relatos de jornais, Michael Beloff, Michael Mansfield, Dinah Rose, todos estudaram história na universidade. Espero que este catálogo de cursos deva persuadir pelo menos muitos de vocês de que é possível ter uma carreira jurídica razoavelmente satisfatória sem pensar seriamente em Direito até depois de sair da universidade. Ora, não acho que isso seja realmente um acidente. Há várias razões pelas quais se esperaria que aqueles com diplomas em áreas diferentes do Direito.

[18:56] se revelassem profissionais bastante bons. Deixe-me mencionar apenas algumas. A primeira é que o que você descobre quando começa a exercer o Direito é que há surpreendentemente pouco Direito nele. É claro que você precisa de um bom domínio do básico. Mas isso é relativamente fácil de obter. A coisa mais desafiadora na prática do Direito é entender e analisar o que muitas vezes são fatos bastante complicados, arquivos documentais enormes, e aquela estranha combinação de memória e preconceito que explica a maneira como os seres humanos se comportam no banco das testemunhas.

[19:37] Uma proporção notavelmente alta de casos que chegam aos tribunais, incluindo a Suprema Corte, é aparentemente sobre Direito, mas na verdade sobre a análise e classificação corretas dos fatos. A verdade é, embora hesite em dizer isso na presença dos presentes, que o Direito é muito fácil. A maior parte é senso comum com enfeites. O que é difícil são os fatos. Uma vez que você os entendeu corretamente e removeu o 95% dos fatos que não importam em nada, a solução jurídica é quase sempre óbvia.

[20:16] Ora, essa é uma razão pela qual os requisitos primordiais para um advogado de sucesso são uma habilidade excepcional de entender fatos, muitas vezes em áreas relativamente obscuras da atividade humana. A qualificação número um para fazer isso é, portanto, ter o maior fundo pessoal possível de experiência, a maior parte do qual será, pela própria natureza das coisas, vicária. Um diploma em Direito não é, como eu disse, a melhor maneira de obter experiência vicária.

[20:48] cursos de graduação que exigem uma análise séria de fatos e evidências provavelmente serão muito mais úteis. E eles incluem a maioria das matérias analíticas óbvias, como ciências e matemática, ou incluem matérias como clássicos, história, inglês ou língua estrangeira, que fornecem a experiência vicária necessária. Tom Bingham... não foi apenas um historiador na universidade, mas perseguiu seu interesse pela história acadêmica séria ao longo de sua vida.

[21:23] E esse fato, penso eu, infundiu muitas de suas maiores decisões com a humanidade e uma capacidade de observação do mundo, que é grande parte do que o tornou um grande juiz e que ele não teria obtido estudando Direito na universidade. Ele teria tido que fazer outra coisa para adquirir essas qualidades. Ora, essas são qualidades que são tão valiosas para os profissionais quanto para juízes como Tom Bingham, especialmente se pretendem atuar como advogados.

[21:55] O sistema jurídico inglês é um dos mais exigentes do mundo em termos de uso puramente articulado da linguagem. As sentenças narrativas inglesas têm uma qualidade literária que está inteiramente ausente dos sistemas judiciais do direito civil ou do Tribunal de Justiça da UE, ou do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, que são expressos naquela marca especial de fala robótica de Dalek que todos conhecemos tão bem. Veja. A advocacia oral tem um lugar singularmente significativo no sistema jurídico inglês e naqueles que nele se baseiam.

[22:33] um curso de graduação em Direito não é mais provável de melhorar seu domínio da linguagem do que qualquer outro curso de humanidades. e muito provavelmente menos provável de fazê-lo. Ora, até certo ponto, é claro, especialmente em Cambridge, você pode comer o bolo e ficar com ele fazendo um curso combinado. Pessoalmente, duvido... que muitos cursos combinados lhe darão o grau de compreensão profissional ou profunda de qualquer uma das duas matérias que você obteria estudando apenas uma delas isoladamente, embora alguns cursos combinados claramente o façam. O problema de mudar de meio período após o primeiro tripos em Cambridge é que, na prática, se você vai se qualificar em Direito, geralmente terá que fazer um quarto ano e, portanto, levará tanto tempo quanto teria levado para fazer um curso de três anos em outra coisa e depois fazer o exame profissional comum.

[23:31] É também, é claro, verdade que mesmo aqueles que estudaram Direito toda a vida podem se atualizar depois. Podem ler matérias externas em seu tempo livre. Podem aprender as línguas estrangeiras que não aprenderam na universidade. Podem se tornar homens ou mulheres universais mais tarde. em teoria. É surpreendente quantas poucas pessoas realmente fazem isso sob as pressões da vida profissional moderna. Então, a verdadeira questão, na minha opinião, é por que apenas se atualizar quando você pode ter uma base intelectual séria em uma matéria que amplia a mente e que você não passará os próximos 40 anos estudando.

[24:09] Por que apenas se atualizar quando você pode estudá-la no ambiente estimulante de uma grande universidade, cercado por contemporâneos talentosos que perseguem interesses muito semelhantes. É uma oportunidade que nunca se repetirá. Então não perca a chance agora. Obrigado. Bem, agora temos o Professor Virgo, que é conhecido pela maioria de vocês.

[24:45] que ele não conhece. Ele é um especialista especialmente em direito penal e equidade, um excelente professor. E agora ele vai lhes dizer por que não está desperdiçando sua vida. Obrigado. Obrigado. Meu nome é Graham Virgo. e eu estudei direito na universidade. Na verdade, estudei direito nesta universidade. Depois me tornei advogado.

[25:17] e então voltei para ensinar direito nesta universidade. Vou prosseguir e quero começar, antes de tudo, agradecendo ao Lord Sumption por vir aqui e enfrentar as multidões aqui. Percebo que não é fácil e particularmente tendo em vista o show de mãos no início, particularmente aqueles sentados mais perto do fundo nesta sala, pode ser como conseguir que perus votem a favor do Natal. Mas Lord Sumpshon levantou uma questão muito séria.

[25:52] O que fazemos nas faculdades de direito e por que fazemos isso deve sempre ser mantido sob revisão. Obrigado. Precisa ser mantido sob revisão nacionalmente como está no momento. e também localmente. No momento em Cambridge, esta faculdade de direito está revisando tudo o que fazemos no currículo de direito para garantir que estamos preparando nossos estudantes de direito adequadamente Para aqueles que desejam seguir. para as profissões jurídicas, para suas futuras carreiras jurídicas.

[26:27] Devo enfatizar logo no início sobre o que este debate não é, tendo em mente a moção. Primeiro, não é sobre se você pode ou deve estudar outra matéria na universidade, e depois mudar para estudar direito. Não estamos falando sobre se é apropriado fazer um curso de conversão dentro de uma universidade como Cambridge ou o diploma de direito afiliado. Este debate não é sobre se devemos mudar para estudos jurídicos de pós-graduação.

[27:03] como nos Estados Unidos ou como na Austrália. e nem mesmo é sobre se você obtém preparação adequada para a prática jurídica fazendo um diploma de pós-graduação de um ano em direito, o curso de conversão. embora eu esteja muito feliz em argumentar contra isso. como sendo preparação adequada para a prática jurídica. Esta moção está simplesmente dizendo que se você quer ser barrister ou solicitor neste país, então você não deve estudar direito na universidade.

[27:41] Isso não vai te ajudar. Lord Sumption no ano passado escreveu um artigo, e isso realmente motivou este debate hoje. e ele resumiu no que acabou de dizer alguns elementos desse artigo. E nesse artigo ele enfatizou que a prática jurídica não é sobre direito, mas sim sobre os fatos. É sobre a capacidade de analisar os fatos, e como acabamos de ouvir, você pode obter preparação adequada para analisar fatos, estudando outra matéria na universidade.

[28:18] e isso permitirá que você analise evidências ou desenvolva pensamento lógico puro. Em outras palavras... Um diploma de graduação em direito é uma perda de tempo para aqueles que desejam entrar na prática jurídica. E não importa aqueles de vocês que ficaram para estudos de pós-graduação durante o LLM. Vocês estão realmente desperdiçando seu tempo. Tenho quatro argumentos principais que desejo enfatizar.

[28:51] sobre por que não apoio esta moção. O primeiro é este argumento de que o direito não se trata apenas de regras jurídicas, mas de fatos. e evidências. Nunca usaríamos esse tipo de argumento sobre médicos. Nunca argumentaríamos que um médico deveria apenas fazer um curso de conversão de um ano, tendo estudado o que quisesse, e que esse curso de conversão de um ano seria perfeito. perfeitamente adequado como preparação para eles. Se eu fosse ver meu clínico geral com uma dor de cabeça, ficaria bastante preocupado se meu clínico geral dissesse: 'Bem, eu não estudei isso. Cabeças não faziam parte da matéria principal, mas posso pesquisar.'

[29:38] Eu sei como encontrar a resposta. Mas essencialmente esse é o argumento contra estudar direito na universidade. Você não precisa saber as regras. você pode pesquisar. É tudo sobre os fatos. É tudo sobre as evidências. A analogia entre um profissional do direito e um clínico geral é boa. Fatos. são essenciais. mas o diagnóstico é crucial; uma abordagem holística precisa ser adotada e para adotar uma abordagem holística, você precisa de compreensão e da capacidade de fazer conexões entre todos os tipos de áreas díspares do conhecimento médico ou do conhecimento jurídico.

[30:28] Agora podemos dizer que a analogia com a medicina não é boa. O direito não é apenas uma questão de vida ou morte como a medicina é. É muito menos importante. Eu discordaria. O direito é incrivelmente importante. A profissão jurídica tem um papel incrivelmente significativo neste país. E francamente, isso rebaixa o direito e rebaixa a profissão jurídica. dizer que o direito é apenas.

[30:59] sobre avaliar as evidências ou os fatos ou mesmo principalmente sobre avaliar as evidências e os fatos. quer você seja um juiz, um barrister ou um solicitor, o direito é muito, muito mais do que isso. Obrigado. Meu segundo argumento diz respeito à própria profissão jurídica. A rejeição de Lord Sumption da relevância do direito como disciplina acadêmica alimenta um estereótipo infeliz, identificado pela autora Jane Gardham em seu brilhante livro Old Filth.

[31:39] sobre um velho barrister que, quando criança, ouviu... Você será advogado. Dinheiro magnífico, senso de lógica, nenhuma imaginação e nenhum cérebro. Mas a profissão jurídica da qual os acadêmicos do direito fazem parte... é muito mais do que isso. É uma profissão erudita. Eu Um grande juiz disse uma vez: A profissão jurídica desde tempos remotos tem sido chamada de profissão erudita, e com razão.

[32:16] Pois nenhum homem, e acrescentarei, ou mulher, pode praticar ou aplicar adequadamente o direito se não for erudito no campo do direito com o qual está preocupado. Ele deve ter mais do que aptidão e mais do que habilidade. ele deve ser erudito em um sentido que importa verdadeira erudição. Isso está certo. A erudição jurídica é erudição legítima. O direito é uma matéria digna de estudo.

[32:50] e envolve pensamento rigoroso. Apesar do que Lord Sumption acabou de dizer, e sei que isso é uma crítica barata, mas Lord Sumption estudou história em Oxford, e talvez ele estivesse descrevendo o direito em Oxford, e certamente não aqui. Porque na verdade, jurídico, e sei que foi uma crítica barata, mas o estudo jurídico exige...

[33:20] imaginação, criatividade e aprendizado profundo. os advogados constituem parte de uma profissão erudita, e são mais eruditos se estudaram direito primeiro. Meu terceiro argumento é algo que Lord Sumption abordou e reconheceu. É a questão do acesso. Se realmente mudarmos para um sistema onde você é proibido de estudar direito na universidade, se deseja se tornar um advogado praticante, isso terá consequências financeiras profundas.

[33:59] Isso exigirá estudo adicional e despesa adicional. E em um momento em que dentro das universidades e da profissão jurídica também, estamos cada vez mais preocupados com questões de acesso e diversidade. Esse é um argumento muito significativo. Obrigado. Meu quarto argumento é... o que Lord Sumption em seu artigo chamou de cultura geral.

[34:31] A suposição de Lord Sumption é que aqueles que entram na profissão jurídica carecem de apreciação da cultura geral. E que estudar direito na universidade não pode ajudá-los a adquirir essa compreensão do que ele chama de cultura geral. Mas como o estudo de clássicos ou línguas, matemática, ou mesmo história preenche a lacuna. É verdade que proporciona uma compreensão, uma capacidade de adquirir conhecimento relacionado a um aspecto da cultura geral, mas apenas um aspecto dela. Não cobre todos os aspectos da cultura geral.

[35:18] E para aqueles de nós que estudam direito, e que ensinam direito... há dois argumentos particulares a enfatizar. Primeiro, nós ainda fazemos cultura, apenas a fazemos em nosso tempo livre. Estudamos línguas. Estudamos literatura. Estudamos história. Apenas não necessariamente o fazemos como parte de nossos estudos jurídicos, embora é claro que muitos de nós fazemos quando você está estudando direito, você está se envolvendo.

[35:53] com história. e filosofia. e línguas e todos os tipos de aspectos díspares da cultura geral. O outro ponto sobre cultura geral é que na verdade o direito é cultura ou pelo menos fornece o espelho para entender a cultura. Lawrence Rosen em seu livro intitulado convenientemente o suficiente de direito como cultura disse: Se alguém vê o direito como exclusivamente preocupado com as regras, que regulam disputas.

[36:32] em vez de como um domínio no qual uma sociedade e seus membros se imaginam e suas conexões uns com os outros... então falharemos em entender como nosso mundo é composto. o direito na verdade permite que você entenda uma cultura. Para aqueles de nós que estudam direito comparado, o direito fornece uma janela para entender uma cultura estrangeira.

[37:02] O direito é de fato sobre fatos. É sobre histórias. E é sobre disputas. Mas ao analisar essas histórias e fornecer soluções para essas disputas, podemos entender melhor a cultura. Então, finalmente... Por que você deveria realmente estudar direito na universidade? A resposta é simples. Para aqueles que desejam se tornar advogados praticantes, e é claro que nem todos que estudam direito o fazem, isso o torna um advogado praticante melhor. Agora, por quê?

[37:40] Bem, primeiro, quando você estuda direito na universidade, você adquire conhecimento jurídico. Mas essa é a parte menos importante de estudar direito em uma universidade o direito muda E sempre pode ser consultado em um livro ou na web. pelo menos se você souber onde procurar, e como encontrar, e como entender quando encontrar. Mas o estudo do direito é muito mais do que isso. É sobre raciocínio jurídico.

[38:11] O raciocínio jurídico não vem naturalmente para a maioria das pessoas. Requer treinamento cuidadoso, e a capacidade de interpretar e analisar e estudar direito na universidade permite que isso ocorra. A compreensão jurídica é uma parte crucial do estudo jurídico. Isso requer amplitude e profundidade. Requer um envolvimento com outras matérias. O direito não é uma ilha em um riacho, ele interage.

[38:45] com economia. com política. com filosofia. Todos nós que estudamos direito, todos nós que ensinamos direito, nos envolvemos com essas outras disciplinas. O direito é sobre crítica jurídica. Advogados praticantes precisam saber o que está errado com o direito. para que possam prever mudanças jurídicas e também possam participar delas. E finalmente, o estudo do direito é sobre disciplina jurídica.

[39:18] A capacidade de se envolver com grandes questões de maneira lógica. avaliar as evidências e tirar conclusões racionais. Esta semana, estive ensinando estudantes de direito em uma variedade de matérias diferentes. E nessas matérias estivemos examinando questões que exigem que o aluno tenha conhecimento jurídico, desenvolva raciocínio jurídico, compreensão de ética.

[39:48] crítica e essencialmente desenvolva disciplina jurídica. Todos os tipos de questões jurídicas díspares exigem que essas diferentes técnicas. e atributos sejam aplicados a elas. Então, finalmente... Por que eu... Todos aqueles anos atrás... decidi estudar direito. Quando eu estava no sexto ano, fiz todo tipo de grandes perguntas. Mas provavelmente a maior pergunta, uma pergunta que tenho feito frequentemente desde então, é E quanto ao direito?

[40:29] Por que não estudar direito na universidade? Eu queria entender. Eu queria mudar. Eu queria defender. E eu queria uma matéria com verdadeira disciplina intelectual. E eu consegui isso. Mas... E Lord Sumption, eu acho, fez um ponto importante que as faculdades de direito em todo o país precisam estar cientes. Algo que às vezes esquecemos é que o ensino do direito E o estudo do direito às vezes pode ser considerado bastante árido.

[41:10] Não é percebido, como acho que Lord Sumption disse, não é percebido como uma matéria divertida. Quão errado pode estar Lord Sumption? É uma matéria divertida. há verdadeira empolgação e entusiasmo No estudo do direito. Agora, Como disse o personagem principal no maior filme já feito sobre o direito, o maior filme, e meu conhecimento deste filme mostra que certamente tenho uma compreensão muito boa da cultura geral. O personagem principal disse...

[41:52] Um professor muito sábio... Certa vez citou Aristóteles. A lei é a razão livre da paixão. Bem, sem ofensa a Aristóteles, mas descobri que a paixão é um ingrediente fundamental para o estudo e a prática do direito e da vida. Como isso é verdade. Foi esse senso de paixão que me levou a estudar direito, a praticar direito, a pesquisar e escrever sobre direito, e essa paixão está no cerne da profissão jurídica, e se estiver faltando, deveria estar lá, e é importante que todos nós garantamos que essa paixão esteja presente. As faculdades de direito não são perfeitas.

[42:42] Nós, nas faculdades de direito, precisamos pensar cuidadosamente sobre o que estamos fazendo e por que estamos fazendo. Mas, ao pensar nisso, há apenas uma conclusão, que é: O que é o estudo do direito na universidade? não é a única preparação para se tornar um profissional do direito. É a melhor preparação. Obrigado. Sem chutes, sem-- nada abaixo da cintura, sem cabeçadas ou qualquer coisa do tipo. Mas golpes baixos são permitidos.

[43:36] Isso é uma... Agora. Hora de vocês mostrarem um pouco da paixão que nos disseram que todos vocês têm. e de fazer perguntas. a qualquer um dos palestrantes. Quem vai primeiro? Tchau. Obrigado. Vamos, alguém vai-- sim. Você acha que Lord Sumption teria sido um advogado melhor se tivesse tido um diploma de direito? . Sua suposição é de um advogado excepcional.

[44:10] Sem dúvida. E sua carreira torna isso absolutamente notável. Claro. Hum. Tenho certeza de que Lord Sumption teria achado mais fácil se estabelecer na profissão jurídica se tivesse estudado direito. mas meu argumento certamente não é o de que você deve sempre estudar direito e só pode estudar direito se quiser se tornar um profissional do direito. Lord Sumption nos deu alguns exemplos de grandes juízes, juízes muito grandes, que não estudaram direito na universidade.

[44:47] Não fiz o mesmo com outra lista de juízes que estudaram direito na universidade, da Suprema Corte, do Tribunal de Apelação, do Tribunal Superior, porque minha lista seria tão longa. Não tive tempo suficiente para isso. A resposta pode ser: não se ele tivesse lido Lord Oxford. Mas eu chamo isso de golpe baixo. Vou responder. Obrigado. Sim. Desculpe. na verdade Então, eu não fiz.

[45:24] Teremos livros. risadas Eu, é claro, quero dizer-- este lugar eu-- planejo, ok. um ano. Incrível. direito. Como o presidente. Sim. Essa é uma regra normal. Apenas os cegos. Com licença.

[45:56] Obrigado. Sim. Estarei de volta. opções do conselho Eu Obrigado. Há muito a dizer. Certo. Alguns outros sub-pessoas Eu sou calouro. então acompanhei adequadamente De volta a isso. Não. tenho que Não isso. E amor. Você quer dizer isso na abertura? Amém. Eles parecem muito bons.

[46:31] algo. Obrigado. Foi isso... Com que frequência? Obrigado. É isso. isso. Meu segundo ponto é... Por que é? Obrigado. Alguém tem alguma pergunta? Ele não passa. Estou bem. Não. Isso significa Venha. Foi isso. Claro. Não sei. suas ações. Obrigado.

[47:06] Obrigado. Hum. ou antropólogos escrevem livros. meus pensamentos Então. Faça uma lista. te disse isso para mim. o direito não é importante. Obrigado. sobre tudo isso. Obrigado. - - Obrigado. Não, eu quis dizer-- Sim. Certamente eu não estava sugerindo que não há valor se você fez um curso de graduação em uma área que não seja direito, que há algum problema em depois estudar direito em uma universidade. Acho que esse é um exercício muito valioso. O que eu faria MAL.

[47:51] é a sugestão de que você realmente precisa fazer isso para ser um profissional bem-sucedido. O fato é que, até muito recentemente. Quer dizer, antes de tudo, concordo plenamente com o que Graham Virgo diz sobre a natureza altamente insatisfatória da maioria dos cursos de formação profissional. Só posso dizer que antes eram muito, muito piores. Eu -- adquiri meu primeiro contato com o direito. indo aos cursinhos de Gibson and Welder e fui enviado por curso por correspondência.

[48:25] livrinhos azuis A cada quinzena, mais ou menos, eu enviava de volta o ensaio para alguma pessoa sem nome que os devolvia com rabiscos. Agora, não vou sugerir que essa seja uma forma de adquirir um conhecimento jurídico satisfatório. mas não era isso que eu estava sugerindo. O fato é que aprendi 100% do meu direito praticando. e aprendi bem rápido. E essa não é uma experiência incomum. Porque a verdade é que, E é uma das diferenças entre medicina e direito.

[49:01] Os médicos, é claro, não podem decorar sua ciência médica necessária e a arte do diagnóstico na meia hora antes de uma consulta. Mas tenho que lhes dizer que, por longa experiência, é isso que passei minha vida inteira como advogado fazendo. E também todo profissional com alguma experiência ou sucesso em seu nome. Obrigado. Mas mais uma pergunta. Com alguma pergunta, todos sim.

[49:33] Desculpe, aqui, aqui, sim. Hum... sobre o ponto sobre-- Eu não fico louco O Lord faz. estudar ou faz na verdade. Uh-- uh, Certo na esquerda. Eu os quereria. aprender muito sobre isso. Eu sei. e eu argumentaria que o mesmo Tchau. Hum. o direito é um reflexo de como os seres humanos abrigam Eu não.

[50:08] Hum. - uh, que muitos dos nossos colegas respondem a isso. Obrigado. Obrigado. Concordo que você aprende Uh-huh. algo, possivelmente até muito, sobre a sociedade a partir do tipo de aspectos de sua existência que um advogado estuda. Não concordo que não existam, de fato, maneiras melhores de fazer isso.

[50:39] E acho que o hábito do pensamento jurídico. que o treinamento jurídico e não estou falando apenas de universidades aqui, inculca é um que tende a inibir a curiosidade. e produz uma atitude em relação ao mundo exterior que não é consistente com a visão que você acabou de expressar. Vou lhes contar uma história que... uh representa um exemplo muito extremo. Fui por vários anos membro da faculdade de história no Magdalen College, Oxford.

[51:10] Um dos advogados mais distintos do Magdalen era John Morris, o editor de Dicey and Morris on the conflict of laws. Minha lembrança mais clara de John Morris é de entrar na sala de almoço um dia. Era o dia seguinte. Ordon tinha sido enterrado. em sua casa de campo na Áustria, em Kirchstetten, e entrei na sala a tempo de ouvi-lo dizer, para a assembleia arrebatada de advogados com quem ele sempre almoçava, *risadas* Nunca estive em Kirchstetten.

[51:44] e nunca tive o menor desejo de ir, o que agora tenho para poder dançar no túmulo de Auden. Certo, bem, cada palestrante agora pode ter dois minutos apenas para-- responder e resumir. E Graham, se você começar. Obrigado. Hum. Primeiro vou dizer, porque muitos de vocês não saberão, que um dos palestrantes que comentou foi o Professor Sir Roy Good.

[52:21] que são Muitos de vocês terão lido seus livros. Sinto muito pelo que disse sobre Oxford. Eu mesmo estudei lá por um ano também. Só quero enfatizar qual é a moção. A moção diz que Se você quer entrar na prática jurídica, Você não deve estudar direito. É direito. uma perda de tempo.

[52:53] Claro que você pode estudar outras matérias. claro que você pode aprender muito com essas outras matérias. Mas realmente o que eu queria dizer antes, e quero enfatizar novamente, é que, apesar de todos os equívocos sobre o estudo do direito na universidade. E há muitos equívocos. É uma matéria profundamente É intelectual. É aprendê-la.

[53:25] A profissão jurídica é uma profissão erudita e a melhor maneira de entrar nessa profissão é com uma boa base em educação jurídica, que você só pode adquirir por meio de estudo jurídico rigoroso. Obrigado. Obrigado. Bem, farei-- apenas três pontos. O primeiro é: eu não disse. E não é... parte do meu argumento.

[53:57] que estudar direito na universidade é uma perda de tempo. Nem penso assim. Agora, o que sugeri é que existem outras maneiras melhores e mais ampliadoras da mente de adquirir o tipo de compreensão do raciocínio que um advogado exige. O segundo ponto é este. quando eu disse, no decorrer de minhas observações iniciais, que o direito é um mundo fechado, eu não poderia esperar encontrar essa visão.

[54:29] tão rapidamente confirmada como foi quando Graham Virgo apresentou seus próprios argumentos. A ideia-- de que o direito é supremo importante, mais importante que qualquer outra matéria, que é absolutamente vital para a compreensão do mundo. Todos esses são sentimentos que você ouve frequentemente expressos. mas apenas por advogados. É único nesse aspecto. Há pessoas que nunca estudaram filosofia, que admiram filósofos.

[55:05] Há pessoas que nunca estudaram história, mas admiram historiadores. Os advogados são uma raça única, pois têm uma propensão, que é realmente notável, a agir como seus próprios torcedores. O terceiro ponto é simplesmente este. que qualquer um que vá sugerir que sem o tipo de erudição jurídica que é melhor adquirida nas universidades, Você não pode... ser um profissional bem-sucedido ou um juiz excepcional está, antes de tudo, dizendo que não havia juízes excepcionais na Inglaterra antes do final do século 19, quando a primeira geração de juízes.

[55:46] foi para o banco. que estudaram direito em universidades que têm um diploma organizado só existe realmente desde meados do século 19. Ele também tem o pesado fardo de explicar por que tantos não apenas advogados distintos, mas dos nossos advogados mais distintos, conseguiram dominar a erudição jurídica sem ter um diploma de direito. Não nego o valor da erudição jurídica.

[56:17] Eu nego. que ir aprendê-lo na universidade é a única maneira de adquiri-lo. Bem, espero que concordem, um debate muito estimulante. Agora vocês têm a chance de confirmar seus preconceitos novamente, se estiver tudo bem. Vocês podem, é claro, votar de forma compatível com... Lord. suposições, visões, mesmo que estejam estudando direito, desde que se comprometam agora a não advogar no futuro.

[56:50] Porque isso é consistente, eu acho, com a posição dele. Mas todos aqueles que, não me lembro qual era a moção, deixem-me ver. Todos aqueles que acham que aqueles que desejam advogar não devem estudar direito na universidade. Levantem as mãos. Certo. todos aqueles que pensam o contrário. Levantem as mãos. Obrigado. Então acho que é vitória do time da casa, mas talvez isso fosse esperado. Obrigado. mudaram de ideia precisamos saber de que lado quantas pessoas sentiram que mudaram de ideia no decorrer disso.

[57:30] Muito bom. Bem, aí está. Essas são pessoas de mente aberta que temos aqui. Muito obrigado por virem. Muito bom. Obrigado. como Patrick Elias Lord Sumption e Graham Virgo por esta noite. E gostaria de agradecer a todos vocês por virem e fazerem desta a ocasião que foi. Foi uma ótima noite para nós e para a faculdade.

[58:05] E eu os encorajaria, por favor, podem. Há uma recepção em dois dos andares lá fora. Então fiquem e conversem. Temos uma ótima mistura de alunos do ensino médio até profissionais muito experientes e acadêmicos do direito também. Então-- seria ótimo. continuar esta discussão por mais um tempo. Obrigado.

Ver a transcrição original em inglês

[0:00] It's a great pleasure to see so many of you at this debate today. I gather there are quite Pupils from the local sixth form colleges, a special welcome to them. We're delighted that they've come. Can I just ask out of interest how many people here are law undergraduates? So you've all come to hear Lord Sumption tell you why you're wasting your time, is that right? The debate, as you know, is those who wish to practice law should not study law at universities. Thank you. Uh-- We have two outstanding speakers.

[0:33] Lord Sumption will begin, you have a handout which tells you a little bit. about him. What you may not know is that I think he's one of the five or six judges who have ever gone direct to the Supreme Court without sitting in one of the inferior courts firsts, And the last such judge was Lord Reid. He also has written outstanding. books on history and in particular on the Hundred Years War. One of the titles I think was Trial by Battle and the second was Trial by Fire. I'm not quite sure that's what they do in the Supreme Court. I hope it's a bit more sophisticated, the trial process there.

[1:08] that he will speak for between 15 and 20 minutes, And then we will hear from Professor Virgo. And then we will have questions, and they will each sum up very briefly at the end, and then we will take a vote. But out of interest, we will take just a very rough and ready vote at the moment. without hearing anything at all, just put your hands up. believe that those who wish to practice law should not study law at universities. How many think they should? And how many don't think?

[1:46] All right, well, we'll start with Lord Sumption. Thank you very much. Thank you. Well... as we have just demonstrated. For many of you here tonight, Whatever view emerges from this debate is going to be too late. Thank you. Some of you, of course, will be reading the part one. Some of you are at school. but I suspect that quite a lot of you have already made up your mind and are committed to reading law. This is after all the law faculty.

[2:24] So one might ask, "What am I doing here?" turning up on a cold February evening. in order to address 300 people of some intelligence. on the proposition that they've all made a terrible mistake, which they can now do nothing about. Professor Virgo of course was responsible for designing this evening's debate and he awarded the cushy option to himself. He is going to tell you that you have all... being wise, noble, and sage enough to make the right policy choice at an early stage and you would be less than human if you were not at least initially to agree with him.

[3:05] The problem, of course, about debates like this one is that they simplify issues and they polarize opinion. The question before you tonight only admits of two answers. One is yes, the other is no. Of course, in real life, the answer is usually neither yes or no. but it all depends. that that's not an answer which you have an option of giving at the end of this evening. That applies, of course, with special force, to the question whether one should If one intends to be a practitioner, read law at university.

[3:45] In current conditions, Anybody who does not read law at university and intends to practice will of course take a year longer to qualify than his contemporaries who did read law. at a time when there is virtually no public financial support. available for obtaining professional qualifications Most of you who just take that course will have to borrow on top of what you have already borrowed in order to get through university in the first place.

[4:16] Now, I don't, for one moment, underestimate... the difficulties. that that puts people in. and choosing to read law. that if you want to practice it later or choosing not to read law, if you want to practice it later, is a decision that requires some courage, and I make no bones about that at all. So the first point that I want to make to you at you this evening. is that you should approach a question like this, but not as a future practitioner but, so to speak, as a present philosopher.

[4:51] you should also, I suggest, approach it with at least an element of idealism. The question for you ought not to be Now, what is the answer that suits me? The question should be, What is the answer that would suit a civilized world? the sort of world in which I would actually like to live. a world perhaps in which student choices were not constrained in quite the same way by the practices of this particular profession. or by financial constraints arising from the limitation of the grants budget.

[5:26] Now this is not, however, a pointless exercise. Actually, the world has a way of catching up. with its ideals. but only on condition that it's prepared to acknowledge those ideals in the first place. Now, may I say first of all that I am not suggesting that law is a bad subject to read at university. What I am saying is that it's better to read something else. you should not, in other words, read it as a first degree.

[5:56] Now, I readily accept that that reading law at university does have some advantages and that they may well be compelling advantages to those who do not intend to spend the rest of their life practising it. In most English, universities Law is taught in a way that is interesting and extremely skillful. And as a background, to the broader disciplines of life. law is valuable in that it conveys something to those who don't intend to practice it of the intellectual method of law, as well as a basic set of legal principles.

[6:34] by which important parts of our society is organized. There are, however, in my view, two reasons why law That is the wrong choice of degree for those who intend to practice it. One. is that it is bad, I would suggest, for one's personal development to lose the opportunity to study another subject before throwing yourself into the disciplines of professional practice it is personally impoverishing. The other reason is that it is bad for one's professional development because the study of law is not the best preparation for professional legal practice.

[7:17] Now let me say something about the first of those points first. Um. The great intellectual virtues, I would suggest, whatever subject you study, Our curiosity-- and imagination. And these two attributes of the human mind uh at their freshest and at their sharpest, and most elastic. between let's say the ages of 15 and 25 before the pedestrian limitations of earning one's living I set in.

[7:48] Some legal practitioners are very good at escaping these limitations, but in my experience most of them aren't. There are obvious reasons. of this. The law. is a priestly craft. Intellectually it is a relatively enclosed world. For a practitioner, advising clients or for that matter addressing judges, except perhaps at the most senior levels of professional practice, the space allowed for speculation is actually very limited.

[8:24] It depends. the study of law on a finite range of source material Much of that source material is of course devised by other lawyers, viz. judges, Much of it is statutory. and therefore a given, not suitable for amending at any rate by its students. and it also depends on a particular way of thinking, which is not shared by most of the population at large. socially too, I find that law is practised in a relatively closed world.

[9:00] The reason is simply... the organization and the pressures of professional life. Criminal practitioners do see plenty of unconventional people. although thieves are actually not quite as varied as you might think they are. quite limited way of picking pockets. Legal practice. involves long hours. Many of them spent in highly congenial company, but generally, in the company of people very much like yourself.

[9:31] And like medical practitioners, It is actually quite remarkable how often lawyers marry each other. The law is... a wonderful profession. in many ways, but it is a profession whose practitioners do need, perhaps more than other groups, a window on the outside world. In this debate, a great deal is bound to depend on what view you take in general terms about the proper function of a university education.

[10:02] If you regard your time at university as purely a vocational preparation for earning your living later. with some quite good social life thrown in. then it's perfectly sensible in that situation for you to read law even if you intend to practice later. If, like the present government, that you think that universities exist in order to maximize the growth of the gross national product, and for virtually no other purpose at all, then you will probably end up taking the same view.

[10:37] For my part, I reject both of these propositions. However, economic planners... may view my function in the universe, I don't regard myself as a mere factor of production, and I don't imagine that anyone here does either. I think that the function of a university is to equip people, to get the greatest possible intellectual satisfaction out of not just work but life in general. I think that its contribution to what we do with our lives at weekends and after whatever time of night we get home, is at least as important as its contribution to our income.

[11:18] And I would suggest that a life in which one has been mainly concerned with the same subject from the age of 18 to the age of 65, because it is a good way of earning a living, is a seriously impoverished life by comparison with quite a lot of alternatives. If you are not going to practice law, then reading it as an undergraduate can be a mind-broadening experience. And the same is true...

[11:49] The same is not, in fact, true if... the degree is simply going to be the prelude to more of roughly the same thing over a period of some 40 years. If you are going to read law, then the opportunity to use the most intellectually formative practice law the opportunity to use the most intellectually formative period of your life. studying languages, literature, Philosophy, theology or history or whatever, is an opportunity that ought not to be missed.

[12:24] The problem is that a single life is not long enough. for all the things that one might be curious about in the course of living it. Unfortunately, a single life That is all that we have. We therefore need a large measure of vicarious experience as well as personal experience And we are not going to get a great deal of that out of the study of law. Law is a very poor way Or-- vicariously experiencing anything Whereas the other subjects that I have mentioned and quite a few other subjects that I haven't mentioned are in fact wonderful funds of vicarious experience.

[13:06] Benjamin Disraeli is supposed to have said in the House of Commons, We are here for fun. And what I am trying to tell you is having seen a lot of lawyers in my time I think that the ones who did something else at university have more fun. Now on that note, I want to turn to my second point. which is that reading law is not actually the best preparation for practicing it. I would accept... that there are some advantages in a university degree in law which no other kind of legal education is going to supply.

[13:42] In particular... A university degree ought to equip students with an overall view of the broad field of legal principle by comparison, Most professional training courses have a tendency to treat law as a series of subject-specific, more or less self-contained islands. I think that practitioners too are far too inclined to look at legal problems too narrowly without regard to any general legal principles, principles which they may well find in a subject area that is not within their own speciality.

[14:22] Now-- Thank you. The problem about this is that the reason why lawyers behave that way is not I think that the way that they studied law at university or in professional courses It's a problem. which is associated with the increasing professional specialization which has been characteristic of both branches of the legal profession for quite a number of years. And I'm afraid that it's a tendency which lawyers succumb to regardless of how or where they were trained as lawyers. The truth is, that whether you had a university education or a purely professional one in law, You actually learn most of your law and almost all of your judgment by practicing on the public.

[15:07] My experience is that non-law graduates are just as good or bad as the case may be, at thinking broadly about legal problems as law graduates are, Everything depends on the intellectual ability of the particular practitioner in question. Now as a general proposition, The first requirement for any intellectually demanding profession, whether law or something else, is a clear and logical mind a generous measure of vicarious experience and in addition I think the ability to string a coherent thought together whether orally or in writing.

[15:51] Now, in principle, These are qualities that can be acquired by studying any intellectually demanding discipline. And that applies as much to those who intend to be lawyers as to those who intend to practice law. in the other skill. In the end, intellectual ability and imagination matter a great deal more than a practitioner's specialized intellectual knowledge. John Paul Getty the famously laconic American oil billionaire.

[16:24] was once asked why it was that he employed so many classicists in his business. His answer was, They sell more oil. Now, one only has to look at the remarkable number of outstanding professional lawyers who did not read law in order to see that Getty's dictum has a far broader application than just the oil industry. In the United States, they have never had law available as a first degree.

[16:56] yet the United States seems to have produced some really quite interesting lawyers over the two centuries of its existence. In England, Probably the commonest training for lawyers until relatively recently was in fact classics. and a list of the greatest English judges would, just over the past century, would, I think, be revealing. Arguably, the greatest English judges of the century we have just had were Lord Denning, who read mathematics at university, and Lord Bingham, who read history.

[17:31] Now, they are in very good company. Lord Wright, Lord Atkin, and Lord Wilberforce, all read classics. nor diploq red chemistry. Lord Mackay read mathematics and physics. The current Vice President of the Supreme Court, Lord Hope, read classics. And the current president of the court, Lord Neuberger, red chemistry. before becoming a banker and only as a last resort turning to law. Indeed, he recently shocked an audience of German lawyers, famously obsessed by formal academic qualifications, by saying that he had actually found it quite easy to move from a more rigorous to a less rigorous discipline. The real problem was moving in the opposite direction.

[18:19] Now, if you look at the well-known names, among current practitioners the ones that one sees regularly in the newspaper reports, Michael Beloff, Michael Mansfield, Dinah Rose, all studied history at university. I hope that this course catalog ought to persuade at least quite a lot of you that you can have a reasonably satisfactory legal career without thinking seriously about law until after you leave university. Now, I don't think that this is actually an accident. There are quite a number of reasons why one would expect those with degrees in subjects other than law.

[18:56] to turn out to be rather good professional practitioners. Let me mention just a few. The first is, that's What you discover when you start practicing law is that there is surprisingly little law in it. Of course, you do need a good grasp of the basics. But that's relatively easy to obtain. Much the most challenging thing about the practice of law is understanding and analyzing what are often quite complicated facts, massive documentary files, and that odd combination of memory and prejudice which accounts for the way that human beings behave in the witness box.

[19:37] A remarkably high proportion of cases that come before the courts, including the Supreme Court, are ostensibly about law. but actually about the correct analysis and classification of the facts. The truth is, although I hesitate to say this in present company, that law is dead easy. Most of it is common sense with knobs on. What is difficult are the facts. Once you have correctly understood those, and stripped away the 95% of the facts that don't matter at all, the legal solution is almost always obvious.

[20:16] Now that's one reason why the prime requirements for a successful lawyer an outstanding ability to understand facts, often in relatively arcane areas of human The number one qualification for doing this is therefore to have the largest possible personal fund of experience most of which will in the nature of things be vicarious. A law degree is not, as I have said, the best way of getting vicarious experience.

[20:48] degree courses which require a serious analysis of facts and evidence are likely to be a great deal more useful. and they include most of the obvious analytical subjects like sciences and mathematics, or they include subjects like classics, history, English or foreign language which provide the requisite vicarious experience. Tom Bingham... was not only a historian at university, but pursued his interest in serious scholarly history throughout his life.

[21:23] And this fact I think. infused many of his greatest judgments with the humanity and a capacity for observation of the world, which is a large part of what made him a great judge and which he would not have obtained by studying law at university. he would have had to do something else to acquire those qualities. Now, these are qualities. that are just as valuable for practitioners as they are for judges like Tom Bingham. especially if they intend to practice as advocates.

[21:55] The English legal system, is one of the most demanding in the world. in terms of the sheer articulate use of language. English narrative judgments have a literary quality. which is entirely lacking from the judicial systems of the civil law or from the Court of Justice of the EU, or the European Court of Human Rights, which are couched in that special robotic brand of Dalek speak that we all know so well. Look. Oral advocacy has a uniquely significant place in the English legal system and in those that are modeled on it.

[22:33] a degree course in law. is no more likely to improve your command of language than any other humanities degree. and very probably less likely to do so Now, to some extent, of course, especially in Cambridge, you can eat your cake and have it by doing a combined degree. I personally doubt... whether many combined degrees will give you the degree of professional or profound understanding of either of the two subjects that you would get by studying just one of them on its own, although some combined degrees clearly do. The problem about switching half time after the part one tripos at Cambridge is that in practice, if you're going to qualify in law, you will usually have to do a fourth year and therefore it will take you just as long as it would have done to do a three-year course in something else and then go and do the common professional examination.

[23:31] It's also, of course, true that even those who have read law throughout their lives can catch up later. They can read outside subjects in their spare time. They can learn the foreign languages that they failed to learn at university. they can make themselves into universal men or women later. in theory. It's surprising how few people actually do it under the pressures of modern professional life. So the real question to my mind is why just catch up when you can have a serious intellectual grounding in a mind broadening subject that you will not spend your next 40 years studying.

[24:09] Why just catch up? when you can study it in the stimulating environment of a great university, surrounded by gifted contemporaries pursuing very similar interests. It's an opportunity that will never recur again. So don't. Lose the chance now. Thank you. Well, we now have Professor Virgo, who's known to most of you.

[24:45] who he has not known. He is an expert especially in criminal law and equity, an excellent teacher. And he's now going to tell you why he's not wasting his life. Thank you. Thank you. My name is Graham Virgo. and I read law at university. I actually read law at this university. I then became a barrister.

[25:17] and then I came back to teach law at this university. I'm going to go ahead and I want to start, first of all, by thanking Lord Sumption for coming here and facing the crowds here. I realise it's not easy and particularly having regard to the show of hands at the start, particularly those sitting nearer the back in this room, it may be like getting turkeys to vote in favour of Christmas. But Lord Sumpshon has raised a very serious serious issue.

[25:52] What we do in law schools and why we do it must always be kept under review. Thank you. It needs to be kept under review nationally as it is at the moment. and also locally as well. At the moment in Cambridge, this law school is reviewing everything we do in the law syllabus to make sure that we are preparing our law students properly For, for those who wish to go. into the legal professions, for their future legal careers.

[26:27] I ought to emphasise right at the start what this debate is not about, bearing in mind the motion. First of all, it's not about whether you can or should study another subject at university, and then change to study law. We're not talking about whether it's appropriate to do a changeover conversion course within a university like Cambridge or the affiliate law degree. This debate is not about whether we should shift to postgraduate legal study.

[27:03] as in the United States or as in Australia. and it is not even about whether you get adequate preparation for legal practice by doing a one-year graduate diploma in law, the conversion course. although I am very happy to argue against that. as being adequate preparation for legal practice. This motion is simply saying that if you want to be a barrister or a solicitor in this country, then you should not study law at university.

[27:41] It will not help you. Lord Sumption last year wrote an article, and that has really prompted this debate today. and he has summarised in what he has just said some elements of that article. And in that article he emphasised that legal practice is not about law, but it is about the facts. It's about the ability to analyse the facts, and as we've just heard, you can get adequate preparation to analyse facts, from studying another subject at university.

[28:18] and that will enable you to analyze evidence or to develop pure logical thinking. In other words... An undergraduate degree in law is a waste of time for those who wish to enter into legal practice. And never mind those of you who've stayed on for postgraduate study during the LLM. You are really wasting your time. I have four key arguments I wish to emphasize.

[28:51] as to why I do not support this motion. The first is this argument that the law is not just about legal rules, but it's about facts. and evidence. We would never use this sort of argument about medics. We would never argue that a medic should just do a one-year conversion course, having studied whatever they like, and that one-year conversion course will be perfect. perfectly adequate preparation for them. If I go and see my GP with a headache, I would be rather concerned if my GP said, "Well, I didn't do that. Heads weren't part of the core subject, but I can look it up."

[29:38] I know how to find the answer. But that essentially is the argument against studying law at university. You don't need to know the rules. you can look it up. It is all about the facts. It's all about the evidence. The analogy between a legal practitioner and a GP is a good one. Facts. are essential. but diagnosis is crucial a holistic approach needs to be adopted and to adopt a holistic approach you need understanding and an ability to make connections between all sorts of disparate areas of medical understanding or legal understanding.

[30:28] Now we might say the analogy with medicine is not good. Law isn't just a matter of life and death like medicine is. It's far less important. I would disagree. Law is incredibly important. The legal profession has an incredibly significant role in this country. And frankly, it demeans the law and it demeans the legal profession. to say the law is only.

[30:59] about assessing the evidence or the facts or even mainly about assessing the evidence and the facts. whether you are a judge, a barrister, or a solicitor, the law is much, much more than that. Thank you. My second argument relates to the legal profession itself. Lord Sumption's rejection of the relevance of law as an academic discipline plays to an unfortunate stereotype, identified by the author Jane Gardham in her brilliant book Old Filth.

[31:39] about an old barrister who, as a child, was told... You'll be a lawyer. Magnificent money, sense of logic, no imagination and no brains. But the legal profession of which legal academics form part... is much more than that. It is a learned profession. I A great judge once said, The legal profession has from times long past been termed a learned profession, and rightly so.

[32:16] For no man, and I will add, or woman, can properly practice or apply the law who is not learned in that field of law with which he is concerned. He must have more than an aptitude and more than a skill. he must be learned in a sense importing true scholarship. That is right. Legal scholarship is legitimate scholarship. The law is a subject worthy of study.

[32:50] and involves rigorous thought. Despite what Lord Sumption has just said, and I know this is a very cheap swipe, but Lord Sumption read history at Oxford, and maybe he was describing law at Oxford, and certainly not here. Because actually, legal, and I know that was a cheap swipe, but legal study requires...

[33:20] imagination, creativity and deep learning. lawyers constitute part of a learned profession and they are more learned if they have studied law first. My third argument is something that Lord Sumption touched on and acknowledged It is the access question. If we actually move to a system where you are forbidden from studying law at university, if you wish to become a practicing lawyer, that will have profound financial consequences.

[33:59] It will require additional study additional expense. And at a time when within universities and the legal profession as well, we are increasingly concerned about about issues of access and diversity. That is a very significant argument. Thank you. My fourth argument is... what Lord Sumption in his article called general culture.

[34:31] The assumption of Lord Sumption is that those entering the legal profession lack an appreciation of general culture. And that studying law at university cannot help them acquire that understanding of what he calls general culture. But how does the study of classics or languages work? mats, or even history bridge the gap. True, it provides an understanding, an ability to acquire knowledge relating to an aspect of general culture but only an aspect of it. It doesn't cover all aspects of general culture.

[35:18] And for those of us who study law, and who teach law... there are two particular arguments to emphasise. First, We do culture still, We just happen to do it in our spare time. We do study languages. We do study literature. We do study history. We just don't necessarily do it as part of our legal studies, although of course many of us do when you're studying law, you are engaging.

[35:53] with history. and philosophy. and languages and all sorts of disparate aspects of general culture. The other point about general culture is that actually law is law. culture or at least it provides the mirror to understand culture. Lawrence Rosen in his book entitled conveniently enough law as culture said If one sees law as exclusively concerned with the rules, that regulate disputes.

[36:32] rather than as a realm in which a society and its members envision themselves and their connections To one another... then we will fail to understand how our world is composed. the law actually enables you to understand a culture. For those of us who study comparative law, the law provides a window to understand a foreign culture.

[37:02] The law is in fact about facts. It's about stories. And it's about disputes. But in analysing those stories and providing solutions to those disputes, we can better understand culture. So finally... Why should you actually study law at university? The answer is simple. For those who wish to become practicing lawyers, and of course not everybody who studies law does, it makes you a better practicing lawyer. Now why?

[37:40] Well, first, when you study law at university, you acquire legal knowledge. But that's the least important part of studying law at a university the law changes And it can always be looked up in a book or on the web. at least if you know where to look, and how to find it, and how to understand it when you found it. But the study of law is about so much more than that. It's about legal reasoning.

[38:11] Legal reasoning does not come naturally to most people. It requires careful training, and the ability to be able to interpret and analyse and studying law at university enables that to occur. Legal understanding is a crucial part of legal study. That requires breadth and depth. It requires an engagement with other subjects. Law is not an island in a stream, it interacts.

[38:45] with economics. with politics. with philosophy. All of us who study law, all of us who teach law, engage with those other disciplines. Law is about legal criticism. Practicing lawyers need to know what is wrong with the law. so that they can predict legal change and they can participate in it as well. And finally, the study of law is about legal discipline.

[39:18] The ability to engage with big questions in a logical way. to assess the evidence and to draw rational conclusions. This week, I have been teaching law students in a variety of different subjects. And in those subjects we've been examining issues that require the student to have legal knowledge, to develop legal reasoning, understanding ethics.

[39:48] criticism and essentially develop legal discipline. All sorts of disparate legal issues require those different techniques. and attributes to be applied to them. So finally... Why did I... All those years ago... decide to study law. When I was in the sixth form, I asked all sorts of big questions. But probably the biggest question, a question which I have often asked ever since, is What about law?

[40:29] Why not study law at university? I wanted to understand. I wanted to change. I wanted to defend. And I wanted a subject with real intellectual discipline. And I got that. But... And Lord Sumption, I think, has made an important point that law schools are all around the country need to be aware of. Something we sometimes forget is that the teaching of law And the study of law might sometimes be regarded as rather dry.

[41:10] It is not perceived, as I think Lord Sumption said, it's not perceived as a fun subject. How wrong can Lord Sumption be? It is a fun subject. there is real excitement and enthusiasm In the study of law. Now, As the lead character said in the greatest film ever made about the law, the greatest film, and my knowledge of this film shows that I certainly have a very good understanding of general culture. The lead character said...

[41:52] A very wise professor... Once quoted Aristotle. The law is reason free from passion. Well, no offence to Aristotle, But I have come to find that passion is a key ingredient to the study and practice of law and of life. How true that is. It's that sense of passion that led me to study law, to practice law, to research and write about law, and that passion is at the heart of the legal profession, and if it's missing, it should be there and it's important that all of us ensure that that passion is there Law schools are not perfect.

[42:42] We in law schools need to think carefully about what we are doing and why we are doing it. But in thinking about that, there is only one conclusion, which is that What's the study of law at university? is not the only preparation to become a legal practitioner. It is the best preparation. Thank you. No kicking, no-- nothing below the belt, no head butting or anything like that. But cheap drives are permitted.

[43:36] That's a... Now. Time for you to show some passion that we're told you all have. and to ask questions. of either of the speakers. Who's going to go first? Bye. Thank you. Come on, somebody will-- yes. Do you think that Lord Sumption would have been a better lawyer if he had had a law degree? . Your assumption is an exceptional lawyer.

[44:10] Without doubt. And his career makes that absolutely remarkable. Clear. Um. I am sure Lord Sumption would have found it easier to establish himself in the legal profession if he had read law. but my argument is certainly not an argument that you should always study law and can only study law if you want to become a legal practitioner. Lord Sumption gave us some examples of great judges, very great judges, who did not study law at university.

[44:47] I did not do the same with another list of judges who did study law at university, from the Supreme Court, Court of Appeal, High Court, because my list would be Such a long list. I didn't have enough time for it. The answer might be, not if he'd read Lord Oxford. But I call that a cheap jive. I will answer. Thank you. Yes. Sorry. actually So, I didn't.

[45:24] We'll have books. laughter I, of course, want to say-- this place I-- plan, okay. one year. Awesome. law. As the president. Yeah. That's a normal rule. Only the blind. Excuse me.

[45:56] Thank you. Yeah. I'll be back. board's options I Thank you. There's a lot to say. All right. Some other sub-people I'm a freshman. then followed up proper Back to those. No. have to Not that. And love. You want to say that in the opening? Amen. They look quite good.

[46:31] something. Thank you. Was that... How often? Thank you. That's it. that. My second point is... Why is it? Thank you. Does anyone have any questions? He doesn't pass. I'm fine. No. That means Come. That was it. Of course. I don't know. your actions. Thank you.

[47:06] Thank you. Um. or anthropologists write books. my thoughts So. Get a list. told you that to me. law is unimportant. Thanks. on it all. Thank you. - - Thank you. No, I meant-- Yes. I certainly was not suggesting that there is not value if you have done an undergraduate degree in a subject other than law, that there is any problem about then reading law at a university. I think that's a very valuable exercise. What I would HURT.

[47:51] is the suggestion that you actually need to do that in order to be a successful practitioner. The fact is that uh until really quite recently. I mean, first of all, I entirely agree with what Graham Virgo says about the highly unsatisfactory nature of most professional training courses, All I can say is that they were once very, very much worse. I -- acquired my first acquaintance with law. by going to Gibson and Welder's crammers and I was sent by correspondence course.

[48:25] little blue books Every fortnight or so, I would that sent back the that the essay is to some nameless person who would send them back with mucks. Now, I'm not going to suggest that that is a way of acquiring a satisfactory legal knowledge. but it wasn't what I was suggesting. The fact is that I learnt 100% of my law by practising. and I learned it pretty quickly. And that's not an unusual experience. Because the truth of the matter is, And it's one of the differences between medicines and law.

[49:01] Doctors, of course, cannot mug up their necessary medical science and the art of diagnosis in the half hour before a consultation. But I have to tell you that from long experience, that that is what I have spent my entire life as a lawyer doing. And so has every single practitioner with any experience or success to his name. Thank you. But one more question. With any questions, all yes.

[49:33] Sorry, this here, this here, yes. Um... about the point about-- I don't be nuts The Lord does. study or does actually. Uh-- uh, Right in the left. I'd want them. learn a whole lot about it. I know. and I'd argue that the same Bye. Um. the law is a reflection of how human beings house I don't.

[50:08] Um. - uh, that a lot of our folks to respond to this. Thank you. Thank you. I agree that you learn Uh-huh. something, possibly even a lot, about the society from the kind of aspects of its existence that a lawyer studies. I don't agree that there are not, in fact, better ways of doing it.

[50:39] And I think that the habit of legal thinking. which legal training and I'm not only talking about universities here, inculcate is one which tends to inhibit curiosity. and produces an attitude to the outside world that is not consistent with the view you've just expressed. I will tell you a story that... uh represents a very extreme example I was for a number of years a history fellow at Magdalen College, Oxford.

[51:10] One of the most distinguished lawyers at Magdalen was John Morris, the editor of Dicey and Morris on the conflict of laws. My clearest recollection of John Morris is of entering lunchroom one day It was the day after. Ordon had been buried. at his country house in Austria at Kirchstetten, and I entered the room just in time to hear him saying, to the rapt assembly of lawyers with whom he always had lunch, *laughter* I've never been to Kirchstetten.

[51:44] and I've never had the slightest desire to go which I do now so that I can dance on Auden's grave. Right, well each speaker can now have two minutes just to-- respond and sum up. And Graham, if you go first. Thank you. Um. I'm first going to say, because many of you will not know, that one of the speakers who commented was Professor Sir Roy Good.

[52:21] who are A number of you will have read his books. I'm very sorry for what I said about Oxford. I did myself study there for one year as well. I simply want to emphasize what the motion is The motion is saying that If you want to go into legal practice You must not study law. It is law. a waste of time.

[52:53] Of course you can study other subjects. of course you can learn a great deal from those other subjects. But really what I wanted to say before, and I want to emphasise again, is that despite all the misconceptions about the study of law at university. And there are many misconceptions. It is a subject that is deeply It's intellectual. It is learn it.

[53:25] The law profession is a learned profession and the best way to go into that profession is with a good grounding in legal education, which you can only acquire by rigorous legal study. Thank you. Thank you. Well, I will make-- just three points. The first is: I did not say. And it is not... part of my argument.

[53:57] that reading law at university is a waste of time. Nor do I think so. Now, what I have suggested is that there are other better and more mind enlarging ways of acquiring the kind of grasp of reasoning which a lawyer requires. The second point is this. when I said, in the course of my opening observations, that the law is an enclosed world I could not have expected to find that view.

[54:29] so rapidly confirmed as it was when Graham Virgo was delivering his own arguments. The idea-- that law is supremely important, more important than any other subject that it is absolutely vital to an understanding of the world All of these are sentiments that you often hear uttered. but only by lawyers. It's unique in that respect. There are people who have never studied philosophy, who admire philosophers.

[55:05] There are people who've never studied history but admire historians. Lawyers are a unique breed in that they have a propensity, which is really quite remarkable, for acting as their own cheerleaders. The third point is simply this. that anybody who is going to suggest that without the kind of legal scholarship that is best acquired at universities, You cannot... be a successful practitioner or an outstanding judge is first of all saying that there were no outstanding judges in England before the end of the 19th century when the first generation of judges.

[55:46] went to the bench. who had studied law in universities which has an organized degree has really only existed since the middle of the 19th century. He also has the heavy burden of explaining why it is that so many not only distinguished lawyers but of our most distinguished lawyers have in fact managed to master legal scholarship without having a law degree. I don't deny the value of legal scholarship.

[56:17] I do deny. that going to learn it at university is the only way of acquiring it. Well I hope you agree, a very stimulating debate. Now you get your chance to confirm your prejudices again, if that's okay. You can, of course, vote compatibly with... Lord. assumptions, views, even if you're reading law, as long as you undertake now not to practise in the future.

[56:50] Because that's consistent, I think, with his position. But all those who, I can't remember what the motion was, let me have a look. All those who think that those who wish to practice law should not study law at university. Put your hands up. Okay. all those who think otherwise. Put your hands up. Thank you. So I think it's victory for the home team, but perhaps that was to be expected. Thank you. change their minds we need to know which way how many people felt they changed their minds in the course of this.

[57:30] Very good. Well, there we are. That's open-minded people we have here. Thanks very much for coming. Very good. Thank you. as Patrick Elias Lord Sumption and Graham Virgo for this evening. And I would like to thank all of you for coming and making this the occasion it has been. It's been a great evening for us and the faculty.

[58:05] And I would encourage you, please, can. There's a reception on two of the floors outside. So do stay and talk. We've got a great mix sixth formers through to very senior practitioners and legal academics as well. So-- it would be just Great. to continue this discussion for a while longer. Thank you.

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Atribuição

"'Aqueles que desejam advogar não devem estudar direito na universidade'?" pela Faculdade de Direito de Cambridge (https://www.youtube.com/@cambridgelawfaculty), licenciado sob CC BY 3.0 (https://creativecommons.org/licenses/by/3.0/). Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=uMR1NIEifWM. Esta página é uma transcrição em texto do vídeo com quebras de parágrafo e carimbos de data/hora adicionados; o criador não é afiliado e não endossa o Vidleaf. O Vidleaf adicionou pontuação por IA e um resumo gerado por IA; a redação original permanece disponível nesta página.

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